Publicado em 28/02/2018 10:53 e atualizado em 28/02/2018 13:03
Com chuvas, apenas 5% da área cultivada no estado foi colhida até o momento. Expectativa é que o rendimento das lavouras fique dentro da média, entre 52 a 55 sacas por hectare. Preços subiram e saca é cotada ao redor de R$ 69,00 em Balsas. Sem recursos, área cultivada com o milho safrinha será menor nesta temporada. Saca do cereal é negociada a R$ 25,00.

Os agricultores estão preocupados com os custos de produção, especialmente ao valor do frete, no estado do Maranhão. Além disso, a região está enfrentando problemas com a falta de caminhões e com as chuvas contínuas.
Diante desse quadro, o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho) do Maranhão, José Carlos Oliveira de Paula, pondera que apesar das condições climáticas os produtores deram inicio a colheita da soja. Até o momento, já foram colhidos cerca de 5% das áreas cultivadas com as oleaginosas.
“Muitos produtores estão cautelosos referente à janela, pois muitas áreas estão nos períodos normais das plantas e tem dessecado pouco. O que tem dessecado já está sendo colhido e sem prejuízos alarmantes”, destaca.
Em relação ao rendimento das lavouras, a expectativa para está safra é que fique dentro da média na localidade, entre 52 a 55 sacas do grão por hectares.
Logística
Outra preocupação é com logística e armazenagem, entretanto, os produtores estão fazendo parcerias junto com o governo do estado para melhorar a trafegabilidade. “O governo vêm nos ajudando com três patrulhas nas principais rodovias e os agricultores entraram com os maquinários e os recursos próprios”, comenta a liderança.
Comercialização
Na localidade, as referências para a soja estão sendo negociadas por volta de R$ 69,00 a saca, os preços nestes patamares remunera os produtores rurais. “Como acesso ao crédito ficou muito limitados na nossa região, foram comercializados apenas 50% da atual safra. Sem contar, que ainda, tem dividas das safras anteriores”, afirma.
Milho safrinha
O planejamento do milho safrinha está comprometido no estado, visto que não tem recursos para o cultivo da cultura. Com isso, vai diminuir o uso de tecnologias e a área destinada ao cereal. “Os preços praticados para o milho estão em torno de R$ 25,00 a saca e não estimulam os produtores, que como alternativa podem optar pela a cultura do feijão, milheto ou sorgo” finaliza o presidente.
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Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas
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