segunda-feira, 27 de abril de 2015
Moody's confirma nota de crédito da Petrobras após balanço
27/04/2015 19h50 - Atualizado em 27/04/2015 20h55
Moody's confirma nota de crédito da Petrobras após balanço
Perspectiva foi alterada para 'estável' pela agência.
Estatal havia sido rebaixada ao grau especulativo em fevereiro.
Do G1, em São Paulo
A agência de classificação de risco Moody's confirmou nesta segunda-feira (27) a nota de crédito da Petrobras, avaliada em Ba2, e mudou a perspectiva que estava "sob revisão" para "estável". Em fevereiro, a estatal teve seu rating rebaixado e perdeu o grau de investimento.
"A revisão focou em uma pressão por liquidez que pode ter aumentado se a companhia falhou em satisfazer provisões dentro do prazo de entrega de seu balanço auditado anual, dadas as incertezas contábeis relacionadas a seu recente histórico de irregularidades nos pagamentos", disse a Moody's.
A avaliação de risco é um sistema de nota desenvolvido por agências de análise de riscos para alertar os investidores de todo o mundo sobre os perigos do mercado ou da empresa que eles escolhem para aplicar seu dinheiro. Entenda como funciona.
Todas as outras notas de crédito da estatal, incluindo as da Petrobras Argentina – que continua com perspectiva negativa – foram confirmadas.
Em fevereiro, a Moody's rebaixou todas as notas de crédito da Petrobras, o que fez com que a empresa perdesse seu grau de investimento – selo de qualidade que aponta segurança para os investidores.
Na ocasião, a nota de risco da dívida foi rebaixada de Baa3 para Ba2. A Moody's foi a primeira das três grandes agências de risco a rebaixar a nota da Petrobras para grau especulativo. A empresa ainda tem grau de investimento pelas agências Fitch e Standard & Poor's.
Na sexta-feira (24), a agência Fitch confirmou a nota 'BBB-' para os títulos de dívida da Petrobras e retirou a companhia da chamada observação negativa, após a divulgação do balanço auditado na última semana. Na prática, ficou afastado no curto prazo o risco de perda do grau de investimento pela agência.
tópicos:
Economia, Petrobras
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