quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mercado do milho se recupera e fecha em alta 01/04/2015 15:45

Nesta quarta-feira (1), o mercado do milho na Bolsa de Chicago recuperou parte das últimas baixas e fechou o dia em campo positivo, com ganhos de pouco mais de 5 pontos nos principais vencimentos. Os preços trabalharam durante todo o pregão em alta depois de perder quase 18 pontos da sessão anterior. O contrato maio/15 ficou com US$ 3,81 por bushel, enquanto o setembro/15 terminou os negócios com US$ 3,97. O mercado recebeu, nesta terça-feira (31), a primeira projeção oficial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com estimativas para a área de plantio da safra 2015/16 e o número reportado para o cereal ficou acima da média esperada, o que provocou uma severa pressão sobre as cotações. A área destinada ao cultivo do milho foi estimada em 36,098 milhões de hectares, contra a expectativa média de 35,963 milhões. Paralelamente, o USDA trouxe ainda outro boletim com números dos estoques trimestrais dos EUA em 1º de março e esse reporte também apontou para números acima do esperado na média das expectativas e ajudou a pressionar as cotações. Apesar desses dados, para o consultor de mercado Ênio Fernandes, a reação do mercado foi "exagerada" e que os números, principalmente os referentes à área da próxima safra, deverão ser revisados nos próximos boletins e isso será definido de acordo com o comportamento climático nos Estados Unidos, entre outros fatores. "Podemos ter a área de a 1 a 2% para cima ou para baixo", acredita. O consultor afirma ainda que, além dos fundamentos da nova safra norte-americana, o mercado internacional não só do milho, mas das commodities de uma forma geral, é o andamento do mercado financeiro e, principalmente, do destino das taxas de juros norte-americanas administradas pelo Federal Reserve. "Se a presidente do FED começar a subir as taxas de juros vai sinalizar para o mercado que há o início de um ciclo de alta e toda vez que isso acontece, as commodities dão uma acalmada, tendem a perder valor", diz. Mercado Brasileiro Para o mercado brasileiro, as perspectivas de Ênio Fernandes também são positivas e os produtores, na visao do consultor, poderão passar por novas boas oportunidades de comercialização mais adiante. Os preços no Brasil seguem remuneradores e isso faz com que os índices de comercialização atingidos nesse momento já se mostrem bem mais elevados do que os registrados em anos anteriores. Em estados como Mato Grosso e Goiás, por exemplo, cerca de 40% da safrinha já foi comercializada e, no Paraná, as vendas já ficam entre 10 e 15%. E um dos mais importantes fatores de impulso dos negócios foi, ainda segundo o consultor, a desvalorização do dólar frente ao real, o que tornou o produto brasileiro mais competitivo no quadro internacional. "O dólar deu competitividade ao produtor brasileiro e com isso, essa retenção de produto (com o preço começa a recuar) que o produtor brasileiro fez, os americanos e argentinos também estão fazendo. Os produtores do mundo começaram a entender o poder da oferta que eles têm nas mãos", explica o consultor. "E o produtor americano não vai entregar o milho abaixo dos US$ 4,00". Complementando o cenário positivo para as cotações no Brasil há ainda boas perspectivas para as exportações brasileiras de milho. "O nosso milho ainda está um pouco mais barato do que o americano e a qualidade do milho brasileiro é muito boa. Então, há qualidade e preço competitivo, e o produtor americano está retendo produto", explica Fernandes. Nesta quarta-feira (1), o preço do milho no porto de Paranaguá, com entrega para outubro 2015, fechou com alta de 1,72% para R$ 29,50 por saca. No interior do Brasil, por outro lado, as principais praças de comercialização apresentaram baixas. Em Ubiratã/PR, o valor recuou 3,18% para R$ 21,30; 2,35% em Londrina/PR para R$ 20,80 e 1,38% para R$ 21,50 em São Gabriel do Oeste/MS. Fonte: Notícias Agrícolas

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