segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Eleição de Jair Bolsonaro significa uma virada de página na política brasileira e o agro pode se beneficiar dessa mudança



Publicado em 29/10/2018 16:46 e atualizado em 29/10/2018 20:30



Novo governo deve cuidar de situações importantes para o Agro como criação dos marcos regulatórios, segurança jurídica e investimento em logística
Xico Graziano - Consultor e Professor de MBA da FGV AGRO

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Entrevista com Xico Graziano - Consultor e Professor de MBA da FGV AGRO sobre o Futuro da Política
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Diante da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência da República, o consultor e professor de MBA da FGV AGRO, Xico Graziano, conversou com o Notícias Agrícolas nesta segunda-feira (29) para ajudar a traçar o cenário que se desenha a partir de então.
Para Graziano, a eleição de Bolsonaro representa uma virada na política brasileira, atacando o sistema tradicional. Entretanto, o candidato eleito deverá enfrentar dificuldades, uma vez que o país continua em crise. Por enquanto, há muitas incertezas dentro deste desenho.
Embora a oposição venha forte, o consultor aponta que Bolsonaro possui viabilidade eleitoral, uma vez que os seus articuladores políticos já são maioria no Congresso. Isso será fundamental para que as suas propostas tenham viabilidade.
Ele também acredita que essa eleição rompe com o modelo partidário vigente até então. Para Graziano, as democracias contemporâneas possuem um número menor de partidos.
Quanto ao agronegócio, ele destaca que os agricultores modernos do Brasil esperam que o Governo não atrapalhe. Contudo, ele destaca que algumas medidas como a definição de marcos regulatórios, a segurança no campo e a logística devem ser priorizadas.

O fim melancólico da social-democracia brasileira

João Doria deixou claro quem é o novo dono do partido, ao afirmar ontem que não sairia do PSDB e hoje, na entrevista a O Antagonista, ao dizer que venceu a esquerda tucana.
É o fim da social-democracia brasileira, que se deixou transformar melancolicamente em linha auxiliar do PT e pagou, assim, o preço do seu próprio caixão.

Hora de comprar moderação

“Quem comprou radicalização à direita de 2013 para cá se deu bem. O que ficou barato agora é parcimônia e racionalidade econômica. São promissoras as condições para um partido social-democrata moderno no Brasil. Mas será preciso arriscar”, escreveu Vinícius Mota na Folha.
Na opinião do colunista, a democracia brasileira que deu vazão ao sentimento de contrariedade em 2002, reabriu as portas agora, para o outro lado do espectro.

Haddad usa Twitter para desejar sorte a Bolsonaro, que agradece palavras de petista

BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, usou o Twitter nesta segunda-feira para cumprimentar o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pela vitória no segundo turno das eleições, e o capitão da reserva respondeu mais tarde agradecendo as palavras do petista e afirmou que "o Brasil merece o melhor".
A troca de mensagens entre os dois adversários no segundo turno da eleição presidencial acontece depois de Haddad ter se recusado, no domingo, a ligar para o vencedor da disputa pelo Palácio do Planalto e depois de uma campanha em que as ofensas pessoais entre os dois candidatos foi constante.
"Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!", escreveu Haddad.
Mais tarde, Bolsonaro republicou a mensagem de Haddad em sua conta no Twitter e respondeu ao petista.
"Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor", escreveu o presidente eleito.
No domingo, depois de saber o resultado, Haddad informou à família e ao comando da campanha que não telefonaria para cumprimentar Bolsonaro pela vitória. Em 2016, quando foi derrotado por João Doria (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo, Haddad ligou para cumprimentar o adversário, mesmo tendo uma relação difícil com o tucano.
Haddad responsabiliza diretamente Bolsonaro pela enxurrada de ataques pessoais e mentiras divulgadas contra ele nas redes sociais durante a campanha, e disse ter sido pessoalmente ofendido pelo presidente eleito.
Bolsonaro, do PSL, venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento de Haddad.

Uma reforma para durar 30 anos (no ESTADÃO)

Futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defende que a proposta de reforma da Previdência a ser apresentada pelo novo governo tenha a capacidade de durar por pelo menos trinta anos.
Onyx tem deixado claro que o próximo governo não quer fazer uma reforma meia sola, apenas resolvendo os problemas mais urgentes e sem promover mudanças mais consistentes. /M.M.

Bolsonaro reafirma que invasões serão tipificadas como “terrorismo”

Jair Bolsonaro reafirmou na Rede Record que, se depender dele, invasões de propriedade privada como as perpetradas por movimentos como MST e MTST, serão tipificadas como “terrorismo”. E que não pretende dialogar com quem invade, depreda e incendeia propriedades. 
Mas que, obviamente, essa vontade dele terá de ser aprovada pelo Parlamento.

Pauta conservadora na agenda do Congresso

O grupo de parlamentares alinhados ao presidente eleito Jair Bolsonaro defende a ideia de começar a votar ainda neste ano propostas conservadoras em tramitação na Câmara e do Senado. Segundo reportagem da Folha, a principal proposta é a revisão do Estatuto do Desarmamento. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) diz acreditar que será possível aprová-la ainda neste ano.
Além disso, a bancada quer votar o projeto sobre abuso de autoridade, aprovado no Senado e parado na Câmara, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, atualmente tramitando no Senado.  Deputados e senadores da atual legislatura voltam ao trabalho normal em novembro e devem manter o ritmo até meados de dezembro, quando o Congresso entra em recesso. / J.F.

Doria longe dos palácios (ESTADÃO)

João Doria Jr. não vai morar no Palácio dos Bandeirantes. O tucano afirmou na manhã desta segunda-feira em entrevista à Jovem Pan que pretende continuar morando em sua casa no Jardim Europa.
Aproveitou para anunciar que os palácios de verão (no Horto Florestal) e de inverno (em Campos do Jordão) do governo serão transformados em centros culturais administrados por meio de concessão ao setor privado. / V.M.
Fonte: Notícias Agrícolas

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