Publicado em 26/12/2018 10:09
Só com a aprovação da reforma da Previdência, o Brasil pode atrair entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões no próximo ano para a Bolsa e mais US$ 80 bilhões de investimento externo direto, afirma o presidente do Citi no Brasil, Marcelo Marangon. “Fundos globais dedicados a mercados emergentes reduziram substancialmente a exposição ao País”, diz. “Agora, o investidor estrangeiro está esperando esta comunicação do novo governo sobre as reformas, ele está mais cético, esperando as coisas acontecerem”, avalia o presidente do Citi, segundo maior banco estrangeiro do País, atrás apenas do Santander Brasil. Com R$ 74 bilhões em ativos, o Citi vendeu em 2017 para o Itaú operação de varejo, voltada para pessoas físicas. Hoje, o banco atende apenas empresas e clientes donos de grandes fortunas. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Qual a expectativa do banco em relação ao primeiro ano de governo Bolsonaro?
Estamos muito otimistas com as perspectivas do Brasil. Esse otimismo está diretamente alinhado com a capacidade do novo governo de aprovar as reformas. Quanto mais cedo e mais profundas forem as reformas, maior será o nível de confiança e a atração de investimento, seja do local ou do estrangeiro. O nível de confiança das empresas tem aumentado. Projetos que tinham sido paralisados voltaram à mesa. Vemos grande expectativa de o Brasil ter recuperação mais rápida que o esperado, pois a inflação está sob controle, os juros estão historicamente baixos e a capacidade ociosa está alta. Esses três elementos fazem com que se consiga girar a economia de maneira muito rápida sem muito investimento de curto prazo.
Leia a entrevista na íntegra no site di Estadão.
Fonte: Estadão
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