quinta-feira, 29 de outubro de 2015
INTERCOOPERAÇÃO: Castrolanda, Frísia e Capal inauguram indústria de R$ 250 milhões
As cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal inauguraram nesta quinta-feira (22/10), em Castro, Região dos Campos Gerais do Paraná, a Unidade Industrial de Carnes (UIC)
Com capacidade para processar 2,3 mil suínos por dia e 1,8 mil toneladas de industrializados por mês, o novo empreendimento, que emprega diretamente 750 pessoas e é resultado de investimentos de R$ 250 milhões, processará produtos da marca Alegra Foods. O evento reuniu cooperados, colaboradores, dirigentes cooperativistas, autoridades locais e estaduais. Cida Borghetti, governadora em exercício, acompanhou a solenidade. O superintendente adjunto do Sistema Ocepar, Nelson Costa, e o superintendente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Renato Nobile, também estiveram presentes na inauguração da indústria.
Sustentabilidade -O presidente da Castrolanda, Frans Borg, destacou o apoio recebido pelo BRDE e BNDES, governo do estado, prefeitura de Castro e Ministério da Agricultura para a viabilização dos investimentos da obra. “O principal objetivo da unidade industrial de carnes é garantir mercado, de forma sustentável, para a produção dos nossos cooperados. Entendemos que, quando podemos atuar em toda a cadeia produtiva, da produção até a comercialização, garantimos mais segurança e agregação de valor. Agradeço o apoio e o trabalho de todos e, em nome das três cooperativas que uniram forças no projeto, desejo muito sucesso nesse novo empreendimento de intercooperação”, afirmou.
Comprometimento -Na opinião da governadora em exercício, Cida Borghetti, a viabilização da UIC é o resultado do comprometimento e trabalho de homens e mulheres que se uniram em torno do cooperativismo. “O Paraná agradece ao trabalho conjunto das cooperativas e dos produtores, demonstrando a força e os diferencias de nosso estado, que é um celeiro agroindustrial”, disse. Para ela, a dimensão dos investimentos na indústria das cooperativas “é uma resposta positiva do Paraná a toda essa situação de crise que o Brasil vive hoje”, afirmou.
Potencial -De acordo com o superintendente adjunto do Sistema Ocepar, Nelson Costa, os investimentos que as cooperativas do Paraná estão realizando na cadeia produtiva de suínos serão superiores a R$ 1 bilhão nos próximos três anos. “Na última década, as cooperativas paranaenses investiram mais de R$ 10 bilhões no segmento de carne de aves. Agora, numa segunda fase do ciclo de expansão, o setor se volta para a suinocultura, por apresentar um grande potencial de mercado e oportunizar nova opção de atividade aos cooperados, gerando emprego e renda para toda a comunidade”, avaliou. “Importante destacar a visão das lideranças das cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal, e a força e coesão de seus cooperados e colaboradores, que conseguiram viabilizar um projeto industrial com a mais moderna tecnologia para produzir com qualidade e sustentabilidade”, ressaltou.
Referência – O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, enfatiza o arrojo das cooperativas em investir no novo empreendimento industrial num momento em que vários setores estão sendo afetados pela crise econômica do país. “O que os cooperativistas dos Campos Gerais do Paraná estão realizando é uma referência mundial de intercooperação. É fruto da determinação, profissionalismo e uma das gestão mais modernas do cooperativismo mundial. O caminho que Castrolanda, Frísia e Capal estão trilhando nos orgulha e renova a convicção que temos da força e potencial do setor cooperativista paranaense e brasileiro”, disse.
Produção -A indústria levou dois anos para ser concluída e tem 45 mil m2 de área construída, num terreno de 40 hectares. A produção de carcaças foi iniciada em janeiro de 2015. No mês seguinte começou a produção de cortes e, em agosto, o processamento dos produtos embutidos e industrializados. “É um investimento de R$ 250 milhões pelas cooperativas, além de R$ 30 milhões investidos no processo produtivo no campo. Dos 750 funcionários, 40% são mulheres. A unidade abaterá 600 mil animais por ano, destinando 30% para exportação. Já estamos com 25% do volume sendo exportado, o primeiro contêiner saiu em junho. E, no mês de outubro, devemos embarcar mil toneladas para o mercado externo”, explicou Ivonei Durigon, superintendente da UIC. As exportações da unidade já chegam a 15 países, entre eles Uruguai, Dubai, Cabo Verde, Angola, entre outros. Somada à carne in natura, a indústria processa as linhas de presunto e apresuntados, curados (salames e copas), cozidos e defumado (bacon, paio e calabresa), linguiças frescais e cortes especiais (temperados e marinados). A unidade de Castro também produzirá para a paulista Ceratti e a curitibana Madero.
Intercooperação –A UIC é fruto da intercooperação entre as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, envolvendo mais de 2.500 famílias de produtores da região dos Campos Gerais do Paraná, sendo que 120 estão inseridas na cadeia produtiva suinícola. A Castrolanda possui 55% de participação nos investimentos da indústria; a Frísia tem 25% e a Capal, 20%. O empreendimento contou com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Expansão – Os próximos anos da UIC vão seguir num caminho de expansão. Durigon destaca que até 2019 a unidade irá dobrar a produção, dos atuais 2,3 mil suínos/dia para 4,6 mil. Quando atingir esse alcance produtivo, a indústria estará empregando 2 mil funcionários.
Tecnologia -De acordo com o superintendente, a planta industrial pode ser considerada uma das mais modernas da América Latina, tendo a primeira linha de desossa aérea contínua de paleta das américas e a primeira linha de desossa aérea de pernil do mundo. “Essas tecnologias garantem menos manipulação da carne e, assim, menor risco de contaminação, além de reduzir o esforço físico das pessoas na elaboração dos produtos e melhor condição ergonômica de trabalho”, disse.
Ambiente – A Unidade Industrial de Carnes foi projetada para garantir a economia e o uso inteligente dos recursos naturais. O sistema de absorção de calor, com aproveitamento do que é gerado no processo industrial, reduz em 12% o consumo de energia elétrica da indústria. Outro sistema garante a captação da água dos telhados e da pavimentação, e é capaz de armazenar água correspondente a um mês de seu consumo. O tratamento de efluentes é feito numa estação de alta eficiência assegura o cumprimento dos parâmetros de lançamento de resíduos líquidos.
Alegra Foods em números
R$ 250 milhões – investimento na planta industrial
R$ 250 milhões – investimento no campo (suinocultores e cooperativas até 2019)
2.300 suínos ao dia – abate atual
1.800 toneladas - produtos industrializados por mês
750 – empregos diretos
1.000 – empregos diretos até 2016
125 – cooperados produtores de suínos
1.000 toneladas – carne exportada (outubro)
Data de Publicação: 29/10/2015 às 09:15hs
Fonte: Informe OCB
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