domingo, 29 de março de 2015
Preço de venda da saca de arroz preocupa produtores do RS
Edição do dia 29/03/2015
29/03/2015 08h10 - Atualizado em 29/03/2015 08h29
Preço de venda da saca de arroz preocupa produtores do RS
Colheita se aproxima do fim com aumento da produção no estado.
Agricultores cultivaram 1,13 milhão de hectares com o cereal.
Gabriela Fogliarini
Uruguaiana, RS
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul está adiantada. A previsão é de uma safra melhor em relação ao ano passado. Segundo a CONAB, a safra nacional do grão deve chegar a 12,15 milhões de toneladas. Houve um pequeno crescimento de 0,2%.
As colheitadeiras avançam pelas lavouras de arroz do Rio Grande do Sul. Nesta safra, agricultores cultivaram 1,13 milhão de hectares com o cereal, distribuídos em 83 municípios.
Em Uruguaiana, cidade que faz fronteira com a Argentina, o produtor Décio Detone cultivou uma área de 800 hectares com o cereal. Até agora, 70% dos grãos já foram colhidos na propriedade. “A colheita esta transcorrendo em ritmo normal, inclusive mais rápido que a gente mesmo poderia imaginar”, diz Detone.
Os agricultores aproveitam os dias de sol para acelerar os trabalhos. O medo é de que as chuvas retornem e prejudiquem a produção, como em janeiro deste ano. “Sempre existe o risco de uma chuva com vento forte de granizo. Então, o quanto antes o produtor conseguir retirar o arroz da lavoura, melhor”, diz o agrônomo da Emater João Carlos Batassini.
Mesmo com os obstáculos, como o excesso de chuva no plantio e a cheia na fase de desenvolvimento dos grãos, a expectativa é de uma boa safra. Um levantamento da Emater mostra que 8,6 milhões de toneladas de arroz devem ser colhidas nas lavouras gaúchas, com aumento de 3% na produção em relação ao ano passado.
De acordo com o Irga, o preço da saca de 50 quilos de arroz varia de R$ 35,00 a R$ 37,00. Esse valor deixa os produtores preocupados devido ao aumento de custos como luz e combustível.
“Um custo de produção médio de R$ 38,00. Então, isso é preocupante porque há um descompasso. O produtor que está preocupado porque tem que fechar as contas”, diz Ivo Mello, coordenador regional do IRGA.
tópicos:
CONAB, Economia
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