quarta-feira, 5 de abril de 2017

Senador quer anistia de dívida do Funrural para evitar “caos” no agronegócio

Legislação

Senador quer anistia de dívida do Funrural para evitar “caos” no agronegócio






Passivo dos produtores rurais brasileiros seria de R$ 7 bilhões

O senador Cidinho Santos (PR/MT) defende que seja concedida anistia às dívidas do Fundo de Defesa do Trabalhador Rural (Funrural). O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a cobrança do tributo (suspenso desde 2011) é constitucional. Determinou ainda que a dívida deve ser paga retroativamente, o que geraria um passivo de R$ 7 bilhões aos produtores rurais brasileiros.
Cidinho afirma que cobrar o Funrural é injusto porque tributa o setor do agronegócio duplamente. O imposto é uma cota patronal do INSS – Previdência Social, mais Risco de Acidente de Trabalho – totalizando 2,1% do valor total das operações de comercializações. “Se o passivo disso for cobrado de forma imediata, será o caos na atividade que dá certo no país, que produzirá a maior safra da história, que tem gerado emprego e tem segurado a balança comercial brasileira”, justifica.
O senador irá tratar do assunto em audiências com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles: “Precisamos nos unir e encontrar uma solução pacífica, através de meios jurídicos e políticos, para o recolhimento futuro desses tributos”.
Ele adiantou ainda que irá propor emendas à Medida Provisória nº 774/2017, que trata das desonerações de folhas de pagamento. O objetivo é reduzir a alíquota do imposto, anistiar dívidas retroativas e fazer com que o tributo seja cobrado sobre a folha de pagamento, e não sobre o valor total da produção, como é feito atualmente.
“É preciso a união entre os setores do agronegócio brasileiro, porque quando se fala no Funrural, envolve não só o grande agricultor, o grande pecuarista, mas também o pequeno produtor rural, aquela pessoa que produz o leite, que vende uma vaca para o açougue”, conclui.

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