21/12/15 - 12:05
A Yaskawa Motoman está desenvolvendo sistema de solda robotizado para a Máquinas Agrícolas Jacto. A solução contempla uma célula robotizada com três robôs Motoman MA3100, que possui um raio de alcance de 3.100mm que está configurado para soldagem mig/mag.
A Jacto utiliza o robô da Yaskawa para soldar o chassi de suas pulverizadoras automotriz. Nessa aplicação, é possível reduzir aproximadamente em 80% o tempo de trabalho, aumentando significantemente a produtividade e a qualidade dos cordões de solda.
Para receber a peça a ser soldada há posicionadores servo controlado com capacidade de carga de três toneladas cada. Como a peça é grande, pesada e com chapas espessas, há um recurso no robô chamado de “localizador de juntas”. Mesmo com as variações das juntas de solda, natural para peças dessa natureza, o robô consegue identificar a variação e corrigir o programa automaticamente.
Com 26% do mercado mundial de robôs, Yaskawa Motoman enxerga indústria brasileira como grande parque robotizado em potencial. Para gerente geral da marca no Brasil, robotização é saída para aumentar produtividade e reduzir custos. A empresa anuncia que será expositora na Feira da Mecânica 2016, que acontece de 17 a 21 de maio do próximo ano, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
O gerente geral da empresa no Brasil, Icaru Sakuyoshi, comenta que “hoje em dia a concorrência é global, e a indústria local compete com outras plantas em qualquer parte do mundo. Por isso, a baixa produtividade da indústria nacional e o elevado custo da mão de obra são fatores que nos tornam pouco competitivos. Ser competitivo é apostar na automação”.
“O Brasil representa um enorme potencial para nosso grupo, haja vista a baixa densidade de robôs que possuímos aqui. Hoje, a indústria brasileira tem implantando menos de 10 robôs por 10 mil trabalhadores. Para termos uma dimensão desse potencial, basta olhar para os números dos países mais robotizados no mundo. A Coreia do Sul, por exemplo, tem uma densidade de 450 robôs para cada 10 mil trabalhadores; no Japão, essa proporção é de 320; na Alemanha, 280 e nos Estados Unidos, 150. Estamos muito abaixo. Nossa opinião é que a indústria brasileira caminha para corrigir essa ‘miopia’, e enxergará qual o caminho a ser trilhado para voltar a ser produtiva e competitiva. Estamos prontos para auxiliá-la em seus processos de automação e robotização”, conclui Sakuyoshi.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

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