quarta-feira, 4 de maio de 2016

Esfriamento na economia da China não deve afetar demanda por grãos

Esfriamento na economia da China não deve afetar demanda por grãos





Esfriamento na economia da China não deve afetar demanda por grãos
04/05/16 - 10:10 


Os mercados experimentaram na última terça-feira (03.05) um dia tenso, com quedas nas principais  commodities e, principalmente, na Bolsa de Valores de Nova Iorque. O motivo: os fracos dados da indústria chinesa – o que afeta indiretamente o mercado agrícola também.
Há algumas semanas a China anunciou que cortaria os subsídios para produção de milho e que não forçaria mais os produtores a vender para o governo. A medida levou muitos especialistas a especular se isso significaria mais ou menos demanda internacional por grãos, dada a complexidade do sistema chinês.
Diretor da China Ag, o analista norte-americano baseado em Taipei (Taiwan), Loren Puette, explica que essas notícias foram mal interpretadas. Ele diz que a China, forçada pela desaceleração econômica e os altos estoques de milho, vai reduzir drasticamente os subsídios, mas não vai eliminar por completo.
Segundo o especialista, o governo chinês deve economizar aproximadamente US$ 10 bilhões e vai implantar um programa de preço mínimo – similar ao de algumas commodities no Brasil. Se o mercado paga menos que o preço mínimo, o governo compensa com a diferença.
Em relação ao estoque chinês (de mais de 200 toneladas de milho), Puette prevê que o governo só conseguirá vender cerca de 25% do total. Ele e outros analistas acreditam que é improvável que a China exporte volumes altos do cereal. “A maior parte desses estoques estão a céu aberto. Muito já perdeu a qualidade para alimentação humana ou animal. No momento atual, ninguém compra milho da China”, afirmou ele ao Agriculture.com. O USDA também prevê que a exportação chinesa chegue a 50 mil toneladas. 
Outra previsão do analista é que a área de milho vai cair de 37 milhões para 34 milhões de hectares. Por outro lado, Puette projeta que a superfície de soja deve aumentar dos atuais seis milhões para sete ou oito milhões de hectares. “Isso indica que os preços vão cair”, apontou o especialista.

Agrolink


Autor: Leonardo Gottems

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