terça-feira, 3 de maio de 2016

Trajetória de alta em Chicago continua nesta 3ª feira 03/05/2016 07:50

A trajetória de alta dos preços da soja continua na Bolsa de Chicago. Na manhã desta terça-feira (3), os futuros da oleaginosa subiam entre 9,25 e 10,50 pontos nas posições mais negociadas, levando o julho/16 e o agosto/16 a US$ 10,53, por volta das 7h40 (horário de Brasília).
O mercado internacional ainda conta com fundamentos positivos e os fundos de investimentos que seguem atuando com itensidade entre as commodities agrícolas. Na sessão de ontem, o farelo de soja, também com uma contribuição dos fundos, chegou a subir mais de 3% em Chicago e ajudou a puxar as cotações do grão. 
Entre os fundamentos, os traders seguem avaliando as perdas na América do Sul, as quais ainda não foram completamente contabilizadas, e as condições de clima em que irá se concluir. 
Na Argentina, o padrão atual se mostra mais favorável, de acordo com as últimas previsões, com chuvas mais restritas e temperaturas mais alta que poderiam favorecer a colheira. Ainda assim, a quebra está consolidada em muitas partes do país e continua, portanto, no radar dos negócios. No Brasil, as chuvas voltaram à algumas regiões produtoras que as necessitavam, porém, de forma limitada e insuficiente para a recuperação das lavouras. 
Nos Estados Unidos, atenção ao início da nova safra. O momento é de chuvas excessivas no Meio-Oeste americano, principal região produtora, porém, os próximos dias deverão ser de tempo mais seco, o que poderia acelerar o ritmo dos trabalhos de campo. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou, nesta segunda-feira (2), um avanço no plantio da soja de 3% para 8% em uma semana. O número ficou abaixo dos 10% de 2015, nessa mesma época, mas acima dos 6% da média dos últimos cinco anos. 
Do lado financeiro, nesta terça-feira, os investidores seguem sinalizando um maior apetite ao risco, levando as ações chinesas, por exemplo, ao maior ganho em cinco meses. O iene, a moeda local, bateu em sue maior patamar em 18 meses. Ao lado dessa informação, há ainda o dólar - e também o dólar index - em desvalorização, promovendo uma alta generalizada das commodities.  
 

Fonte: Notícias Agrícolas

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