A comercialização de soja voltou a perder ritmo no Brasil. Apesar de o preço de negociação na Bolsa de Chicago estar em US$ 10 por bushel (27,2 quilos), a valorização do real fez o valor da saca recuar no país
Há um mês, quando o contrato de novembro de Chicago registrou o menor preço do ano, a saca de soja era negociada a R$ 62,50 em Cascavel, no oeste do Paraná.
Na primeira quinzena deste mês, quando a oleaginosa atingiu o maior valor do ano, a saca subiu para R$ 67 na mesma região.
Nesta quarta-feira (19), o primeiro contrato esteve em US$ 10 na Bolsa de Chicago, mas o recuo do dólar para R$ 3,15, fez a saca da soja cair para R$ 65 em Cascavel.
Os preços atuais da Bolsa de Chicago não estão ruins, mas o câmbio não favorece a comercialização brasileira.
Para Daniele Siqueira, analista da AgRural, os produtores têm de ficar atentos à volatilidade dos preços neste período, provocada tanto por Chicago como pelo câmbio, e aproveitar para fazer negócios.
O mercado de soja vive por conta do clima nos Estados Unidos. Assim como a chuva prejudicava as lavouras há duas semanas, nesta é o calor intenso em alguns Estados que coloca o mercado em alerta.
Siqueira diz, no entanto, "que nada está definido na safra americana de soja". Só uma mudança muito intensa do clima para afetar a produtividade e interferir de forma mais acentuada nos preços.
Os fundos de investimentos, aproveitando o cenário atual de indefinição do clima, voltaram às compras. Eles aumentaram a quantidade de soja em suas carteiras de investimentos, apostando em novas altas do produto.
Data de Publicação: 20/07/2017 às 11:10hs
Fonte: Folha de S. Paulo
Fonte: Folha de S. Paulo

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