sexta-feira, 2 de março de 2018

Soja: Seca persiste na Argentina, rally continua nesta 6ª e preços buscam os US$ 11 em Chicago



Publicado em 02/03/2018 08:19 e atualizado em 02/03/2018 08:52





Soja
Colheita de soja em Itambé (PR) - Foto do Produtor Nivaldo Forastieri
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O rally dos preços da soja continua na sessão desta sexta-feira (2) na Bolsa de Chicago. Após fechar com ganhos de mais de 10 pontos ontem, os futuros da commodity, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 7,25 e 9 pontos nas principais posições. Assim, o maio/18 já tinha US$ 10,76 e os contratos julho e agosto/18 superavam os US$ 10,80. 
No Brasil, esses valores somados aos prêmios - que no porto de Paranaguá superam os 60 cents de dólar sobre os valores praticados na CBOT - já levam a oleaginosa a passar dos US$ 11,00 por bushel. 
A seca na Argentina continua atuando como principal combustível para esse avanço. Os últimos mapas climáticos seguem indicando a continuidade de condições ainda bastante adversas, com chuvas significativas podendo chegar ao país somente a partir do dia 13 de março, como reporta a AgResource Mercosul (ARC). 
"A ARC alerta, no entanto, que até lá, tais chuvas poderão chegar tarde demais. O atual cenário no país é preocupante, a seca já é classificada uma das piores das últimas décadas na Argentina. São necessárias chuvas no curto-prazo. Além do mais, as temperaturas voltam a se manter acima da média, dificultando qualquer tentativa da planta em resistir ao estresse hídrico", dizem os analistas da consultoria.
Clima AGR
Frente a essas informações, segue o movimento dos fundos de investimento de ampliarem suas posições compradas, fortalecendo ainda mais a trajetória positiva das cotações em Chicago. A janela para a recuperação de algumas áreas de soja na Argentina está, afinal, cada vez mais ajustada. Nesta quinta-feira, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires já trouxe um novo corte em sua estimativa para a produção argentina de 47 para 44 milhões de toneladas. 
Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:
Clima na América do Sul, por AgResource Mercosul
Os mapas climáticos atualizados não trazem expressivas mudanças no cenário de seca, em algumas regiões da América do Sul. Precipitações significantes voltam a tomar conta dos mapas após o dia 13 de março, na Argentina. No entanto, a ARC alerta que até lá, tais chuvas poderão chegar tarde demais. O atual cenário no país é preocupante, a seca já é classificada como uma das piores das últimas décadas na Argentina. São necessárias chuvas no curto-prazo. Além do mais, as temperaturas voltam a se manter acima da média, dificultando qualquer tentativa da planta em resistir ao estresse hídrico. No Brasil, o cenário continua com chuvas intensas e em intervalos regulares para o Centro e Norte do país. As regiões centrais do país enfrentam dificuldades de acelerar a colheita. No entanto, não há nenhum problema grave sendo observado para o Brasil. 
Mercado: Foco climático continua
O Mercado, nesta quinta-feira (1), na CBOT começou de maneira mista, com cotações testando o lado da baixa até se firmarem em hegemonia para novas altas. Preocupações com a administração de Trump e possíveis conflitos econômicos com a China tem colocado uma "pulga atrás da orelha" da especulação. No entanto, as atualizações climáticas para a Argentina voltaram a ser o grande foco dos operadores, que ainda apostam em uma seca severa e em expansão no país.

undos de investimento voltam no empilhamento de posições compradas. Até com que um maior volume da safra argentina seja colhido, e os resultados preliminares sejam estabelecidos no Mercado, qualquer queda repentina da CBOT será corrigida pela falta de chuvas nos mapas. A ARC lembra que ainda há soja verde no país, com a necessidade de reposição hídrica. No entanto, as previsões meteorológicas falham em trazer chuvas expressivas para as principais regiões sojicultoras da Argentina, nos próximos 10 dias. A janela para uma "amenização" das perdas de produção está se fechando no país.
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Fonte: Notícias Agrícolas

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