O mercado da soja na Bolsa de Chicago, após duas sessões consecutivas de fortes altas, fechou o pregão desta quarta-feira (27) com estabilidade e em campo misto. As primeiras posições terminaram os negócios subindo pouco mais de 1 ponto, com o julho/16 valendo US$ 10,28 por bushel, enquanto o setembro fechou com queda de 3 pontos, cotado a US$ 10,14.
O dia foi de oscilações limitadas e com os investidores testando os dois lados da tabela. Os ligeiros ganhos registrados nos últimos minutos foram motivados, como explica o analista de mercado Bob Burgdorfer, do portal internacional Farm Futures, pela nova venda de soja em grão dos EUA anunciada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quarta. Foram 393 mil toneladas. Do total, foram 350 mil da safra 2015/16 e maia de 43 mil da safra 2016/17. Os destinos, porém, não foram revelados.
Do lado macroeconômico, atenção ao dólar e ao petróleo. O índice dólar, ou dólar index, vem registrando, há algumas semanas, indicativos de desvalorização frente a demais moedas, o que tem puxado as commodities e dado suporte aos preços. Nesta sessão, o petróleo, por exemplo, fechou com alta de 2,86% em Nova York, e levando o barril a US$ 45,30.
O mesmo acontece com o dólar comercial e, de acrodo com especialistas, o movimento continua depois que o Federal Reserve, ainda nesta quarta-feira, anunciou a manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos entre 0,25% e 0,50%. Frente ao real, a divisa, depois de dois dias seguidos de queda, terminou o dia com uma leve alta de 0,15% e valendo R$ 3,5243.
E para o analista de mercado Anderson Galvão, da Céleres Consultoria, essa íntima relação dólar x commodities tem sido, nos últimos meses, o principal fator de retomada para as cotações da soja em Chicago. Ele afirma, porém, que trata-se ainda de um movimento recente e que exige mais acompanhamento. Afinal, a economia dos EUA começa a se recuperar, pode atrair mais dinheiro para o dólar e, com um avanço da moeda americana, os preços das commodities voltarem a ser pressionados.
Fonte: Notícias Agrícolas
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