quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Nigéria desencadeia operação “O rasante do falcão”
24/09/15 - 14:43
Ao que tudo indica, a Polícia Federal brasileira está fazendo escola ao dar nomes inusitados, cômicos ou, às vezes, com significado aparentemente oculto, às operações que realiza contra atos ilegais. Basta observar a operação ora em andamento na Nigéria, batizada de “Hawk Descend” – algo que, por aqui, talvez fosse traduzido como “O rasante do falcão”.
Mas não foi a polícia federal nigeriana e, sim, os serviços alfandegários locais que desencadearam a operação “Hawk Descend”, na qual declararam “tolerância zero” para a carne de frango congelada introduzida ilegalmente no país.
E, neste caso, ilegal é toda a carne de frango produzida fora da Nigéria. Porque, com o objetivo de defender e expandir a avicultura local – “pois isso irá criar oportunidades de emprego para nossos jovens, aumentar a nossa economia e salvar os nigerianos das doenças associadas ao consumo de produtos químicos perigosos utilizados na preservação dos produtos avícolas proibidos” – o governo nigeriano proibiu totalmente a importação do produto.
De acordo com dirigentes do Instituto de Pesquisas Veterinárias da Nigéria, o país agora está em plenas condições de atender a própria demanda, pois possui em criação um plantel de 180 milhões de aves.
Coincidência ou não, é também de 180 milhões, aproximadamente, a atual população da Nigéria. Será que há autossuficiência? Mas não só isso. Pois o que se acrescenta é que, do plantel total em criação, menos de 60 milhões correspondem a criações comerciais. Ou seja: mais de 120 milhões são aves pertencentes a planteis de subsistência da zona rural do país.
Avisite
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