PECUÁRIA
Para executivo, cadeia agregará muito mais valor com abertura comercial
Abertura comercial facilita pesquisa na Argentina
Por: AGROLINK -Leonardo Gottems
Publicado em 01/03/2018 às 10:28h.
Publicado em 01/03/2018 às 10:28h.
As exportações argentinas de carne bovina, após o fim das restrições do governo, reagiram fortemente com crescimento de dois dígitos no ano passado. Mas a abertura comercial do país vizinho trará frutos muito mais importantes para o setor agropecuário a longo prazo, disse o CEO da empresa de nutrição animal Conecar, Roberto Guercetti. Segundo o executivo, a pesquisa a longo em parceria com outros países trará mais valor agregado. A entrevista foi publicada na rede social Engormix.
A empresa importou 150 terneiros com genética uruguaia e tem feito parcerias internacionais em pesquisa com intercâmbio de tecnologias com grandes empresas como Bosch para desenvolver produtos que substituam antibióticos.
“Em 2017 e neste ano começamos parcerias com empresas de primeiro nível como Bosch e VCM. Já estamos finalizando alguns ensaios nas pesquisas com essas empresas em convênio e já estamos pensando em novos ensaios e novas vinculações. A pecuária agora vai chegar ao mesmo nível de eficiência que a agricultura”, disse Guercetti.
Ele comentou que o Brasil é usado como trampolim para os negócios das empresas argentinas. “O Brasil é o ponto de encontro ainda e é o trampolim dos nossos negócios porque tem um volume grande e nunca se retirou dos mercados. Mas vai chegar o momento que as empresas vão falar direto conosco, sem pisar no Brasil. Também estamos firmando convênio com uma empresa indiana através do Brasil”, contou Guercetti.
“Respeito à importação de terneiros foi a primeira desde 1998. O feito é histórico e categórico. Trazemos os animais com 200 quilos e terminarão com 500 quilos. Será valor agregado para os produtores de grãos, aos frigoríficos e aos transportadores. O circuito se inverteu. Antes exportávamos somente o milho, sem nenhum valor agregado, e trazíamos celulares nos mesmos barcos. Agora compramos os animais, agregamos o valor, e vendemos a carne para Alemanha, China ou Holanda”, explicou.

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