sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

No Rio, Guedes diz que não há razão para pessimismo no país



Publicado em 06/12/2019 16:00



O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não há razão para pessimismo no Brasil. Na visão dele, o país passa por um período de desenvolvimento institucional extraordinário. “Estou vendo instituições brasileiras robustas, florescendo e se aperfeiçoando. Não há nenhuma razão para pessimismo. O Brasil está avançando institucionalmente”, disse ao participar da abertura do encontro BNDES com ‘S’ de Social e de Saneamento, na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro: “[O Brasil] vai voltar a crescer fazendo a coisa certa, aperfeiçoando as suas instituições”.
Guedes voltou a defender a desoneração da folha de pagamento. Segundo ele, um país que tem imposto sobre folha de pagamento e duplica o custo da mão de obra, não quer gerar emprego. “Os impostos sobre folha de pagamento são o imposto mais cruel, armas de destruição em massa de empregos. Dezenas de milhões de empregos são destruídos por estes impostos excessivos sobre a folha de pagamento. É um crime contra o trabalhador brasileiro”, afirmou.
Saneamento
Ele destacou ainda que o BNDES está voltando às suas funções, com financiamento a projetos sociais e de saneamento, que vão se refletir em educação e saúde. O ministro chamou a atenção para a situação de crianças que morrem no país por falta de saneamento: “Como vamos salvar as crianças se elas não tiverem sequer saúde, por falta de saneamento?”.
“A mortalidade infantil é brutal. Se a criança brinca sem água, sem saneamento, saúde, não tem nada lá embaixo, morre cedo, pega doenças letais. Esse é um crime contra as crianças brasileiras”, completou.
“O S de saneamento é viga mestra no novo BNDES. É um legado que o novo BNDES, no papel de articulador dessas políticas, quer deixar”.
Segundo o ministro, durante a campanha eleitoral e depois, na elaboração do programa de governo Bolsonaro, a equipe diagnosticou o crescimento descontrolado dos gastos públicos durante três, quatro décadas: “Isso causou hiperinflação, moratória externa, congelamento de preços, sequestro de ativos financeiros e, mais recentemente, juros muito altos, impostos elevados, corrupção no sistema democrático nacional.”.
Guedes disse ainda que esse excesso de gastos, que chegou a 45% do PIB, foi a fonte de vários desacertos e disfunções, não só do sistema econômico, como do sistema politico. Para ele, os governadores são eleitos e não conseguem realizar os projetos necessários devido a dificuldade dos orçamentos estaduais. “Da mesma forma queremos descentralizar os recursos públicos. O povo está nos estados e nos municípios.”
Previdência
Paulo Guedes afirmou que o excesso de gastos é apenas uma dimensão do problema, sendo a outra a má gestão dos recursos públicos. No entanto, de acordo com ele, um dos principais problemas do governo foi resolvido com a reforma da Previdência, que derrubou os juros de longo prazo. “Já estão a 5% e continuam descendo. Ao contrário do governo anterior, em que os juros baixos desceram, mas os longos não acompanharam, porque havia o desequilíbrio fiscal. Dessa vez, como fizemos a Previdência, demos um horizonte de 25 anos de estabilidade, pelo menos no controle desses gastos”, disse.
O ministro disse ainda que o governo tem acelerado as privatizações e o BNDES tem realizado as devoluções dos recursos aplicados pelo governo federal, no passado recente. “O BNDES, na linguagem popular, foi pedalado. Pedalaram o BNDES, com quadro técnico extraordinário, gente espetacular, de ótima qualidade, mas a missão era estreita: alavancar campeões nacionais, parte da gigantesca máquina de transferência perversa de renda. No Brasil, quem tem mais poder econômico ou político captura orçamentos públicos. Os recursos são desviados da finalidade principal que seria ajudar as populações mais pobres”, apontou.
O ministro negou que o redirecionamento dos recursos do banco seja contrário aos projetos da iniciativa privada. “Somos totalmente favoráveis à iniciativa privada. Nada contra, mas pelas suas próprias pernas. Ninguém pode virar campeão nacional, bombado pelo governo. Isso é uma na alocação de recursos e principalmente se depois isso vira dinheiro de campanha para financiar quem o financiou previamente. Isso é um absurdo. É corrupção no melhor estilo da própria confissão que foi feita.”
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Fonte: Agência Brasil

STF marca para próxima quinta julgamento sobre venda de campos pela Petrobras



Publicado em 06/12/2019 16:00


O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quinta-feira o julgamento de um processo sobre decreto que define regras de governança para cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás pela Petrobras.
O caso, importante para os planos de desinvestimentos da estatal, chegou a entrar duas vezes na pauta da corte, em junho e agosto, mas foi adiado diante da análise do plenário de outras ações.
Nessa quinta, o presidente do STF e responsável pela pauta do plenário, Dias Toffoli, incluiu a ação como primeiro item da pauta do dia 12.
Os ministros do Supremo vão julgar se mantêm ou cassam a validade do decreto referente aos contratos de exploração da companhia, que havia sido questionado pelo PT.
Além disso, o STF deverá decidir sobre um item do decreto que discute uma exigência de a empresa fazer licitação para a contratação de bens e serviços nos casos em que a Petrobras lidera um consórcio.
Em dezembro do ano passado, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar e suspendeu os efeitos da norma sob a alegação de que invadia a competência do Congresso em fixar tais regras.
Menos de um mês depois, porém, Dias Toffoli, atendeu a pedido feito pela Advocacia Geral da União e cassou a decisão de Marco Aurélio, restabelecendo os efeitos do decreto.
Agora, o plenário iria dar a palavra final, se o decreto permanece em vigor ou terá efeitos suspensos.
O decreto em questionamento, o 9.355, foi assinado pelo presidente Michel Temer, como forma de reforçar um acordo anterior fechado entre Petrobras e Tribunal de Contas da União (TCU) que criava regras de transparência para as vendas de ativos da petroleira.
As normas de transparência foram necessárias depois que diversas liminares impetradas por petroleiros na Justiça conseguiram suspender vendas de ativos da Petrobras, questionando a ausência de licitações pela estatal na alienação de importantes ativos.
A Petrobras espera uma vitória no julgamento, após o STF ter liberado em junho a venda de subsidiárias sem a necessidade de aval do Congresso desde que passem por concorrência pública, disse à Reuters uma fonte da empresa com conhecimento do assunto nesta sexta-feira.
A avaliação da fonte é que, embora os julgamentos não tenham uma relação direta, o caso já analisado indicaria uma inclinação liberal dos ministros a favor da validade do decreto.
Sob o governo Jair Bolsonaro, a Petrobras reforçou um grande plano de desinvestimentos, enquanto a sua gestão planeja focar seus esforços em ativos essenciais, de grande retorno financeiro, como na exploração e produção no pré-sal. A companhia também busca continuar reduzindo sua dívida.

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Fonte: Reuters

Frango: sexta-feira (06) marcada por mercado misto



Publicado em 06/12/2019 15:59


As movimentações no mercado de frango nesta sexta-feira foram conflitantes para o setor de frango vivo. De acordo com informações dos órgãos IEA, DERAL/DEB - SEAB/PR e Epagri/Cepa, em São Paulo, o preço da ave se manteve estável em R$ 2,80 o quilo, enquanto no Paraná houve queda de 0,64%, atingindo R$ 3,10 o quilo, e alta de 0,79% em Santa Catarina, chegando a R$ 2,54 o quilo. 
De acordo com análise do Cepea/Esalq, em novembro a proteína de frango ficou mais competitiva frente à carne bovina e suína. O frango inteiro congelado atingiu o maior preço médio nominal deste ano, comercializado, em média, a R$ 4,86/kg no atacado da Grande São Paulo, avanço de 12,2% frente a outubro. Além do aquecimento da procura interna para churrascos e confraternizações, o aumento da demanda chinesa por este corte também influenciou as elevações.
Apesar dos bons resultados citados pelo Cepea, dados do órgão referentes à quinta-feira mostram que o frango congelado e o resfriado não tiveram movimentação nas cotações, permanecendo em R$ 5,37 e R$ 5,40 o quilo, respectivamente.
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, estabilidade também para o frango de granja, cotado em R$ 3,20 o quilo, e para o atacado, R$ 5,20 o quilo. 
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Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

China vai abrir mão de taxas sobre alguns embarques de soja e carne suína dos EUA



Publicado em 06/12/2019 15:34

Por Dominique Patton e Yawen Chen
PEQUIM (Reuters) - Em gesto positivo, a China informou nesta sexta-feira que vai abrir mão de tarifas sobre alguns embarques de soja e carne suína dos Estados Unidos, no momento em que os dois lados tentam fechar um acordo para acabar com sua guerra comercial.
As isenções de tarifas foram baseadas em pedidos de empresas individuais para importações de soja e carne suína dos EUA, disse o Ministério das Finanças em comunicado, citando uma decisão do gabinete do país. O ministério não especificou as quantidades envolvidas.
Diversas fontes do setor privado nos Estados Unidos e na China interpretaram o anúncio como confirmação oficial de isenções tributárias sobre até 10 milhões de toneladas de soja e um volume desconhecido de carne suína que as fontes disseram ter sido oferecido a importadores mais cedo este ano.
A China tinha adotado as tarifas como uma contramedida às taxas impostas por Washington devido a alegações de que a China rouba e força a transferência de propriedade intelectual dos EUA a empresas chinesas. A taxação foi de 25% sobre soja e carne suína, em julho de 2018, com alíquotas adicionais de 10% sobre suínos e 5% sobre soja em setembro deste ano.
A isenção acontece em meio a negociações entre EUA e China para concluir a "fase um" de um acordo para afastar a guerra comercial que tem afetado os mercados financeiros, as cadeias de oferta e o crescimento econômico global.
Inicialmente, esperava-se que um acordo fosse alcançado no mês passado, mas ambos os lados ainda negociam questões importantes, como quais tarifas serão revertidas e o tamanho das compras agrícolas que a China está disposta a fazer junto aos EUA.
Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha dado um tom otimista quanto ao progresso das negociações na quinta-feira, uma nova rodada de tarifas norte-americanas, impostas a cerca de 156 bilhões de dólares em importações chinesas, está prevista para entrar em vigor em pouco mais de uma semana, no dia 15 de dezembro.
Segundo uma fonte do setor, que pediu para não ser identificada devido à sensibilidade do assunto, as isenções tarifárias anunciadas pela China são um sinal de comprometimento do país com o acordo.
"O objetivo (desse movimento) é expandir as compras e tranquilizar os EUA", disse uma fonte chinesa que assessora Pequim nas negociações comerciais.
"Isso deve ser interpretado como um sinal positivo. Apesar das diversas dificuldades políticas que os dois lados enfrentam, cooperação econômica e comercial e ações para conter a escalada da guerra comercial são do interesse de ambas as partes."
SAFRA DO BRASIL
No início da disputa tarifária, as taxas impostas por Pequim à soja norte-americana chegaram a levar o fluxo da mais valiosa exportação agrícola dos EUA a uma virtual interrupção, embora a China tenha oferecido isenções a compradores nos últimos meses.
No entanto, tais isenções jamais foram detalhadas publicamente e, de acordo com um analista, já teriam terminado. As novas exceções, assim, podem ter vindo tarde demais.
"As entregas para dezembro já estão bastante grandes, e em seguida vamos entrar na safra do Brasil", disse Darin Friedrichs, analista sênior de commodities da INTL FCStone na Ásia.
"Neste momento, há um espaço limitado para novas compras de soja dos EUA."
As isenções para a carne suína devem atrair maior demanda, uma vez que a criação chinesa de porcos foi dizimada por surtos de peste suína africana, e o país se vê a menos de dois meses do Ano Novo Lunar, período de pico de consumo da proteína na China.
Um segundo assessor do governo chinês disse que as isenções são adequadas para Pequim, pois ajudam a atender à demanda do mercado local por tais produtos e, ao mesmo tempo, a reduzir o superávit comercial com os EUA.
"Podemos muito bem comprar soja dos EUA ao invés da do Brasil. Na verdade, o Brasil está nos vendendo o que era comprado dos EUA, e eles até aumentaram os preços antes de vender para a gente. Nesse caso, é melhor comprarmos dos EUA", afirmou.
(Reportagem de Min Zhang, Huizhong Wu, Chen Yawen e Dominique Patton)
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Fonte: Reuters

Presidente da Corteva destaca importância do BR para alimentar o mundo e aposta em aumento de produtividade e sustentabilidade



Publicado em 06/12/2019 15:02


Objetivo é conseguir cultivar mais em cada hectare que já existe. “Nós últimos 30 anos quase multiplicamos a nossa produção por 6 com um aumento bastante menor de área”.
Roberto Hun - Presidente Corteva Brasil/Paraguai

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Chuvas se concentram na faixa Central do país com previsão de volumes acima da média até o próximo dia 12/12



Publicado em 06/12/2019 14:53 e atualizado em 06/12/2019 15:54


Mapa do trimestre (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) mostra chuvas próximas à média histórica e baixo risco de veranicos prolongados

Francisco de Assis Diniz - Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet

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Previsão do Tempo - Entrevista com Francisco de Assis Diniz - Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet
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A previsão indica que as chuvas ficarão acima da média prevista nos próximos dias na faixa central do país. Segundo Francisco de Assis Diniz - chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, um corredor com uma faixa de convergência da umidade já atua sobre as duas regiões.
O modelo Cosmo do Inmet indica que nas próximos cinco dias as chuvas ficarão mais intensas para pontos da região sul do país e também no estado de São Paulo. 
Deve voltar a chover de maneira significativa no norte do Paraná, região de produção agrícola onde agricultores mais sofreram com o atraso da estação chuvosa neste ano. A precipitação pode alcançar 60 milímetros em algus pontos. Nas demais áreas do estado os volumes pode registrar acumulados de até 40 milímetros. 
No Sudeste, em São Paulo os volumes indicados nos mapas são expressivos. A previsão indica que deve chover de maneira significativa em todo o estado, com volumes entre 40 e 60 milímetros, ficando os maiores volumes para a região central do estado, onde são previstos até 90 mm de precipitação. 
Francisco explica ainda que os volumes podem ficar entre 20 e 50 milímetros acima do que é esperado nas regiões onde atua o corredor. Os estados são: Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Já no extremo norte de Minas Gerais, Bahia e Tocantins a situação é oposta e os mapas indicam chuvas abaixo do esperado, incluindo o Matopiba, além da região sul do país. Francisco destaca que os mapas não sinalizam a falta total de chuvas, mas que os volumes ficarão abaixo do que chove tradicionalmente nestas regiões. "Isso quer dizer que, por exemplo, se chove na média 60 milímetros, ele está dizendo que vai chover menos 30 mm deste valor", explica Francisco. 
Veja a entrevista completa no vídeo acima
Por: Aleksander Horta e Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

Melancia: Semana finaliza com preços em alta



Publicado em 06/12/2019 14:47


As cotações da melancia aumentaram nesta semana (02 a 06/12). Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a demanda pela fruta ainda não tem sido satisfatória. No entanto, produtores relataram oscilações de oferta em SP e na BA – com menor volume nesta semana, o que alavancou os preços.
A graúda (>12 kg) foi comercializada a R$ 0,76/kg em Teixeira de Freitas (BA), valor 7,4% superior à semana passada. Já em Itápolis (SP), a de mesmo calibre foi cotada a R$ 0,79/kg – aumento de 2,4% no mesmo comparativo. Além de Itápolis, agentes apontam que alguns carregamentos paulistas têm vindo de diferentes regiões (não acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea) como Bauru, Guareí e Echaporã.
Para as próximas semanas, espera-se elevação na demanda com a aproximação do Natal; no entanto, vale lembrar que a colheita no Rio Grande do Sul teve início neste mês e deve se intensificar gradualmente, podendo impactar nas cotações.
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Fonte: Cepea/Hortifruti