segunda-feira, 5 de março de 2018

A atrasada comercialização da soja americana pode ser prejudicada ainda mais com uma possível guerra comercial entre China e EUA



Publicado em 05/03/2018 16:49 e atualizado em 05/03/2018 18:16



Bom para o Brasil que pode se tornar o principal fornecedor de soja para a China e o aumento da demanda estimularia um movimento de alta dos prêmios para o produto brasileiro
LOGO nalogo
Nesta segunda-feira (05), o mercado da soja teve mais um dia de alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com as cotações nos principais vencimentos ficando cada vez mais próximas dos US$11/bushel.
Para Camilo Motter, analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, é plausível que o mercado atinja esse novo patamar, já que a seca na Argentina tem a capacidade de pressionar um pouco mais - mas estes só devem deslanchar com uma redução nos estoques norte-americanos.
O mercado aguarda o relatório de Oferta e Demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira (8), para o qual é previsto um recorte na oferta da Argentina de 54 milhões de toneladas para 46 a 47 milhões de toneladas, estimativa que já vem sendo divulgada por alguns institutos argentinos.
A safra brasileira, por sua vez, vem crescendo na maioria das consultorias, com uma estimativa próxima de 115,6 milhões de toneladas. Em parte, esse número pode compensar a quebra na Argentina, mas não como um todo.
Além disso, a questão envolvendo a briga comercial entre os Estados Unidos e a China ainda pode chegar na soja e representar uma diminuição do apetite chinês sobre o produto norte-americano.
Diante desse cenário incerto, Motter acredita que há espaço para novas altas, principalmente porque os fundos também compram mais agressivamente. Desta forma, a situação deve ser monitorada de perto.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário:

Postar um comentário