quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Taques enaltece importância da hidrovia Tietê para MT e critica governo federal

  • 27/01/2016 17:10
Pedro Taques e Geraldo Alckmin - hidrovia Tietê Paraná - janeiro 2016 (ass) /
O governador Pedro Taques disse, esta tarde, em Buritama (SP), na solenidade de retomada da navegabilidade da hidrovia Tietê-Paraná, que durante os 20 meses em que o trecho da hidrovia ficou praticamente parado os produtores mato-grossenses gastaram mais para levar soja, milho e demais produtos até o porto em Santos (SP). “Em razão dos 20 meses que a hidrovia ficou sem funcionar, os produtores do nosso estado gastaram R$ 105 milhões com outros modais, o que mostra que esta hidrovia não está só atendendo os interesses do estado de São Paulo, mas do Brasil”, declarou, no evento onde estavam o governador Geraldo Alckmin (SP), o governador do Paraná, Beto Richa, vice-governadora de Mato Grosso do Sul, Rose Modesto, o deputado Nilson Leitão, vice-líder da bancada ruralista na Câmara e demais lideranças. Com a retomada da navegação, devem ser transportados seis milhões de toneladas, porém a meta é que até oito milhões passem pelo modal.
Taques avalia que a hidrovia merece grandes investimentos no país tendo em vista que é o modal mais viável, tanto no fator ambiental, quanto economicamente. “Venho de um estado que fica bem aí ao lado, pertinho. O Brasil produz 202 milhões de toneladas de grãos, Mato Grosso produz 52 milhões de toneladas de grão, 27% de toda a produção vegetal e plumas que o Brasil produz. Agora, não adianta produzirmos se não conseguimos retirar, daí a importância de logística, daí a importância de investirmos nos modais de transporte e não há modal de transporte mais viável que a hidrovia”, defendeu.
Taques parabenizou o governador Geraldo Alckmin pela iniciativa. “Investimentos como este fazem com que economizemos o dinheiro que gastaríamos no com modal rodoviário. Desta forma, os recursos ficam na cidade, para investimentos na região. Por isso, como mato-grossense eu vim aqui dar um abraço no amigo Geraldo que faz um governo que mostra que é possível, mesmo diante da crise nacional, resolver os problemas de logística”, afirmou.
Ele aproveitou para cobrar mais investimentos do governo federal para ajudar a diminuir os gargalos da logística. “Dizem que na crise não é o mais forte que sobrevive, mas é aquele que tem a maior capacidade de se adaptar à realidade e o governador Geraldo Alckmin, com a sua competência, está dando exemplo para a incompetência do Governo Federal que nada faz para resolver os problemas da logística do nosso país”, criticou.
O governador Geraldo Alckmin, afirmou que a retomada da hidrovia, que conta com 2,4 km de extensão não é um ganho somente para o estado e para Brasil, mas para a América do Sul, pois os rios Tietê-Paraná também perpassam por Paraguai, Argentina e Uruguai. “Esse modal de transporte integrado a ferrovia, integrado a rodovia é o nosso grande desafio de competitividade e geração de emprego e de renda”.  Ele disse que uma nova obra, para acabar com o gargalo da hidrovia, o pedral de ‘Nova Avanhandava’, que impede o transporte de cargas durante o período de seca, deverá ser licitada em fevereiro. “São 10 quilômetros de explosão e de aprofundamento do Canal de Nova Avanhandava para dar grande segurança para a navegabilidade da hidrovia”.
Segundo o governador, a hidrovia também reduz os custos de aproximadamente 25% dos gastos com transporte. Enquanto o transporte via terrestre custa por volta de R$ 130 por tonelada, com a hidrovia o valor cai para R$ 100. “Se o caminhão transporta 30 toneladas cada comboio tira 200 caminhões das estradas e nós deveremos reduzir 100 mil viagens de caminhão das rodovias este ano”.
Conforme Só Notícias/Agronotícias já informou, a hidrovia foi interditada em maio de 2014, por conta da falta de chuvas e consequente queda no nível do rio o que impediu as barcaças de levarem grãos, madeira, cana e demais produtos. Isso causou prejuízos de ao menos R$ 1 bilhão às empresas de navegação e tirando os empregos de cerca de 1.600 pessoas, além de afetar o transporte entre os usuários.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: José Medeiros/assessoria)

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