domingo, 2 de julho de 2017

Embargo da carne brasileira pelos EUA levanta questões sobre o produto

Edição do dia 02/07/2017
02/07/2017 09h08 - Atualizado em 02/07/2017 09h11


Embargo da carne brasileira pelos EUA levanta questões sobre o produto




Manejo durante a vacinação contra aftosa volta a ser discutido.
Globo Rural acompanha o caminho da vacina, da fabricação até o frigorífico.

Dejane Arnhold, Edevaldo Nascimento e Helen SantosCuiabá, Rochedo (MS), São Paulo


Com a suspensão imposta pelos Estados Unidos à carne bovina fresca brasileira, o manejo realizado durante a vacinação contra a aftosa voltou a ser discutido. Os repórteres do Globo Rural acompanharam em três estados os problemas que envolvem a imunização do gado contra a febre aftosa: a produção da vacina, a fiscalização nos frigoríficos e a vacinação correta no campo.
A vacinação cocorre em todos os estados brasileiros, com exceção de Santa Catarina, que desde 2007 é considerado pela Organização Mundial de Saúde Animal um estado livre de aftosa sem vacinação. Em Mato Grosso, na recente campanha de maio, foram vacinados mais de 30 milhões de animais.
Os técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária do MT (Indea) explicam que, durante todo o manejo, as vacinas devem ser mantidas em baixa temperatura, entre 2ºC e 8ºC. Na propriedade, é fundamental o cuidado com a limpeza da pistola e das agulhas, o que evita também a contaminação das doses que ainda estão no frasco. “O ideal seria trocar a agulha a cada animal, mas dependendo do manejo dentro da propriedade com muitos animais, trocar a cada dez animais seria o ideal”, explica o médico veterinário do Indea, Felipe Peixoto de Arruda.
As agulhas são limpas com uma solução desinfetante ou em água fervente, como acontece em uma propriedade em Rondonópolis, no Mato Grosso, que tem um rebanho de quase três mil animais. Animais conduzidos sem violência até os currais ficam mais calmos e quando contidos em troncos garantem uma vacinação com mais qualidade. É o que afirma a zootecnista Fernanda Macitelli: “Depois de contido o animal, deve se abrir a porta lateral, perto do pescoço, puxar a pele e aplicar com a agulha paralela ao corpo do animal”.
Controle e inspeção
Em um frigorífico em Rochedo, em Mato Grosso do Sul, é possível ver como é feito o controle. Quando os bovinos chegam ao frigorífico e são separados por lotes, fica fácil perceber como a reação da vacina é comum. Animais de vários criadores apresentam os mesmos problemas.
Na indústria, as carcaças passam por uma varredura. É uma rotina padronizada para a detecção inicial de qualquer tipo de contaminação na carne e os abscessos são os mais encontrados. Às vezes mais de um por animal.
São quatro procedimentos de inspeção: dois na linha de abates e outros dois após o resfriamento da carne. Os funcionários vistoriam peças que podem conter um abscesso escondido e fazem a retirada de toda a parte comprometida.
Do abate à desossa, a fiscalização é feita por funcionários do Ministério da Agricultura e da Indústria. Existe uma atenção especial aos quartos dianteiros, onde é aplicada a vacina. “Chegando na desossa, todos os quartos sofrem uma reinspeção no ponto específico, onde o colaborador da garantia da qualidade faz a verificação desse quarto”, explica Luiz Antônio Almeida Barbosa, responsável técnico da indústria.
A partir de agora, a limpeza das peças deve ser mais rigorosa. O Ministério da Agricultura já enviou aos estados as novas medidas de controle de contaminação e de reinspeção pelos agentes do serviço federal. “Para o estabelecimento, ele deve olhar agora 100% dos quartos que entrar na desossa. Não só reinspecionar, como registrar, o que não era sempre uma prática. Por exemplo, a empresa podia reinspecionar cortes de duas em duas horas”, afirma Régia Paula Queiroz, veterinária do SIPOA.
Reações à vacina
Mesmo com o manejo correto o abscesso pode se formar. Na Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo, o rebanho foi vacinado contra aftosa há pouco mais de um mês. O veterinário Enrico Ortolani explica a reação na pele dos animais: “Tem uma reação do mês de novembro do ano passado e uma reação que ocorreu na vacinação do mês de maio. É um tecido bem fibroso que o animal reage, tem um pouco de dor. Isso não acontece pelo manejo, porque cada animal que nós vacinamos foi tomada toda a precaução, com uma agulha por animal, tomando todos os cuidados de higiene. Então, isso prova que o problema não era de contaminação. Esse tipo de tecido é provocado como se fosse uma reação alérgica retardada".
Até meados da década de 90, a vacina era aquosa e tinha que ser aplicada de três a quatro vezes ao ano. Os laboratórios, então, desenvolveram a vacina oleosa, que só precisa ser aplicada duas vezes por ano, simplificando o manejo dos rebanhos. A vacina oleosa tem componentes, os chamados adjuvantes, que causam uma pequena inflamação para estimular a produção de anticorpos. O efeito dela dura mais tempo, mas segundo Ortolani, essa vacina também pode provocar edemas.
O Sindicato da Indústria de Produtos Animais (Sindan) nega que a vacina seja a responsável pela suspensão à carne fresca brasileira, mas adianta que a fórmula está sendo alterada. “Nós temos uma vacina atual, com volume de 5ml, com três cepas: O, A e C. A cepa C erradicada do país será retirada já a partir de agosto na vacina. E a partir de abril do ano que vem, estaremos também reduzindo o volume de dose para 2ml. Isso pode melhorar o nível de reação. Teremos a vacina mais adequada para essa fase do problema de erradicação da aftosa no Brasil”, garante Emílio Salani, vice presidente Sindan.
Em um depósito em Vinhedo são armazenadas mais de 200 milhões de doses da vacina a cada ciclo. Elas abastecem todo o país.  De cada lote da vacina, saem duas amostras para testes: uma vai para o laboratório oficial do Ministério da Agricultura e a outra para checagens de campo, em uma fazenda também do Ministério, no Rio Grande do Sul. Durante esse processo, os lotes ficam bloqueados na quarentena.
Só depois da liberação em testes é que os frascos recebem um selo, a marca de que a vacina foi aprovada para uso e está rastreada. Apesar desse controle, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luis Rangel, anunciou uma investigação complementar: “A ideia é que em 60 dias nós consigamos ter um panorama total do processo, reavaliando os controles de qualidade das empresas e checando as informações de fiscalização”.
Desde o início do ano, o governo americano barrou mais de 4,5 mil lotes de carne fresca de diferentes países. Só da Austrália, que exporta muito mais que o Brasil, foram mais de duas mil devoluções. O motivo, em geral, são problemas no transporte ou certificação. O Brasil teve 158 lotes devolvidos até o fim de maio, mas o Departamento de Agricultura apontou defeitos além dos permitidos, uma ocorrência de patógeno, que pode estar em abscessos ou outros tecidos, e outra de materiais desconhecidos na carne.
Uma missão técnica do Ministério da Agricultura vai aos Estados Unidos em julho discutir a questão do embargo.
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Colheita de tomate está a todo vapor em Minas Gerais

Edição do dia 02/07/2017
02/07/2017 09h16 - Atualizado em 02/07/2017 09h16

Colheita de tomate está a todo 
vapor em Minas Gerais



A área plantada caiu quase 9% em relação ao ano passado. 
Mas a redução deve ser compensada pela alta produtividade.


Marcelo LagesSão José da Varginha, MG

Agricultores do centro-oeste de Minas Gerais estão colhendo a safra de tomate. A área plantada caiu, mas o clima ajudou.
Nas montanhas verdes da pequena São José da Varginha está uma das maiores produções de tomate de mesa do estado. A área plantada no estado caiu quase 9% em relação ao ano passado. A redução deve ser compensada pela produtividade, que tem previsão de alcançar 74 toneladas por hectare, crescimento de quase 8%.
Uma das características do mercado de tomate é a diferença no preço da caixa. Normalmente, no início do período de colheita de cada região, o preço é mais alto. No decorrer do tempo de produção, ele só abaixa.
Ricardo Nogueira é um dos maiores produtores da região: "Hoje, o custo de uma caixa de tomate, para pegar uma sementinha até chegar à produção final, é de R$ 18 cada caixa. No mês de abril, nós conseguimos vender ela de R$ 40. No mês de maio, devido a mais oferta, abaixou um pouco, nós conseguimos vender a R$ 32. Hoje, nós estamos conseguindo vender a R$ 25”.
Os agricultores ainda têm muito trabalho pela frente: a colheita de tomate vai até outubro.
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Produtores do Paraná se preparam para colher nova safra de milho

Edição do dia 02/07/2017
02/07/2017 09h21 - Atualizado em 02/07/2017 09h21

Produtores do Paraná se preparam para colher nova safra de milho


A produção é boa, mas o preço não está agradando os agricultores. Sem pressa para vender, eles esperam um momento melhor para vender a safra.

Solange RiuzimMaringá, PR


A colheita do milho de segunda safra, ou safrinha, começou no Paraná. A produção é boa, mas o preço não está agradando.
A colheita em Floresta é uma das primeiras do norte do estado. Na área de 82 hectares, o produtor Ricardo Dolfini está colhendo 123 sacas de milho por hectare: “Já começamos colher agora. Eu acredito que se continuar sol, em uns 20, 30 dias termina a colheita”.

Por enquanto, apenas 5% da área plantada no estado foi colhida. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a previsão é colher quase 14 milhões de toneladas, 36% a mais do que na safra de inverno do ano passado, quando a seca provocou quebra no estado.
Agora as plantas se desenvolveram bem e tem muito milho. “O milho ficou bem alto esse ano, com cerca de dois metros. Tá bonito esse ano”, comemora o produtor Luiz Gustavo Brusco. Ele planta mil hectares em Maringá e deve começar a colher em 15 dias. Ele espera, pelo menos, 103 sacas por hectare, uma boa produtividade para a região.
Para os produtores só o que não está nada bom, é o preço do milho. O Luiz, por exemplo, no ano passado vendeu milho a R$ 38 reais a saca nessa mesma época. Agora, o valor caiu para menos da metade.
Para acompanhar os preços, o agricultor tem ido a Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) e, na última semana, o valor da saca de milho em R$ 17,70 mais uma vez não agradou. “Infelizmente, a gente vai ter que segurar para ver se aumenta esse preço, para, pelo menos, pagar o custo dos insumos que a gente adquiriu”, afirma Luiz.
Só a Cocamar de Maringá deve receber nesta safra 1,2 tonelada de milho. Até agora, desse volume, apenas 10% estão vendidas. No mesmo período do ano passado, a comercialização já tinha chegado a 30%. “Muito diferente, porque a safra de 2016 veio na esteira de uma grande exportação que o Brasil havia feito em 2015. Faltou milho no primeiro semestre de 2016 e as cotações explodiram”, explica José Cicero Aderaldo, vice-presidente da Cocamar.
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Conheça medidas que geram bons resultados contra o carrapato do boi

Edição do dia 02/07/2017
02/07/2017 08h37 - Atualizado em 02/07/2017 09h29

Conheça medidas que geram bons resultados contra o carrapato do boi



O carrapato causa muitos prejuízos para os produtores de carne e leite. 
Ele se multiplica com facilidade e cria resistência aos tratamentos.

Vico Iasi e Cristina VieiraSão Paulo e Campo Grande

O carrapato é, há muito tempo, um dos principais inimigos da pecuária do Brasil. Ele se multiplica com facilidade, cria resistência aos tratamentos e causa prejuízo para produtores de carne e leite. Algumas ferramentas ajudam a enfrentar esse inimigo, pequeno, mas poderoso. Agumas já existem, outras ainda passam por testes.
Eles estão espalhados em todos os continentes, em vários tipos de clima e todo tipo de bicho. Tem carrapato em boi, cavalo, cachorro, camelo, lagarto, urubu, morcego e até em pinguim. Ao todo, os cientistas já identificaram mais 900 espécies no mundo. 
“Carrapato é um araquinídeo, da mesma classe das aranhas e escorpiões, tem quatro pares de patas na fase adulta. Ele precisa se alimentar em um animal vertebrado, do sangue desse animal, para poder prosseguir o seu ciclo de vida. Hoje nós temos carrapatos parasitando anfíbios, répteis, aves e mamíferos em praticamente todos os cantos do planeta”, explica o veterinário Marcelo Labruna, que estuda carrapatos há 20 anos na Faculdade de Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.
O veterinário explica que o carrapato do boi não é nativo do Brasil, mas sim de regiões quentes da Ásia. A espécie, que se chama Rhipicephalus microplus, chegou no país no período colonial, se adaptou bem ao clima e se tornou um pesadelo para os criadores.
O criador Jorge Tupirajá, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, trabalha com gado para a produção de carne há 30 anos. Para melhorar a qualidade do rebanho, investiu no cruzamento genético. O gado canchim é uma mistura do nelore com o gado charolês, que é europeu. Raças europeias são mais suscetíveis, porque elas vêm de lugares onde não há esse tipo de carrapato: “O carrapato deve ser a pior praga que existe na Terra. Ainda não se viu nada mais resistente e mais difícil de se combater”.
Casos como o de Jorge se repetem por todo o país. Segundo a Embrapa, o carrapato do boi gera por ano um prejuízo de mais de R$ 9 bilhões para a pecuária brasileira. A estimativa inclui custos com tratamento e os problemas diretos e indiretos provocados pelo parasita.
O carrapato do boi é um problema sério para a pecuária brasileira, porque ele prejudica a saúde do rebanho de diversas maneiras. A veterinária Cecília Veríssimo, do Instituto de Zootecnia, pesquisa o carrapato do boi há 32 anos e explica o mal que ele provoca nos animais: “Um animal pode chegar a ter dois mil carrapatos. A primeira consequência é a anemia. O sangue desaparece para os carrapatos. Ele também joga na corrente sanguínea substâncias que são prejudiciais ao bovino e podem causar intoxicação. Então, ele para de comer, vai ficando fraco. É uma coisa muito violenta para o animal”.
Com menos sangue e menos apetite, os animais podem perder peso e reduzir a produção de leite. Em grandes infestações, vacas prenhes podem abortar a cria. “Se a quantidade de carrapatos é muito grande dá problema na pele e isso predispõe à bicheira”, afirma a Cecília. Além disso, o carrapato do boi também pode transmitir uma doença grave: a tristeza parasitária bovina, que provoca febre e muitas vezes é fatal para os animais.
A luta contra o carrapato
Para evitar tantos problemas, cientistas brasileiros têm travado uma guerra ao carrapato do boi e vêm trabalhando em diversas frentes. Na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, o doutor em biologia molecular, Renato Andreotti, coordena uma equipe que se dedica a estudar os carrapatos. Todas as espécies que chegam são catalogadas e fotografadas para o museu virtual do carrapato, um site que traz um banco de informações sobre os parasitas. Mas o foco principal é o carrapato do boi: “É um problema global, da Austrália, que é um grande mercado de produção de bovinos, passando pela África, América do Sul, México. Enfim, esse a carrapato é um problema mundial”.
Há cerca de15 anos os pesquisadores vêm trabalhando para encontrar uma forma de proteger o rebanho. Uma alternativa aos produtos químicos é a vacina contra o carrapato. Hoje, a eficácia dessa vacina é de 72%. Ainda não é o ideal, por isso o esforço é para aumentar esse índice.
A pesquisa quer chegar a 95% de eficiência da vacina. Nos últimos três anos, a pesquisa vem evoluindo com o estudo do genoma do carrapato, um mapeamento genético, para que mais proteínas possam ser identificadas. “A vacina é uma proteína do carrapato que vai fazer uma produção de anticorpos quando injetado no bovino, levando carrapato à morte. Nós acreditamos que em dois anos teremos uma resposta mais forte do que temos atualmente”, explica Renato.
Enquanto a vacina não chega à eficiência esperada, os pesquisadores estão trabalhando uma alternativa para controlar o carrapato. O parasita chega ao animal ainda na fase de larva, passa para a fase de ninfa, até se tornar um carrapato cheio de sangue pronto pra cair. No pasto, a fêmea coloca em torno de três mil ovos que vão virar larvas. Na pastagem é possível ver as larvas de carrapato à espera do gado.
Quando as larvas estão prontas para atacar, elas podem sobreviver mais de 80 dias na pastagem. Então, uma das estratégias estudadas pela Embrapa é um programa de manejo, ou seja, ir trocando o gado de lugar de acordo com o ciclo do carrapato. A proposta usa como modelo uma área de 100 hectares, com 100 animais, dividida em quatro partes. A proposta exige investimento do produtor em manejo, mas segundo Renato, as vantagens compensam.
Mas a principal ferramenta usada pelos criadores na luta contra o carrapato é o carrapaticida, que mata os parasitas, um tipo de produto que muitas vezes esbarra em um problema. Uma grande dificuldade no combate ao carrapato do boi é que ele desenvolve resistência a produtos químicos. O criador aplica um carrapaticida no gado, a maior parte dos carrapatos morre, mas os que sobram se reproduzem e, com o tempo, vão formando uma população resistente ao produto. Surge um drama para o criador: como encontrar um carrapaticida que seja de fato eficiente?
O agrônomo Sérgio Costa conhece bem esse problema. Ele produz leite em Cachoeira Paulista, São Paulo, em uma propriedade com 200 vacas em lactação: “É uma dor de cabeça muito grande e que pesa muito na nossa planilha quando a gente vai ver os gastos com medicamentos. Dentre os medicamentos, o controle do carrapato certamente contribui em 60% do gasto com medicamentos”.
Para reduzir custos e melhorar o controle, Sérgio adotou uma manejo simples. Ele passou a enviar carrapatos do rebanho para uma análise em laboratório. É um teste que identifica o carrapaticida mais eficiente para o caso dele. A análise dos carrapatos pode ser feita pela Embrapa e também em lugares como o Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura de São Paulo. Confira no vídeo acima como funciona essa análise.
Além de identificar quais são os carrapaticidas mais eficientes para cada propriedade, esse tipo de teste também aponta qual deve ser o intervalo de aplicação dos produtos. Só que identificar o carrapaticida mais adequado pode não ser suficiente, afinal o controle bem feito depende também de uma boa aplicação.
Segundo a veterinária Cecília Verríssimo, alguns carrapaticidas devem ser colocados no dorso dos animais e outros pulverizados. Entre os pequenos produtores, o método mais usado é aplicação com pulverizadores costais. Ela alerta que carrapaticida é veneno e que os aplicadores devem sempre usar equipamentos de proteção e respeitar as instruções dos fabricantes, quanto a dosagem e carência dos produtos. Outro ponto decisivo é montar um calendário para repetir as aplicações, com intervalos que variam segundo o produto.
No caso de Sérgio Costa, as boas práticas na aplicação e os testes de laboratório trouxeram grandes mudanças para a saúde do rebanho. “Tem sido positivo o procedimento de envio do carrapato, de poder ter um resultado, saber qual o princípio ativo mais eficiente. Acho que é uma ferramenta extremamente eficiente que auxilia. Temos conseguido manter o rebanho limpo”, comemora.
Locais que recebem carrapatos para o teste de biocarrapaticidograma:
POLO REGIONAL RIBEIRÃO PRETO
Av. Bandeirantes, 2419 - Ribeirão Preto -SP
(16) 3637-1849
Márcia Mendes
INSTITUTO BIOLÓGICO - SÃO PAULO
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252
(11) 5087-1707
Fernanda Duarte
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sábado, 1 de julho de 2017

Criação de búfalos para produção de carne e laticínios cresce em Minas Gerais

Da Redação
01 Jul 2017 - 08:00
Atualizada em 01 Jul 2017 - 09:13
Criação de búfalos para produção de carne e laticínios cresce em Minas Gerais
A criação de búfalos no estado de Minas Gerais vem crescendo nos últimos dez anos, segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A participação mineira no rebanho do país avançou de 2,7% em 2002 para 4,6% em 2015, de acordo com a última estatística divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Por terem uma carne e o leite mais saudáveis, os produtores vêem a criação com uma forma mais rentavél para sua produção. 

A carne de búfalos possue como vantagens em relação ao do boi. Possui cerca de 40% a menos em colesterol, 11% de proteínas a mais e uma quantidade de calorias 55% inferior.  Não é por pouco que o consumo da iguaria vem crescendo no Brasil, e não só da carne, mas também dos derivados do leite do animal, que também oferece ganhos em sua composição sobre o da vaca. 

Para João Batista de Sousa que, com o sócio Marcelo Vargas Leãos, conduz a propriedade do Laticínio Bom Destino em Morro do Ferro, distrito de Oliveira, Região Centro-Oeste de Minas. A fazenda é a maior produtora de leite e derivados do animal no estado.  “A gente vinha com média de crescimento de cerca de 20% ao ano em 2016. Devido à crise, esse crescimento foi um pouco menor, mas, mesmo assim, é possível dizer que a atividade está em expansão, assim como a demanda e o consumo”, contou João Batista.

O presidente da Associação Mineira de Bubalinocultura, Élcio Reis, diz que a crise afetou em cheio a produção bovina, mas em compensação, no caso da criação de búfalos, os resultados não foram tão impactados. “Apesar da retração, o búfalo segue bem valorizado e os criadores têm boa rentabilidade”, afirmou. 

Reis destacou que o estado tem um dos melhores rebanhos do país, apesar de Minas ocupar apenas a 6ª colocação no ranking nacional. Eram em 2015 63.337 cabeças. Na liderança da produção nacional está o Pará, seguido do Amapá, São Paulo, Maranhão e o Amazonas. O país tem aproximadamente 1,4 milhão de cabeças.

Desafios

A expansão da bubalinocultura impõe, no entanto, desafios aos produtores. Segundo Élcio Reis, a burocracia no registro dos animais é um entrave a ser superado. Ele conta que, com a dificuldade, boa parte dos criadores deixa de registrar os animais. “Você tem prazos muito apertados para informar ao Ministério da Agricultura, por exemplo, quando ocorre a cobertura e quando nasce um animal novo”, relata.

Para João Batista de Sousa, do Laticínio Bom Destino, a fiscalização deixa a desejar quando não consegue garantir que 100% dos produtos que trazem a informação de que são feitos de búfalo sejam puros, sem a adição de outros ingredientes, como leite de vaca.

O produtor também chama a atenção para a comercialização, que, segundo ele, é um dos grandes desafios. “Quem for iniciar uma linha de produção com búfalo deve ficar atento para buscar quem valorize o produto que seja puro. Assim é possível valorizar a mercadoria”, afirma. Ele considera desleal a concorrência com quem não entrega ao consumidor o derivado puro.

A expectativa da Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCD) é que em 30 anos o país tenha rebanho de 50 milhões de cabeças. No caso de Minas Gerais, a produção vem aumentando ano a ano desde 2002, quando começou a ser feito o levantamento. Apenas entre os anos de 2005 e 2008 os números cresceram pouco, chegando a cair de 38,1 mil cabeças em 2006 para 37,5 mil em 2007.

Suzano eleva em US$20 preço da celulose para Europa e América do Norte a partir de 1º de julho

Reuters
01 Jul 2017 - 10:23
A Suzano Papel e Celulose anunciou nesta quarta-feira aumento de 20 dólares no preço de tabela da celulose de eucalipto negociada na Europa e na América do Norte, com novos valores aplicados a partir de 1o de julho. O preço do insumo na Europa será de 880 dólares por tonelada. Na América do Norte, o valor da tonelada será de 1.070 dólares.

Os reajustes são os mesmos anunciados pela rival Fibria na segunda-feira também para a Europa e América do Norte. "A Suzano entende que os fundamentos de mercado neste momento suportam esse anúncio", afirmou a companhia em comunicado à imprensa.

Desde janeiro, o preço de lista da celulose vendida pela Suzano na América do Norte teve incremento de 210 dólares. Já para a Europa, o preço avançou 200 dólares. As ações da Suzano fecharam em baixa de 0,43, a 13,91 reais. Já os papéis da Fibria encerraram em queda de 1,17 por cento e o Ibovespa mostrou ganho de 0,56 por cento.

Plantio de soja dos EUA deve ser maior da história; área de trigo será a menor

Reuters
01 Jul 2017 - 08:50
Atualizada em 01 Jul 2017 - 08:55
Plantio de soja dos EUA deve ser maior da história; área de trigo será a menor
Os agricultores dos Estados Unidos semearam uma área recorde de soja neste ano, informou o governo norte-americano nesta sexta-feira, em meio a expectativas de que uma forte demanda para exportação absorva grande parte da colheita, apesar de safras abundantes no Brasil e na Argentina que aumentaram os estoques globais.

Toda a área plantada com trigo caiu para uma mínima histórica de 45,657 milhões de acres, com amplos estoques globais e perspectivas de exportação fracas afastando os produtores norte-americanos do cultivo do cereal.

A previsão para as plantações de milho aumentou inesperadamente ante a estimativa de março do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

As plantações de trigo de primavera caíram para uma mínima de 45 anos. Os preços para esse tipo de cereal atingiram seus níveis mais altos desde 2014 nesta semana, com condições de seca no norte dos EUA ameaçando as produtividades, provocando preocupações quanto a uma escassez do produto com alta proteína nos próximos meses.

Os suprimentos para as três commodities permaneceram robustos, com estoques de milho e soja em 1º de junho no terceiro maior patamar para o período. Os estoques de trigo em 1º de junho foram os maiores em 29 anos.

O USDA disse que os agricultores plantaram 90,886 milhões de acres de milho, 890 mil acres acima da previsão de março do governo. Os analistas esperavam 89,903 milhões de acres.

As plantações de soja chegaram em 89,513 milhões de acres em comparação com estimativas de analistas de 89,750 milhões. Em março, o USDA tinha previsão 89,482 milhões de acres.

O USDA estimou a área de trigo da primavera em 10,899 milhões de acres, abaixo de sua estimativa de março de 11,308 milhões de acres e abaixo do menor patamar de um intervalo projetado por analistas.