segunda-feira, 28 de março de 2016

GTFoods vai importar 90 mil toneladas de milho da Argentina

GTFoods vai importar 90 mil toneladas de milho da Argentina





GTFoods vai importar 90 mil toneladas de milho da Argentina
28/03/16 - 15:06 


O Grupo GTFoods, maior conglomerado avícola do Norte do Paraná, é a primeira empresa privada paranaense a importar milho da Argentina. A estratégia está alinhada a manutenção da produtividade diante da queda na oferta do cereal e da alta dos preços no mercado interno. O processo de importação se iniciará com um navio de 27 mil toneladas, e a previsão é de outros dois até o final do mês de maio, totalizando 90 mil toneladas. Com isso, o grupo abastecerá os estoques até a chegada da safrinha prevista para o início do segundo semestre.
“O volume total de compras já realizadas no mercado interno e externo vão atender a 70% da nossa demanda até a entrada da safrinha em julho. Além disso, será uma oportunidade para atuarmos na redução dos custos de produção, pois as embarcações chegam pelo Imbituba (SC), tornando o frente marítimo mais atrativo  contribuindo para um valor final do milho com condições de competir com o valor praticado no mercado interno”, avalia o Gerente Corporativo de Suprimentos do GTFoods, José Carlos Ferreira Junior.
Como a escassez pode durar até a safrinha, que promete uma produção recorde de 90 milhões de toneladas, a importação poderá suprir grande parte da demanda até lá. “Desta forma, iremos garantir o abastecimento de nossa cadeia produtiva, além de conseguir vantagens significativas que vão contribuir com a redução dos nossos custos, obtendo resultados financeiros em nossas operações”, destaca o gerente.
Cenário
Desde o ano passado, o Brasil tem se firmado como o segundo maior exportador global de milho, O volume total exportado em 2015 ultrapassou as 34 milhões de toneladas, atrás apenas dos Estados Unidos. Isso se deve principalmente a uma taxa cambial favorável, que resulta na alta dos preços e na escassez do insumo em algumas regiões do país, especialmente após a preferência de alguns produtores em plantar a soja. Quem mais tem sofrido com isso são os criadores de aves e suínos, que contam com o grão para 70% da alimentação dos animais, e precisam procurar saídas para essa situação, como a importação de países vizinhos.
 

Agrolink com informações de assessoria

Nenhum comentário:

Postar um comentário