Na sessão desta segunda-feira (6), por volta de 8h35 (horário de Brasília), as cotações - na maior parte das principais posições negociadas - subia de 0,50 a 0,75 ponto -, com exceção do novembro/17, que sai da tela nos próximos dias, perdendo 0,75 ponto e sendo negociado a US$ 9,76 por bushel
A semana começa com os preços da soja operando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Na sessão desta segunda-feira (6), por volta de 8h35 (horário de Brasília), as cotações - na maior parte das principais posições negociadas - subia de 0,50 a 0,75 ponto -, com exceção do novembro/17, que sai da tela nos próximos dias, perdendo 0,75 ponto e sendo negociado a US$ 9,76 por bushel. Já o maio/18, referência para a safra brasileira, tinha US$ 10,06.
O mercado internacional busca um respiro depois da alta de quase 2% acumulada na última semana, com os investidores realizando lucros e buscando um novo posicionamento.
Ainda assim, o foco não deixa o clima na América do Sul - com as chuvas ainda irregulares e o plantio no Brasil concluído em pouco mais de 40% da área prevista para a safra 2017/18 - e nem a questão cambial. A recente alta do dólar diante do real tem limitado o avanço dos preços da oleaginosa na CBOT, na medida em que melhora a competitividade do produto brasileiro.
Nesta segunda, atenção também à atualização dos números dos embarques semanais norte-americanos e ao boletim semanal de acomapanhamento de safras dos EUA, ambos em reportes trazidos ao longo do dia pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estadps Unidos).
Veja como fechou o mercado na última semana:
Soja: Dólar sobe quase 2% na semana e preço futuro bate R$ 76,70 a saca no Porto de Rio Grande
No mercado brasileiro, as cotações da soja apresentaram ligeiras modificações ao longo dessa semana. De acordo com dados do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Primavera do Leste (MT), o alta foi de 3,77%, com a saca do grão a R$ 63,30. Na região de Londrina (PR), o ganho foi de 2,44%, com a saca da soja a R$ 63,00.
Ainda em Mato Grosso, em Itiquira, a valorização foi de 2,25%, com a saca do grão a R$ 63,50. Já no Porto de Paranaguá, o valor futuro subiu 2,03% essa semana, com a saca a R$ 75,50. O disponível apresentou ganho de 1,36%, com a saca a R$ 74,50.
No terminal de Rio Grande, a saca disponível subiu 1,24% e terminou a sexta-feira a R$ 73,70. O valor futuro, para entrega em maio/18, registrou ganho de 1,32% e encerrou o dia a R$ 76,70.
Os analistas reforçam que com a recente alta cambial as negociações com a safra 2017/18 avançaram no Brasil. O comportamento do dólar ainda pode gerar oportunidades de comercialização aos produtores, ainda de acordo com os especialistas. O dólar avançou 1,32% frente ao real nesta sexta-feira e fechou a sessão a R$ 3,3071 na venda, maior nível desde 4 de julho, quando o câmbio chegou a R$ 3,3102. Na semana, a alta foi de quase 2%.
"O câmbio foi influenciado pela elevação da moeda no exterior após dados sobre manufatura e serviços norte-americanos mais fortes do que o esperado reverterem o efeito dos dados de emprego do início da sessão", destacou a Reuters.
Bolsa de Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja acumularam ligeiras altas ao longo dessa semana. De acordo com levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, os preços da commodity exibiram ganhos entre 0,02% e 0,18% essa semana. Já nesta sexta-feira (3), as cotações futuras caíram mais de 12 pontos, uma desvalorização de 1%. O janeiro/18 era cotado a US$ 9,86 por bushel, já o março/18 era negociado a US$ 9,97 por bushel.
"As cotações da oleaginosa foram pressionadas pela queda na moeda brasileira frente ao dólar, o que fez com o produto do país se tornasse mais atraente para grandes compradores como a China", reportou a Reuters internacional.
Além disso, o mercado também segue atento à possibilidade de aumento na taxa de juros com a indicação do novo chair do Federal Reserve, banco central norte-americano, Jerome Powell. A escolha foi anunciada nesta quinta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"O real mais fraco torna o produtor brasileiro mais competitivo no mercado internacional, o que traz preocupações quanto às exportações dos Estados Unidos", afirmou Ted Seifried, estrategista chefe de mercado da Zaner Ag Hedge.
A demanda pelo produto norte-americano permanece aquecida e ainda dá sustentação aos preços, conforme ponderam os especialistas. Essa semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou os embarques semanais em mais de 2 milhões de toneladas de soja. Já as vendas semanais somaram 1,97 milhão de toneladas.
Outro fator que está no radar dos participantes do mercado é a safra na América do Sul, especialmente no Brasil. "Nós tivemos algumas chuvas no Centro-Oeste, mas elas ainda são irregulares. As precipitações ainda estão se consolidando", disse o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes.
Conforme dados da AgRural, até a última quinta-feira, a semeadura da soja da safra 2017/18 chegou a 43% no Brasil. O número ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 53%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 44%.
Ainda há especulações no mercado sobre uma possível queda nos rendimentos das lavouras de soja nos EUA. Alguns investidores acreditam que o USDA possa revisar a previsão de safra para essa temporada na próxima semana, em seu novo relatório de oferta e demanda.
Data de Publicação: 06/11/2017 às 10:25hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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