quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Soja se mantém estável em Chicago nesta manhã de 5ª feira à espera de novidades



O janeiro/18 ainda tinha US$ 9,52 e o maio/18, US$ 9,74 por bushel



Os futuros da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago e, na sessão desta quinta-feira (21), por volta de 9h (horário de Brasília), perdiam entre 1,25 e 1,50 ponto nas posições mais negociadas. O janeiro/18 ainda tinha US$ 9,52 e o maio/18, US$ 9,74 por bushel.
Sem novidades fortes para a movimentação das cotações, o mercado na CBOT se mantém lateralizado, sem força para exibir variações mais intensas. O foco permanece sobre o clima na América do Sul e, apesar dos problemas pontuais observados mais cedo, as condições atuais parecem não trazer ameaças tão severas para as lavouras sul-americanas, segundo acreditam analistas e consultores.
Do lado da demanda, apesar dos bons anúncios de vendas reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e da já conhecida força do consumo, as novas informações também são escassas e insuficientes para promover uma mudança no andamento das cotações.
Nesta quinta, o departamento norte-americano traz ainda seu novo boletim semanal de vendas para exportação e os números, caso venham muito discrpantes das expectativas do mercado, poderiam exercer algum impacto sobre Chicago. Os novos números chegam no final da manhã.
Ademais, o período de final de ano e pré-feriados estimula os fundos de investimento a reajustarem suas posições para garantir algum lucro e um bom posicionamento para o começo do próximo ano.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
Soja: Preços voltam a ceder nos portos do Brasil nesta 4ª com dólar e Bolsa de Chicago em queda
O mercado da soja na Bolsa de Chicago fechou em queda na sessão desta quarta-feira (20). Os futuros da commodity terminaram o dia perdendo entre 1,75 e 2,25 pontos, o que fez o janeiro/18 a encerrar o dia com US$ 9,54 e o maio/18, referência para a safra do Brasil, com US$ 9,76 por bushel.
As previsões de chuvas na América do Sul, principalmente na América do Sul, continuam pesando sobre as cotações e levaram, mais uma vez, os preços a baterem em suas mínimas em três meses, segundo informações da agência internacional de notícias Reuters.
De acordo com previsões da World Weather Inc., "chuvas e tempestades ocasionais são esperadas para a próxima semana em boa parte da Argentina, melhorando a condição de umidade do solo no país. Nas áreas produtoras do norte, as chuvas deverão ser registradas na sexta-feira (22), seguidas de mais alguns eventos no sábado".
Para profissionais internacionais, com essas chuvas se regularizando, o sentimento do mercado é de que não só a Argentina, mas também o Brasil tenha um ano de boas colheitas.
No Brasil, as condições também são mais favoráveis para os próximos 10 dias, com boas chuvas chegando ao Brasil Central. Além disso, de acordo com informações do Inmet, as precipitações deverão continuar ocorrendo também no Sul do país, com o avanço de uma nova frente fria.
"Apesar dos anúncios de boas vendas de soja dos EUA nos últimos dias (só nesta semana foram mais de 500 mil de toneladas para a China), o clima sul-americano continua a exercer significativa influência sobre os preços", diz o analista sênior do portal internacional Farm Futures, Bryce Knorr. "Há uma pressão sazonal de dezembto sobre a soja sem uma 'ajudinha' do clima na América do Sul', completa.
Preços no Brasil
Com esse movimento em Chicago e uma nova queda do dólar - que já acumula uma perda de 1,26% nos últimos quatro pregões - os preços da soja continuam a recuar no mercado nacional. Nesta quarta, as baixas no interior ficaram entre 0,76 e 1,69%. Os indicativos valem de R$ 55,00 a R$ 71,00 por saca.
Nos portos, as referências também cederam. A soja disponível terminou o dia com R$ 72,80 em Paranaguá R$ 72,50 em Rio Grande, com perdas de 0,27% e 0,68%. No caso da nova safra, são R$ 73,00 no terminal paranaense e R$ 74,50 no gáucho, com baixas de 0,68% e 0,67%.



Data de Publicação: 21/12/2017 às 11:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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