quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Prefeito diz que projeto de concessão da BR-163 de Sinop ao Pará exclui benefícios

  • 03/02/2016 08:45
Exército obras BR-163 Pará setembro 2014 (ass) /
O prefeito de Terra Nova do Norte, Milton Toniazzo (DEM), é um dos que defendem a revisão da proposta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANNT) para concessão dos poucos mais de 700 km da BR-163, de Sinop ao Pará. Ele argumenta que cidades como a que administra, Nova Santa Helena e Itaúba, por exemplo, não são contempleadas para receber melhorias nas travessias urbanas. Toniazzo defende que são necessárias, principalmente pelo aumento do tráfego esperado para os próximos anos.
O gestor cobra que a proposta seja de acordo com a realidade da região. “Houve várias questionamentos para que se essa concessão, se vir a acontecer,  seja de acordo com nossa realidade e que atenda aos interesses do Nortão. Particularmente participei de duas audiências e houve falha. Quando a Universidade Federal de Santa Catarina elaborou esse projeto da privatização de Sinop a Itaituba, houve cidades que não foram contempladas com alguns benefícios, como Terra Nova do Norte, Santa Helena, Itaúba. Ainda é tempo que se reveja esse projeto e esses 3 municípios venham ser contemplados com melhorias das travessias urbanas”, afirmou ao Só Notícias.
O prefeito lembrou o fluxo de veículos. “Há 5 anos, do extremo Norte do Estado até Guarantã, passavam 300 caminhões por dia, hoje passam mais 1,5 mil e numa projeção a curto e médio prazo, isso vai triplicar e com isso vem os problemas. Então, não é justo que venha esse aumento de tráfego e os municípios são sejam beneficiados. Terra Nova é um exemplo, uma cidade que a BR vai cortar de Norte a Sul e tem uma grande parte da população que mora na área rural. Então, já que a rodovia corta, temos que dar acessibilidade a esse povo, segurança”.
Sinop sediou mês passado, a última audiência da ANNT para subsídios ao edital de concessão, que deve ser lançado no segundo semestre. São esperados mais de R$ 6 bilhões em investimentos no prazo de 30 anos. 

Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Weverton Correa (foto:assessoria/arquivo)

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