domingo, 1 de janeiro de 2017

Voluntários oferecem educação de qualidade à crianças do campo

Edição do dia 01/01/2017
01/01/2017 09h30 - Atualizado em 01/01/2017 09h57



Voluntários oferecem educação de qualidade à crianças do campo




O número de escolas rurais diminuiu ao longo dos anos.
Para os educadores, escola mais perto de casa evita a evasão escolar.



Helen MartinsSão José dos Campos, SP



Uma pintura no céu anuncia o novo dia. Nathaly Crisóstomo tem 9 anos e vai para a escola, mas até chegar no ponto onde passa a van tem uma longa caminhada. É a rotina das crianças do campo.
A distância entre a escola e a casa dos alunos normalmente é de vários quilômetros. E, como a estrada é de terra, esse trajeto fica ainda mais longo. Em dias de chuva, em trechos onde a estrada está pior, o transporte escolar nem consegue passar e as crianças ficam sem aula.
Olhando para os lados, dá pra ver a distância entre as casas no campo. Um amigo para brincar pode estar muito longe. A escola vira um lugar não só para adquirir conhecimento, mas também onde a criança aprende a se socializar.
Muita coisa se aprende na escola, mas escola, assim, na zona rural, está ficando difícil encontrar. O número de escolas rurais vem diminuindo ao longo dos anos. Segundo o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, ligado ao Ministério da Educação, cerca de 35 mil escolas foram fechadas de 2004 para cá, uma queda de 35,5%. O número de alunos no mesmo período também diminuiu, quase 26%. São 2 milhões de estudantes a menos na zona rural.
As crianças passaram a se deslocar até escolas nas zonas urbanas, mas para os educadores, escola mais perto de casa diminui a evasão escolar.
É isto que a Escola Madre Teresa faz pelos alunos, crianças do primeiro ao quinto ano, o chamado Ensino Fundamental I. No primeiro ano, os alunos capricham na letra, escrevem, apagam os erros, começam de novo. João Gabriel Gonçalves, do segundo ano, mostra que já aprendeu a ler.
Na sala da Nathaly, a aula é de matemática. Como já acabou o exercício, ela ajuda o colega nos cálculos. O nome de Nathaly aparece em todos os resultados das Olimpíadas de Matemática da escola, mas para quem não consegue acompanhar a classe, existe um grupo de estudo.
E é na aula de musicalização que eles esquecem a timidez e soltam a voz e o corpo. Margareth Pedrosa é professora voluntária e envolve as crianças com músicas antigas. “Eu tento colocar só músicas de 50 anos atrás e do folclore. Faço pesquisas na comunidade com as mães e os avós”, conta.
Apesar das dificuldades, a escola consegue seus feitos. O material didático é um deles. Atendimento odontológico, com um grupo de dentistas voluntários, é outro diferencial.
E quem disse que escola rural não pode ser antenada? Aqui tem sala de informática, outra grande conquista. A sala tem hoje 12 computadores e as crianças desde bem pequenas, já fazem suas pesquisas.
É o mundo se abrindo, o quintal ficando cada vez maior, inclusive com os passeios que a escola proporciona.
Depois do almoço, é hora de voltar pra casa. Na estrada, a mãe e o irmão da Nathaly, Moisés, de 14 anos, já esperam por ela. Descem a escada feita de pneus e quando chegam em casa, Nathaly mostra as medalhas das Olimpíadas de Matemática.
Nathaly está aprendendo a bordar com a mãe. Depois das aulas, elas fazem seus trabalhos manuais, mas isso não é só diversão, é complemento de renda também. O pai de Nathaly está em tratamento médico e, no momento, sem trabalho. A família vive com muito pouco.
Ser alguém na vida é algo que a cada dia exige mais estudo. E esse estudo está cada vez mais distante da zona rural. Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja a homenagem que os alunos da Escola Madre Teresa fizeram para demonstrar o significado do estudo na vida deles.


 
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Escola rural carrega história de luta, empenho e cidadania

Edição do dia 01/01/2017
01/01/2017 09h15 - Atualizado em 01/01/2017 09h58



Escola rural carrega história de luta, empenho e cidadania




A escola fica em São José dos Campos, SP.
Ela chegou a ser fechada, mas sobreviveu graças ao esforço de voluntários.

Helen MartinsSão José dos Campos, SP


Uma história de luta, empenho e cidadania que se passa em uma escolinha rural de São José dos Campos, em São Paulo. A escola chegou a ser fechada e sobreviveu graças ao esforço de voluntários, que superaram todas as dificuldades para oferecer educação de qualidade a 100 crianças do campo.
As crianças da escola rural brincam de bolinha de gude, andam a cavalo e jogam bola. Elas têm um quintal maior do que o mundo, como fala a poesia de Manoel de Barros.
Antes da aula, as crianças tomam café da manhã. Muitas chegam na escola de barriga vazia. Depois elas rezam e seguem para a sala de aula. Ao lado da escola, fica a casa das freiras do Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada. Foram elas que fundaram a escola, em 1959, e durante muitos anos administraram o lugar.
A congregação sempre teve atividades na área de saúde e educação, mas em 2014, por falta de mão de obra e problemas financeiros, ela decidiu fechar a escola. Noventa e cinco crianças foram buscar outras escolas para estudar.
Donaide Bitencourt, a diretora da escola, já era voluntária desde a sua aposentadoria como professora. Foi ela que ajudou a organizar o grupo de pessoas que mudaria o rumo dessa história: "Eu fiquei indignada. Não é possível fechar uma escola desse padrão, com essa carência, com essa necessidade das crianças. Aí eu fui correr atrás pra não fechar a escola".
Nicolau Arbex Sarkis, dono de uma escola particular em São José dos Campos ajudou nos primeiros passos: “Eles solicitaram minha ajuda para ajudar na viabilização da parte legal da escola, aprovação na diretoria de ensino, na continuidade da escola”.
Outro voluntário é José Roberto de Paula Ferreira, que estudou na primeira turma da escola Madre Teresa e quando soube do fechamento resolveu ajudar: “Foi um sentimento de dor, mesma coisa que perder um ente querido. É um desafio desgastante, mas muito gratificante”.
Em busca de recursos, foram feitos carnês para quem quer adotar um aluno e quando o dinheiro não chega para pagar os 15 funcionários da escola, são organizados eventos beneficentes, como a pizzada no salão da igreja, que garantiu o 13º salário de 2016.
 
A Madre Teresa é uma escola rural particular filantrópica, onde as crianças estudam de graça. Apenas a alimentação e o transporte são fornecidos pelo município. “Dada a situação econômica, a gente tem conseguido muito pouco. Graças a Deus, até esse final de ano, a gente conseguiu, mas não sei o que vai ser em 2017, 2018”, afirma o empresário José Roberto Mateus.


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Folheto explica como tratar as doenças dos pés de café

Edição do dia 01/01/2017
01/01/2017 09h00 - Atualizado em 01/01/2017 09h13





Folheto explica como tratar as doenças dos pés de café





O telespectador Ari Navarro, de Sorocaba, São Paulo, escreveu para o Globo Rural contando que tem um pé de café que está sofrendo com a ferrugem, uma doença causada por fungo.
A Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, tem um folheto sobre o assunto. Ele mostra as técnicas de manejo para lidar com o problema.
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Produção de carne suína cresce em 2016

Edição do dia 01/01/2017
01/01/2017 08h45 - Atualizado em 01/01/2017 09h14



Produção de carne suína cresce em 2016




Mesmo assim, o ano não foi de comemoração para os criadores. 
O alto custo dos insumos reduziu a lucratividade.



Cláudia AlessiGaurama, RS



A produção de carne suína cresceu em 2016 no Rio Grande do Sul. O problema é que o preço dos insumos aumentou, principalmente o do milho.
Ivo Ferranti está entre os 1,2 mil criadores de suínos que ainda trabalham de forma independente no Rio Grande do Sul. Na granja, em Erechim, no norte do estado, todos os custos de mão de obra e produção ficam por conta dele, que negocia direto com os frigoríficos.

Em 2016, os criadores foram pegos de surpresa pelo alto custo de produção. O vilão é o milho, principal ingrediente da ração. O preço da saca chegou a beirar os R$ 60, mais que o dobro de 2015. Mesmo podendo negociar o preço do suíno vivo direto com o comprador, o máximo que Ivo conseguiu alcançar foi R$ 3,85 pelo quilo. “Deu pra manter a casa de pé ainda, mas lucratividade, não”, conta.

Mesmo com o preço alto dos insumos, a produção de carne suína fechou 2016 com um aumento médio de 5% no estado, de acordo com a Associação de Criadores. As exportações também seguiram esse ritmo, a alta foi de 13%, só que os preços no mercado internacional diminuíram.
“Entrou menos dinheiro com mais volume exportado. Isso fez com que o equilíbrio financeiro do setor não fechasse porque o custo de produção foi maior e o preço de venda do mercado externo foi menor”, explica Valdecir Luis Folador, presidente da Associação dos Criadores de Suínos/RS.
Em uma unidade produtora de leitões, os animais ficam até atingir os 23 quilos. Nesse caso, o criador trabalha num sistema integrado com cooperativas em que a integradora fica responsável pelas matrizes, o sêmen e alguns medicamentos, mas a ração é de responsabilidade do criador. São quase 7 mil criadores integrados no estado.
A produção na granja de Roberto Fontana é de mil leitões por semana. Em novembro, ele recebia R$ 3 pelo quilo, agora, R$ 0,20 a mais, mas o criador diz que o aumento não é suficiente para cobrir as perdas registradas no ano. Ele já chegou a lucrar R$ 40 por animal, em 2016, estima que o lucro não tenha passado de R$ 5. “Nós precisaríamos que aumentasse bem mais para ganhar fôlego e, pelo menos, pagar as contas”, diz.
Em todo o Brasil, a situação da suinocultura é semelhante à do Rio Grande do Sul. Foi um ano de aumento de custos e de produção maior. As exportações brasileiras de carne suína também aumentaram: 30% em 2016.
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Ano de 2016 foi de altos e baixos para os produtores de laranja

Edição do dia 01/01/2017
01/01/2017 08h45 - Atualizado em 01/01/2017 09h17




Ano de 2016 foi de altos e baixos para os produtores de laranja




O clima não ajudou e comprometeu a produtividade. 
A notícia boa é que, agora, os preços estão reagindo.



Rafael CastroDescalvado, SP



Os produtores de laranja enfrentaram um ano cheio de altos e baixos. O clima não ajudou, comprometendo a produtividade, mas agora os preços estão reagindo.
Em São Paulo e no Triângulo Mineiro, a maior região produtora de laranja do país, a safra deve ser a menor dos últimos 25 anos. Essa é a expectativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), formado por agricultores e representantes da indústria de suco.

Em uma fazenda com 300 mil pés de laranja em Descalvado, na região central paulista, os trabalhadores colhem os últimos frutos. O dono, o citricultor Roberto Jank, conta que a qualidade está boa, mas a produção diminuiu: “Eu devo produzir aproximadamente 600 mil caixas em 600 hectares, mil caixas por hectare. E isso é uma queda de 20% em relação ao ano passado”.
Devem ser produzidas 244 milhões de caixas, queda de 18% em relação à safra anterior: “As laranjeiras tiveram florescimento exuberante, mas cerca de 60 dias depois, no final de setembro e início de outubro, as temperaturas atingiram patamares muito elevados de 3ºC a 5ºC acima da média. Com isso, a queda do fruto foi muito intensa, diminuindo a produtividade das laranjeiras e reduzindo a safra sensivelmente”, explica Juliano Ayres, gerente da Fundecitrus.
E não foi só a produção que diminuiu. A área plantada também, com queda de 6%. Para o Fundecitrus, vários fatores explicam a redução. Entre eles, o clima e o amarelão, praga que atingiu 17% das plantas. “E o terceiro fator é que o ciclo que nós vivemos nos últimos cinco anos foram de preços mais baixos em função de anteriormente ter tido safra maior e também o câmbio que foi desfavorável. O valor do dólar que estava muito baixo. Então, esse conjunto de fatores fez com que muitas vezes o citricultor buscasse uma alternativa melhor em termos de remuneração”, afirma Juliano.
Mesmo assim, o Brasil ainda é o maior produtor de laranja do mundo e 80% do que é colhido vai para a indústria de suco. A Europa é o principal mercado. Só em novembro, foram exportadas mais de 134 mil toneladas de suco de laranja não congelado, aumento de 15% em relação a outubro, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.
“O aumento de exportação nesse momento é uma consequência da baixa dos estoques. Você está sem suco no exterior, então procura tirar suco do Brasil para levar para lá, para que você possa abastecer seus clientes”, explica Ibiapaba Netto, diretor da CitrusBr, a associação dos exportadores.
A oferta menor e o dólar valorizado não ajudaram só as exportações. Para os produtores, o preço da caixa de 40 kg subiu. O contrato do citricultor Roberto Jank com a indústria é em dólar. Com a alta do câmbio, ele está recebendo mais: “No nosso pomar, o custo de produção é em torno de R$ 15 a caixa. Nesse caso, o que a gente está recebendo esse ano é R$ 17, R$ 18 por caixa, remunera bastante bem”.
Apesar da queda, São Paulo lidera a produção nacional de laranja com 73% do total. Minas Gerais é o segundo maior produtor do país, com quase 6%.
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Cinco anos de estiagem deixam prejuízos para os produtores de SE

Edição do dia 01/01/2017
01/01/2017 08h45 - Atualizado em 01/01/2017 09h18



Cinco anos de estiagem deixam prejuízos para os produtores de SE



A busca pela água está cada dia mais difícil.
População, animais e plantações estão sofrendo bastante.

Carla SuzanePoço Verde, SE



No Nordeste, o drama dos agricultores só aumenta. Em Sergipe, muitos açudes secaram ou estão quase sem água. A luta dos produtores para matar a sede das criações ou as necessidades das famílias fica cada dia mais difícil.
Onde havia pastagens, agora só se vê terra seca. No sertão de Sergipe, a estiagem que já dura secou açudes, riachos, destruiu plantações.

Está tão seco, mas tão seco que até a palma, uma vegetação resistente a longos períodos de estiagem, não vingou. E pensar que a palma é o último recurso para alimentar os animais nessa região.

O gado está faminto e cada vez mais magro. O agricultor Silenaldo dos Santos conta que só encontrou mandacaru para matar a fome das vacas que ainda restam.

Vinte e dois municípios em Sergipe estão em situação de emergência por causa da estiagem. Mais de 300 mil pessoas enfrentam a dura rotina de encontrar água.

Em Poço Verde, 85% das safras de feijão e milho foram perdidas. Um sofrimento para cerca de 5 mil pequenos produtores da região.
Um dos açudes já foi bem maior, mas sem chuva há tanto tempo, hoje é a salvação dos moradores e também não está fácil conseguir água ali, não. E mesmo assim é uma água suja, sem qualidade, mas a única que eles têm. Com essa água, as pessoas cozinham, matam a sede, lavam roupas e dão aos animais. A preocupação agora é que esse açude também acabe secando.

A falta de chuva que afeta tantas pessoas nesse pedaço do Brasil, só não tira dessa gente a esperança. “Vamos esperar por chuva, quando Deus vai mandar, ninguém sabe, mas um dia ele manda pra socorrer nós”.
Segundo o Centro de Meteorologia da Secretaria de Meio Ambiente de Sergipe, a previsão para janeiro, fevereiro e março, período de estiagem, é preocupante, com chuva abaixo da média.
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