quinta-feira, 2 de junho de 2016

Família de Cruzaltense resolve secagem de amendoins com construção de secador solar

Família de Cruzaltense resolve secagem de amendoins com construção de secador solar





Família de Cruzaltense resolve secagem de amendoins com construção de secador solar
02/06/16 - 11:59 


A família Tabaldi, de Cruzaltense, enfrentava problemas para secar sua produção de amendoins e buscou apoio no Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar do município. O produtor Valdecir e sua esposa Deonira contaram que a secagem dos grãos exigia uma grande demanda de trabalho. "Produzir amendoins é fácil o problema é secá-los, para que possamos atender nossos clientes com um produto de qualidade", disse Tabaldi. 
Após a família relatar as dificuldades, os extensionistas orientaram que para a escala de produção de amendoins da família, a solução seria construir um pequeno secador solar. O engenheiro agrônomo André Gazzoni orientou a construção do equipamento, e embora a família tenha ficado um pouco receosa, resolveu aceitar a sugestão. O secador de 2,7 x 1,5 metros foi construído de maneira simples, usando madeira, pregos e filme plástico para ambientes protegidos (lona para estufa de hortigranjeiros). 
A eficiência do silo já foi observada na primeira secagem, além de outras vantagens, como a redução de demanda de mão de obra e a qualidade do amendoim. Com os resultados obtidos, a família decidiu construir imediatamente um segundo secador bem maior, com 11 metros de comprimento, visando agilizar o processo de colheita e da secagem.
O secador diminuiu o tempo de secagem e o trabalho da família, pois não precisa mais se preocupar com as constantes chuvas durante a secagem e o vai e vem que gerava. "O amendoim está coberto, secando e seguro", relata o produtor. A família cultiva uma área de aproximadamente 0,15 hectares e nesta safra pretende colher em torno de 500 quilos, representando uma renda extra.
No processo antigo de secagem do amendoim era preciso espalhar a produção em telhas de amianto e lonas, deixando os grãos expostos ao sol, até secar. Se não chovesse no período de aproximadamente uma semana, era só recolher a produção e guardar para a comercialização. Porém, não era assim tão fácil, porque normalmente chovia nos dias de secagem e era necessário cobrir ou recolher os amendoins para não molhar e umedecê-los novamente. Se a chuva fosse rápida, ao voltar o sol era só descobrir a produção e continuar o processo de secagem. Processo que se repetia a cada nova chuva. 
Segundo o agrônomo Carlos Alberto Angonese, que também participou da ação, "este secador tem baixo custo e serve para secar quaisquer grãos, além de cebola, alho e amendoim". Salienta ainda, que armazenar produtos com qualidade é fácil, desde que ele esteja bem seco. A umidade favorece o desenvolvimento dos fungos, que produzem as temíveis micotoxinas. Já quando secos, os grãos podem ser armazenados em embalagens plásticas, de juta, de madeira, de metal, entre outros, mantendo a qualidade do produto.
Já existem na região diversos destes equipamentos instalados nos municípios da região, dentre eles, Marcelino Ramos, Benjamim Constant do Sul, Viadutos e Centenário.

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