Nelson Barbosa entra com descrédito e é sinalização ruim, diz Cunha
Para presidente da Câmara, escolha indica que Dilma comandará economia.
Barbosa tomou posse nesta segunda para substituir Levy na Fazenda.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira (21) que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, assume o comando da economia com "descrédito" do mercado e representa uma sinalização "ruim" para os investidores. Barbosa tomou posse nesta tarde para ocupar o cargo deixado por Joaquim Levy.
Para Cunha, a percepção que o novo ministro passa para o mercado é o de que a presidente Dilma Rousseff exercerá controle maior sobre a economia.
Para Cunha, a percepção que o novo ministro passa para o mercado é o de que a presidente Dilma Rousseff exercerá controle maior sobre a economia.
"O problema é que a percepção que o mercado vai ter é que a política econômica ficou para ser exercida pela própria presidente da República. Nelson Barbosa entra com descrédito do mercado, o que dificulta muito a posição dele. Vai depender muito mais do que ele vai propor. O certo é que a economia está entrando quase em depressão", afirmou o peemedebista.
Cunha também não poupou Joaquim Levy de críticas. Para o presidente da Câmara, o ex-ministro da Fazenda errou ao buscar reequilibrar a economia somente com medidas de aumento de arrecadação, por meio de aumento e criação de impostos.
"Era claro que Joaquim Levy não tinha uma política econômica, apesar de ter uma percepção parecida com o mercado de equilíbrio das contas públicas. Ele estava fazendo de forma equivocada, na minha percepção, porque estava fazendo isso só através de aumento de receita, aumento de carga tributária."
A substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa foi anunciada na última sexta (18). A troca marca uma mudança na orientação da política econômica, com a vitória para a ala do PT que defende menos ênfase ao ajuste fiscal e mais incentivo a produção e consumo.
Mais cedo nesta segunda (21), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) elogiou a ida de Barbosa para a Fazenda e defendeu menos "ajuste fiscal", mais crédito para consumo, liberação de empréstimos aos estados e aumento da dívida para "reaquecer a economia".
Ao falar da saída de Levy do comando da política econômica, o petista avaliou ainda que o Brasil precisa de "menos mercado" e "mais Estado".
"Eu defendo que a Fazenda tem que liberar empréstimos para os estados. Vários estados estão precisando. Aumentar um pouquinho [a dívida], não tem problema não. Eles têm margem de endividamento. Se reaquece a economia estadual, reaquece a nacional também. Não pode mais ficar esse casulo de segurar, segurar. Já segurou demais", afirmou.
"Era claro que Joaquim Levy não tinha uma política econômica, apesar de ter uma percepção parecida com o mercado de equilíbrio das contas públicas. Ele estava fazendo de forma equivocada, na minha percepção, porque estava fazendo isso só através de aumento de receita, aumento de carga tributária."
A substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa foi anunciada na última sexta (18). A troca marca uma mudança na orientação da política econômica, com a vitória para a ala do PT que defende menos ênfase ao ajuste fiscal e mais incentivo a produção e consumo.
Mais cedo nesta segunda (21), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) elogiou a ida de Barbosa para a Fazenda e defendeu menos "ajuste fiscal", mais crédito para consumo, liberação de empréstimos aos estados e aumento da dívida para "reaquecer a economia".
Ao falar da saída de Levy do comando da política econômica, o petista avaliou ainda que o Brasil precisa de "menos mercado" e "mais Estado".
"Eu defendo que a Fazenda tem que liberar empréstimos para os estados. Vários estados estão precisando. Aumentar um pouquinho [a dívida], não tem problema não. Eles têm margem de endividamento. Se reaquece a economia estadual, reaquece a nacional também. Não pode mais ficar esse casulo de segurar, segurar. Já segurou demais", afirmou.
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