domingo, 27 de setembro de 2015
Empresa é multada em R$ 1 milhão por crimes ambientais em MT
26/09/2015 17h40 - Atualizado em 26/09/2015 17h42
Empresa é multada em R$ 1 milhão por crimes ambientais em MT
Entre as irregularidades, empresa lançava resíduos no Rio Paraguai.
Lagoas de tratamento que deveriam estar desativadas eram usadas.
Do G1 MT
Uma empresa de curtume de couro bovino foi multada em R$ 1 milhão por cometer diversos crimes ambientais e irregularidades na sede, localizada na cidade de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. Segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), entre as irregularidades, a mais grave detectada foi o lançamento de resíduos da empresa no Rio Paraguai.
O empreendimento está embargado desde quinta-feira (24). A série de problemas foi encontrada após uma denúncia na Sema. Os fiscais constaram que a empresa despejava resíduos tóxicos e cancerígenos, não seguia normas do sistema de tratamento, armazenava resíduos tóxicos a céu aberto, continha problemas na licença e fazia atividades de reforma e ampliação sem autorização.
Nós constatamos a veracidade de inúmeras outras falhas que causam riscos ambientais, como contaminação do solo e lençol freático, e também à vida das pessoas”, explicou a analista da Sema, Camila Padilha.
Conforme a Sema, o resíduo do curtume que deveria ser encaminhado ao aterro industrial do empreendimento estava em contêineres na área do pátio sem cobertura, o que poderia provocar vazamentos dos resíduos tóxicos no solo.
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Outra irregularidade constatada se refere à utilização de lagoas de tratamento que deveriam estar desativadas. No relatório, a equipe de fiscalização afirma que em cinco delas o efluente se encontrava superficialmente seco, apresentando crostas de resíduos, e nas demais havia líquido nas colorações avermelhadas e esverdeadas, demonstrando utilização recente.
“Nessas lagoas deveria haver projeto de desativação em que seria observada a viabilidade para outra finalidade, como plantio de grama, área de lazer. Nós avaliamos que essas lagoas podem ter sido reativadas porque os tanques de tratamento estão em reforma”, relatou Marcela.
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