terça-feira, 26 de julho de 2016

Governo de São Paulo irá monitorar venda de defensivos agrícolas no Estado

Governo de São Paulo irá monitorar venda de defensivos agrícolas no Estado





Governo de São Paulo irá monitorar venda de defensivos agrícolas no Estado
26/07/16 - 15:44 


O Governo do Estado de São Paulo fará o monitoramento de defensivos agrícolas vendido em território paulista. O controle será executado pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), por meio do sistema eletrônico Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). O objetivo é impedir o comércio e o uso de produtos ilegais, que podem causar danos ao meio ambiente e a quem os aplica.
A previsão é que até o fim deste ano os dados sobre compra e venda de defensivos agrícolas constem no Gedave, permitindo que a CDA controle o fluxo de produtos dentro do Estado. Essas informações devem ser fornecidas pelos fabricantes, revendedores e pelos produtores. “Todo agrotóxico que entrar no Estado de São Paulo para venda nos meios legais vai estar registrado e será rastreado”, afirma Rafael de Melo Pereira, diretor do Centro de Fiscalização de Insumos e Conservação do Solo da Defesa Agropecuária.
Com o monitoramento, o produtor deverá cadastrar as culturas que desenvolve em sua propriedade. O lojista deve informar qual a quantidade e os tipos de defensivos adquiridos por seu estabelecimento. O não cumprimento impede a comercialização do produto, ou seja, quem não informar fica impedido de vender ou comprar.
A Secretaria já realiza fiscalizações em lojas e propriedades a fim de identificar o uso de produtos clandestinos, que chegam a ser até 60% mais baratos. Porém, a economia é apenas financeira, já que, por não serem aprovados pelo governo brasileiro, não oferecem segurança em seu uso – podendo prejudicar tanto o meio ambiente quanto o agricultor que o manipula.
O secretário Arnaldo Jardim destacou que a fiscalização e o controle são essenciais para balizar o uso de defensivos. “Não podemos demonizar a ciência e prescindir dos agroquímicos, mas devemos usá-los de forma disciplinada, nas quantidades corretas”, disse.
Os defensivos ilegais causam prejuízo não apenas à saúde humana e do planeta, mas também à saúde financeira de quem o utiliza – podendo ser até objeto de autuação pela Polícia Federal por contrabando. Os técnicos da Defesa fiscalizam as propriedades e as lojas para identificar esses produtos. Tanto produtor quanto vendedor devem apresentar as notas fiscais da aquisição. Na propriedade, o defensivo tem que ser aquele especificamente indicado para a cultura presente na área e precisa ter sido recomendado por um engenheiro agrônomo pelo receituário agronômico.
Quem usa agrotóxicos ilegais pode ser implicado judicialmente em crime ambiental, com penas que vão de prestação de serviços à prisão. A Defesa Agropecuária autua o produtor, que tem 15 dias para se justificar, se não o fizer, há a aplicação da penalidade administrativa, como advertência ou multa, que varia entre 1 e 1.000 MRV (maior valor de referência) – montante que é dobrado em caso de reincidência. Este dinheiro vai para o Fundo de Defesa Agropecuária para a continuidade das ações de fiscalização.
Após a finalização, o processo administrativo é encaminhado ao Ministério Público. Mesmo após a multa, o produto ilegal obrigatoriamente deve ser incinerado, com recolhimento na propriedade custeado pelo próprio infrator.
Em 2015, a Defesa realizou 454 fiscalizações em propriedades, 911 em revendas de defensivos, 105 em empresas prestadoras de serviço de aplicação e 33 em postos ou centrais de recebimento de embalagens vazias. 150 autos de infração foram lavrados.
Clique aqui para consultar a legislação sobre o uso de defensivos.

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