segunda-feira, 4 de maio de 2015
Celulose Riograndense começa a operar neste domingo
04/05/15 - 08:25
Prestes a iniciar operações neste domingo, a planta ampliada da Celulose Riograndense em Guaíba, na Região Metropolitana, deve chegar a um pico de produção em cinco meses, afirma o diretor-presidente Walter Lídio Nunes. Com investimento de 2,2 bilhões de dólares, a ampliação da fábrica garantirá 1,8 milhão de toneladas por ano de celulose, quatro vezes mais do que o volume atual. O impacto da fábrica na economia gaúcha deve ficar em 1,1% do PIB. A maior parte da produção, 90%, será levada ao mercado externo: América do Norte, Europa e Ásia.
Apesar da crise industrial do Brasil, o segmento de celulose ainda é rentável, já que o país é competitivo na cultura da matéria prima. “Por causa do desenvolvimento do eucalipto daqui, que é altamente produtivo, muito mais do que em outros lugares”, explicou Lídio Nunes em visita à obra, praticamente pronta. O prazo para o término da obra foi mantido por rígido cronograma. Os 9 mil trabalhadores envolvidos nas atividades foram chamados a cumprir metas, incentivados por iniciativas como sorteios de carros, motos e TVs.
Hoje controlada pelo grupo chileno CMPC, a empresa tem grande preocupação com a sustentabilidade e com o controle de emissão de gases. Na planta de Guaíba, por exemplo, há três fases de tratamento de água, e 99,7% dos resíduos sólidos são reciclados. A intenção é reduzir 40% do consumo atual de água no local. Além disso, haverá geração de energia. Cerca de 30 MW serão disponibilizados para a rede pública e está sendo estudada a comercialização do excedente. “Temos as melhores tecnologias do mundo e até melhores do que em outros países”, ressaltou Lídio Nunes. Os mais de 3 mil funcionários que atuarão na operação já estão treinados. Haverá geração de até 17,1 mil empregos indiretos
Correio do Povo
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