quinta-feira, 2 de junho de 2016

Rondônia alcança 2ª posição no ranking de maior produtor do norte brasileiro

Rondônia alcança 2ª posição no ranking de maior produtor do norte brasileiro





Rondônia alcança 2ª posição no ranking de maior produtor do norte brasileiro
02/06/16 - 08:50 



A falta de chuva no começo do ano em algumas regiões do Cone Sul de Rondônia atrasaram em mais de 30 dias o plantio da soja e, consequentemente, o do milho. Para não perder tempo e aproveitar o bom humor de São Pedro, que vem enviando chuva e luz na medida certa, o produtor José Gripa acorda com os primeiros raios de sol, sobe no trator e segue para a lavoura. Ele repete a mesma rotina desde 1978, quando chegou à Rondônia atrás de um lugar sossegado para criar os filhos. “Amambaí (MS), cidade grande, já tinha muita droga, muita violência”, fala com dificuldade o produtor que venceu um câncer na língua aos 50 anos de idade.
Hoje, aos 85 anos, o agricultor José Gripa vê a terceira geração trabalhando nas lavouras de soja e milho do próspero município de Vilhena, a 700 quilômetros da capital do estado. A família cultiva uma área de 1.400 hectares. Marcos Gripa, o neto de 34 anos, se tornou um produtor arrojado. Utiliza sementes transgênicas Limagrain 6033, para colheita mais cedo e excelência na qualidade dos grãos e a híbrida convencional da Pionner 30S31; cultivar com potencial produtivo na safrinha e elevada estabilidade e tolerância ao estresse hídrico. Com a aplicação da alta tecnologia espera uma produtividade de 120 sacas de milho por hectare, totalizando 60 mil sacas da área onde produz. Já o avó, José, homem que banca a lavoura com recursos próprios, usou variedade de tecnologia inferior e estima uma colheita de 60 sacas por hectare. “Ele investe mais em soja. Mas hoje, produzir tanto soja como milho está mais fácil. O vô conta que era muito difícil quando ele começou. Para trazer produtos de Cuiabá passava cinco dias na estrada”, relata o neto orgulhoso.
A família Gripa é parte do grupo de produtores rondonienses que, nos últimos anos, optou pelo milho safrinha como sucessor da soja, quadriplicando a produção do grão no estado, que passou de 147,3 mil (safra 2010/2011) para 551,3 mil toneladas (safra 2014/2015). “Hoje em dia o agricultor que não planta milho, da soja não vive. Você tem que plantar o milho para completar a renda e não deixar as máquinas e os funcionários parados”, diz Marcos Gripa, que antes de colocar a semeadora no campo vendeu 25% da produção para a Cargill por R$ 20,00 a saca.

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