quarta-feira, 1 de abril de 2015
Alta nos preços dos alimentos chega a 15% em Mato Grosso 01/04/2015 08:17
A cesta básica, em Cuiabá, encerrou fevereiro com alta anual de 15%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o conjunto de alimentos considerado essencial para uma família de quatro pessoas, passou de R$ 298,4 para R$ 344,3. Dos 13 itens que constam da pesquisa mensal, sete tiveram variação positiva de preços, quatro deflação e dois seguiram estáveis. Os números foram divulgados, na última segunda-feira pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e integram o relatório mensal da Conjuntura Econômica.
Entre os vilões do orçamento das famílias cuiabanas seguem as carnes, cereais e legumes. Conforme o acompanhamento realizado no mês passado, a maior alta foi encontrada na batata, que acumula majoração de 59%. O tomate ficou 40% mais caro, seguido do feijão, 38% e das carnes, 19%. Entre esses itens, chama à atenção a evolução da cesta de carnes, pois é o único item com trajetória ascendente há 13 meses, ou seja, de janeiro de 2014 até fevereiro deste ano.
Entre as reduções, o Imea verificou queda no pão francês (-9%), no açúcar (-3%) e no óleo (-2%). Manteiga e farinha se mantiveram estáveis.
Ainda dentro dessa série histórica do Imea, o valor da cesta básica de fevereiro é o terceiro maior, atrás apenas do registrado em janeiro deste ano, R$ 346,9 e em maio do ano passado, R$ 345,8. Na variação mensal, fevereiro ante janeiro, houve recuo de -1%.
RANKING – Comparando o valor da cesta básica cuiabana de fevereiro com os valores apurados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no país, Cuiabá teve a sétima cesta mais cara do Brasil e a segunda do Centro-Oeste, atrás apenas de Brasília.
Em fevereiro, o ranking mensal do Dieese foi liderado por São Paulo R$ 378,86, seguido por Florianópolis R$ 359,76, Rio de Janeiro R$ 357,27, Brasília R$ 355,70, Vitória R$ 354,85, Porto Alegre R$ 353,81 e Cuiabá, R$ 344,3.
O Dieese realiza a pesquisa mensal de preços em 18 capitais brasileiras, mas não incluiu Cuiabá. O Departamento apura além das grandes metrópoles todas as capitais da região Centro-Oeste, Goiânia, Brasília e Campo Grande. Como o Imea avalia o comportamento dos preços dos mesmos itens do Diesse - carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga – é possível inserir Cuiabá no ranking nacional.
Conforme o Departamento, em 12 meses, entre março de 2014 e fevereiro último, o preço da cesta acumulou aumento em 18 capitais, com destaque para Brasília (20,48%), Salvador (18,60%), Goiânia (18,28%), Aracaju (17,33%), São Paulo (16,45%) e Curitiba (16,41%). As menores altas aconteceram nas capitais no Norte: Manaus (2,95%) e Belém (5,36%).
Em fevereiro de 2015, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 04 minutos, superior ao registrado em janeiro, de 90 horas e 01 minuto. Em fevereiro de 2014, a jornada exigida foi de 88 horas e 41 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro deste ano, 44,99% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em janeiro, demandavam 44,47%. Em fevereiro de 2014, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 43,81%.
Fonte: Diário de Cuiabá (foto:assessoria/arquivo)
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