terça-feira, 4 de outubro de 2016

FMI mantém previsão para o PIB do Brasil em 2016 e 2017

04/10/2016 10h00 - Atualizado em 04/10/2016 10h22



FMI mantém previsão para o PIB do Brasil em 2016 e 2017





Relatório indica contração de 3,3% neste ano e avanço de 0,5% em 2017.
Economia mundial também crescer mais de 3%, apoiada por emergentes.

Do G1, em São Paulo



O Fundo Monetário Internacional (FMI) não alterou suas previsões a respeito do desempenho da economia brasileira neste ano e no próximo. Em relatório divulgado nesta terça-feira (4), o fundo manteve a projeção de queda de 3,3% do Produto Interno Bruto em 2016 e de alta de 0,5%, em 2017.
Nas estimativas mais recentes apresentadas em julho, o FMI havia melhorado pela primeira vez – após cinco revisões para baixo – sua projeção o PIB deste ano. No relatório de abril, o fundo previa que a economia "encolheria" 3,8%.
PROJEÇÕES DO FMI PARA 2016
Previsões revisadas para PIB do Brasil (em %)
10,7-1-3,5-3,8-3,3-3,3em %Abr/15Jul/15Out/15Jan/16Abr/16Jul/16Out/16-5-4-3-2-1012
Fonte: FMI
"Na América Latina, a economia do Brasil permanece em recessão, mas a atividade parece estar perto do "fundo do poço", à medida que os efeitos dos choque passados- o declínio nos preços das commodities, os ajustes dos preços administrados de 2015 e a incerteza política- se dissipam.
Segundo a avaliação do FMI, no Brasil, a economia continua a se contrair, embora em um ritmo mais moderado, a inflação está acima da faixa de tolerância do Banco Central e a credibilidade da política tem sido severamente prejudicada por acontecimentos que antecederam
a "transição de regime". O fundo indica a necessidade de o país retomar a confiança e impulsionar a atração de investimentos.
Para o FMI, os países da América Latina e Caribe devem "encolher" 0,6% este ano – uma piora de 0,2 ponto percentual em relação à última previsão. Em 2017, a previsão de alta de 1,6% foi mantida.
Economia mundial
O FMI também manteve a projeção de crescimento da economia mundial em 2016. O órgão prevê que o mundo vai crescer 3,1% neste ano, a mesma indicada em julho. Para 2017, a estimativa ficou igual: avanço de 3,4%.
"O aumento previsto para o crescimento global em 2017, para 3,4%, depende crucialmente do do avanço em mercados emergentes e em desenvolvimento, como Brasil, Nigéria e Rússia, que deverão mais do que compensar a constante desaceleração da China", afirma o relatório.
O PIB do Sudão do Sul terá a maior contração entre todas as economias do mundo, com queda de 13,1%, segundo a previsão do Fundo. Em seguida, aparece a Venezuela, com PIB negativo de 10%.
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