sexta-feira, 27 de março de 2015
BC liga o alerta para 2015, mas vê melhoras no futuro
O Banco Central (BC) traçou um quadro alarmante para a inflação e para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, mas, ao mesmo tempo, revelou estar mais confiante com o cenário econômico esperado para os próximos anos
A avaliação dos analistas é que o mais recente relatório de inflação, divulgado ontem, deixa claro que a autoridade monetária trabalha com dois cenários distintos: para o curto prazo, as notícias são as piores possíveis; mas, a partir de 2016, a tendência é de melhora gradual dos fundamentos econômicos, o que depende, porém, da capacidade do país de atravessar as turbulências esperadas para este ano.
E não são poucos os desafios pela frente. Diante do aprofundamento da debilidade econômica, o BC avalia como alta a probabilidade do PIB retrair-se por dois anos consecutivos, em 2014 e 2015, indicando umcenário de recessão ainda mais intenso do que o esperado pela maioria dos analistas. Em dezembro do ano passado, mesmo diante das evidências de que a economia havia decaído a um vale, a autoridade monetária projetava leve expansão da atividade econômica, de 0,2%. Agora, a estimativa foi revisada para uma queda de 0,1%.
O cenário para este ano é ainda mais preocupante: tombo de 0,5% do PIB, o pior desempenho em 25 anos. Mas, por mais alarmante que seja essa projeção, ela ainda é considerada otimista diante da queda esperada pelo mercado financeiro para 2015. "Ofato é que a retração do PIB será bem mais forte do que o BCestá projetando", assinalou o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, que prevê retração de 1,5% na atividade.
O BC considerada as projeções "realistas", mas avalia que é preciso garantir a retomada do crescimento mais forte no longo prazo, o que depende, segundo explicou o diretor de Política Econômica, Luiz Awazu Pereira, do restabelecimento dos indicadores de confiança. "Chegamos a um platô em termos de crescimento e temos agora que fazer ajustes para que possamos ingressar em uma nova fase Luiz Awazu Pereira Diretor do Banco Central de crescimento mais sustentado."
A avaliação igualmente dura também foi feita para o custo de vida. Diante da intensificação das pressões inflacionárias este início de ano, combinadas à escalada do dólar, a tendência é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo.
Data de Publicação: 27/03/2015 às 11:20hs
Fonte: Brasil Econômico
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