segunda-feira, 4 de abril de 2016

Camex retira imposto de importação para inseticidas biológicos Bti

Camex retira imposto de importação para inseticidas biológicos Bti





Camex retira imposto de importação para inseticidas biológicos Bti
04/04/16 - 11:35 


A Câmara de Comércio Exterior (Camex) retirou o imposto de importação para inseticidas biológicos formulados à base de Bti (Bacillus thuringiensis, var. Israelensis). A justificativa da renúncia da alíquota de 14% é baratear a fabricação de produtos capazes de combater o mosquito Aedes aegypti – que é transmissor de vírus como a dengue, zika e chikingunya.
Segundo o próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a decisão acaba reforçando também o arsenal para o controle da lagarta Helicoverpa armigera. Apesar de ampliar como alvos outros insetos, o “Bacillus thuringiensis é isento de classificação toxicológica, sendo inofensivo para o ambiente e organismos não-alvo (EFSA, 2012a; EPA, 1998; Sanco, 2008a)”, de acordo com estudo da Universidade Técnica de Lisboa.
“As subspécies tenebrionis, israelensis e kurstaki não apresentam efeitos tóxicos em mamíferos (Sanco, 2008d a 2008h). Observou-se irritação ligeira quando inalado ou por contacto, no entanto sem efeitos tóxicos (EPA, 1998). Não se verificaram efeitos de toxicidade aguda nem crônica em aves ou organismos aquáticos (EPA; 1998). Não é cancerígeno, teratogénico ou mutagénico (Anónimo, 1994; EPA, 1998)”, complementa a pesquisa, assinada pela engenheira agrônoma Sara Sofia Ferreira Pinóia.
“Não foi observada toxicidade direta a insectos predadores nem parasitas, sendo que qualquer efeito parece ser provocado indiretamente. Em estudos de campo, em insectos que não os alvos principais e seus respectivos inimigos naturais, não foram encontrados grupos de espécies que fossem afectados (EPA, 1998)”, conclui.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

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