segunda-feira, 4 de abril de 2016

Produtores do Cerrado mineiro conquistam espaço de comercialização em São Paulo

Produtores do Cerrado mineiro conquistam espaço de comercialização em São Paulo





Produtores do Cerrado mineiro conquistam espaço de comercialização em São Paulo
04/04/16 - 12:47


 
Pequi, óleo de macaúba, castanha de baru, geleias, licores e polpa de frutas. Esses são alguns alimentos do Cerrado mineiro que consumidores  paulistanos poderão saborear. Este ano,  um grupo de produtores mineiros passou a comercializar seus produtos no Mercado Municipal de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Um dos fatores que contribuíram para essa conquista é o trabalho em cooperativismo, que conta com a orientação técnica da Emater-MG.
A formação de cooperativas entre os produtores é uma das práticas que a Emater-MG estimula para o fortalecimento da agricultura familiar. No Cerrado mineiro a empresa trabalha com sete cooperativas: Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros; Cooperriachão, em Mirabela, Cooperjap, em Japonvar, Sertão Veredas, em Chapada Gaúcha, Astur, em Turmalina, Central Veredas e Copabase, em  Arinos.
As vendas em São Paulo se tornou possível por meio de um contrato entre a Cooperativa Central do Cerrado e o instituto ATÁ. As cooperativas repassam seus produtos para a Cooperativa Central, que por sua vez envia-os para o instituto, que mantém um espaço para vendas no mercado municipal. 
“A nossa estratégia é que esse espaço seja uma vitrine para que possamos vender nossos produtos em São Paulo. Nós estamos levando para o mercado produtos que são novidades para os consumidores. Isso atrai o público”, diz o secretário-executivo da Cooperativa Central do Cerrado, Luís Carrazza.
A Cooperativa Central do Cerrado é uma central de cooperativas que promove e comercializa produtos de cerca de 50 organizações em dez estados. Ela funciona como uma ponte entre produtores e consumidores, divulgando e inserindo os produtos nos mercados local e regional. Já o instituto ATÁ busca valorizar e fortalecer a diversidade de territórios e saberes, o ato de se alimentar como fator integrante da cultura, as melhores práticas de sustentabilidade na produção e no consumo. Também visa a qualidade e identidade das cozinhas do Brasil no mundo, a segurança alimentar e nutricional, a tecnologia e inovação na produção, transformação e distribuição do alimento e a valorização de negócios de base familiar e comunitária.
Cooperativismo
“O cooperativismo é um instrumento importante de organização socioprodutiva e de gestão estratégica para os empreendimentos da agricultura familiar, estabelecendo uma relação mais vantajosa e favorável ao agricultor na relação com o mercado. O cooperativismo permite maior competitividade da agricultura familiar dentro das cadeias de valor convencionais e da biodiversidade brasileira”, diz Breno Gonçalves dos Santos, coordenador técnico de Comercialização da Emater-MG.
No trabalho de orientação técnica da Emater-MG com as cooperativas são abordados diversos temas. Entre eles estão o incentivo e fortalecimento da organização social, acesso aos mercados, gestão estratégica e análise de viabilidade técnica e econômica, desenvolvimento de ferramentas e metodologias de gestão.
Com o trabalho em cooperativismo, os produtores ganham mais representatividade e força no mercado. É o que diz a gestora da Cooperativa Agroextrativista em base de Agricultura Familiar Sustentável e Economia Solidária (Copabase), Dionete Figueiredo Barboza. “É uma forma dos produtores se unirem e agregar valor aos seus produtos. Individualmente isso seria inviável. A Copabase tem 240 cooperados e produz polpas de frutas, mel, açúcar mascavo e castanha de baru.

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