terça-feira, 3 de julho de 2018

ADM negocia a compra da Neovia

AQUISIÇÃO

ADM negocia a compra da Neovia 


A Neovia  pertence majoritariamente ao grupo francês de cooperativas agrícolas InVivo
Por:  -Leonardo Gottems 
Publicado em 03/07/2018 às 09:25h.
A Archer Daniels Midland Company (ADM), um dos maiores fornecedores de processadores agrícolas e ingredientes alimentícios do mundo, está negociando a compra da empresa de nutrição animal francesa Neovia. Segundo informações da agência Reuters, o valor total da transação seria de US$ 1,75 bilhão. 
De acordo com as informações, a ADM e suas concorrentes no mercado se viram obrigadas a adotar novas estratégias de negócios nos últimos anos já que a oferta de commodities se tornou excessiva e os lucros não eram mais os mesmos. Para o presidente e CEO da ADM, Juan Luciano, o fator mais importante a partir de agora é estreitar os laços com o agricultor, valorizando o primeiro ponto da cadeia produtiva. 
“Na ADM, tudo começa com o agricultor, e estamos ansiosos para aprofundar nossas relações com os agricultores franceses e a agricultura francesa, ao reunirmos os recursos, tecnologias e conhecimento de duas grandes empresas. Estamos ansiosos para trabalhar com eles para alavancar sua presença global, cadeia de valor integrada e inovação de classe mundial para alcançar novos mercados e novos clientes juntos”, declarou. 
A Neovia  pertence majoritariamente ao grupo francês de cooperativas agrícolas InVivo e conta com aproximadamente 8.200 funcionários. Segundo o diretor executivo da InVivo, Thierry Blandinières, o negócio será bom para as duas partes e a ADM contará com uma empresa que vendeu 1,7 bilhão de euros em 2017. 
“Esta transação é uma grande oportunidade para a Neovia e a ADM estabelecerem o que será um líder global em soluções de nutrição animal. A ADM buscará parcerias com cooperativas francesas e reforçará suas relações com o mundo agrícola francês. Ao mesmo tempo e em linha com nossa estratégia '2025 by InVivo', a venda da Neovia nos permitirá acelerar nossa transformação”, comentou. 
Agora, as duas empresas devem cumprir algumas exigências da legislação francesa para poderem assinar um acordo de compra e venda. 

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