quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Prado crê em investimentos pós-Dilma e diz que governo deve prorrogar dívidas do agro em MT 01/09/2016 08:14




A votação do processo de impeachment, ontem no Senado, que culminou com o afastamento definitivo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) deve abrir as portas para novos investimentos no setor produtivo no Brasil. Esta é a avaliação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado. “O agro não é diferente dos demais negócios. A partir de agora, com um governo definitivo, teremos tranquilidade e segurança. Acredito que vai diminuir a inflação, gerar novos investimentos e será melhor para o país”, afirmou ao Só Notícias/Agronotícias.
Prado destacou ainda que o setor produtivo em Mato Grosso, antecipando à votação do impeachment, já vinha negociando com o governo interino. O objetivo, segundo ele, era tentar minimizar as perdas nas safras de soja e milho, ocasionadas pelo déficit hídrico. “Tivemos uma reunião esta semana com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e apresentamos as perdas na primeira e segunda safra. Isso, obviamente, traz problemas de crédito. Ele se mostrou sensível com a situação e a resposta foi positiva”.
Segundo o presidente da Famato, Maggi se comprometeu a negociar a prorrogação das dívidas dos produtores. “O ministro disse que os investimentos ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) serão prorrogados para o último ano após o vencimento. Isso nos dá um fôlego maior. Pedimos também prorrogação dos custeios que poderão vencer agora no final do ano. Então, agora estamos uma resolução no sentido destas duas prorrogações”.
Prado esteve ontem em Sinop, onde palestrou no 9º Congresso de Gestão e Negócios do curso de Administração da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat).  

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: Só Notícias/Vanessa Fogaça)

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