Mato Grosso descarta 80 milhões de toneladas de resíduos agrícolas e pecuários que poderiam ser utilizados para geração energética. O potencial mato-grossense de produção energética é variado, mas ainda pouco explorado, segundo o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ivo Leandro Dorileo. Ele, juntamente com outros 25 especialistas e representantes do setor energético, participa do 1º Congresso de Bionergia de Mato Grosso e 3º Congresso do Setor Sucroenergético do Brasil Central, nos dias 12, 13 e 14 deste mês, em Cuiabá.
O evento é uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Presidente da Famato, Rui Prado, compara o potencial mato-grossense para produção energética ao pré-sal. Além da hidro-eletricidade, cita a capacidade de geração por fonte solar, térmica e a produção de biocombustíveis, como o etanol de cana-de-açúcar, milho e biodiesel.
Prado também destaca as condições favoráveis para uso de biodigestores, com aproveitamento de resíduos animais, bem como a produção de biogás a partir da queima de resíduos vegetais. As propriedades rurais possuem condições de gerar a própria energia e até comercializar o excedente gerado com a queima de resíduos vegetais. Contudo, para chegar a esse estágio de aproveitamento da matéria-prima residual é necessário um planejamento energético de fontes renováveis, previsto em políticas públicas específicas, completa o especialista da UFMT. “A política energética deve andar de mãos dadas com a política ambiental, mas não é possível deixar de explorar o potencial energético quando se fala em desenvolver a economia de um país”.
As políticas para desenvolvimento da bioenergia em Mato Grosso serão debatidas pelos presidentes da Famato e da Aprosoja, respectivamente Rui Prado e Endrigo Dalcin, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Ricardo Tomczyk - que irá apresentar o programa Investe Energia - no painel que encerra a programação do evento, no dia 14.O presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool), Piero Parini e o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira, também participam do debate. A abertura do evento será às 19h do dia 12.
Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Gazeta Digital (foto: Antonio Costa/arquivo)

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