terça-feira, 2 de outubro de 2018

Após Ibope, dólar cai mais de 2% e Bolsa opera em forte alta de 3%



Publicado em 02/10/2018 13:34


Mercado reagiu positivamente ao resultado da pesquisa eleitoral Ibope/Estado/TV Globo, que mostrou crescimento do candidato Jair Bolsonaro (PSL)
O comportamento do mercado de câmbio mostra que o investidor ignora a influência externa neste início de sessão. Às 13h07, o dólar à vista recuava 2,62% aos R$ 3,9220. O bom humor também é observado nos mercados de juros e no contrato futuro do Ibovespa. Já a Bolsa recuperava o patamar dos 81 mil pontos, e às 12h54 tinha alta de 3,50%. 
A alta do índice é puxada pelas ações de empresas estatais. As ações da Eletrobrás disparavam 7,61% (ON) e 5,91% (PNB), Petrobrás registrava forte alta de 5,67% (PN) e 4,67% (ON) e Banco do Brasil ON avançava 6,35%.
O principal motivo para o dólar operar no Brasil em forte queda, ao contrário da valorização da moeda pelo resto do mundo, é o resultado da pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira, 1º, . O petista Fernando Haddad ficou estagnado em intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro (PSL) cresceu 4 pontos porcentuais. "Bolsonaro cresce no primeiro turno e empata com Haddad no segundo turno", afirma um profissional do mercado cambial. No Nordeste, Bolsonaro cresceu 6 pontos porcentuais, ainda que Haddad siga liderando a preferência na região. 
No exterior, "a crise em torno do orçamento italiano volta a impactar negativamente nos mercados em geral", como escreveram os analistas da LCA Consultores. "Dólar é favorecido neste momento de maior incerteza", diz a nota da LCA.

Dólar cai abaixo de R$ 4 reais após Ibope mostrar avanço de Bolsonaro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em queda e abaixo de 4 reais nesta terça-feira, após pesquisa Ibope mostrar que o candidato do PLS à Presidência, Jair Bolsonaro, ampliou sua vantagem em relação ao petista Fernando Haddad.
Às 11:55, o dólar recuava 1,46 por cento, a 3,9597 reais na venda, depois de terminar a véspera em baixa de 0,47 por cento, a 4,0183 reais.
Na mínima, a moeda foi a 3,9472 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,50 por cento.
"Aparentemente, a maré de Bolsonaro (PSL) parece ter começado a virar....Nas últimas duas semanas,... muitos começavam a prever que Bolsonaro não iria mais crescer nas pesquisas e que Fernando Haddad poderia empatar...ainda no primeiro turno. Mas os números de ontem mostraram uma invertida", avaliou a corretora Guide em relatório.
No levantamento divulgado na véspera, Haddad não oscilou na pesquisa, mantendo os mesmos 21 por cento da pesquisa anterior, enquanto o líder Bolsonaro foi a 31 por cento, de 27 por cento antes.
Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro empataria com Haddad em 42 por cento, ante 42 a 38 por cento para o petista antes. Além disso, a rejeição de Haddad subiu 11 pontos, a 38 por cento, enquanto a de Bolsonaro permaneceu em 44 por cento.
Para o mercado, o resultado do Ibope trouxe viés favorável porque o PT sofreu, em sua avaliação, outros reveses na véspera. Entre eles, o veto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal Folha de S.Paulo e a liberação da delação do ex-ministro petista Antonio Palocci envolvendo, entre outros, o próprio Lula.
O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil. Assim, sua opção neste momento está em Jair Bolsonaro, principalmente pelas ideias de seu assessor econômico Paulo Guedes.
As atenções agora se voltam para o números do Datafolha que saem nesta terça-feira e incluem entrevistas realizadas no mesmo dia.
"Hoje sai o Datafolha...que deve trazer algum impacto já em relação à delação de Palocci", destacou em relatório o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos Vitor Miziara.
No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas com a Itália puxando a aversão ao risco. O euro foi à mínima de seis semanas mais cedo após uma autoridade do partido governista Liga da Itália dizer que a maioria dos problemas do país seria resolvida se trocasse o euro por uma moeda nacional, provocando vendas generalizadas no mercado.
O dólar também avançava ante as divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e a lira turca.
O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 770 milhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.
Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Ibovespa sobe 3% e vai a 81 mil pts após Ibope mostrar ampliação de vantagem de Bolsonaro

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa disparava cerca de 3 por cento e voltava ao patamar de 81 mil pontos nesta terça-feira, após recuar nos dois pregões anteriores, com agentes financeiros ajustando posições à pesquisa Ibope da véspera, que mostrou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ampliando vantagem na liderança da corrida eleitoral.
Às 11:30, o principal índice de ações da B3 subia 3,25 por cento, a 81.175,45 pontos, na máxima da sessão até o momento, com ações de empresas de controle estatal entre as maiores altas.
O volume financeiro somava 4,5 bilhões de reais.
Nos últimos dois pregões, o Ibovespa acumulou queda de 1,7 por cento.
Levantamento Ibope divulgado na segunda-feira à noite mostrou Bolsonaro com 31 por cento das intenções de voto, seguido pelo candidato do PT, Fernando Haddad, com 21 por cento. No levantamento anterior Bolsonaro tinha 27 por cento, enquanto Haddad aparecia com os mesmos 21 por cento.
A equipe da corretora Brasil Plural destacou que as pesquisas anteriores mostravam crescimento de Haddad, estabilidade de Bolsonaro e um cenário positivo para o petista na simulação de segundo turno, quadro que mudou com a sondagem divulgada pelo Ibope na última noite.
"Bolsonaro cresceu e a rejeição a Haddad e ao PT tiveram alta significativa", citou a corretora, chamando a atenção para pesquisa Datafolha prevista para essa terça-feira, além de nova sondagem do Ibope nesta semana. "A ver se as tendências apontadas pelo Ibope ontem se confirmam", afirmou.
Apesar de Haddad ter sinalizado recentemente uma política menos heterodoxa, a preferência por Bolsonaro persista entre agentes financeiros, dada a desconfiança em relação à capacidade do candidato do PT de implementar uma política de maior austeridade fiscal e promover reformas como a da Previdência.
Profissionais do mercado financeiro também têm citado retorno de capital externo para a bolsa brasileira, em movimento que acompanha fluxo para mercados emergentes. Até o dia 27 de setembro, o saldo no mês estava positivo em quase 3 bilhões de reais.
O noticiário eleitoral no país blindava o pregão brasileiro de certa aversão ao risco que prevalecia no exterior, refletida no dólar mais forte em relação a outras divisas, enquanto Wall Street não mostrava uma tendência clara, com os principais índices acionários próximos da estabilidade.
DESTAQUES
- PETROBRAS subia 5,9 por cento, entre os maiores ganhos, uma vez que os papéis da petrolífera de controle estatal figuram entre os mais sensíveis a expectativas sobre a disputa presidencial. PETROBRAS ON avançava 5por cento.
- BANCO DO BRASIL valorizava-se 6,35 por cento, capitaneando os ganhos de bancos do Ibovespa, também suscetíveis a especulações eleitorais. ITAÚ UNIBANCO PN subia 3,67 por cento, BRADESCO PN ganhava 5,37 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 6 por cento.
- ELETROBRAS ON tinha alta de 8,15 por cento, outro papel influenciado por apostas eleitorais, dado seu controle estatal, assim como COPEL, que subia 7,07 por cento, e CEMIG PN, que tinha elevação de 5,14 por cento. Ainda no setor de serviços públicos de controle estatal, SABESP apreciava-se 6,64 por cento.
- GOL PN subia 6,88 por cento, beneficiada pelo declínio de mais de 1 por cento do dólar frente ao real, uma vez que o câmbio tem forte impacto nos custos da companhia aérea. A relativa fraqueza dos preços do petróleo endossava a recuperação dos papéis.
- VALE mostrava elevação de 1,57 por cento, acompanhando o avanço de outras mineradoras no exterior.
- SUZANO e FIBRIA caíam 3 e 1,65 por cento, respectivamente, com o recuo do dólar ante o real abrindo espaço para alguma realização de lucros, particularmente em Suzano, que acumula alta de mais de 150 por cento no ano.
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Fonte: Reuters/Estadão

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