terça-feira, 31 de março de 2015

Valor Bruto de Produção de MT pode chegar a R$ 43,64 bilhões em 2015

31/03/2015 18h52 - Atualizado em 31/03/2015 18h52 Valor Bruto de Produção de MT pode chegar a R$ 43,64 bilhões em 2015 Neste ano, a estimativa trimestral do Imea projeta R$ 43,64 bilhões para MT. O crescimento com relação à estimativa de dezembro é de 5,4%. Amanda Sampaio Do G1 MT
A estimativa de março para o Valor Bruto de Produção de Mato Grosso para 2015 projetado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) chegou a R$ 43,64 bilhões, apresentando um crescimento de 5,4% perante a estimativa de dezembro. Os dados, que trazem a atualização trimestral da projeção do VBP, foram divulgados nesta segunda-feira (30). A maior variação no período foi observada na soja, que saiu de R$ 20,63 bilhões e foi para 22,40 bilhões, alta de 8,6%. Vale destacar que a oleaginosa representa 51% do VBP total da agropecuária do Estado. O resultado de crescimento foi observado a partir da melhora nos preços dos principais produtos da cesta de exportação nos últimos três meses. “Com um cenário de câmbio mais favorável para os setores agroexportadores do Estado, essa segunda estimativa do VBP mudou a tendência de queda em relação ao ano passado para uma estabilidade. Nesse sentindo, comparado com o ano passado, a estimativa atual obtém uma leve alta de 0,2%”, informa o boletim mensal de Conjuntura Econômica do Imea. "Dessa forma, apesar da desaceleração do crescimento visto nos últimos anos, a agropecuária do Estado deve ter mais um ano positivo de maneira geral", afirma o boletim. Receita com agropecuária no Brasil deve ser 4% maior em 2015, diz CNA Renda do campo em 2014 é reajustada e sobe R$ 150 milhões em MT Com relação aos setores acompanhados pelo Imea, sete tiveram variação positiva de dezembro para março. O destaque positivo na variação relativa vai para aves, que obteve um crescimento de 19%, por conta, principalmente, no ajuste do abate prevista para esse ano. Já o setor de suínos apresentou queda de 30%, que, segundo o Imea, é explicada pela mudança na expectativa de preço pago ao produtor. Na pecuária, o boi, que tem uma participação de 21%, também ajudou na manutenção do total de 2015. Os setores de algodão, bovinocultura de corte e leite, cana e produtos florestais praticamente se mantiveram estáveis em relação à primeira estimativa. “Como a representatividade do setor de aves é pequeno no VBP total da agropecuária, as variações positivas ocorridas tanto na soja quanto no milho foram as principais molas propulsoras da alta ocorrida no total”, traz o boletim. tópicos: Mato Grosso

31/03/2015 - 18:49

Vendas em supermercados caem 7,64% em fevereiro Agência Brasil As vendas em supermercados caíram 7,64% em fevereiro em comparação com janeiro. No entanto, em relação a fevereiro de 2014, houve crescimento de 0,35% no movimento, segundo balanço divulgado hoje (31) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado dos dois primeiros meses de 2015, as vendas aumentaram 1,93%. Os percentuais levam em consideração a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O presidente do conselho consultivo da Abras, Sussumu Honda, avaliou que o resultado do ano ainda é positivo devido ao bom desempenho do setor em janeiro. Porém, o desaquecimento da economia e a alta da inflação estão diminuindo a capacidade de compra da população. “Nós temos indicadores macroeconômicos que não estão bons, com o nível de confiança do consumidor também caindo. Nós estamos com inflação alta e isso acaba afetando muito o poder aquisitivo”, ressaltou durante a apresentação dos dados. O resultado de fevereiro, entretanto, foi afetado, segundo Honda, pelo menor número de dias no mês e pelo feriado do Carnaval. “As nossas vendas são dia a dia. Então, quanto mais dias melhor”, explicou. Mesmo assim, de acordo com ele, os números do mês indicam que o setor não deverá ter uma grande expansão neste ano. Para Honda, o cenário econômico e o ajuste fiscal proposto pelo governo federal dificultam as previsões para o ano. Por isso, ele preferiu não dizer se será possível atingir a estimativa feita no início do ano de crescimento de 2% em 2015. “Fica difícil fazer previsões neste ano de ajuste, que vai impactar em toda a cadeia. De janeiro mudou tanta coisa, os números deterioraram tanto”, analisou. O presidente do conselho ponderou, no entanto, que os supermercados podem ser beneficiados pela mudança de hábito do consumidor que vai buscar alternativas mais baratas de alimentação, por exemplo. “A alimentação fora do lar, que ganhou um espaço muito grande [nos últimos anos], deve perder esse espaço. Aí o varejo alimentar é beneficiado nesse aspecto”. O que parece claro, na opinião de Honda, é que o setor está perdendo o impulso que permitiu altos níveis de expansão nos últimos anos. “O nosso ciclo de crescimento, que nós tivemos a partir de 2005, perde força agora. Certamente, nós temos muitos desafios neste ano”, enfatizou. O faturamento do setor chegou aos R$ 294,9 bilhões em 2014. O montante significa um crescimento real de 1,8% em relação a 2013. Com 83,6 mil lojas, os supermercados empregam 1,75 milhão de pessoas em todo o país.

Expansão do sudoeste passa pela implantação de hidrovia, diz Prado 31/03/2015 17:20

A nova fronteira do desenvolvimento de Mato Grosso é como pode ser considerada a região sudoeste do Estado, tendo a cidade de Cáceres como seu principal polo, sobretudo após a instalação do porto de Santo Antônio das Lendas, à margem do rio Paraguai. Pelo menos é essa a perspectiva extraída do II Encontro da Soja e do Milho na Região Sudoeste de Mato Grosso, realizado hoje. O presidente do Sistema Famato/Senar, um dos palestrantes do evento, falou sobre a imprescindível medida de dar início à navegação pela hidrovia Paraguai-Paraná a partir de Cáceres para a expansão do desenvolvimento da região. "Fiquei impressionado, visitando a lavoura, com a qualidade da soja e com a produtividade dela aqui em Cáceres. Esta é uma região próspera, além da pecuária historicamente praticada aqui, estão abertos os caminhos para a produção agrícola", comentou Rui Prado para o público do evento. O presidente demonstrou que, quando instalada a estação de transbordo no porto de Santo Antônio das Lendas, no rio Paraguai, fazendo a integração da região com a hidrovia e o Oceano Atlântico, as perspectivas de crescimento da produção passam dos atuais 16 milhões de toneladas de grãos/ano, num raio de 400 quilômetros, para 42 milhões de toneladas. Sem contar que o potencial de área de pastagem passível de conversão em agricultura pode chegar a mais 5 milhões de hectares."A região tem um alto potencial produtivo e um grande potencial de escoamento. Temos todas as condições para que o progresso se instale de vez. Quando se fala em expansão, não se trata apenas de Cáceres, mas atinge muitos municípios da região. A partir de Santo Antônio das Lendas, 400 quilômetros a dentro do Estado, onde hoje já se produz 16 milhões de grãos, existe uma perspectiva duas vezes e meia maior, que pode ser escoada pelo sudoeste do Estado, por meio da hidrovia do rio Paraguai", destacou Prado. A instalação do porto em Santo Antônio das Lendas, de onde podem sair barcaças com a produção, é considerada uma das mais viáveis saídas para os gargalos logísticos de Mato Grosso, inclusive com o retorno mais rápido. Conforme o Estudo Centro-Oeste Competitivo, produzido pela empresa Macrologística, o investimento feito para instalação do porto tem o retorno em um ano. "Cáceres está numa região estratégica de logística. O que falta agora é a determinação do Estado brasileiro para a finalização da rodovia BR-174 até o porto e a construção da estação propriamente dita", acrescentou o presidente da Famato. O vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, presente na abertura do evento, assegurou que o investimento em infraestrutura na região é um compromisso de governo. Despois de assegurar a finalização de rodovias do entorno de Cáceres e de garantir a viabilização do porto de Santo Antônio das Lendas, conclamou os membros da bancada federal por Mato Grosso a buscar emendas para concretizar a BR-174 até o porto. "Não temos dúvida nenhuma sobre as potencialidades gigantes da integração lavoura-pecuária e que essa região é a nova fronteira do desenvolvimento de Mato Grosso. A integração, de forma sustentável, preservando o meio ambiente, cuidando do nosso Pantanal, a industrialização, a verticalização é um sonho antigo, mas estamos trabalhando desde o início do governo para instalação da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) aqui em Cáceres", disse Fávaro. O evento contou com a participação de produtores rurais da região, alunos dos cursos de agronomia de duas instituições de Cáceres e membros de entidades representativas da cidade. O encontro foi realizado na Fazenda Ressaca, onde a integração da pecuária com a agricultura já acontece. Pela primeira vez, a unidade plantou pouco mais de mil hectares de soja, que estão sendo colhidos.A nova fronteira do desenvolvimento de Mato Grosso é como pode ser considerada a região sudoeste do Estado, tendo a cidade de Cáceres como seu principal polo, sobretudo após a instalação do porto de Santo Antônio das Lendas, à margem do rio Paraguai. Pelo menos é essa a perspectiva extraída do II Encontro da Soja e do Milho na Região Sudoeste de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (31), na cidade. O presidente do Sistema Famato/Senar, um dos palestrantes do evento, falou sobre a imprescindível medida de dar início à navegação pela hidrovia Paraguai-Paraná a partir de Cáceres para a expansão do desenvolvimento da região. "Fiquei impressionado, visitando a lavoura, com a qualidade da soja e com a produtividade dela aqui em Cáceres. Esta é uma região próspera, além da pecuária historicamente praticada aqui, estão abertos os caminhos para a produção agrícola", comentou Prado para o público do evento. O presidente demonstrou que, quando instalada a estação de transbordo no porto de Santo Antônio das Lendas, no rio Paraguai, fazendo a integração da região com a hidrovia e o Oceano Atlântico, as perspectivas de crescimento da produção passam dos atuais 16 milhões de toneladas de grãos/ano, num raio de 400 quilômetros, para 42 milhões de toneladas. Sem contar que o potencial de área de pastagem passível de conversão em agricultura pode chegar a mais 5 milhões de hectares. "A região tem um alto potencial produtivo e um grande potencial de escoamento. Temos todas as condições para que o progresso se instale de vez. Quando se fala em expansão, não se trata apenas de Cáceres, mas atinge muitos municípios da região. A partir de Santo Antônio das Lendas, 400 quilômetros a dentro do Estado, onde hoje já se produz 16 milhões de grãos, existe uma perspectiva duas vezes e meia maior, que pode ser escoada pelo sudoeste do Estado, por meio da hidrovia do rio Paraguai", destacou Prado. A instalação do porto em Santo Antônio das Lendas, de onde podem sair barcaças com a produção, é considerada uma das mais viáveis saídas para os gargalos logísticos de Mato Grosso, inclusive com o retorno mais rápido. Conforme o Estudo Centro-Oeste Competitivo, produzido pela empresa Macrologística, o investimento feito para instalação do porto tem o retorno em um ano. "Cáceres está numa região estratégica de logística. O que falta agora é a determinação do Estado brasileiro para a finalização da rodovia BR-174 até o porto e a construção da estação propriamente dita", acrescentou o presidente da Famato. O vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, presente na abertura do evento, assegurou que o investimento em infraestrutura na região é um compromisso de governo. Despois de assegurar a finalização de rodovias do entorno de Cáceres e de garantir a viabilização do porto de Santo Antônio das Lendas, conclamou os membros da bancada federal por Mato Grosso a buscar emendas para concretizar a BR-174 até o porto. "Não temos dúvida nenhuma sobre as potencialidades gigantes da integração lavoura-pecuária e que essa região é a nova fronteira do desenvolvimento de Mato Grosso. A integração, de forma sustentável, preservando o meio ambiente, cuidando do nosso Pantanal, a industrialização, a verticalização é um sonho antigo, mas estamos trabalhando desde o início do governo para instalação da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) aqui em Cáceres", disse Fávaro. O evento contou com a participação de produtores rurais da região, alunos dos cursos de agronomia de duas instituições de Cáceres e membros de entidades representativas da cidade. O encontro foi realizado na Fazenda Ressaca, onde a integração da pecuária com a agricultura já acontece. Pela primeira vez, a unidade plantou pouco mais de mil hectares de soja, que estão sendo colhidos. Fonte: Assessoria

Brasil e EUA avançam rumo à abertura do mercado de carne bovina 31/03/2015 16:59

O Brasil e os Estados Unidos avançaram nas negociações para abertura do mercado de carne bovina de 14 estados brasileiros. O Brasil aguarda, agora, a publicação, pelos EUA, da versão final do regulamento que garantirá o acesso ao mercado norteamericano. A negociação aconteceu durante a 7ª reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil – EUA, realizada hoje, entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além da carne bovina, a agenda da reunião incluiu temas de acesso ao mercado para bovinos vivos, sêmen e embriões bovinos e a certificação de carne suína, frutas e hortaliças. “Há necessidade de incluir novos estados dentre os que serão habilitados a exportarem aos EUA, tendo em vista a condição de livre de febre aftosa com vacinação”, disse a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo. Ela mencionou, ainda, os esforços brasileiros para a erradicação da febre aftosa no país e a cooperação com outros países para alcançar a erradicação da enfermidade em nível continental. Cooperação- No âmbito do CCA, reuniram-se os Grupos de Trabalho de Alto Nível sobre Biotecnologia e Temas Sanitários e Fitossanitários Multilaterais. O estreitamento da coordenação entre Brasil e EUA nesses assuntos é crucial para o acesso e manutenção dos mercados, dada a similaridade de seus sistemas produtivos e das barreiras enfrentadas por ambos os países. Os dois países acordaram atuar de maneira coordenada em fóruns internacionais relevantes para o comércio agrícola, principalmente para a defesa de bases científicas para o estabelecimento de exigências aplicáveis à importação de produtos agropecuários. Brasil e EUA concordaram em desenvolver mecanismos institucionais de cooperação nas áreas de bem-estar animal e produção integrada, além do levantamento de dados sobre produção e mercados agrícolas, iniciativa que já está em andamento entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o USDA. O CCA é o principal fórum oficial de negociação de temas agrícolas entre o Brasil e os EUA. Com reuniões anuais, as autoridades demonstraram ampla satisfação com os resultados alcançados. Ressaltaram ainda a importância da manutenção de um diálogo frequente entre dois dos maiores produtores e exportadores de alimentos, reiterando o interesse em manter o diálogo por meio do CCA. Fonte: Assessoria

Ciro Gomes debaterá conjuntura econômica na Parecis SuperAgro 31/03/2015 15:59

A situação econômica do país vem preocupando todos os setores da economia, incluindo os empresários rurais. Segundo levantamento feito pelo Banco Central, com mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) deve cair 1% em 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos. A agropecuária deve registrar aumento de 1,5% no PIB neste ano e ser o único setor a registrar crescimento, segundo projeções da GO Associados. Porém não deve impedir que a economia brasileira chegue ao final de 2015 com resultado negativo. Para o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Alex Utida, os empresários rurais devem planejar bem o direcionamento do trabalho. "Precisamos discutir o momento socioeconômico e político pelo qual passa o país, que requer uma boa interpretação para que os produtores rurais e empresários do setor estejam preparados para fazer as escolhas certas", analisa Utida. Neste contexto, a Parecis SuperAgro 2015 traz Ciro Gomes para debater a conjuntura política-econômica brasileira, em palestra que vai abrir a feira, no dia 13 de abril, às 9h. Em declaração recente, Ciro Gomes disse que mudanças sérias na economia brasileira precisam ser realizadas e não o 'lançamento de um pacote de bondades'. Segundo ele, a recessão é um ameaça ao empreendedor e daqui a pouco, avançará sobre o nível de emprego do país. "A inflação está aí e isso é um quadro muito preocupante", advertiu. Currículo - Ciro Ferreira Gomes começou sua carreira na política aos 25 anos, em 1982, quando se elegeu deputado estadual. Também foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará. Assumiu o Ministério da Fazenda, no governo de Itamar Franco, e o Ministério da Integração Nacional, no mandato de Lula. Foi candidato à presidência da República nas eleições de 1998 e 2002. Em 2006 foi o deputado federal mais votado proporcionalmente de todo o país, com mais de 667 mil votos. Vale lembrar a Parecis SuperAgro é considerada a maior de tecnologia e negócios agropecuários de Mato Grosso. Neste ano, a expectativa é de movimentar mais de R$ 175 milhões. Fonte: Assessoria (foto: assessoria/arquivo)

'Atraso' das exportações do país amplia preocupações dos produtores de milho

Produção de milho em Mato Grosso: atraso da safra de soja e greve dos caminhoneiros já provocam mudanças no cronograma de exportações nacionais do cereal.
As tradings exportadoras de grãos do país estão postergando os pedidos de entrega do milho que será colhido este ano, conforme corretores que atuam nesse mercado. A situação preocupa os produtores, já que, por conta da necessidade de ampliação do período de armazenagem, tende a provocar um aumento de custos em um momento de maior pressão sobre os preços decorrente de uma oferta abundante no país e no exterior. As empresas exportadoras costumam abrir a "janela" de embarques de milho entre junho e julho, mas neste ano o início das programações já está avançando para o segundo semestre. Além da maior disponibilidade do cereal, pesam nesse movimento o atraso da safra de soja e a greve dos caminhoneiros, que devem estender o período de escoamento da oleaginosa e, assim, ajudar a empurrar o do milho mais para frente. "Temos visto compras das tradings, mas todas para [entrega em] setembro a dezembro", disse Andrea de Sousa Cordeiro, analista da Labhoro Corretora de Mercadorias, de Curitiba (PR). Segundo Andrea, cresceu nos últimos meses a preocupação com o "timing" do mercado e com a possibilidade de que haja um estrangulamento nos embarques de grãos. "A safra de soja brasileira, por seu tamanho e pelo atraso que teve com a paralisação dos caminhoneiros, reduziu o fluxo de carregamento de cargas. Isso tudo vai alargar o período dos embarques de soja", afirmou. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o Brasil colha 93,26 milhões de toneladas de soja nesta temporada 2014/15, 8,3% a mais que 2013/14 e um novo recorde. Para o milho, a projeção é de recuo de 2,3% na colheita total (que inclui a primeira e a segunda safra), para 78,2 milhões de toneladas - ainda assim um patamar elevado, tendo em vista o tamanho dos estoques. Os armazéns cheios reforçam um horizonte de maior "conforto" para os compradores e de pressão sobre os preços pagos ao agricultor - mas, em contrapartida, poderão reduzir custos para empresas de aves e suínos e coibir picos inflacionários nessa frente, ainda que o câmbio seja positivo para a remuneração do produtor/exportador. A perspectiva da Conab é que os estoques finais de milho cresçam 22,5% no ciclo atual ante o passado, para 17,47 milhões de toneladas. Ainda nos cálculos da autarquia, o Brasil exportará 20,5 milhões de toneladas de milho na atual safra. O volume é significativo, mas já distante das 26,2 milhões de 2012/13, quando uma quebra de produção nos EUA redirecionou compradores para o Brasil. Mesmo os chineses, que alimentavam expectativas de ampliar as importações, já dão sinais de que levarão um pouco mais de tempo para sair ao mercado como um comprador mais expressivo. Como o apetite da China segue voraz pela soja (o país é destino de 70% da oleaginosa exportada pelo Brasil), os embarques do produto têm prioridade sobre os do milho na primeira metade do ano. Na sequência, ganham ritmo as exportações de milho, na medida também em que a segunda safra (safrinha) do grão começa a sair dos campos, principalmente em Mato Grosso. Nos primeiros meses de 2015, já houve embarques expressivos de milho - em janeiro e fevereiro, foram 4,3 milhões de toneladas, ante 4 milhões no mesmo período de 2014, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) -, mas oriundos da safra passada. É o cereal da temporada atual que tende a sofrer com a maior lentidão na movimentação da soja. A greve dos caminhoneiros na segunda quinzena de fevereiro, pico da colheita de soja, atrapalhou a movimentação da produção. E o calendário do atual ciclo já vinha mais apertado pelo atraso na semeadura da oleaginosa entre o fim de setembro e o início de outubro do ano passado, devido à estiagem que afetou importantes regiões produtoras. "Há um atraso e uma dúvida se haverá um retorno da greve [dos transportadores]. Então, o comprador está numa situação delicada", disse Rui Prado, presidente do Sistema Famato/Senar, que representa os produtores de Mato Grosso. Segundo ele, nos dez dias mais graves da paralisação, o Estado deixou de movimentar cerca de US$ 44 milhões por dia. Ocorre que, jogando os embarques de milho para frente para escaparem também a alguma nova eventualidade logística, muitas tradings tendem a fazer o agricultor "carregar estoques", conforme Cleida Zilio, gerente comercial de um condomínio de produtores em Campo Novo do Parecis (MT). "O produtor pode ter que ficar mais com o grão no armazém, com um custo que não é barato", disse. Nos cálculos de Cleida, estocar mil toneladas de milho na região custa pouco mais de R$ 2,8 mil por mês. Aos preços atuais, o agricultor de Campo Novo do Parecis venderia essas mil toneladas por cerca de R$ 275 mil, tomando-se por base a cotação de R$ 16,50 por saca, para embarque em novembro. Diante disso, o custo da armazenagem pode parecer pequeno, ainda mais levando-se em conta que o produtor vem capitalizado após três boas safras de grãos. Mas não deixa de ser um componente adicional para espremer as já apertadas margens desta safra - e aumentar as incertezas sobre o destino dos fartos estoques à disposição. O Valor procurou a ADM, a Bunge, a Cargill e a Louis Dreyfus, as maiores tradings agrícolas que atuam no país. As três primeiras preferiram não comentar, enquanto a Louis Dreyfus, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que "não prevê nenhum tipo de atraso nos embarques do milho". Por ora, a mudança de cronograma que está sendo percebida por produtores e corretores não está refletida nos line-ups (programação para o carregamento de grãos) dos portos. Em geral, dados sobre a previsão de chegada dos navios se tornam públicos de 30 a 40 dias antes do embarque. Data de Publicação: 31/03/2015 às 19:50hs Fonte: Avisite

Paraguai sustenta novo patamar na soja

Colheita acima de 9 milhões (t) em ano de problemas climáticos mostra que país tem potencial na manga para as próximas temporadas
O Paraguai adiou a meta de alcançar 10 milhões de toneladas de soja devido a uma sequência de veranicos, mas praticamente repete em 2014/15 o recorde da temporada passada, com 9,2 milhões de toneladas (100 mil a menos). Apesar de a expansão da área ter perdido ritmo, o país amplia a safrinha de 550 mil para 700 mil hectares e, com isso, sustenta seu novo patamar de colheita e de exportação, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem pelo país. Até dezembro, os produtores não tinham certeza da área que plantariam na safrinha e relutavam em repetir os 550 mil hectares. Mas acabaram chegando a 700 mil hectares, que podem garantir 1,5 milhão de toneladas adicionais, conforme dados colhidos em fazendas, empresas privadas e instituições públicas do setor. A grande preocupação neste momento é com o mercado, uma vez que a tonelada da soja caiu de US$ 400 para US$ 300 em um ano. O aumento no plantio da segunda safra tem relação com os próprios problemas climáticos. Os veranicos de setembro a novembro aceleraram o ciclo das plantas , relata o produtor Altevir José Dotto, de Catueté (departamento de Canindeyú). “A colheita da primeira safra de soja foi antecipada e houve uma janela maior para semear a segunda. Isso foi decisivo.” A aposta foi maior mesmo com custo extra. No segundo ciclo, os produtores gastaram cerca de 20% a mais que os US$ 500 por hectare do verão. Sem perspectivas de reação nas cotações, o risco é de baixa lucratividade ou mesmo prejuízo, uma vez que a soja safrinha historicamente não chega a 2 mil quilos por hectare. Mas as marcas deste início de colheita mostram que há chance de o volume novamente surpreender. “Fechamos a safra de verão com média de 3 mil quilos por hectare. E a safrinha tem condições de chegar perto disso. É quase uma safra normal”, relata Rodolfo Dotto. No verão, sua família plantou 3,5 mil hectares e agora, 900 hectares — área ligeiramente superior à dedicada ao milho de inverno (800 ha). Esse novo quadro é que sustenta a produção acima de 9 milhões de toneladas. No verão, a colheita poderia render 8,5 milhões, mas acabou limitada a 8 milhões de toneladas. E a estabilidade num volume o dobro maior que o de uma década atrás estimula a cadeia da oleaginosa, da produção de semente à indústria. Os irmãos Gustavo e Fernando Sperandio, produtores de sementes na região de Nueva Esperanza (Canindeyú) simplesmente eliminaram o milho nos 425 hectares de lavoura. Com 58% da área irrigada, eles tiveram de adicionar 80 milímetros de água nas áreas secas no verão, mas alcançaram 4,1 mil quilos por hectare. Com médias acima de 3 mil quilos por hectare, podem fornecer 40 mil sacas de sementes ao mercado, que passam a ser disputadas pela inserção de novas tecnologias como a resistência a insetos. A capacidade de processamento de soja , por sua vez, foi elevada a 4,8 milhões de toneladas, conforme a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco). “A capacidade de processamento é de 22 mil toneladas [dia] e estamos usando 14 mil [63%]”, afirma o presidente da entidade, José Berea. 9,2 milhões de toneladas de soja estão sendo colhidos em dois ciclos no Paraguai — volume que ainda depende do resultado da safrinha. Com área similar à da oleaginosa, milho de inverno tem potencial para 3,2 milhões de toneladas. 4,5 milhões de toneladas da oleaginosa devem ser exportados pelos produtores paraguaios , num ano em que a indústria, com capacidade para processar 4,8 milhões de toneladas do grão, trabalha com ociosidade. Data de Publicação: 31/03/2015 às 19:40hs Fonte: Gazeta do Povo

Venda para Rússia cai e brasileiros buscam alternativa

A abertura comercial da Rússia para o Brasil não se traduz em benefícios e os exportadores nacionais saem em busca de alternativas
A abertura comercial da Rússia para o Brasil não se traduz em benefícios e os exportadores nacionais saem em busca de alternativas. A partir de hoje, uma missão dos exportadores brasileiros de carne suína inicia negociações pela Europa para tentar abrir novos mercados e reduzir sua dependência do mercado de Moscou. O grupo, porém, é apenas o primeiro em uma série de entidades que prometem negociar um melhor acesso para seus produtos, diante da decepção no mercado russo. A partir de meados de 2014, a Rússia passou a sofrer duas sanções da Europa e Estados Unidos em razão da guerra na Ucrânia. Num esforço de asfixiar o governo de Vladimir Putin, europeus e americanos passaram a adotar medidas para impedir que seus fornecedores pudessem vender carnes e produtos agrícolas para Moscou. A esperança, porém, é de que isso beneficiaria as exportações brasileiras. Mas a crise econômica que se seguiu às sanções e a desvalorização de 50% do rublo anularam qualquer lucro. Nos dois primeiros meses de 2015, as exportações brasileiras para a Rússia caíram em 41%, somando US$ 282 milhões. No mesmo período, as exportações de carnes para a Rússia encolheram em 49%, para apenas US$ 137 milhões. No segmento de carnes bovinas, a queda foi de mais de 60%, contra 20% de retração em suínos e 54% de queda no açúcar. Missão. Diante da queda, o presidente executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, inicia nesta semana uma missão para Bruxelas. Seu objetivo é o de negociar a abertura do mercado europeu para a carne suína e, assim, reduzir a dependência sobre a Rússia. "Queremos reduzir a dependência das agroindústrias suinícolas dos países do Leste Europeu", declarou Turra. Sua estratégia é a de apostar na agroindústria de Santa Catarina. "O Estado é reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação, um requisito que pode ajudar nas negociações", informou a ABPA, em um e­mail. No Itamaraty, diplomatas confirmaram ao Estado que outras entidades e empresas também já planejam buscar alternativas diante da queda nas compras russas. Além da Europa, o mercado asiático será uma das prioridades. Data de Publicação: 31/03/2015 às 19:20hs Fonte: O Estado de São Paulo

Brasil assume desafio de ampliar mercados para carne premium

Líder mundial nas exportações, país já domina mercado de “carne-ingrediente” e tem como meta avançar no segmento gourmet
As últimas três décadas foram transformadoras para a indústria de exportação de carne bovina brasileira. No período, o país abandonou o perfil de importador para assumir a liderança no ranking de exportadores do produto no mundo. Somente em 2014, foram exportadas mais de 1,5 milhão de toneladas de carne resultando em um faturamento recorde de US$ 7,2 bilhões. Apesar do ritmo acelerado de crescimento, a indústria da carne bovina segue em busca constante para ampliar mercados e oportunidades. Segundo pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e realizada pela consultoria TopBrands, para entender qual era a percepção de mercado sobre o produto nacional, foi constatado que o próximo desafio para o setor é a ascensão na hierarquia da carne bovina no mundo. O levantamento, realizado junto a associados, formadores de opinião e compradores internacionais, apontou que o produto brasileiro é amplamente reconhecido pela capacidade de produção, flexibilidade em tipos de cortes e preço acessível e já ocupa espaço importante no mercado. O estudo ajudou a identificar “categorias” de carne, em função de sua utilização final pelo mercado consumidor e as dividiu em três: carne-ingrediente, carne culinária e carne gourmet. Carnes-ingredientes são produtos basicamente com um papel coadjuvante na refeição, tais como picados, recheios, moídos, molhos e embutidos. O segmento de carne culinária é composto de cortes de bifes finos, fatiados, roast beefs e meat loafs, utilizados no dia a dia por donas de causa e restaurantes. Já a carne gourmet é aquela considerada o centro das atenções na refeição, seja em steak houses ou em churrascarias. São bifes altos, tenros, marmorizados.
As entrevistas realizadas durante o estudo de branding demonstram que o Brasil ainda é visto como um fornecedor de carnes ingrediente, mas ainda precisa avançar na percepção de carnes culinária e gourmet. “Hoje, estamos no meio do caminho entre o mercado de ingredientes e de culinária e temos um desafio importante de manter este trabalho de difusão da confiabilidade e qualidade da carne brasileira para o consumidor internacional”, explica o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli. Para ampliar o reconhecimento da marca brasileira, A ABIEC tem feito um trabalho incansável no sentido de demonstrar que o gado brasileiro tem sanidade, saudabilidade e rastreabilidade comprovadas. “Nós já conquistamos um espaço importante nos negócios de carne bovina mundial, mas estamos atentos para a possibilidade de atingir mercados mais exigentes e, consequentemente, com preços mais altos. Por isso estamos desenvolvendo uma estratégia focada no marketing com a finalidade de mudar essa percepção e desenvolver a imagem do Brasil como produtor de uma carne de excelência”, afirma Camardelli.
Imagem – a partir do diagnóstico e da possibilidade de ampliar a penetração nesse tipo de mercado, a ABIEC – em parceria com a Apex-Brasil, por meio do projeto setorial Brazilian Beef - já vem desenvolvendo uma série de ações com o objetivo principal de mudar a percepção da imagem da carne brasileira. Os principais mercados identificados como alvo para essa demanda são a Europa, países da Ásia - com foco na China e do Oriente Médio - como os Emirados Árabes. “O que pretendemos é uma mudança na percepção que compradores e consumidores estrangeiros têm da carne brasileira. Quando se fala em uma carne de qualidade, uma carne premium ou gourmet, pensam na Argentina, na Austrália ou no Uruguai. O que queremos é que passem a pensar no Brasil. Temos todas as condições e competitividade para atender esse mercado. Quando associamos o Brasil à imagem da carne gourmet, automaticamente transferimos valor agregado também às outras categorias, que representam o maior volume de comércio”, explica Fernando Sampaio, diretor-executivo da ABIEC. Uma das ações já realizadas neste sentido aconteceu durante a SIAL, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, realizada em outubro passado, em Paris. Em parceria com a Associação Brasileira de Angus, a ABIEC promoveu o Brazilian Angus Beef Day, que levou ao público do evento a experiência do consumo da carne Angus brasileira. Vale destacar também que outra estratégia adotada pela ABIEC é entregar a carne premium, com selo do programa Brazilian Beef na embalagem, diretamente para o varejo, em supermercados e restaurantes da Europa, Ásia e Oriente Médio. Brand Equity desejado da carne brasileira:
Sobre a ABIEC – www.abiec.com.br Data de Publicação: 31/03/2015 às 19:10hs Fonte: Cdn COmunicação Corporativa

Feriado de Semana Santa terá restrições nas rodovias federais para veículos pesados

O feriado da Semana Santa terá restrições nas rodovias federais no país para veículos de carga e demais veículos com Autorização Especial de Trânsito (AET)
O feriado da Semana Santa terá restrições nas rodovias federais no país para veículos de carga e demais veículos com Autorização Especial de Trânsito (AET). A limitação foi publicada pelo Departamento de Polícia Rodoviária Federal no Diário Oficial da União, que circula nesta segunda-feira (30). A publicação traz, inclusive, os horários de restrições para os demais feriados nacionais ao longo de 2015, como Tiradentes e Dia do Trabalho. Conforme a portaria, na quinta-feira (02) está restrito o trafego de veículos pesados das 16h às 24h nas rodovias federais do Brasil. Já na sexta-feira (03) será das 06h ás 12h e no domingo (05) das 16h às 24. No sábado (04), segundo a portaria da PRF não há restrição. No mês de abril há o feriado de Tiradentes, 21 de abril, que neste ano caíra em uma terça-feira. De acordo com a PRF, no dia 18 de abril (sábado) haverá restrições nas rodovias federais das 06h às 12h e no dia 21 de abril (terça-feira ) das 16h às 24h. O descumprimento de veículos pesados da proibição de trafego cabe infração de trânsito, prevista no artigo 187 do Código de Trânsito Brasileiro (Código 574-61). Confira aqui a portaria da PRF, publicada no Diário Oficial da União, que circula nesta segunda-feira (30). Data de Publicação: 31/03/2015 às 19:00hs Fonte: Agro Olhar

Resíduos de laranja e banana podem contribuir para a produção de etanol

Laranja e banana, as duas frutas mais cultivadas no Brasil, podem vir a ser também – devido aos seus resíduos – importantes fontes complementares para a produção de bioetanol veicular
Laranja e banana, as duas frutas mais cultivadas no Brasil, podem vir a ser também – devido aos seus resíduos – importantes fontes complementares para a produção de bioetanol veicular. Esse é o objetivo da pesquisa “Produção de bioetanol utilizando cascas de banana e laranja por cofermentação de Zymomonas mobilis e Pichia stipitis”, apoiada pela FAPESP. O estudo foi coordenado por Crispin Humberto Garcia Cruz, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de São José do Rio Preto, e desenvolvido pela doutoranda Michelle Cardoso Coimbra, bolsista da FAPESP. “Claro que as respostas obtidas em laboratório não podem ser simplesmente extrapoladas para um processo industrial em grande escala. Mas elas permitem uma estimativa. Com base nos valores obtidos em escala laboratorial, se todos os resíduos resultantes das culturas de laranja e banana fossem convertidos em etanol, teríamos uma produção anual de 658 milhões de litros”, disse Garcia Cruz à Agência FAPESP. Cardoso Coimbra descreveu, passo a passo, o processo realizado em laboratório. “Inicialmente, as cascas são secas e trituradas. Depois, passam por um pré-tratamento de hidrólise ácida, realizada com ácido sulfúrico a 5% (existem outras alternativas de pré-tratamento, como a hidrólise alcalina, a explosão a vapor etc.). O material pré-tratado é misturado com enzimas em solução por cerca de 24 horas. Após a hidrólise enzimática, a mistura é filtrada e desintoxicada com carvão ativado para a retirada de compostos inibidores que podem ser formados na etapa da hidrólise ácida. O material é, então, utilizado como substrato para fermentação, realizada por culturas de Zymomonas mobilis e Pichia stipitis, produzindo o etanol”. “Com a utilização da cultura consorciada de Zymomonas mobilis e Pichia stipitis, a produtividade foi maior, em comparação com os processos baseados em apenas um dos microrganismos. Isso ocorre porque, com os dois microrganismos, tanto as pentoses quanto as hexoses liberadas com a hidrólise das cascas podem ser transformadas em etanol”, comentou Garcia Cruz. A produção brasileira de etanol de cana-de-açúcar, anidro e hidratado, é de aproximadamente 27 bilhões de litros por ano. O etanol de resíduo de laranja e banana corresponderia a 2,5% desse volume. Considerando apenas o etanol de cana-de-açúcar hidratado, que é o utilizado como combustível, a produção anual brasileira é de 15 bilhões de litros. Neste caso, o percentual do aporte do etanol de resíduo de laranja e banana subiria para 4,3%. A maior parte desse aporte viria da citricultura. 12 milhões de toneladas de resíduos – O Brasil é, atualmente, o maior produtor de laranja do mundo, com uma produção anual da ordem de 18 milhões de toneladas. “Mais ou menos 50% do peso da laranja é formado pela casca e pelo bagaço, que são seus principais resíduos. Podemos estimar, portanto, 9 milhões de toneladas de resíduo de laranja por ano, que poderiam, idealmente, ser convertidos em 570 milhões de litros de etanol”, informou Michelle Cardoso Coimbra. A banana, a segunda fruta mais cultivada no país, tem uma produção anual de aproximadamente 7 milhões de toneladas. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de cada 100 quilos de bananas colhidas, 46 quilos não são aproveitados por não atenderem aos padrões de consumo. Apenas a produção rejeitada gera ao redor de 3 milhões de toneladas de resíduos por ano. “Também idealmente, esse montante poderia ser convertido em 88 milhões de litros de etanol”, acrescentou a pesquisadora. Somando-se os 570 milhões de litros provenientes da laranja com os 88 milhões de litros resultantes da banana, chega-se ao valor total de 658 milhões de litros/ano. Os números são, por enquanto, puramente teóricos. Não existe no Brasil nenhuma usina de produção de etanol associada à fruticultura. Tais usinas teriam de ser instaladas preferencialmente próximas às áreas de cultivo dessas frutas, ou adaptações nas unidades atuais precisariam ser feitas. Além disso, a captação e o aproveitamento dos resíduos de frutas dependem de vários fatores. Um deles é que a geração desses resíduos ocorre em diferentes fases dos ciclos da laranja e da banana: colheita, transporte, revenda e pós-consumo. O outro fator, ainda mais importante, é que a produção de etanol a partir de resíduos de frutas depende da chamada tecnologia de segunda geração, que consiste na quebra das cadeias de celulose e de hemicelulose por meio da hidrólise enzimática e no aproveitamento dos açúcares resultantes. Custo das enzimas – “Um dos principais gargalos é o alto valor das enzimas necessárias para a liberação dos açúcares na etapa de hidrólise da celulose e da hemicelulose. Outro é o uso de microrganismos geneticamente modificados ou culturas consorciadas de microrganismos que possam fermentar as hexoses e pentoses liberadas com a hidrólise, aumentando assim o rendimento da produção de etanol de segunda geração”, explicou Garcia Cruz. A primeira usina de etanol de cana-de-açúcar de segunda geração entrou em operação comercial no país no final do ano passado, em São Miguel dos Campos, Alagoas. Essa usina está localizada perto de outras três, que produzem açúcar e etanol de primeira geração, e que vendem parte do resíduo de sua produção (palha e bagaço de cana) para a usina de segunda geração. Tal arranjo, fundamental para a redução de custos com o transporte, não ocorreria, no curto prazo, no caso dos resíduos de frutas. Apesar desses senões, os pesquisadores consideram o etanol de resíduos de frutas uma opção comercialmente promissora. Ainda mais que existiriam subprodutos. “A queima dos resíduos resultantes das várias etapas da produção do etanol poderia gerar energia elétrica. Além disso, para a utilização das cascas de laranja, seria recomendada a extração dos óleos essenciais, compostos principalmente por limoneno, subproduto de interesse para indústrias alimentícias”, afirmou Garcia Cruz. Data de Publicação: 31/03/2015 às 18:50hs Fonte: Agência FAPESP

Brasil enfrenta desindustrialização precoce

Segundo os dados do IBGE, no primeiro ano, em 2011, a indústria representava pouco mais de 27,2% do PIB
Entre tantos indicadores econômicos negativos como desaceleração da economia, pressão inflacionária e aumento do desequilíbrio externo, outro fator é tido como tendência: a intensificação do processo de desindustrialização precoce. Segundo os dados do IBGE, no primeiro ano, em 2011, a indústria representava pouco mais de 27,2% do PIB. Nos anos seguintes, a participação despencou, primeiro com mais intensidade e depois à razão de um ponto percentual por ano, atingindo marca inferior a um quarto, o pior resultado das últimas décadas. Quando se fecha o foco na indústria de transformação, cujos produtos têm maior valor agregado, o cenário é mais desolador. A participação no PIB em 2014, de 10,9%, é bem inferior à metade da registrada em meados da década de 1980. Só em São Paulo, que concentra a produção dessa indústria, houve perda de 164 mil empregos formais em 2014, retração de 2% no ano, segundo a Fiesp, a federação das indústrias de São Paulo. Tal desindustrialização é precoce por ocorrer antes de a indústria do país alcançar o auge ideal e então começar a perder importância relativa na economia, em favor de setores potencialmente mais sofisticados, como serviços. Essa seria a desindustrialização natural, típica dos países mais ricos, sem impacto negativo sobre geração de emprego e renda. Na desindustrialização precoce ocorre perda da renda média dos trabalhadores, pois a indústria tem elevado índice de empregos formais, paga salários mais altos e é um dínamo de crescimento, devido ao efeito multiplicador na economia. Data de Publicação: 31/03/2015 às 18:30hs Fonte: Guia Marítimo

BNDES registra alta de 5,4% no lucro líquido de R$ 8,594 bilhões em 2014

O lucro líquido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve um crescimento de 5,4% em 2014, na comparação com o ano anterior
O lucro líquido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve um crescimento de 5,4% em 2014, na comparação com o ano anterior. Os valores alcançaram R$ 8,594 bilhões, ante R$ 8,150 bilhões registrados em 2013. De acordo com o órgão, é o terceiro maior lucro da história do banco. Para o BNDES, o resultado com financiamentos a projetos de investimentos, que são os de intermediação financeira, e a manutenção do índice de inadimplência no mais baixo nível de sua história contribuíram para o desempenho. Os financiamentos subiram de R$ 11,7 bilhões em 2013 para R$ 13,4 bilhões em 2014. Já o índice de inadimplência permaneceu em 0,01%. Para a instituição, isso "reflete a boa gestão operacional do BNDES, alinhada às prioridades estratégicas do governo". O banco comparou o nível de inadimplência com a média do Sistema Financeiro Nacional em dezembro de 2014, que era 2,9% em dados divulgados pelo Banco Central. A direção do banco acrescentou que os critérios da instituição são mais conservadores. No Sistema BNDES, é considerado inadimplente quem está com parcelas em atraso há mais de 30 dias. Nos cálculos do BC são consideradas em atraso parcelas com 90 dias. Segundo o BNDES, o resultado com participações societárias também contribuiu para o crescimento do lucro líquido. Elas subiram de R$ 2,5 bilhões em 2013 para R$ 2,9 bilhões em 2014. "Cabe destacar que tal crescimento foi realizado num cenário de intensa volatilidade no mercado de capitais, o que elevou o montante de provisões para perdas em investimentos de R$ 2,04 bilhões em 2013 para R$ 2,8 bilhões em 2014", analisou a instituição. Dados do banco apontam perdas equivalentes a R$ 2,6 bilhões e destacam que o principal componente foi o investimento na Petrobras. Por causa da queda prolongada e significativa no valor de mercado das ações da petroleira, a instituição fez "uma análise qualitativa do investimento, a fim de quantificar a existência de eventual montante não recuperável do ativo". De acordo com o BNDES, foram levadas em conta as características específicas de atuação do banco e do ativo. Os dados mostram que a perda passível de não recuperação foi estimada em R$ 2,6 bilhões, descontados os efeitos tributários. O banco destacou que, conforme a característica das ações por ele detidas, que são de transferência da União para aumento de capital, nas quais existem condições específicas, como restrição de venda, as perdas são reclassificadas para o resultado apenas quando da venda ou transferência do respectivo ativo. "Consequentemente, sobre o total de R$ 2,6 bilhões de perda no valor recuperável, já líquido dos efeitos tributários, parcela no montante de R$ 1 bilhão foi reconhecida no resultado do exercício de 2014, permanecendo o saldo residual no patrimônio líquido, na rubrica de ajuste de avaliação patrimonial (Outros resultados Abrangentes)", acrescentou. A pendência na divulgação das demonstrações financeiras recentes da Petrobras foi lembrada no relatório dos auditores independentes no balanço do BNDES. O patrimônio líquido do Sistema BNDES também cresceu. Em dezembro do ano passado, alcançou R$ 66,3 bilhões. No mesmo mês do ano anterior, registrou R$ 60,6 bilhões. O total de ativos do sistema atingiu R$ 877,3 bilhões em 31 de dezembro último, com alta de R$ 42,5 bilhões na comparação com 30 de setembro de 2014 e de R$ 95,2 bilhões em relação a 31 de dezembro de 2013. Conforme o BNDES, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio do sistema atingiu 13,05% no exercício corrente, mas o Índice de Basileia alcançou 15,9%. Para o BNDES, esses percentuais representam "situação confortável diante dos 11,0% exigidos pelo Banco Central". Data de Publicação: 31/03/2015 às 18:20hs Fonte: Agência Brasil

Juro maior, mas com regras claras

Se eram regras claras que faltavam para as fabricantes de máquinas e implementos agrícolas concretizarem negócios neste primeiro semestre, elas estão aí
Se eram regras claras que faltavam para as fabricantes de máquinas e implementos agrícolas concretizarem negócios neste primeiro semestre, elas estão aí. Ao produtor que encaminhou financimento pelo programa Moderfrota até sexta-feira, o governo deu garantia de que serão aplicadas as taxas de 4,5% a 6% ao ano. Nas compras feitas a partir de hoje, passa a valer o juro de 7,5% a 9% ao ano, conforme a renda anual do tomador de crédito. – O importante é ter recursos, mesmo que seja a juro maior – avalia Claudio Bier, presidente do Sindicato das Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers). Bier refere-se aos negócios encaminhados na Show Rural Coopavel e na Expodireto Cotrijal. – Boa parte dos pedidos feitos nas feiras está parada. O produtor compra, e o banco não libera – reclama Bier, que esteve em Brasília na sexta-feira para tentar resolver a questão. Com a elevação do juro do Moderforta a partir de 1º de abril, aprovada na semana passada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a liberação dos negócios com juro antigo sairão em seguida, avalia Bier. Somente o Banco do Brasil protocolou mais de R$ 500 milhões em negócios durante a Expodireto. Conforme a instituição, todos os pedidos foram encaminhados ao BNDES, e a liberação irá depender da quantidade de dinheiro disponível. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas (Abimaq), os problemas com financiamentos no país existem, mas são pontuais. Sobre o impacto do novo juro no setor, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, Predro Estevão Bastos, prevê uma retração inicial dos investimentos. – Esperamos que o juro do Moderfrota seja mantido no segundo semestre – diz Bastos, em referência aos novos reajustes que deverão vir no Plano Safra 2015/2016, a partir de julho. Até lá, o dirigente lembra de linhas menos acessadas, como o Pronamp, que financia 100% do valor de máquinas e equipamentos com juro de 5% ao ano (com limite de compra de R$ 385 mil e renda anual de R$ 1,6 milhão). Com a era do juro baixo cada vez mais distante, a saída do produtor é acostumar-se com a nova realidade na hora de investir. Data de Publicação: 31/03/2015 às 18:00hs Fonte: Zero Hora

Pesquisa mostra o perfil do consumidor de pescado em Minas Gerais

Estudo foi elaborado pela Diretoria da Aquacultura e Pesca da Secretaria da Agricultura
Qual é o perfil do consumidor mineiro de pescado, seus hábitos e preferências na hora da compra e na maneira de consumir? Para responder essas perguntas e traçar um perfil fidedigno do consumidor de pescado no estado, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio da Diretoria da Aquacultura e Pesca, realizou, no primeiro trimestre de 2015, uma pesquisa estadual na qual foram analisados 2,8 mil questionários, respondidos voluntariamente, abrangendo diferentes regiões. Segundo a diretora de Aquacultura e Pesca da Seapa, Ana Carolina Castro Euler, o objetivo da pesquisa é dinamizar as ações voltadas para o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado em Minas. “Conhecendo o consumidor, temos condições de subsidiar as ações de Governo que promovam o desenvolvimento sustentável nas dimensões tecnológica, econômica e ambiental” explica. A pesquisa evidenciou que os mineiros preferem carne bovina (49%) como fonte de proteína nas refeições, seguida por frango (22%) e pescado (20%). Quanto à frequência de consumo de peixe ou produtos da Aquacultura 47% consomem, pelo menos, uma vez na semana, predominantemente em casa, com preferência pelos produtos ofertados na forma de filés. Adquirem produtos que custam entre R$ 15 e R$ 25, com tendência aos pescados frescos frente aos congelados, sendo indiferentes à origem (extrativismo ou criatório). Em restaurantes, os consumidores consideram que o custo, a forma de preparo e apresentação dos pratos são os principais fatores limitantes para o aumento da frequência de consumo e demonstraram interesse em saber qual peixe/espécie estão consumindo. O jovem como consumidor atual e do futuro acompanha a tendência mencionada, ressaltando que os restaurantes se destacam como os locais frequentes de consumo deste público específico. “A tilápia e o camarão são os principais produtos consumidos. Para as espécies de peixes nativos, o surubim foi o mais mencionado. Já o salmão foi o peixe importado de maior preferencia, seguido pela merluza e bacalhau” analisa a diretora Ana Euler. Algas (7%) e rã (4,5%) também foram mencionadas pelos entrevistados e se sobressaíram entre os consumidores das regiões Central e Metropolitana de Belo Horizonte. O período da quaresma foi citado como a data mais importante para o consumo, portanto a mais atrativa para o comércio de produtos aquícolas. As férias de verão na praia também apareceram como período sugestivo para o consumo de pescados. Particularidades regionais De acordo a diretora Ana Euler, a pesquisa apontou algumas particularidades observadas por regiões. A preferência pelo consumo de proteína bovina é unânime em Minas. Nas Regiões Sul, Triangulo Mineiro, Alto Paranaíba e Rio Doce, a preferência pelo consumo de peixes e/ou produtos da aquacultura ficou em segundo lugar. As Regiões da Zona da Mata, Jequitinhonha/Mucuri e Norte apresentaram resultados semelhantes para pescado e frango, empatados em segundo lugar. Na Região Centro-Oeste, a proteína de pescado apareceu superior à carne suína e inferiores à carne de frango. Nesta região, o preço foi citado como um dos fatores que limita o consumo do pescado nas refeições. Sobre a preferencia quanto à origem do produto, as regiões do Jequitinhonha/Mucuri, Norte e Rio Doce sinalizaram pela preferencia para consumo de peixes provenientes da pesca frente aos produzidos (aquacultura). A Região Central de Minas foi a mais participativa na pesquisa, respondendo por 60% dos entrevistados, com destaque para a região Metropolitana de Belo Horizonte que contribuiu com 30% dessas respostas. Em todo o Estado, a maior participação foi de consumidores, homes e mulheres, com idade entre 31 a 50 anos, que recebem entre 4 e 6 salários mínimos e com ensino superior completo. Como escolher peixe fresco de qualidade O consumidor deve ficar atento às seguintes características: - Olhos transparentes, brilhantes e salientes; - Cheiro característico e não-repugnante; - Brânquias avermelhadas, brilhantes, sem viscosidade (parte interna); - Pele firme, úmida e sem manchas; - Escamas brilhantes aderidas à pele Data de Publicação: 31/03/2015 às 17:50hs Fonte: SEAPA MG - Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

ECONOMIA: PIB do Paraná cresce 0,8%. No Brasil expansão foi de 0,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná expandiu-se 0,8% em 2014 em relação ao ano anterior, conforme estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada na sexta-feira
O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná expandiu-se 0,8% em 2014 em relação ao ano anterior, conforme estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada na sexta-feira. No Brasil a expansão foi de 0,1%, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Crise nacional - “O desempenho do Paraná evidencia a reprodução, no Estado, da crise vivida pelo País”, afirma o economista Francisco José Gouveia de Castro, do Ipardes. “Percebe-se que, depois de três anos ininterruptos de crescimento considerável, a matriz produtiva paranaense vem acusando evidentes sinais de contágio da regressão das atividades produtivas, em âmbito nacional, especialmente a industrial”, diz Castro. Fatores - Dentre os fatores que contribuíram para a deterioração do ambiente nacional, destacam-se as ingerências internas, representadas principalmente pela aposta do governo federal em déficits externos e fiscais para sustentar o consumo interno, à custa de desequilíbrios como a inflação elevada. Amenizado - O economista do Ipardes explica que o panorama adverso para os negócios paranaenses foi amenizado pela recuperação da agricultura local, especialmente a safra de inverno, pelo desempenho do comércio varejista e atacadista (que registraram expansão em 2014), pelo dinamismo do sistema financeiro e pelo mercado de trabalho, que continua crescendo, embora a taxas menores que nos anos anteriores. Geração de emprego - Castro lembra que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que o Paraná foi o quinto maior gerador de empregos com carteira assinada em 2014, sendo o terceiro especificamente no setor comercial, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Contratações líquidas - “O Estado respondeu por 10,3% das contratações líquidas ocorridas no País entre janeiro e dezembro de 2014, sendo que 90% das vagas foram geradas no interior do Estado, refletindo os esforços conjuntos das esferas pública e privada na direção de uma maior dispersão geográfica do crescimento econômico”, ressalta o economista. Intermediação financeira - Ele destaca, ainda, as contribuições dos ramos de intermediação financeira para o incremento da renda agregada no estado do Paraná. Segundo dados do Banco Central do Brasil (BCB), o crescimento real do ramo foi de 8,7% em 2014, em relação a 2013. Avanço - Já no quarto trimestre de 2014, em relação a igual período de 2013, o PIB paranaense avançou 2,2%, frente a um percentual de -0,2% para o Brasil. O resultado no Estado foi impulsionado pela recuperação das atividades agropecuárias, em especial a maior produção de trigo. Data de Publicação: 31/03/2015 às 17:40hs Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Economia baiana cresceu 1,5% em 2014

A economia baiana cresceu 1,5% em 2014
A economia baiana cresceu 1,5% em 2014. Os resultados do PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo estado, foram divulgados nesta sexta-feira, 27, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O índice é maior do que o PIB brasileiro, que teve um pequeno crescimento, de 0,1%, o pior resultado desde 2009. A agropecuária foi o setor que mais contribuiu para o número positivo da Bahia, com crescimento de 12,5%. No Brasil, esse setor manteve-se quase estável, com uma variação positiva de apenas 0,4%. Culturas como a do milho (38,1%), do algodão (25,8%), do café (24,2%) e da soja (15,9%) tiveram aumento de produção. Para o segundo-vice-presidente de desenvolvimento agropecuário da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, apesar das dificuldades enfrentadas por todos os setores, o agronegócio tem "carregado" a economia baiana nos últimos anos. "Talvez tenha um pouco de retração este ano porque o cenário é de recessão no país inteiro. Mas a diminuição será muito menor do que nos outros setores. Por tudo isso, pretendemos manter um crescimento do agronegócio neste ano", afirma Miranda. Serviços, com crescimento de 1,8%, também puxou os resultados para cima. Alojamento e alimentação (4,9%) e transporte (3,8%) tiveram os maiores aumentos do setor de serviços, impulsionados pelo turismo e pela Copa do Mundo, segundo técnicos da SEI. "Cerca de 67% do PIB é composto pelo setor de serviços, e nós tivemos um saldo positivo, principalmente nos setores de alojamento, alimentação e transporte", afirma a diretora-geral da SEI, Eliana Boaventura. Indústria Muito importante para a economia e com impacto na balança comercial, o setor da indústria fechou 2014 com queda de 1,9%, com destaque para a indústria de transformação, que caiu 2,9%, e a construção civil, com queda de 3,3%. "No caso específico da indústria de transformação, existe uma grande influência no setor de veículos automotores, que no ano passado registrou uma queda de produção, por conta de férias coletivas, mudanças na plataforma de produção de indústrias e por causa do próprio cenário de desaquecimento da demanda interna", explica o superintendente de desenvolvimento industrial da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Marcus Emerson Verhine. Problemas econômicos enfrentados pela Argentina, um dos principais importadores de veículos, agravaram a queda. A balança comercial do estado fechou o ano em queda, de 1,98%, e déficit de US$ 14,5 milhões. Também foram divulgados os resultados do quarto trimestre de 2014. Em comparação com o último trimestre de 2013, o ano passado teve crescimento de 1,3% na Bahia e de 0,2%, no Brasil. Este ano Para este ano, a SEI espera um crescimento menor, de 1% para a Bahia. O IBGE estima queda de 0,5% nos resultados para o país. Apesar de ser ainda positivo, segundo o coordenador da SEI, Gustavo Pessoti, explica que o crescimento de 1% para a Bahia ainda será consequência do agronegócio. "Os cortes no orçamento em nível federal vão chegar a todos os estados. Ainda há retração da atividade comercial, já tivemos um resultado mais fraco neste trimestre". Data de Publicação: 31/03/2015 às 17:30hs Fonte: A Tarde Online

INFRAESTRUTURA: Veto de Levy deve barrar concessões de ferrovias

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não está disposto a comprometer dezenas de bilhões de reais nas garantias necessárias para viabilizar o programa federal de concessões de ferrovias
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não está disposto a comprometer dezenas de bilhões de reais nas garantias necessárias para viabilizar o programa federal de concessões de ferrovias. Como previsto no modelo definido em 2013, a estatal Valec se comprometeria a adquirir toda a capacidade de carga das ferrovias para dar maior segurança ao empreendedor contra riscos de demanda. O governo se comprometeu a emitir R$ 15 bilhões em títulos públicos em favor da Valec, para garantir seus desembolsos ao longo do período da concessão. Contra - O Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, apurou que Levy é contra essa alternativa. Sem ela, são praticamente nulas as chances de que alguma ferrovia entre na nova rodada de concessões que a presidente Dilma Rousseff quer anunciar em breve. Até agora, o governo só confirmou a intenção de conceder os aeroportos de Salvador, Florianópolis e Porto Alegre e serviços de dragagem em três portos, Santos, Paranaguá e Rio Grande. Há também o desejo de incluir pelo menos quatro trechos rodoviários e alguma hidrovia. Pacote - Para as estradas de ferro, a solução deve ser o lançamento de um pacote para que as concessionárias invistam em melhorias na malha atual, possivelmente em troca de extensões dos contratos. Há também expectativa de que possa ser concedido um trecho da Ferrovia Norte­Sul, entre Porto Nacional (TO) e Estrela d'Oeste (SP). Como o trecho já está sendo construído pela Valec, avalia­se que a concessão isolada da operação tenha maior potencial de atrair interessados. Audiência pública - De acordo com o diretor de ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Carlos Fernando do Nascimento, nova audiência pública para discutir a concessão do trecho deve ocorrer em abril. Ele diz não ter sido informado do veto da Fazenda ao modelo, mas reconhece que o processo está parado. O desinteresse das empreiteiras é o principal motivo de ter encalhado o edital do primeiro trecho do programa, que prevê a construção da chamada "Ferrovia da Soja", entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Só o grupo espanhol OHL manifestou interesse e, temendo um fracasso, o governo decidiu adiar sua decisão. Data de Publicação: 31/03/2015 às 17:20hs Fonte: Informe OCB

PI: Programa Compra Direta da Agricultura Familiar será reativado em maio

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) está em processo de reativação do Programa Compra Direta da Agricultura Familiar, que passou o ano de 2014 parado
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) está em processo de reativação do Programa Compra Direta da Agricultura Familiar, que passou o ano de 2014 parado. Por este programa, o agricultor familiar vende seus produtos ao governo do estado, responsável pela doação simultânea a instituições de caráter social, que trabalham com pessoas em estado de vulnerabilidade social. De acordo com o Superintendente da Agricultura Familiar da SDR, Adalberto Pereira, o retorno deste programa está previsto para o mês de Maio. “A execução deste programa é importante por dinamizar a economia dos municípios, além de possuir um caráter social. Causa ainda o incentivo da produção pelos agricultores familiares”, reforçou Adalberto Pereira. Serão comercializados e, em seguida, doados produtos vegetais como hortaliças, frutas; tubérculos como batatas, inhame e ainda, azeite de coco, maxixe, quiabo, dentre outros itens. As cinco mil famílias beneficiadas com a comercialização de seus produtos podem vender até R$6.500,00 (seis mil e quinhentos de reais) por ano. O estado pretende investir cerca de R$18 milhões de reais por ano neste programa que é uma parceria entre os governos estadual e federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e atenderá, este ano, 150 municípios piauienses. A periodicidade de comercialização é proposta pelos próprios agricultores, que pode ser semanal, quinzenal ou mensal. Os processos de compra e venda são realizados em cada município atendido pelo Programa Compra Direta da Agricultura Familiar. Data de Publicação: 31/03/2015 às 17:00hs Fonte: Portal O Dia

Capacitação do produtor rural aliada ao levantamento de custos de produção

Capacitar o produtor rural para melhorar a gestão da propriedade, em especial o gerenciamento de riscos de preços, de custos e de produção são os objetivos do projeto Campo Futuro

Cana deve melhorar no 2º semestre, prevê a Somar

Cana-de-açúcar elevará sua produtividade por causa das chuvas no Centro-Sul
Produção de cana-de-açúcar deve subir por causa dos "Episódios de chuvas" que aconteceram durante o inverno no Centro-Sul do Brasil. Para o meteorologista Paulo Etchichury, sócio-diretor da Somar Meteorologia, isso acontecerá com a plantação colhida na região durante o segundo semestre. Ele participa nesta segunda-feira, (30/3), da 3ª Conferência do Agronegócio do Besi Brasil, em São Paulo. "Tivemos um verão melhor do que o do ano passado, não o ideal, mas melhor, com chuvas em dezembro, fevereiro e março, que ajudaram na fase vegetativa da cana", destacou ele. Conforme Etchichury, as precipitações esperadas para o meio do ano serão decorrentes de um "El Niño fraco". "Não será um El Niño clássico, intenso, será fraco", afirmou ele em referência ao fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico e pela maior ocorrência de chuvas no País durante o inverno. Data de Publicação: 31/03/2015 às 17:10hs Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

Green Pool reduz previsão de déficit global de açúcar 15/16 para 2,96 mi t

A consultoria Green Pool cortou sua previsão de déficit global de açúcar na temporada 2015/16 para 2,96 milhões de toneladas, ante previsão anterior de déficit de 5,02 milhões de toneladas
A principal causa da redução do déficit foi um aumento de 2,1 milhões de toneladas na previsão para a produção de açúcar do centro-sul do Brasil, para 32,5 milhões de toneladas, ante 30,4 milhões de toneladas, disse a Green Pool. Data de Publicação: 31/03/2015 às 16:50hs Fonte: Reuters

Somar prevê risco de geada em MS e PR para safrinha de milho

Nesses Estados o frio deve começar mais cedo em 2015
As condições climáticas para a safrinha de milho este ano vão desde risco de geadas em Mato Grosso do Sul e Paraná até chuvas entre abril e maio nos Estados de Mato Grosso e Goiás. A previsão foi feita nesta segunda-feira (30/3) pelo meteorologista Paulo César Etchichury, sócio-diretor da Somar Meteorologia, que participa hoje da 3ª Conferência do Agronegócio do BESI Brasil, em São Paulo. Conforme ele, no caso de Mato Grosso e Goiás, as precipitações devem continuar ao longo de abril e cessar no fim do mês, mas episódios de chuvas também devem ocorrer em maio, podendo atrapalhar o plantio de milho, que está atrasado. Já no Paraná e em Mato Grosso do Sul, o frio deve começar mais cedo em 2015, com possibilidade de geadas já em maio e início de junho. Etchichury ponderou, no entanto, que existe possibilidades de instalação de El Niño neste ano, embora as condições de que isso ocorrerá ainda não estejam claras. Segundo o meteorologista, se o fenômeno acontecer, o inverno no país será mais úmido, com redução do risco de geadas. Ele destacou ainda que o período úmido no Brasil já está praticamente definido e que os reservatórios das hidrelétricas devem chegar ao período seco, a partir de maio, com cerca de 30% da capacidade de armazenamento. EUA Com relação à safra norte-americana, Etchichury informou que a previsão, por ora, não indica qualquer problema para o plantio e colheita de grãos. "Podem ocorrer problemas regionais, que darão volatilidade aos preços, mas não há previsão de quebra de safra", disse. Média histórica O volume de chuvas no Brasil, em especial na região Centro-Sul do País, tende a ficar abaixo da média histórica nos próximos anos, prevê Etchichury. "Não quer dizer que não vai chover. Vai chover menos", afirmou, acrescentando que na região de Ribeirão Preto (SP), importante polo produtor de cana-de-açúcar, o déficit hídrico desde 2012 já alcança aproximadamente 1.000 mm. A explicação para essa previsão, segundo Etchichury, está no Pacífico. De acordo com ele, as águas do oceano estão entrando em um período de temperaturas mais baixas ("fase fria"), caracterizada por maior ocorrência de La Niñas, fenômeno climático que reduz as chuvas no Brasil. A última "fase fria" terminou por volta de 1975, quando teve início a "fase quente", com mais El Niños e volume maior de precipitações no país. Data de Publicação: 31/03/2015 às 16:30hs Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

USDA vê plantio de milho dos EUA acima das expectativas

31/03/15 - 16:45 Os agricultores dos Estados Unidos deverão reduzir o plantio de milho menos do que o esperado em 2015, mesmo com os estoques aumentando para o nível mais alto desde 1987, mostraram dados do governo norte-americano nesta terça-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou também, em seu relatório de intenção de plantio, que os agricultores dedicarão uma área recorde de 84,635 milhões de acres para a soja neste ano. Mas o total semeado com a oleaginosa, segundo levantamento do USDA, ficará abaixo das previsões. Os contratos futuros do milho afundaram mais de 4 por cento depois que os relatórios foram divulgados. A soja, que tinha ficado mais fraca, firmou-se. Para o milho, o plantio foi estimado em 89,199 milhões de acres, o que seria uma mínima de cinco anos, atrás do total de 90,597 milhões de 2014. Analistas esperavam uma área de 88,731 milhões de acres, de acordo com a média das estimativas em uma pesquisa da Reuters. Os estoques de milho em 1º de março foram estimados em 7,745 bilhões de bushels, a segunda marca mais alta da história para esta época do ano e 136 milhões de bushels acima da média de previsões de mercado. Um ano antes, os estoques de milho atingiram 7,008 bilhões de bushels. "Os estoques de milho estão indicando que o uso de ração pode não ter sido próximo à expectativa do comércio no trimestre passado", disse Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale Inc. "Isso é bastante surpreendente e negativo sobre milho." A desaceleração da demanda de exportação também pesou sobre o mercado de milho na sequência de uma grande safra em 2014. Reuters

Agricultores se arriscam comprando agroquímicos pela internet

31/03/15 - 16:36 Em busca de economizar nos custos de insumos, tem crescido em grande escala a compra de agroquímicos pela internet. No entanto, o que aparentemente é uma modernidade que pode reduzir custos pode se transformar em um sério problema. Isso porque não há como comprovar a origem e confiabilidade dos produtos, visto que muitas empresas utilizam o anonimato para praticar diversos tipos de fraude. As irregularidades podem ocorrer desde a falta de um responsável técnico até a forma de entrega – por utilizar o correio, o que é proibido. “O comércio de agrotóxico pela internet cresceu muito e, pelo que nos temos acompanhado, o risco de que um produto adquirido pela internet seja fruto de falsificação ou roubo é muito maior. Em algumas situações, o comerciante é apenas atravessador. Ele não armazena e fica isento de comprovar a regularidade do armazém e do responsável técnico. A legislação permite isto. Eu gostaria que fosse proibido, mas não é”, afirma o diretor de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Adriano Riesemberg. Especialistas apontam a necessidade de uma legislação específica, para que se possa responsabilizar os que utilizam o anonimato da internet para a prática criminosa e a sonegação fiscal. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

31/03/2015 - 16:37

Produtos da cesta básica em Mato Grosso sobem quase 60% ante 2014 Da Redação - Viviane Petroli
A cesta básica com 13 itens em Mato Grosso apresentou alta de 15% em fevereiro em relação ao mês o ano passado. O maior incremento constatado foi na batata de 59%, seguido do tomate com 40%, do feijão 38% e da carne 19%. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e constam no Boletim Mensal da Conjuntura Econômica, divulgado na segunda-feira (30). Em fevereiro de 2015 a cesta básica, com 13 itens considerados essenciais, ficou cotada em média a R$ 344,30 em Mato Grosso, enquanto em 2014 a média havia ficado em R$ 298,40. O desembolso do mato-grossense com a batata saltou de R$ 17,10 para R$ 27,20. Já do tomate de R$ 34,40 para R$ 48,30. Os problemas climáticos são as principais consequências para os dois produtos. No caso do feijão o gasto subiu de R$ 14,50 para R$ 20,10, enquanto, da carne (bovina, suína e aves) de R$ 104,10 para R$ 124,00, impulsionada principalmente pela carne bovina. O leite registrou alta de 3%, café 2% e o arroz 10%. A farinha e a manteiga apresentaram estabilidade. O pão francês recuou 9%, a banana 1%, o açúcar 3% e o óleo 2%. Fevereiro x Janeiro Ao se comparar com janeiro verificou-se, segundo o Imea, uma leve retração de 1%. No primeiro mês de 2015 o preço médio da cesta básica no Estado havia ficado em R$ 346,90. Na variação mensal, revela o estudo do Imea, a batata foi a que mais apresentou queda de desembolso de 15%. O feijão subiu 8% e o tomate 2%. A carne registrou estabilidade.

31/03/2015 - 15:53

Dificuldade na liberação de crédito para a próxima safra paralisa e atrasa comercialização de insumos Notícias Agricolas Dificuldade na liberação de crédito para a safra 2015/16 paralisa e atrasa a comercialização de insumos, segundo a ANDAV. Recursos, que deverão ser mais limitados, estão travados e há incertezas sobre as taxas de juros do novo Plano Safra e a direção do dólar. Fertilizantes, sementes e defensivos devem ser os itens a pesarem mais no bolso do produtor. Produção de grãos deve ser a mais afetada. A ANDAV (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários), já percebe uma redução nas comercializações dos insumos agrícolas, devido à dificuldade na liberação de crédito para a safra 2015/16, consequência da crise econômica do Brasil. Segundo Henrique Mazotini, presidente executivo da Andav, neste período do ano a comercialização dos insumos deveria ser maior, haja vista que "nesta época do ano já havia liberação, do pré-custeio, por parte de alguns bancos", explica o presidente. Ainda assim, os bancos já deveriam ter recebido orientações quando a porcentagem de juros que será aplicado no plano safra 2015/2016. No entanto, a expectativa é que esses juros sejam corrigidos para cima. "Nós temos a informação do Banco do Brasil que está fazendo uma estratégia de colocar um período mínimo sobre juros. Período esse que se inicia em julho, mas não temos garantia do período e a influência que o dólar vai causar nessa situação", explica Mazotini. No entanto, a Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que não faltam recursos nos créditos agrícolas, e não faltará no plano safra 2015/2016. "Ela está afirmando que existe essa sobra, mas nós vamos aguardar a realidade", completa Mazotini. Além disso, a Andav incentiva a campanha do seguro rural, que depende da liberação de recursos prometidos desde 2014, e espera ainda "a liberação de mais 300 milhões para o seguro rural que também não aconteceu", ressalta o presidente. Segundo ele, o setor produtivo da Brasil é que controla a balança comercial do país, sendo assim, as políticas de incentivo precisariam ser realizadas de acordo com a importância do setor.

31/03/2015 - 15:23

Confiança da indústria atinge o menor nível desde 2009, mostra FGV Agência Brasil O Índice de Confiança da Indústria, divulgado hoje (31) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 9,2% de fevereiro a março ao passar de 83 para 75,4 pontos. O resultado é o menor nível desde janeiro de 2009 (74,1) e ficou bem abaixo da média histórica dos últimos anos (101,6 pontos). O levantamento refere-se à Sondagem da Indústria de Transformação, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre). De acordo com o instituto, aumentou o pessimismo dos empresários em relação à economia do país tanto em relação ao momento presente quanto ao futuro no curto prazo. O Índice da Situação Atual caiu 10,4% e ficou em 75,3 pontos, o nível mais baixo desde julho de 2003 (70,4). O Índice de Expectativas (IE) teve queda de 7,8%, atingindo 75,5 pontos, o menor patamar desde fevereiro de 2009 (73,3). O superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Ibre-FGV, Aloisio Campelo Jr.,observou que essa percepção mais negativa vem sendo disseminada no setor desde novembro de 2008, ano da crise financeira internacional. Ele salientou que a desvalorização do real diante do dólar pode reverter em parte a perda de confiança. “O ganho potencial de competitividade externa, com a desvalorização do real, passa a concentrar as atenções do setor como uma válvula de escape para compensar em parte o cenário doméstico desfavorável.” Para a pesquisa, foram entrevistados representantes de 1.141 empresas no período de 3 a 26 de março. O que mais influenciou a queda quanto ao momento atual foi o nível de demanda, com retração de 16,4% e 67,3 pontos, o nível mais baixo desde julho de 2003 (66,2 pontos). Ao serem questionados sobre a demanda forte, apenas 2,6% responderam que sim, parcela bem inferior à registrada de janeiro a fevereiro (7,4%). O universo que classificou a demanda de fraca subiu de 26,9% para 35,3%. Em relação ao Índice de Expectativas, o fator que mais impactou a queda foi a percepção empresarial sobre a evolução dos negócios para os próximos seis meses, com redução de 12,5%, com 84,8 pontos, o menor nível desde março de 2009 (82,8). Para 20,7% dos entrevistados, pode ocorrer melhora, taxa acima da verificada na pesquisa anterior (19,8%). A pesquisa mostra que cresceu a parcela dos que acreditam em piora (de 22,9% para 35,9%). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 1,2 ponto percentual ao atingir 80,4 pontos, o menor nível desde julho de 2009 (79,9%).

Área de milho dos Estados Unidos deve ser a menor desde 2010

31/03/2015 17h00 - Atualizado em 31/03/2015 17h01 Área de milho dos Estados Unidos deve ser a menor desde 2010 Departamento de Agricultura estima o cultivo de 36,09 milhões de hectares. Área de soja deve ser 1% maior que no ano passado. Amanda Sampaio Do G1 MT
Em 2015, os Estados Unidos devem cultivar 36,09 milhões de hectares de milho, a menor área desde 2010, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Este será o terceiro ano consecutivo de um declínio na área, que é 2% menor que a cultivada no ano passado. Os dados foram divulgados na tarde desta terça-feira (31). Já a área de soja deve ser de 34,23 milhões de hectares, 1% maior que a área cultivada no ano passado, segundo o USDA. Comparado com o ano passado, as intenções de área plantada são maiores ou inalteradas em 21 dos 31 maiores estados produtores do país. O USDA também divulgou o levantamento de estoques mundiais. Os estoques mundiais de milho cresceram 11% em março de 2015 com relação ao mesmo mês no ano passado, totalizando 7,74 bilhões de bushels. Do estoque total, 4,38 bilhões de bushels estão armazenados em fazendas, 13% a mais que no ano anterior. A soja armazenada em março de 2015 totalizou 1,33 bilhão de bushels, 34% a mais que março de 2014. Os estoques de soja armazenados em fazendas são estimados em 609 milhões de bushels, 60% maior que um ano atrás. tópicos: Estados Unidos

Tomate menos ácido e mais firme chega à mesa do brasileiro 31/03/2015 14:35

No molho, no lanche, na salada, em risotos e, para os mais ousados, em suco. O tomate definitivamente é um item importante na mesa do brasileiro e sua popularidade se deve à sua versatilidade na culinária mundial. A cultura do tomateiro está espalhada por todo país, e parte dela é desenvolvida pela agricultura familiar. O Brasil é um dos principais produtores de tomate, com mais de 4 milhões de toneladas por ano. Apesar de uma atividade e um consumo forte no Brasil, a produção de tomate exige cuidados específicos – tanto dentro como fora da porteira – pois é muito sensível com relação ao manejo, fatores climáticos, transporte e conservação do produto, fatores que podem modificar a aparência e até seu sabor, gerando prejuízos de até 30% para toda a cadeia produtiva. Além disso, o tomateiro é suscetível a pragas e doenças, que pode levar a um aumento no custo de produção e, consequentemente, de preços nas gôndolas. Para melhorar o desempenho do fruto nas lavouras e garantir qualidade até a mesa do consumidor, a Syngenta disponibiliza um novo híbrido para o segmento de tomate salada, o Ozone. Por meio do cruzamento de mesmas espécies do tomate, as sementes do Ozone combinam uma tecnologia que apresenta mais resistência às duas principais pragas do tomateiro, a TSWV, conhecida como “vira cabeça” e o TYLCV, conhecido como “geminivirus”. Além disso, o Ozone tem uma tolerância maior às manchas das chuvas e fatores climáticos, e já está disponível para os produtores. Além do produtor, o público consumidor é o grande beneficiado com as novidades do Ozone, pois apresenta uma alta qualidade na combinação de firmeza, cor, sabor e longevidade do fruto. “A intenção da Syngenta é resgatar a qualidade e o sabor do tomate tipo salada na mesa do brasileiro”, garante o gerente de portfólio Syngenta, Marcos Maggio. “O Ozone é um produto de múltiplas funções. Atende às necessidades da produção familiar da cultura, do grande produtor, e do consumidor. O que estamos fazendo é melhorando a atividade para o produtor ter mais valor agregado na hora da venda,” afirma Maggio. O aumento de renda do pequeno produtor rural aliado a produtos de qualidade superior são parte do The Good Growth Plan, iniciativa da Syngenta que busca contribuir, de forma mensurável, com a segurança alimentar do planeta. Entre os compromissos deste plano, também está o aumento de produtividade de cultivos importantes em até 20%, incluindo soja, milho, cana-de-açúcar, café e tomate. De acordo com Maggio, as sementes do tomate híbrido Ozone irão beneficiar produtores de todo o Brasil, especialmente nas regiões mais quentes que apresentam maior pressão de doenças do tomateiro: litoral de Santa Catarina, Paraná, sudeste de São Paulo, Goiás, região do Triângulo Mineiro, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Fonte: Assessoria

Comitiva conhece modelo de produção agrícola brasileiro 31/03/2015 14:17

A equipe da Superintendência de Relações Internacionais (SRI) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, ontem, na sede da entidade, em Brasília, uma comitiva de representantes do Nuffield International Farming Scholars, organismo que reúne produtores e pesquisadores para promover visitas técnicas a vários países com o objetivo de conhecer o modelo de produção do agronegócio em diferentes regiões do mundo, assim como o trabalho das entidades que atuam na defesa do setor. No encontro, a superintendente de Relações Internacionais, Alinne Oliveira, explicou aos visitantes as bandeiras e a estrutura de funcionamento da CNA e alguns dos desafios para tornar o agronegócio brasileiro mais competitivo, como a melhoria da infraestrutura e da logística. Também esclareceu as principais dúvidas da delegação. Pedro Pereira e Thiago Masson, assessores técnico da SRI, fizeram apresentações sobre a participação do agronegócio na economia brasileira e o histórico de evolução da agropecuária, respectivamente. A comitiva do Nuffield International Farming Scholars, composta por 14 integrantes, está no Brasil desde sábado para conhecer o modelo de produção agrícola brasileiro e suas peculiaridades. O organismo é compostos produtores e profissionais do setor e rural de países como Austrália, Canadá, França, Irlanda, Nova Zelândia, Reino Unido, Zimbabwe e os Países Baixos como associados. No último fim de semana, eles participaram das atividades de encerramento do Programa CNA Jovem, evento promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), que teve a participação de 120 jovens com idade entre 22 e 35 anos, de 24 Estados. Destes, cinco deles foram premiados com uma viagem à China. A programação terá, ainda, reuniões em órgãos governamentais e visitas técnicas a propriedades rurais durante a semana. Fonte: Assessoria

André Nassar assume a secretaria de política agrícola 31/03/2015 13:40

O engenheiro agrônomo André Nassar foi nomeado para a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. Desde o dia 11 de fevereiro, Luciano Carvalho respondia como secretário substituto. Entre os temas que ganharão destaque na nova gestão, está o desenvolvimento de uma lei agrícola capaz de estabelecer diretrizes para o setor em um horizonte de quatro anos. Para Nassar, algumas condições são imprescindíveis para o estabelecimento da norma, como o aprimoramento do zoneamento agrícola e a ampliação e combinação do seguro agrícola com novos mecanismos de apoio à comercialização. Outro ponto também apontado pelo novo secretário são as demandas relacionadas à logística de escoamento. Nassar explica que está prevista a criação de um departamento específico para o assunto. Por último, haverá uma revisão dos parâmetros de fixação dos preços mínimos dos produtos agrícolas e, sobretudo, dos custos de produção. “Isto tudo permitirá trabalhar em uma lei agrícola duradoura para fortalecer o setor agropecuário”, afirmou. Experiência em negociações internacionais- O novo secretário é um dos fundadores do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), do qual foi gerente-geral, de 2003 a 2007, e diretor-geral, entre 2007 e 2012. O Icone se transformou, em 2013, em Agroicone, dirigido por André Nassar até o início deste ano. André Nassar tem experiência no assessoramento técnico de associações de classe do agronegócio brasileiro em temas relacionados a comércio internacional, impactos de políticas agrícolas no mercado, negociações internacionais, bioenergia, barreiras ao comércio e sustentabilidade. Nassar coordenou e foi pesquisador de vários projetos com entidades de classe, como Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), União da Agroindústria Canavieira (Única) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundação William e Flora Hewlett, Fundação Bill & Melinda Gates, Fundação Betty and Moore, Children’s Investment Fund Foundation (CIFF), International Trade Initiative. Também tem experiência em negociações comerciais com governos e setores do agronegócio, com participação na Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), negociações bilaterais entre Mercosul e União Europeia e contenciosos na OMC relacionados a açúcar e frango. Combustíveis renováveis- Nassar foi o idealizador do Modelo Brasileiro de Uso da Terra para Agricultura (Blum), ferramenta que permitiu ao etanol de cana-de-açúcar brasileiro ser aceito como combustível renovável pela Agência de Proteção Ambiental do Governo dos Estados Unidos. O Blum é utilizado no planejamento da expansão do setor agrícola e na avaliação de políticas para o setor. Formado em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, André Nassar tem mestrado e doutorado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP). Ele também foi pesquisador visitante na School of Foreign Services da Georgetown University (Washington, EUA). Fonte: Assessoria