quinta-feira, 5 de maio de 2016

Para USDA, Brasil permanece como 3º produtor mundial de carne de frango

Para USDA, Brasil permanece como 3º produtor mundial de carne de frango





Para USDA, Brasil permanece como 3º produtor mundial de carne de frango
05/05/16 - 08:23 



Considerados os últimos dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Brasil ainda não conseguiu superar a China na produção de carne de frango e, por isso, permanece como terceiro produtor mundial. Imbatíveis, os EUA continuam à frente dos dois países.

A probabilidade de o Brasil vir a tornar-se vice-líder na produção mundial de carne de frango não é nova, vem desde 2014. Foi sinalizada pelo próprio USDA em outubro daquele ano, quando lançadas as primeiras previsões de produção para o ano seguinte.

Porém, em nova previsão, divulgada já em 2015, no mês de abril, o USDA voltava a apontar que a produção brasileira do exercício continuaria inferior à chinesa. Posição que passaria por nova reversão seis meses depois, em outubro. Foi quando o USDA estimou (em relação a 2014) expansão de 3% na produção do Brasil e de apenas 0,2% na da China.

Em abril passado, ao divulgar os dados preliminares de produção de 2015, o órgão da Agricultura norte-americana apontou que a produção da China teve expansão maior que a original apontada, de pouco mais de 3%. Um índice inferior à expansão brasileira (de 3,5%, segundo números da ABPA), mas suficiente para manter a avicultura chinesa como segunda produtora mundial de carne de frango.

De toda forma, nas duas primeiras projeções para 2016 (a primeira, efetuada em outubro de 2015; a mais recente, de abril passado), o USDA mantém o Brasil à frente da China. Baseia-se no fato de que – com o embargo à avicultura dos EUA frente aos episódios de Influenza Aviária – a China deixou de importar reprodutores, fornecidos preponderantemente pelas empresas dos EUA. Com isso, terá dificuldade, até, em chegar ao que foi produzido em 2014.

Por outro lado, porém, é pouco provável que o Brasil chegue ao volume previsto na previsão mais recente, de abril último. Porque, frente ao insustentável custo de produção, já são claros os indícios de desaceleração da produção. E as notícias diárias da imprensa estão aí para confirmar.
 

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