Por volta das 09h25 (horário de Brasília), o contrato julho/17 registrava 131,20 cents/lb e queda de 70 pontos (fechamento da sessão anterior), o setembro/17, referência de mercado, estava cotado a 135,50 cents/lb com valorização de 50 pontos
Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltaram a trabalhar em alta na sessão desta sexta-feira (21) após leve correção na véspera diante da melhora no clima no Brasil, o que reduziu as chances de geadas no cinturão produtivo. Além disso, o mercado também acompanhou o financeiro nos últimos dias. Com a alta, os vencimentos tiveram um suporte a mais para ficar acima de US$ 1,30 por libra-peso.
Por volta das 09h25 (horário de Brasília), o contrato julho/17 registrava 131,20 cents/lb e queda de 70 pontos (fechamento da sessão anterior), o setembro/17, referência de mercado, estava cotado a 135,50 cents/lb com valorização de 50 pontos. Já o vencimento dezembro/17 subia 40 pontos, a 138,95 cents/lb, e o março/18, mais distante, tinha alta de 45 pontos e estava sendo negociado a 142,45 cents/lb.
Os operadores no terminal externo estavam bastante atentos ao clima no Brasil nesta semana, com a possibilidade de geadas em algumas regiões. No entanto, as lavouras de café do país não foram afetadas e com isso o mercado já se movimenta. "As bolsas internacionais já vinham pressentindo que não haveriam prejuízos para a safra com o clima no Brasil", disse em seu boletim o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.
No Brasil, por volta das 09h25, o tipo 6 duro era negociado a R$ 445,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 459,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estava sendo cotado a R$ 446,00 a saca.
Veja como fechou o mercado na quinta-feira:
Café: Bolsa de NY tem queda próxima de 100 pts nesta 5ª, mas vencimentos seguem acima de US$ 1,30/lb
As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram o pregão desta quinta-feira (20) com queda de pouco menos de 100 pontos. Após duas sessões de altas moderadas, o mercado realiza ajustes técnicos depois de repercutir a possibilidade de geadas no cinturão produtivo do Brasil, o que acabou não se confirmando. O financeiro também deu suporte aos preços do grão nos últimos dias.
O contrato julho/17 fechou a sessão cotado a 131,20 cents/lb com queda de 70 pontos, o setembro/17, referência de mercado, registrou 135,00 cents/lb com recuo de 80 pontos. Já o vencimento dezembro/17 encerrou o dia com 138,55 cents/lb e desvalorização de 80 pontos e o março/18, mais distante, caiu 80 pontos, fechando a 142,00 cents/lb.
Os operadores no terminal externo estavam bastante atentos ao clima no Brasil nesta semana, com a possibilidade de geadas em algumas regiões. No entanto, as lavouras de café do país não foram afetadas e com isso o mercado já se movimenta. No mais, não há nenhuma novidade dos indicadores técnicos, o que faz com que os preços externos do grão permaneçam acima de US$ 1,30 por libra-peso mesmo com a baixa do dia.
"As bolsas internacionais já vinham pressentindo que não haveriam prejuízos para a safra com o clima no Brasil e as cotações tiveram correção ante essa ansiedade, dessa forma é possível que o mercado realize um pouco de lucros e níveis mais baixos possam ser vistos", disse em seu boletim o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.
O mercado vinha tendo suporte importante do financeiro nos últimos dias. O dólar comercial fechou a sessão desta quinta com queda de 0,71%, a R$ 3,1268 na venda, em meio à expectativa do ingresso de recursos externos. É a quinta sessão seguida de baixa. O câmbio impacta diretamente nas exportações da commodity. O petróleo também influenciava positivamente os negócios com o grão, já que chegou a trabalhar na véspera com altas de mais de 1% em cerca de US$ 47 o barril.
"Quando a moeda está caindo, (os exportadores) vendem café e açúcar o mais rápido que podem. Quando está se recuperando, eles não sentem a necessidade de fazer isso", disse na véspera à Reuters o analista internacional da OptionSellers, James Cordier. O petróleo impacta nos preços, pois tem peso no índice de commodities, já que serve de referência para os fundos atuarem no mercado, e com isso tende a impactar todas as outras presentes na cesta.
A colheita de café da safra 2017/18 do Brasil estava em 65% até o dia 18 de julho, segundo a Safras & Mercado. Levando em conta a estimativa da consultoria, de 51,1 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que já foram colhidas 33,35 milhões de sacas.
Mercado interno
Os cafeicultores brasileiros seguem à espera de melhores patamares de preço e estão bastante atentos com os trabalhos de colheita no campo. Com isso, poucos negócios são vistos nas praças de comercialização do Brasil. "Quanto aos preços, segundo pesquisadores do Cepea, o arábica tem sido influenciado principalmente pelas cotações externas e pelo dólar", reportou na véspera o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 507,00 e queda de 0,59%. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 2,00% e saca a R$ 490,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 470,00 a baixa de 2,08%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (-1,06%) e Média Rio Grande do Sul (+1,09%), ambas com saca a R$ 465,00. O município paulista de Franca (SP) teve a maior oscilação no dia com queda de 2,13% e saca a R$ 460,00.
Na quarta-feira (19), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 456,78 e alta de 1,21%.
Data de Publicação: 21/07/2017 às 10:35hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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