Por volta das 09h26 (horário de Brasília), o contrato setembro/18 registrava queda de 120 pontos, a 106,85 cents/lb, enquanto o dezembro/18 anotava 110,20 cents/lb com recuo de 110 pontos
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda de mais de 100 pontos nesta manhã de quinta-feira (02) e estendem as perdas dos últimos dias. O mercado externo do grão realiza, mas também voltou a repercutir com força o otimismo dos operadores com a safra 2018/19 do Brasil.
Por volta das 09h26 (horário de Brasília), o contrato setembro/18 registrava queda de 120 pontos, a 106,85 cents/lb, enquanto o dezembro/18 anotava 110,20 cents/lb com recuo de 110 pontos. Já o vencimento março/19 caía 110 pontos, a 113,75 cents/lb, enquanto o maio/19 tinha desvalorização de 110 pontos, a 116,15 cents/lb.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 430,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 427,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 440,00 a saca.
Veja como fechou o mercado na quarta-feira:
Café: Bolsa de NY tem queda próxima de 200 pts nesta 4ª feira e setembro/18 fica abaixo de US$ 1,10/lb
Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta quarta-feira (1º) com queda próxima de 200 pontos. O mercado externo segue em ajustes técnicos após avançar nos últimos dias e já perde US$ 1,10 por libra-peso nos principais vencimentos, mas o câmbio também pressionou os preços.
O vencimento setembro/18 fechou o dia com queda de 190 pontos, a 108,00 cents/lb e o dezembro/18 anotou 111,20 cents/lb com recuo de 190 pontos. Já o contrato março/18 registrou 114,75 cents/lb com 185 pontos de desvalorização e o maio/19, mais distante, fechou a sessão com 185 pontos de baixa, a 117,15 cents/lb. Esse é o segundo pregão seguido de baixa.
Depois de altas com as preocupações com o clima no Brasil, maior produtor e exportador global, ajustes passaram a ser vistos no terminal externo junto com pressão do câmbio. Além disso, do lado fundamental, as informações sobre o bom desenvolvimento da safra 2018/19 do país, que está em plena colheita, também voltaram a repercutir.
"As cotações seguem pressionadas pelo bom andamento da safra brasileira. A cotação para vencimento setembro 2018 fechou o dia a 108,05 cents/lb com baixa de 185 pontos devolvendo todos os ganhos verificados na semana anterior, disse o analista e vice-presidente da Origem Corretora, Anilton Machado.
A colheita do café nesta temporada continua no país. Segundo levantamento da Cooxupé (Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé), os trabalhos dos cooperados alcançaram 65,12% do total até 27 de julho, ante 55,73% na semana anterior. Apesar do avanço por conta do tempo seco, a colheita segue atrasada no país.
Mapas do centro de previsão da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, mostram ainda a tendência de que mais chuvas devem chegar até áreas do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos dias. Meteorologistas alertam, no entanto, que previsões de longo prazo ainda precisam de confirmação.
Ainda que em menor intensidade, o câmbio também contribuiu para as perdas do arábica na sessão. O dólar comercial fechou o dia com alta de 0,11%, cotado a R$ 3,7589 na venda, após o Fed (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos, não mexer nos juros do país. A moeda mais valorizada tende a encorajar as exportações e os preços externos recuam.
Mercado interno
O mercado brasileiro segue com poucos negócios e produtores focados na colheita. "As cotações internas da variedade têm sido pressionadas pelo recuo no mercado externo, cenário que afasta principalmente vendedores do mercado, reduzindo a liquidez interna", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 480,00 e alta de 1,05%. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com recuo de 2,14% e saca a R$ 458,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 450,00 e queda de 3,23%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças verificadas.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 445,00 e alta de 1,14%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 2,29% e saca a R$ 427,00.
Na terça-feira (31), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 430,02 e queda de 0,58%.
Data de Publicação: 02/08/2018 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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