terça-feira, 3 de maio de 2016

Avicultura paga menos pela energia na tentativa de impulsionar produção

Avicultura paga menos pela energia na tentativa de impulsionar produção







Avicultura paga menos pela energia na tentativa de impulsionar produção
02/05/16 - 23:59 



Para apoiar o salto produtivo que está se prevendo na avicultura de Mato Grosso do Sul, com o aumento significativo no número de aviários para atender a expansão e a abertura de novos projetos industriais no setor, o governo do Estado vai reduzir de 17% para 2% o ICMS cobrado nas contas de energia elétrica  nesse segmento. Além disso devolverá aos produtores 30% do ICMS pago.
A informação foi confirmada ao Correio Rural pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), na semana passada, e pelo secretário de Governo, Eduardo Riedel.
Segundo as autoridades governamentais, esse assunto ainda está sendo estudado pela Secretaria da Produção e da Agricultura Familiar conjuntamente com a Secretaria de Fazenda do Estado, para que seja definido de quanto será a redução do imposto sobre a energia elétrica para os projetos de avicultura instalados no Estado.
Além da expansão de projetos industriais e produtivos já existentes no Estado, uma nova planta industrial, para abate de perus que será instalada no município de Itaporã, também será beneficiada pela redução do imposto cobrado sobre a energia elétrica.
MILHO AMEAÇADO
O governador Reinaldo Azambuja, como produtor rural que é, mostrou preocupação durante sua visita à redação do Correio do Estado, com o desenvolvimento da safrinha e comentou confirmando que em várias regiões, mas especialmente no sul do Estado, muitas lavouras estavam sofrendo com a falta de umidade e o excesso de calor registrado durante o mês de abril.
Ele disse acreditar que a safrinha deverá ter perdas nos índices de produtividade. O secretário da Produção, Fernando Lamas calcula queda de 15% na produtividade.
O secretário Eduardo Riedel, também um homem do campo e que planta milho na região de Maracaju, confirmou que há várias lavouras onde o milho está “raso”, sou seja, está tendo problemas com fatores climáticos.
Para ele, também, a safrinha deverá ter alguma quebra. A torcida de todos, agora, é que não ocorram problemas com geadas, o que poderá prejudicar ainda mais as lavouras.
SEM GEADAS
A frente fria que chegou ao Estado no meio da semana passada, apesar das quedas de temperaturas bem significativas, não prejudicou o milho safrinha no Estado.
Somente em Rio Brilhante os equipamentos da Embrapa registraram temperatura de 3.6, o que poderia significar algum risco com a temperatura na relva se aproximando do zero grau. Em Dourados, na noite de quarta para quinta-feira a temperatura foi de 4.6 graus e em nenhuma região se caracterizou geada. 
Segundo o pesquisador Carlos Ricardo Fietz, da Embrapa Agropecuária Oeste, caso tivesse se verificado geada na semana passada, seria atípico pois o histórico de geadas em Mato Grosso do Sul aponta registros sempre no mês de maio ou junho.
Nos dias 24 e 25 de junho de 2013, por exemplo, foi o último registro de geadas em MS, em Dourados. Naquela ocasião, segundo dados mostrados por Fietz, a temperatura dia 24 atingiu - 0,7 e no dia 25 -0,5 graus. Na relva, desta feita, as temperaturas chegaram a ficar em 4 graus negativos, com o registro de uma geada forte, que prejudicou as lavouras. 



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