Publicado em 28/08/2018 17:26
Mercado está em uma fase de 'transição de fator de precificação', mas ainda reflete as perspectivas de uma safra recorde nos EUA, próxima de 127 mi de t. No Brasil, direção ainda vem do câmbio e dos prêmios.
Vitor Belasco - Analista de Grãos da Informa Economics FNPPodcast
Entrevista com Vitor Belasco - Analista de Grãos da Informa Economics FNP sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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Nesta terça-feira (28), os preços do mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) cederam mais de 15 pontos, pressionados pelas estimativas para a nova safra norte-americana.
Vitor Belasco, analista de grãos da Informa Economics FNP, destaca que a maior parte das lavouras dos Estados Unidos se encaminha para a fase de maturação fisiológica. Com isso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou a classificação de lavouras em boas condições, reforçando a expectativa da possibilidade de produtividade recorde no país.
O Crop Tour da ProFarmer trouxe uma estimativa de 127 milhões de toneladas para a soja, enquanto o USDA aposta em 124 milhões de toneladas. O relatório de hoje veio, portanto, para reforçar essa perspectiva.
Não há nenhuma nova ameaça no radar para a safra. As chuvas e temperaturas foram amenas, de forma que a produtividade também foi impulsionada. Os Estados Unidos também comercializaram mais de 12 milhões de toneladas da safra nova, mesmo com a China fora do mercado.
No Brasil, fatores como câmbio e prêmios influenciavam mais nos preços do que Chicago, o que pode começar a mudar. Contudo, o país chega à entressafra em um cenário atípico, com oferta escassa e prêmios elevados.
Na CBOT, Belasco acredita que a soja não deve alcançar os US$9/bushel se não houver nenhuma resolução com a China. Não há espaço, segundo ele, para decolar ou cair muito mais do que os níveis observados hoje.
Por: Carla Mendes e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
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