quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

25/02/2015 - 07:57

Governo federal dá sinal de querer ‘negociar’ com caminhoneiros; Diesel não deve baixar Da Redação - Viviane Petroli
Uma reunião entre empresários do setor do transporte no Brasil e caminhoneiros está agendada para as 14 horas no Ministério dos Transportes para esta quarta-feira (25). O governo federal sinaliza discutir apenas o preço do frete, porém descarta a redução do preço do litro do óleo diesel. No Brasil chegam a 13 os Estados em manifestação. Em Mato Grosso já falta combustível e alimentos. De acordo com a agência de notícias Reuters, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, pontuou que a redução do preço do diesel não está em pauta neste momento em Brasília (DF). A declaração da reunião nesta quarta-feira e que o diesel irá baixar de valor foi dada por Rossetto após reunião interna do governo federal para discutir a greve do setor do transporte. Conforme o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, a prorrogação dos prazos das linhas de financiamento do programa Procaminhoneiro já está em análise pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Rossetto pontuou que na reunião na tarde desta quarta-feira será apresentada a posição do governo federal quanto à a lei do Caminhoneiro e demais reivindicações. Nesta terça-feira (24) o protesto dos empresários do transporte de cargas e caminhoneiros chegou a 12 Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pará, Ceará, São Paulo, rio de Janeiro e Bahia. A nível nacional o pedido da categoria é a redução do preço do óleo diesel, tabelamento dos fretes, redução da tarifa de pedágios, bem como a sanção das mudanças aprovadas na Câmara Federal neste mês na Lei do Motorista Profissional por parte da presidente Dilma Rousseff. Na segunda-feira (23) a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou na Justiça solicitando a liberação das rodovias federais 'fechadas' nos Estados devido aos protestos de caminhoneiros e empresários do transporte de cargas. Na ação a AGU pede ainda a adoção de multa de R$ 100 mil para cada hora parada caso os manifestantes se recusem a liberar o tráfego de veículos.

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