quarta-feira, 30 de setembro de 2015

30/09/2015 - 17:01

Aprosoja e Banco do Brasil levam ao produtor informações sobre crédito Da Redação - Viviane Petroli
Informações precisas e sem desencontros. Este é o principal objetivo da parceria firmada entre a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e a Superintendência do Banco do Brasil nesta quarta-feira, 30 de setembro. A união, através de informe técnico, levará aos produtores informações sobre concessão de crédito. O primeiro informe refere-se a “Mecanismos de mitigação de risco para a concessão do crédito rural”. O primeiro informe técnico, assinado nesta quarta-feira, 30 de setembro, aborda “Seguro Rural”, “Apresentação de contratos de venda futura com tradings como mecanismo de garantia/Mitigação de Risco” e “Garantias” Medidas para controle da ferrugem asiática na soja são publicadas no Diário Oficial “É apenas o primeiro de uma série de acompanhamentos que faremos em conjunto. Existe agravamento de risco não só no agronegócio, mas em outros segmentos econômicos. Hoje, há mecanismos facilitadores de tomada de crédito. São essas informações, que podem ser úteis, que queremos levar ao produtor”, destacou o presidente da Aprosoja-MT, Ricardo Tomczyk. Dólar Conforme o superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso, Sérgio Luiz Cordeiro Oliveira, a oscilação do dólar é o maior risco para o setor produtivo, principalmente para a agricultura de exportação, como é o caso da soja e do milho. “Este deverá ser um próximo passo que daremos nesta parceria com a Aprosoja-MT. Esclarecer ao produtor suas dúvidas é um dos nossos focos para que o produtor saiba como aproveitar essa oscilação do dólar, além de possibilidades para conseguir o crédito rural”, frisou o superintendente do Banco do Brasil.

'Caprichos' não estão acima do país, diz Renan ao comentar sessão adiada

30/09/2015 15h03 - Atualizado em 30/09/2015 15h34 'Caprichos' não estão acima do país, diz Renan ao comentar sessão adiada Sessão do Congresso que votaria vetos foi adiada após manobra de Cunha. Senador disse ainda que adiamento não foi disputa de poder. Laís Alegretti Do G1, em Brasília O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira (30), ao comentar o adiamento da sessão do Congresso que analisaria vetos da presidente Dilma Rousseff, que a política não pode ter "caprichos acima do interesse do país". A sessão, marcada para 11h30, não pôde ser aberta, porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu sessão de votação na Casa no mesmo horário. Ainda não se sabe se o Congresso vai analisar os vetos nesta quarta. Desde a terça-feira (29), havia um impasse quanto à realização da sessão do Congresso. Cunha queria que fosse adicionado na pauta o veto da presidente Dilma a itens do projeto da reforma política aprovado na Câmara e no Senado, entre eles o veto ao dispositivo que permite doação de empresas para campanhas eleitorais. No entanto, Renan argumentou que vetos só podem ser analisados 30 dias depois de chegarem ao Congresso. Cunha é favorável à doação de empresas para campanhas eleitorais. Ao comentar o adiamento na sessão do Congresso, Renan enfatizou que analisar os vetos seria uma "sinalização" para o país, já que se tratam de vetos à chamada pauta-bomba, projetos que aumentam despesas do governo. "O presidente da Câmara ele não é membro da Mesa do Congresso Nacional, mas ele pode, e foi isso que ele fez, marcar sessões coincidentes. Então nós vamos esperar para apreciar os vetos. Eu acho que a política ela pode ser tudo. Mas ela não pode colocar os seus caprichos acima do interesse do País. Há uma exigência com relação a apreciação desses vetos da chamada pauta-bomba. Essa seria uma nova sinalização que nós daríamos ao País e é portanto importante esperar para realizarmos a sessão do Congresso Nacional”, afirmou Renan a jornalistas. Ele disse que o impasse não se trata de uma disputa política, e sim de um “problema espacial”. Nós vamos esperar, já que tivemos convocações seguidas [de sessões] da Câmara. Não há, evidentemente, uma disputa politica de poder, é um problema espacial. É que o Congresso Nacional funciona no plenário da Câmara e é preciso esperar”, disse, após ser questionado sobre se há disputa de poder em torno do assunto. Para acessar o video clique no link abaixo. http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/09/renan-cita-caprichos-acima-do-pais-ao-comentar-sessao-adiada.html

Manobra de Eduardo Cunha atrasa votação dos vetos presidenciais

30/09/2015 14h24 - Atualizado em 30/09/2015 15h46 Manobra de Eduardo Cunha atrasa votação dos vetos presidenciais Sessão da Câmara foi aberta no mesmo horário de sessão do Congresso. Ele pressiona para inclusão na pauta do Congresso de veto à doação privada. Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília Em uma manobra para inviabilizar a votação de vetos presidenciais, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu a sessão de votação no plenário da Casa no mesmo horário em que estava prevista uma sessão conjunta do Congresso Nacional. Ainda não se sabe se a sessão conjunta será realizada. A estratégia dele é pressionar pela inclusão na pauta do Congresso o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei da reforma política que barrou o financiamento privado de campanha. "Por enquanto não tem [sessão do Congresso]", disse Cunha pouco antes de abrir a ordem do dia na Câmara. REFORMA POLÍTICA Entenda as mudanças debatidas principais pontos votação em comissão cancelada o que foi decidido na câmara avaliação dos especialistas Ele negou haver qualquer tipo "confronto" ou "birra" entre ele e o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), mas apenas uma "divergência de opiniões". "Aqui não é birra. São pessoas bastante experientes e têm Casas que tem comportamentos diversos. Aqui ninguém está birrando, fazendo birra com nada. Não tem objetivo nenhum disso", disse. E acrescentou: "Eu não estou com confronto com ninguém. Nós temos uma Casa que tem o seu funcionamento, assim como o Senado tem o seu funcionamento. A Casa tem uma pauta, eles têm a pauta deles. Essa Casa tem uma agenda que queria colocar, eles tem agenda deles. Isso não é confronto, é divergência de opiniões". Cunha ressaltou que, caso Renan mude de ideia e inclua o veto na pauta, ele libera o plenário para o Congresso. Com base em um acordo costurado com líderes na Câmara, Cunha defende que esse veto seja apreciado antes de sexta-feira (2), prazo final para que as novas regras possam valer para a eleição do ano que vem. Pela legislação, qualquer mudança tem que ser aprovada um ano antes do pleito. Apreciar eventual veto à doação privada seria 'gesto inútil', diz Renan Veto a doação eleitoral de empresas cria 'laranjal', diz Gilmar Mendes Para Cunha, Renan não teve condição de pautar vetos da reforma política Sessão do Congresso é incógnita diante de impasse com Cunha O presidente do Congresso, porém, resiste em colocar o veto na pauta de última hora para não contrariar a praxe regimental - o veto foi enviado ao Legislativo nesta terça-feira (29). Ele argumenta que isso contraria a regra que estabelece que os vetos sejam analisados pelos parlamentares depois de 30 dias a partir da data de chegada ao Legislativo. A sessão do Congresso estava convocada para as 11h30, mas Cunha marcou uma sessão da Câmara meia hora antes para ocupar o plenário da Casa. Segundo Cunha, os líderes de quase todos os partidos, com exceção do PT, PSOL, PCdoB e PDT, decidiram que iriam obstruir a sessão do Congresso. "Queremos concluir o processo legislativo acerca da legislação eleitoral. Qual é a forma que a gente vai concluir a gente não sabe, a gente quer ter o direito de concluir. E os líderes não se sentiram confortáveis de por a votação sem que esse direito fosse dado a eles", afirmou. Cunha avalia que, no clima atual, a sessão do Congresso seria tumultuada. "Vai ser uma sessão estressada porque todo mundo vai contestar porque o veto não está na pauta", ponderou. tópicos: Câmara, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Senado

Suplementação alimentar favorece crescimento do gado em condições naturais adversas 30/09/2015 15:18

Entre os desafios enfrentados pelos produtores de gado de corte durante o período de cria, está a dificuldade em garantir aos animais a nutrição ideal, mantendo-os no padrão de sanidade necessário para a comercialização. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nessa fase que antecede o desmame, a taxa de mortalidade varia de 4% a 10% na pecuária atual, que depende quase exclusivamente das pastagens, sem muitos aparatos tecnológicos. Um importante recurso para minimizar os impactos das condições naturais adversas na alimentação, visando um crescimento saudável do rebanho, é a utilização de soluções de suplementação. Para auxiliar os pecuaristas nessa questão, a Alltech, empresa referência em saúde e nutrição animal, desenvolveu o Beef Advantage Cria, que consiste em um blend de tecnologias que pode ser adicionado ao suplemento mineral dos animais para complementar a nutrição durante o período. “O maior diferencial é a sinergia entre as tecnologias da empresa, o que proporciona maior consumo e aproveitamento da forragem, melhoria nos índices produtivos e rentabilidade”, explica o gerente de vendas para gado de corte da Alltech, Carlos Rodrigo Zilioti. Desse modo, se algum nutriente necessário para que o gado cresça e ganhe peso estiver em falta na natureza, o Beef Advantage é capaz de suprir essa carência, para que a alimentação do animal atenda as necessidades de desenvolvimento saudável, independente da estação do ano ou da região. Zilioti explica que, além de funcional, a solução é uma opção prática para o pecuarista, já que não é necessário fazer nenhuma alteração no manejo nutricional da fazenda. “É uma alternativa que permite ao produtor melhorar os resultados do seu rebanho a um custo mais acessível, principalmente se comparado ao de outras tecnologias, resultando em um ótimo retorno à fazenda”, finaliza o gerente. Meio ambiente Além de trazer vantagens diretas para o produtor, por contribuir com o crescimento e engorda, o Beef Advantage também ajuda a reduzir os impactos ambientais da pecuária, conforme relata o gerente de vendas. “A melhor utilização da forragem produzida permite otimizar os recursos naturais e aumentar a produtividade por hectare”. Fonte: Assessoria

Abertura de mercados internacionais incentiva o fortalecimento das empresas rurais 30/09/2015 14:45

O Brasil está em fase final de negociação com pelo menos 14 mercados internacionais, que juntos têm potencial de US$ 1,95 bilhão em exportações ao ano. O montante se soma ao potencial de US$ 1,4 bilhão anual que os principais mercados abertos representam, segundo números do primeiro semestre do ano. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, que anunciou também que a China abrirá pela primeira vez seu mercado aos produtos lácteos brasileiros. A decisão representa incremento de ao menos US$ 45 milhões em exportações ao ano. Após quase 20 anos de negociação, as empresas brasileiras interessadas em vender lácteos para o país asiático já podem pedir sua habilitação. Entre as negociações que estão em fase de conclusão, a maior delas é a venda de carne bovina termoprocessada ao Japão. O produto representa potencial de US$ 501 milhões ao ano. O Brasil ainda tem potencial para exportar carne bovina in natura para o Canadá (US$ 190 mi) e para o México (US$ 165 mi) e carne suína à Coreia do Sul (US$ 107 mi), entre outros. O país também comemora o avanço das negociações para a venda de carne bovina in natura à Arábia Saudita, que representa potencial de US$ 73 milhões ao ano. A abertura de mais possibilidades de negócio incentiva a continuidade do trabalho das empresas rurais. Pilar importante da economia, o agronegócio precisa pensar no futuro das propriedades rurais, incentivando os jovens a ficarem no campo – que se mostra um terreno fértil para carreiras de sucesso. “Nos últimos tempos, o modelo baseado na crença de que o único propósito da empresa é o benefício econômico foi superado por um modelo que considera a empresa como uma sociedade de pessoas. Na família, desenvolve-se confiança. Na empresa, desenvolve-se profissionalismo. A fortaleza de uma família empresária é a união de seus membros entre si e com a empresa. Em uma empresa familiar, é necessário que os filhos conheçam o futuro”, explica Cilotér Iribarrem, consultor em governança e sucessão familiar da Safras & Cifras. Para Iribarrem, a palavra-chave é antecedência. Quanto mais cedo for preparado o planejamento patrimonial e sucessório, maiores são as chances de a transição dar certo. “Organizar os bens, envolver familiares e potenciais herdeiros e planejar no longo prazo são ações fundamentais para quem quer se sair fortalecido neste momento de abertura de mercados”, conclui. Fonte: Assessoria

USDA indica estoques em 43,97 mi de t e preços voltam a trabalhar em campo 30/09/2015 13:40

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a trabalhar em campo negativo nesta quarta-feira (30). Por volta das 13h23 (horário de Brasília), os principais vencimentos exibiam quedas entre 1,00 e 1,75 pontos. O contrato dezembro/15 era cotado a US$ 3,87 por bushel, depois de iniciar o dia a US$ 3,90 por bushel. O mercado reflete os números dos estoques trimestrais, reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os estoques foram indicados em 43,97 milhões de toneladas em 1º de setembro. O volume ficou pouco abaixo da estimativa média dos investidores, de 44,07 milhões de toneladas. No geral, as projeções estavam entre 41,84 milhões a 45,72 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, os estoques de milho no país estavam próximos de 31,4 milhões de toneladas. Já no último boletim, referente até 1º de junho, os estoques de milho estavam em 112,96 milhões de toneladas. Além disso, os investidores também acompanham as informações vindas do campo, com o avanço da colheita norte-americana. O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, destaca que esse boletim é muito importante. "Isso porque, o relatório se reporta aos estoques finais de uma temporada e os iniciais de outra. Em 31 de agosto de 2015 encerramos a temporada 2014/15 e a partir de 1º de setembro iniciamos a 2015/16", explica. "Os investidores não esperam grandes mudanças nos números para 1º de setembro, porém, esses relatórios de fim de temporada têm produzido alguns resultados inesperados nos últimos anos", disse Bryce Knorr, analista e editor do site internacional Farm Futures. Além disso, os participantes do mercado permanecem atentos às informações vindas dos campos americanos, com o andamento da colheita. Até o início da semana, pouco mais de 18% da área semeada nesta safra havia sido colhida, conforme dados oficiais. Paralelamente, os mapas de previsão climática, entre os dias 5 a 9 de outubro, indicam chuvas acima da normalidade em grande parte do Meio-Oeste do país. Enquanto isso, a produção de etanol nos EUA subiu de 938 mil para 943 mil barris diários até a semana encerrada no dia 25 de setembro, conforme informou a AIE (Agência Internacional de Energia). Já os estoques caíram de 18,9 mil barris para 18,8 mil barris no mesmo período. Mercado interno Em meio à queda do dólar, os preços praticados no Porto de Paranaguá recuaram nesta quarta-feira. A saca do cereal para entrega outubro/15 era negociada a R$ 34,00, queda de 5,56% em relação ao dia anterior. Nesta terça-feira, os preços subiram e tocaram o patamar de R$ 36,00/sc. A moeda norte-americana era cotada a R$ 3,9793 na venda, com perda de 1,96%, próximo das 12h25 (horário de Brasília). Na máxima da sessão, o câmbio já chegou a R$ 4,069, com alta de 0,24%. De acordo com informações do site G1, os operadores mostram boa aceitação nas ações tomadas pelo governo no intuito de reduzir as tensões com a base aliada no Congresso. Contudo, as incertezas sobre possíveis novas intervenções do Banco Central no mercado ainda deixam o dólar instável. Fonte: Notícias Agrícolas

Reação do mercado em Chicago é fraca após números altistas do USDA 30/09/2015 13:18

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a operar com ligeira volatilidade na sessão desta quarta-feira (30) após a chegada dos últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), e registrando oscilações bastante tímidas, testando os dois lados da tabela. Assim, por volta das 13h30 (horário de Brasília), as cotações perdiam pouco mais de 1 pontos entre as posições mais negociadas e o novembro/15 voltava a US$ 8,81 por bushel. Apesar das baixas, os dados do USDA mostraram que os estoques trimestrais de soja nos EUA em 1º de setembro eram de 5,2 milhões de toneladas, abaizxo da expectativa média do mercado de 5,55 milhões. As projeções variavam entre 4,49 milhões e 6,12 milhões de toneladas. No mesmo período de 2014, o total dos estoques foi de 2,5 milhões de toneladas. Como relataram os analistas internacionais, a reação do mercado frente a esses números considerados altistas tem se mostrado fraca, já que, apesar de estarem abaixo do esperado, terem vindo próximos das expectativas. Paralelamente, o mercado ainda trabalha com seus fundamentos, entre eles, o bom avanço da colheita nos EUA bem como a satisfatória maturação das plantas nessa conclusão da safra 2015/16 e, ao mesmo tempo, a demanda voltando os olhos novamente à soja norte-americana, segundo explicam analistas. Mercado Brasileiro No Brasil, os preços operam com certa estabilidade, pois, apesar dos bons ganhos registrados na Bolsa de Chicago, o dólar voltou a recuar nesta quarta-feira, já perdendo o patamar dos R$ 4,00. Por volta de 13h30 (horário de Brasília), a moeda norte-americana perdia mais de 3% e era cotado a R$ 3,935. Assim, no terminal de Rio Grande a soja disponível era cotada a R$ 87,30, subindo 0,11%, e a futura estava em R$ 85,90, com alta de 0,47%. Já em Paranaguá, o produto futuro, com entrega para março/16, perdia 1,19% e valia R$ 83,00 por saca. Fonte: Notícias Agrícolas

30/09/2015 - 15:36

Correios alegam que de 800 mil objetos, 750 mil tiveram entrega pendente durante paralização Da Redação - André Garcia Santana
Em resposta às informações fornecidas pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintec), que davam conta de que 1,2 milhão de encomendas não teriam sido entregues durante os 13 dias da greve da categoria, finalizada na segunda-feira, 28, os Correios informaram que as atividades não foram suspensas e que a empresa aplicou medidas para garantir o atendimento à população. Segundo a Empresa, no Estado, 750 mil objetos tiveram entrega pendente durante a paralização, de um total de 800 mil, entre correspondências e encomendas movimentadas diariamente. O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, concedeu no dia 22 de setembro liminar que determinou que as duas federações de representação dos trabalhadores dos Correios (Fentect e Findect) deveriam garantir efetivo mínimo de 65% em atividade normal em cada unidade da empresa. O TST também determinou que as federações não impedissem o livre trânsito de bens, pessoas e carga postal em todas as unidades. A pena por descumprimento foi estabelecida em multa diária de 65 mil. Com relação às reinvindicações relacionadas à segurança, é informado que há investimentos em medidas como contratação de vigilantes e aquisição de sistemas de alarme para agências, entre outros. A despesa da estatal com estes serviços foi estimada em R$ 202 milhões no ano passado. Além disso, a empresa firmou parceria com a Polícia Federal, de forma a aprimorar a troca de informações entre as instituições e agilizar a prisão de criminosos. Nos últimos anos, a PF também realizou diversas operações com o objetivo de prender quadrilhas responsáveis por assaltos a agências dos Correios, entre as quais as operações Sertão, Mensagem, Carta na Manga II, Cofre Fácil, Columba e Carta. No que diz respeito aos pedidos de novas contratações, a Agência explica que desde 2011 os Correios aumentaram seu efetivo de 107 mil para 120 mil empregados, sendo que em Mato Grosso foram 607 novos trabalhadores efetivos contratados, 50% a mais de carteiros, 43% de atendentes e 7% de operadores de triagem e transbordo (OTTs). Sobre a entrega de correspondências pela manhã, assim como a proposta anterior que já havia sido formulada pelo TST, a atual gestão mantém a antecipação da entrega matutina até o final de 2016, conforme os critérios estabelecidos no Acordo Coletivo de Trabalho 2014-2015. Em um levantamento realizado na segunda-feira 28, dado mostraram que, nacionalmente 90,42% do efetivo dos Correios não haviam aderido à paralisação — o que correspondeu a 107.866 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença. Nos locais onde a paralisação foi deflagrada, o movimento esteve concentrado na área de distribuição — do total de 31.841 carteiros que deveriam ter comparecido ao trabalho na data. Nesses locais, 10.202 não compareceram (32,04%). A pesquisa aponta que 88,42% do efetivo esteve presente e trabalhando – o que correspondeu a 1.451 empregados. Da mesma forma, o número foi apurado por meio do sistema eletrônico de presença. Nesses locais, o movimento esteve concentrado também na área de distribuição – do total de 760 carteiros dos Correios em Mato Grosso, 162 não compareceram (21,32%).

30/09/2015 - 13:26

Gasolina deve ter aumento de R$ 0,13 nas bombas em Cuiabá; óleo diesel R$ 0,10 Da Redação - Viviane Petroli
O reajuste anunciado pela Petrobras na gasolina e óleo diesel devem impactar ao consumidor final um aumento de R$ 0,13 e R$ 0,10, respectivamente em Cuiabá. A projeção são de alguns postos. O litro da gasolina pode chegar a uma média de R$ 3,35 na capital mato-grossense. Novo aumento do óleo diesel irá impactar nos alimentos, entre outros segmentos da economia. A Petrobras reajustou em 6% o preço da gasolina e em 4% do óleo diesel nas refinarias. O aumento vale a partir desta quarta-feira, 30 de setembro. Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), revela que em Cuiabá, até o dia 26 de setembro, o litro da gasolina variava entre R$ 3,15 e R$ 3,49, com uma média de R$ 3,31. De acordo com postos de combustível, ouvidos pelo Agro Olhar, com o reajuste o preço médio da gasolina poderá aumentar de R$ 0,12 a R$ 0,13 na Capital, atingindo uma média de R$ 3,35 o litro. Isso considerando já os tributos (PIS/Cofins, CIDE e ICMS), além do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF). No caso do óleo diesel o impacto nas bombas deverá ser de R$ 0,09 a R$ 0,10. Este é o quinto aumento anunciado pela Petrobras em 2015. Alguns, revelam os postos, foram absolvidos e não foram repassados aos consumidores. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), somando os cinco reajustes de janeiro a setembro a gasolina subiu R$ 0,42 nas distribuidoras, um aumento de 15,91%. Já o óleo diesel R$ 0,29, alta de 14,17% nas distribuidoras. Como o Agro Olhar comentou, novo reajuste da Petrobras é decorrente as dificuldades de caixa e nível elevado de endividamento da estatal brasileira. “Não era necessário este novo aumento”, afirma o presidente do Sindipetróleo-MT, Aldo Locatelli, uma vez que o preço do barril no exterior está caindo. “A explicação para o reajuste é a situação vivida pela Petrobras, no qual o consumidor está pagando, inclusive quando vai ao supermercado ou comprar uma roupa, pois tudo depende de caminhão para ser movido e este utiliza óleo diesel para se descolar”. Aldo Locatelli explica que na hora de se fazer o cálculo do reajuste nas bombas (para o consumidor) é levado em conta o aumento repassado pela Petrobras, além dos tributos (PIS/Cofins, CIDE e ICMS) e o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF). Transporte rodoviário No transporte rodoviário em Mato Grosso a nova elevação do preço do óleo diesel provocará no frete um impacto de 1,8% a 2,1%, de acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim. “Não há como não repassar para o frete esse impacto do óleo diesel. Hoje, estamos trabalhando com margem apertada”, declara Eleus Amorim.

30/09/2015 - 12:07

Medidas para controle da ferrugem asiática na soja são publicadas no Diário Oficial Da Redação - Viviane Petroli
Medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja em Mato Grosso foram publicadas no Diário Oficial do Estado, que circula nesta quarta-feira, 30 de setembro. A publicação destaca que o plantio de soja no estado só poderá ser realizado no período de 16 de setembro a 31 de dezembro. As medidas constam na Instrução Normativa Conjunta nº 002/2015 da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Instituto de Defesa Agropecuário de Mato Grosso (Indea). Segundo levantamento do Consórcio Antiferrugem, Mato Grosso já possui dois casos de ferrugem asiática. No país são 31 casos registrados desde julho, sendo 15 no Rio Grande do Sul e 10 no Paraná. Na safra 2014/2015 o estado registrou 31 casos de ferrugem asiática, como apontado pelo Consórcio Antiferrugem. Os dois casos constatados em Mato Grosso foram neste mês de setembro, em Primavera do Leste e Campo Novo dos Parecis, após análise realizada por laboratório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Mato Grosso. A Instrução Normativa, assinada pela Sedec e pelo Indea, estabelece ainda como prazo final para a colheita de soja em Mato Grosso o dia 5 de maio. "Todas as áreas cultivadas de soja deverão estar colhidas, podendo permanecer somente as plantas de soja guaxa ou de germinação espontânea de grãos oriundos das perdas da colheita, até a data estabelecida para o início do vazio sanitário de 15 de junho de cada ano", destaca a publicação. Confira aqui a Instrução Normativa publicada entre as páginas 72 e 74 do Diário Oficial do Estado que circula nesta quarta-feira.

Macieira: alerta sobre as infecções da estação

30/09/15 - 16:37 Causada pelo fungo Colletotrichum gloesporiodes (Penz.) Penz. & Sacc. (telemorfo Glomerella cingulata (Stonem.) Spauld. & Scherenk), a Podridão Amarga em macieira se encontra amplamente disseminada nas regiões produtoras de maçã do Brasil. O desenvolvimento da doença está associado a períodos de elevada precipitação e calor, nos quais a temperatura de 26ºC promove as maiores taxas de infecção nos frutos, podendo o patógeno ainda, em casos mais graves, manifestar-se na forma de manchas foliares. Os sintomas diferem um pouco de acordo com o tipo de esporo que inicia a infecção, mas em geral são lesões marrom-claras superficiais, circulares, com aspecto mole e aquoso, de 1 a 2 cm de diâmetro e formações circulares de acérvulos ao redor do ponto de infecção. Estes sintomas podem se manifestar ainda durante o período de armazenamento das frutas, ocasionando o seu apodrecimento. De acordo com a Coordenadora de Fitopatologia/RS do Instituto Phytus, Dra. Mônica Debortoli, o controle da Podridão Amarga em macieira se dá por meio da remoção e destruição de ramos, cancros, frutos infectados e mumificados antes e durante a estação de crescimento, além da aplicação de fungicidas protetores, juntamente com a alternância de grupos químicos nas aplicações. Já a Sarna da Macieira é causada pelo fungo Venturia inaequalis (Cke.) Wint., cuja fase anamorfa corresponde à Spilocaea pomi Fr. Nas regiões onde a primavera e o verão apresentam alta umidade e temperatura amena, como no Sul do país, a doença pode causar perdas de até 100% na produção. Os sintomas da Sarna se manifestam nas folhas, ramos novos, flores, pedúnculos e frutos. Nas folhas novas aparecem, inicialmente, pequenas manchas de cor verde-oliva que se tornam acinzentadas com o passar do tempo. As lesões possuem forma circular e isoladas ou podem se somar, espalhando-se por toda a superfície foliar. Nos frutos pequenos, a Sarna provoca rachadura, deformação, além da queda prematura. A infecção pode atingir também os frutos em fase de maturação e, neste caso, as lesões são circulares com, no máximo, 2 a 3 mm de diâmetro e coloração escura. A severidade da epidemia varia de ano para ano e o seu controle ainda é baseado no uso de fungicidas. O período crítico para a ocorrência da sarna se inicia com a brotação da macieira, no mês de setembro, e prolonga-se até o final do mês de novembro. Agrolink com informações de assessoria

Mercado brasileiro de orgânicos deve movimentar R$ 2,5 bi em 2016

30/09/15 - 12:51 A agricultura orgânica ganha cada vez mais espaço na cadeia agrícola brasileira. Em 2014, ela movimentou cerca de R$ 2 bilhões e a expectativa é que em 2016 este número alcance R$ 2,5 bilhões, segundo o setor. O mercado nacional de orgânicos espera crescer entre 20% e 30% no ano que vem. Os produtos de orgânicos agregam, em média, 30% a mais no preço quando comparado aos produtos convencionais, de acordo com analistas do setor. Segundo Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a formação de preços depende especialmente do gerenciamento da unidade de produção, do canal de comercialização e da oferta e demanda dos produtos. “Normalmente, os valores dos orgânicos são mais elevados que os dos produtos convencionais por terem uma menor escala de produção, custos de conversão para adequação aos regulamentos e processos de reconhecimento de sua qualidade orgânica”, assinala Jorge Ricardo. Na sua avaliação, o produtor de orgânicos ainda carece de crédito diferenciado e de tecnologias e assistência técnica, além de infraestrutura e logística adequadas às características da produção e do mercado de orgânicos. Cadastro Atualmente, há 11.084 produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, gerenciado pelo Mapa. O banco de dados é liderado pelos estados do Rio Grande do Sul (1.554), São Paulo (1.438), Paraná (1.414) e Santa Catarina (999). Veja tabela abaixo. A área de produção orgânica no Brasil abrange 950 mil hectares. Nela, são produzidas hortaliças, cana-de-açúcar, arroz, café, castanha do brasil, cacau, açaí, guaraná, palmito, mel, sucos, ovos e laticínios. O Brasil exporta para mais de 76 países. Os principais produtos exportados são açúcar, mel, oleaginosas, frutas e castanhas. Normatização A legislação brasileira estabelece três instrumentos para garantir a qualidade dos alimentos: a certificação por auditoria, os sistemas participativos de garantia e o controle social para a venda direta sem certificação. Os agricultores que buscarem a certificação por auditoria ou participativa poderão utilizar o selo oficial nos seus produtos. O selo é fornecido por organismos de avaliação de conformidade credenciados pelo Ministério da Agricultura. Eles são os responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização dos produtos. Os grupos de agricultores familiares que quiserem atuar na venda direta recebem uma declaração de cadastro emitida pelo Mapa. O governo federal tem estimulado, em parceria com entidades públicas e privadas, a difusão da agricultura orgânica com cursos de capacitação, promoção de feiras orgânicas para o escoamento dos produtos e certificação da produção. A certificação garante a origem e forma produtiva do alimento que chega ao consumidor, atestando que a produção está em harmonia com o meio ambiente. Sistemas Os produtores de orgânico destacam que a atividade tem impacto ambiental positivo, como a ampliação dos ecossistemas locais e a redução do aquecimento global. Além disso – ressaltam –, contribui para a sustentabilidade econômica da agricultura familiar e para a melhoria da qualidade de vida. A prioridade desse sistema é empregar matéria orgânica e adotar boas práticas que harmonizem os processos biológicos. Os produtos orgânicos são provenientes de sistemas baseados em processos naturais. As técnicas para obter o produto orgânico incluem manejo da matéria orgânica, uso de adubação verde e biofertilizantes, consórcio e a rotação de culturas, emprego de sementes crioulas ou de variedades mais resistentes e adaptadas e utilização de controle fitossanitário biológico, mecânico ou cultural. Estes fatores garantem a qualidade dos alimentos orgânicos. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

CTC lança tecnologia para recolhimento e aproveitamento sustentável da palha da cana-de-açúcar

30/09/15 - 15:06 Foi inaugurada hoje, 30 de setembro, em evento para as principais lideranças do setor Sucroenergético, a mais nova tecnologia CTC, o Palha Flex. Trata-se de uma inovação tecnológica para o recolhimento e processamento da palha da cana-de-açúcar para geração de bioeletricidade. “O Palha Flex é uma solução sustentável de produção de energia. Por meio deste processo, as usinas terão a biomassa necessária para a cogeração de energia elétrica adicional ou o Etanol de Segunda Geração (E2G) ”, explica Viler Correa Janeiro, diretor de Negócios do CTC. A Usina Ferrari por meio da tecnologia do Palha Flex será capaz de processar 100.000 toneladas de biomassa adicional durante a safra, as quais, em termos médios, poderiam produzir energia elétrica adicional para abastecer uma cidade de aproximadamente 125 mil habitantes, praticamente o dobro da cidade de Pirassununga (São Paulo), por exemplo. “O Palha Flex tem uma importância econômica muito grande, pois a palha que até então ficava no campo será utilizada como matéria prima para produção de energia elétrica, aumentando a nossa receita e contribuindo para a segurança energética da região e do País”, afirma Antônio Previte, diretor financeiro do Grupo Ferrari. Dada a atual crise de abastecimento energético, esta seria uma importante solução capaz de mudar o cenário em que vivemos. “Ao desenvolver este projeto, vimos que o mercado necessitava de uma tecnologia robusta e completa para o processamento adequado dessa biomassa. Nosso desafio é multiplicar essa tecnologia para outras usinas e regiões”, finaliza Henrique D´Avila, especialista de negócios do CTC. O lançamento oficial aconteceu nesta quarta-feira, na própria Usina Ferrari (localizada em Pirassununga – SP) e contará com a palestra do diretor da Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia), Leonardo Caio Filho, que e com uma visita técnica guiada ao local da planta de processamento e recolhimento de palha. Conheça os principais diferenciais do Palha Flex: Flexibilidade – atende de forma completa e diferenciada as principais rotas de recolhimento de palha (em fardos; sistema de limpeza a seco ou sistema híbrido); Maior planta para processamento de palha instalada no Brasil com capacidade de 25 toneladas por hora ou 100 mil toneladas por safra; Integração Agroindustrial – solução que opera de forma otimizada a atuação no campo e na indústria; Melhor custo-benefício do mercado. Agrolink com informações de assessoria

Dow realiza parceria para promover segurança alimentar em toda a cadeia de valor

30/09/15 - 16:11 Na América Latina, a Dow mantém seu foco nos principais desafios de sustentabilidade no mundo, estabelecendo parcerias público-privadas que ajudem na transição para um planeta mais sustentável Com o aumento contínuo da população global, a Dow, empresa do setor químico, está inovando na linha de frente dos desafios globais de sustentabilidade ao aproveitar sua expertise em ciência e tecnologia, em conjunto com parcerias público-privadas, de forma a possibilitar uma transição para um planeta e para uma sociedade mais sustentáveis. A parceria recentemente anunciada pela Companhia com a AgroLAC – uma plataforma de financiamento com foco na preservação e maximização dos recursos naturais na América Latina e do Caribe, áreas ricas em recursos naturais, por meio do avanço das soluções de agricultura sustentável – demonstra o forte compromisso da Dow com a sustentabilidade e sua liderança em importantes áreas de foco para toda a cadeia de valor de alimentos, desde a agricultura sustentável até embalagens. "Com suas riquezas naturais, a América Latina possui enorme potencial para a produção e exportação de alimentos", disse o presidente da Dow para a América Latina, Pedro Suarez. "Com uma população que deverá atingir mais de 9 bilhões até 2050, aproveitar esse potencial de forma sustentável exigirá um esforço contínuo e planejado, e parcerias por toda a indústria agrícola da América Latina." Por meio de suas operações na região, bem como suas tecnologias e soluções inovadoras, a Dow tem demonstrado sua liderança para influenciar as práticas sustentáveis em toda a cadeia de valor dos alimentos. Em conjunto com essas práticas e suas soluções científicas, a Dow tem contribuído para reverter as tendências ambientais preocupantes, que representam uma ameaça a longo prazo para os recursos naturais da região. "Na Dow AgroSciences reconhecemos o papel que os agricultores e pecuaristas desempenham na cadeia de valor global de alimentos e estamos colaborando com parceiros em toda a cadeia de valor para apoiar as práticas e soluções sustentáveis que nos permitam contribuir da melhor forma para alimentar um mundo cada vez maior", disse Tim Hassinger, presidente e CEO da Dow AgroSciences. Hassinger acrescentou: "Para isso, estamos desenvolvendo tecnologias que permitam aos agricultores expandir a produção de alimentos utilizando menos de nossos recursos naturais limitados." A parceria da Dow com organizações como a Mesa Redonda Brasileira de Pecuária Sustentável, por exemplo, tem proporcionado aos agricultores e pecuaristas locais acesso a tecnologias e práticas agrícolas que estão ajudando a aumentar a produtividade agrícola. Esta parceria já ajudou a aumentar a produção de gado por hectare em seis fazendas-modelo, eliminando ervas daninhas e promovendo pastos mais nutritivos. Este é apenas um dos trabalhos já em curso na América Latina. Por meio da parceria com a AgroLAC, a Dow une forças com formadores de opinião de todos os setores da agricultura e de negócios. Como parte das Metas de Sustentabilidade 2025 da Companhia, as colaborações são um elemento-chave para fazerem avançar os esforços que tenham foco em sustentabilidade, e, juntos, expandirem esses esforços e influenciarem a produção e o consumo sustentável de alimentos. Com soluções que incluem desde o aumento da produtividade, até as que ajudam a reduzir em quase 40% o desperdício de alimentos, a Dow está liderando o modelo para a colaboração e abrindo o caminho para um planeta e sociedade mais sustentáveis. Agrolink com informações de assessoria

Últimos dias para conferir o pavilhão da New Holland na EXPO Milano 2015

30/09/15 - 15:42 Mais de 450 mil pessoas visitaram o único espaço da feira exclusivo de uma fabricante de máquinas agrícolas Durante o evento, Carlo Lambro, presidente mundial da marca, assina carta de intenções sustentáveis que será entregue à ONU Os visitantes da EXPO Milano 2015 poderão conhecer o pavilhão da New Holland até o dia 31 de outubro, data de encerramento geral do evento. A New Holland coloca em debate o papel central da mecanização agrícola na cadeia de fornecimento da produção de alimentos e celebra a utilização de tecnologias da marca para fornecer alimentos em todo o mundo, com total respeito ao meio ambiente e protegendo os recursos naturais. De maio a setembro, mais de 450 mil pessoas estiveram no espaço exclusivo da fabricante de máquinas agrícola. A feira, que acontece em Milão (Itália), conta com o único pavilhão sustentável de uma marca de máquinas e equipamentos agrícolas. O “Pavilhão da Fazenda Sustentável” traz o conceito Líder em Energia Limpa, da New Holland, totalmente em sintonia com o tema da EXPO Milano: “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida”. Com este conceito e com toda a estrutura, a New Holland destaca na feira a importância da redução da dependência dos agricultores aos combustíveis fósseis e de promover a produção de bioenergia. O novo trator T6 Methane Power, movido a biometano, é o símbolo dessa tecnologia inovadora, utilizando os recursos com mais sabedoria, eliminando o desperdício e protegendo o meio ambiente. Outras duas ações se destacam. O vídeo “As sementes da vida” relata os desafios diários de nove clientes da New Holland e a galeria que celebra os 120 anos da marca, desde o seu começo em 1895, na cidade norte-americana de New Holland, no estado da Pensilvânia. Carta de Milão Além dos muitos grupos de clientes e revendedores que visitam o pavilhão, no mês de outubro, Carlo Lambro, presidente mundial New Holland Agriculture, assina, em nome da CNH Industrial, a Carta de Milão. Com isto, a CNH Industrial vai reiterar o seu compromisso com a sustentabilidade social e ambiental, garantindo um futuro melhor para as próximas gerações. Portanto, continua a preservar seus esforços para oferecer produtos e soluções inovadoras e eficientes em mecanização agrícola. A Carta de Milão será apresentada ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, em novembro, como uma ação internacional e uma contribuição para os debates sobre os objetivos do milênio. Recentemente, a CNH Industrial foi eleita, pelo quinto ano consecutivo, como empresa líder do segmento Indústria de Máquinas e Equipamentos Elétricos pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), do mundo e da Europa. O DJSI também nomeou CNH industrial como líder da indústria de Bens de Capital entre 246 empresas em sete setores. Agrolink com informações de assessoria

3ª SNDS visa elevar o consumo e mostrar as qualidades da carne suína

30/09/15 - 14:32 Em torno de 150 lideranças da suinocultura brasileira lotaram, na manhã de ontem (29), o salão do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, para o lançamento da 3ª Semana Nacional da Carne Suína (SNDS). O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS, Valdecir Luis Folador, e o diretor executivo da entidade, Fernando Gimenez, representaram os suinocultores gaúchos neste evento. A Semana Nacional é a maior ação de promoção da proteína e ocorre através de parceria entre o Grupo Pão de Açúcar (GPA), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), entidade a qual a ACSURS é filiada. Tem como objetivo elevar o consumo da carne suína e mostrar suas qualidades. O presidente da ACSURS destaca que, em sua terceira edição, a Semana Nacional da Carne Suína é um projeto já consolidado. “Desde a primeira edição da SNDS foram alcançadas as metas traçadas e, com certeza, em 2015 a ação deve repetir o sucesso dos anos anteriores. Não apenas a ABCS, mas o Sebrae e o GPA, grandes parceiros da ação, demonstram que estão satisfeitos com os resultados”, comenta Folador. A abertura do evento de lançamento da 3ª SNDS aconteceu com o pronunciamento do presidente da ABCS, Marcelo Lopes, que falou sobre a história recente do engajamento de diferentes elos da cadeia produtiva para levar a carne suína a um lugar de destaque na preferência do consumidor brasileiro. “Há poucos anos, quem imaginaria uma campanha de promoção da carne suína na maior rede de varejo do país? É a união do setor e a confiança no trabalho da ABCS que permitiu isso”, resumiu. Lopes também ressaltou a importância do comprometimento dos empreendedores da suinocultura brasileira com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS). “Lançamos o FNDS para financiar as ações em favor da carne suína e de todo setor. Temos o apoio de produtores de 400 mil matrizes e o País tem 1,6 milhão de matrizes. A partir de agora, podemos avançar apenas com o apoio dos grandes”, declarou. A 3ª Semana Nacional da Carne Suína se estende até o dia 14 de outubro em todas as lojas Extra e Pão de Açúcar do País e utiliza o conceito “Escolha + Carne Suína”. A comunicação nas lojas está completa para levar mais informação de qualidade aos clientes das redes. Por meio de cartazes, testeiras, woblers, folhetos, folders de receitas, esta edição avança para esclarecer e informar o cliente sobre os benefícios da carne suína, atraindo o consumidor direto para a proteína. O site do Extra Delivery terá espaço especial para a carne suína, já que no ano passado houve aumento de 49% nas compras online no período da campanha. Chamadas na rádio interna com inserções institucionais e de dinâmicas comerciais serão outro meio de divulgação das ações nas duas redes, alimentando o cliente com informação sobre a carne suína, bem como suas qualidades e custo-benefício. O objetivo é repetir o sucesso alcançado nas duas primeiras edições da Semana, reforçando a imagem e reputação construída, engajando e envolvendo os clientes de modo a gerar fluxo para as lojas e volume de venda. A projeção feita por Lopes é de que o consumo doméstico de carne suína vá de 15 quilos para 18 quilos por pessoa ao ano nos próximos três anos. O presidente da ACSURS frisa que esta ampliação do consumo da proteína no mercado interno é importante para a cadeia, já que 85% da carne suína produzida é consumida por este público. “A carne suína vem ocupando seu espaço diante das outras proteínas também na alimentação do dia a dia. As pessoas estão aprendendo que a carne suína é tão ou mais saudável e saborosa se comparada às demais carnes e essas informações são levadas ao consumidor através de ações como a Semana Nacional, realizadas pela ABCS e apoiadas por suas filiadas nos Estados brasileiros, como a ACSURS”, avalia. “As campanhas de incentivo ao consumo da carne suína são o trabalho feito da ‘porteira para fora’ e vão além, mostrando o produto final do trabalho que é iniciado dentro das granjas pelos suinocultores”, finaliza Folador. Agrolink com informações de assessoria

Grandes criadores garantem presença no julgamento de Nelore durante a BeefExpo 2015

30/09/15 - 15:54 A 1ª edição do maior evento latino-americano da Pecuária de Corte ocorre em Foz do Iguaçu (PR) nos dias 21 e 22 de outubro A BeefExpo 2015, maior evento latino-americano da Pecuária de Corte, realizará o julgamento de animais da raça Nelore. A avaliação será realizada por Célio Arantes Heim e terá validação na etapa do Ranking Nacional e Paranaense da Raça Nelore. A entrada dos animais ocorrerá em 17 e 18 de outubro, a pesagem no dia 20 e o julgamento em 21 e 22. O produtor Carlos Eduardo da Agropecuária RS, de Maracaju (MS), confirmou a presença de animais e está bem animado. “Vamos participar para mostrar o que fazemos em pecuária e manter contato com profissionais do segmento”, conta. Já o produtor Daniel Correa declara que a Fazenda Jatobá, de Sidrolândia (MS), mantém um projeto de gado puro de origem há dois anos com reprodutores e matrizes. “Levaremos animais e queremos mostrar a qualidade do trabalho que desenvolvemos”, afirma. A zootecnista da Cass Nelore de Boa Esperança do Sul (SP), Virgínia Leall, diz que a propriedade, que trabalha há 11 anos com gado puro de origem, também levará animais para serem julgados. “Estar em uma feira como essa é ótimo, pois é a oportunidade de apresentarmos o resultado do trabalho feito na fazenda. E quem não é visto não é lembrado”, assegura. O presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Paraná, Raphael Zoller, também levará animais ao julgamento e acredita que o evento é de extrema importância para o setor, pois quanto mais informações forem difundidas, maior serão os ganhos para a pecuária e para o país. “A raça Nelore está presente em aproximadamente 80% do rebanho nacional e são animais referência de biotipo. Queremos mostrar a força que temos na BeefExpo 2015”, completa. Agrolink com informações de assessoria

Ourofino orienta sobre o controle do carrapato em bovinos

30/09/15 - 15:17 No período chuvoso, entre setembro e março, a combinação de umidade ao calor faz com que a proliferação do carrapato bovino (Rhipicephalus microplus) aumente consideravelmente em todas as regiões do Brasil. O parasita causa prejuízos diretos ao bovino como estresse, perda de peso, anemia, entre outros sintomas e para o produtor traz gastos excessivos com insumos, perdas na qualidade do couro do animal e assim prejuízos econômicos. Além de o carrapato ser o principal agente transmissor da Tristeza Parasitária Bovina, doença que pode levar à morte do animal. O controle estratégico deve ser iniciado logo no começo do período chuvoso para evitar que o parasita se desenvolva e se reproduza. O tratamento pode ser por meio de banho de imersão, por aspersão, por pulverização ou pour-on (aplicação do produto no dorso do animal). Em sua linha de cuidados para bovinos, a Ourofino Saúde Animal destaca os ectoparasiticidas para o tratamento contra carrapatos, mosca-dos-chifres e bernes: o Fluatac Duo à base de Fluazuron e Abamectina, com apresentações de 1 litro e 5 litros com aplicação pour on; e o Colosso FC30 com fórmula inédita, o produto associa os ativos Fenthion, Cipermetrina e 30% de Clorpirifós, para pulverização e indicado para os parasitas mais resistentes. Quando o parasita não é totalmente eliminado em um primeiro tratamento, eles saem do bovino e sobrevivem no campo, assim se reproduzem e botam novos ovos. “O grande diferencial do Colosso FC30 é que ele provoca o efeito knock-down ao matar os carrapatos no momento da aplicação, independente da etapa de vida. São dois dos mais completos produtos do mercado para o controle de parasitas externos e, ao fazer o uso dessas duas soluções juntas, o produto obtém mais eficiência no combate aos parasitas. O Fluatac Duo quebrará o ciclo do carrapato impedindo sua reprodução e o Colosso FC30 limpará os bovinos de vez”, completa Jean Pericole, gerente de produtos da Ourofino Saúde Animal. Agrolink com informações de assessoria

Suplementação alimentar favorece crescimento do gado em condições naturais adversas

30/09/15 - 15:08 Solução desenvolvida pela Alltech une tecnologias para garantir nutrição completa para os animais durante período de cria Entre os desafios enfrentados pelos produtores de gado de corte durante o período de cria, está a dificuldade em garantir aos animais a nutrição ideal, mantendo-os no padrão de sanidade necessário para a comercialização. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nessa fase que antecede o desmame, a taxa de mortalidade varia de 4% a 10% na pecuária atual, que depende quase exclusivamente das pastagens, sem muitos aparatos tecnológicos. Um importante recurso para minimizar os impactos das condições naturais adversas na alimentação, visando um crescimento saudável do rebanho, é a utilização de soluções de suplementação. Para auxiliar os pecuaristas nessa questão, a Alltech, empresa referência em saúde e nutrição animal, desenvolveu o Beef Advantage Cria, que consiste em um blend de tecnologias que pode ser adicionado ao suplemento mineral dos animais para complementar a nutrição durante o período. “O maior diferencial é a sinergia entre as tecnologias da empresa, o que proporciona maior consumo e aproveitamento da forragem, melhoria nos índices produtivos e rentabilidade”, explica o gerente de vendas para gado de corte da Alltech, Carlos Rodrigo Zilioti. Desse modo, se algum nutriente necessário para que o gado cresça e ganhe peso estiver em falta na natureza, o Beef Advantage é capaz de suprir essa carência, para que a alimentação do animal atenda as necessidades de desenvolvimento saudável, independente da estação do ano ou da região. Zilioti explica que, além de funcional, a solução é uma opção prática para o pecuarista, já que não é necessário fazer nenhuma alteração no manejo nutricional da fazenda. “É uma alternativa que permite ao produtor melhorar os resultados do seu rebanho a um custo mais acessível, principalmente se comparado ao de outras tecnologias, resultando em um ótimo retorno à fazenda”, finaliza o gerente. Meio ambiente Além de trazer vantagens diretas para o produtor, por contribuir com o crescimento e engorda, o Beef Advantage também ajuda a reduzir os impactos ambientais da pecuária, conforme relata o gerente de vendas. “A melhor utilização da forragem produzida permite otimizar os recursos naturais e aumentar a produtividade por hectare”. Agrolink com informações de assessoria

AgroLAC 2025: BID lança plataforma de financiamento agrícola sustentável

30/09/15 - 14:51 O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou essa semana o lançamento do AgroLAC 2025, uma plataforma de financiamento público-privado que visa “estimular o desenvolvimento agrícola sustentável na América Latina e no Caribe”. A iniciativa tem a parceria da The Dow Chemical Company e da The Nature Conservancy (TNC). “A AgroLAC 2025 é uma resposta à visão generalizada de que a América Latina conta com a água, a terra e a inovação necessárias para expandir sua produção agrícola, de forma sustentável, sem mais perda de habitats. Seu objetivo será consolidar a região como parte fundamental da solução para as questões de segurança alimentar já que a população mundial aumentará de sete bilhões para quase 10 em 2050”, afirmou o BID em comunicado. Desde 2008, o BID já forneceu mais de US$ 20 milhões em financiamento para a segurança alimentar. No lançamento da nova plataforma, ocorrido na sede do Fórum Econômico Mundial (Nova York), foi anunciado que o objetivo inicial é levantar até US$ 50 milhões para “apoiar os esforços na melhoria da produtividade da agricultura e pecuária latino-americana, enquanto ajuda a reduzir o impacto ambiental de suas atividades e se conecta com a crescente demanda por produtos agropecuários em todo o mundo”.
Estiveram presentes ao evento o presidente colombiano Juan Manuel Santos, e a representante especial para a segurança alimentar do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Nancy Stetson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA e membros de organizações empresariais, ambientais e de desenvolvimento agropecuário. “Não há dúvida de que os agricultores e pecuaristas da América Latina têm provado a sua capacidade de exportar, mas atualmente alcançamos apenas uma fração do potencial que temos para produzir alimentos de forma sustentável. Nossa intenção é que a AgroLAC mude as regras do jogo, possibilitando à América Latina assumir a liderança mundial na produção de alimentos e sendo uma solução para a insegurança alimentar em todo o mundo”, disse o presidente do BID, Luis Alberto Moreno. O diretor da Dow América Latina, Pedro Suarez, afirma que “reconhecer o enorme potencial agrícola da América Latina e do Caribe é absolutamente essencial para enfrentar o desafio de alimentar quase 10 bilhões de pessoas em meados do século, e vai exigir investimentos destinados a melhorar a inovação e trazer novas tecnologias para as mãos dos agricultores latino-americanos. A plataforma de financiamento AgroLAC 2025 será um elemento essencial para assegurar que a América Latina seja capaz de aproveitar esta oportunidade e é por isso que a Dow está entusiasmada em apoiá-la”. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

John Deere e concessionários realizam campanha nacional de doação de alimentos

30/09/15 - 13:37 Com o tema “Sua Solidariedade Vale um Trator”, ação mobiliza pontos de venda da John Deere, até 9 de outubro A John Deere é líder mundial em equipamentos agrícolas e tem o compromisso de contribuir para o aumento da produção de alimentos no Brasil e no mundo. A Fundação John Deere, braço social da companhia, também faz a sua parte: promove, até 9 de outubro, a campanha nacional “Sua Solidariedade Vale um Trator”. É a primeira vez que a Fundação realiza uma ação coordenada em todo o País, utilizando o apoio de sua extensa rede de concessionários. Todo alimento não perecível arrecadado será doado para instituições assistenciais escolhidas pelos próprios concessionários. Os três principais arrecadadores serão homenageados da seguinte maneira: o concessionário vencedor receberá um trator John Deere para doar para uma instituição assistencial de sua cidade; e o segundo e terceiro serão reconhecidos com um projeto social apoiado pela Fundação John Deere nos valores R$ 60.000 e R$ 40.000, respectivamente, que serão utilizados para a melhoria das instituições indicadas pelos concessionários. De acordo com Fernanda Schaurich, secretária-executiva da Fundação John Deere, a campanha foi elaborada a fim de promover a solidariedade entre os participantes, aproximando os concessionários dos clientes e população, além de influenciar positivamente nas comunidades. “É uma soma de forças. É um desafio gratificante ter toda a rede envolvida nesta ideia, o que nos permite promovê-la no país inteiro. Queremos engajar o maior número possível de voluntários, funcionários, familiares, clientes e amigos da rede John Deere nesta ação de responsabilidade social, utilizando a influência e a força da marca John Deere. Tudo isso vem de encontro aos pilares da Fundação: ajudar no desenvolvimento socioeconômico e cultural das comunidades e contribuir no desafio de combater a fome”, explica Fernanda. Agrolink com informações de assessoria

Erva-mate tem produção recorde na Argentina; Temor é por excesso de oferta

30/09/15 - 11:58 Se no Brasil a erva-mate teve majoração de preços generalizada em função de diversos problemas no setor, a solução de abastecimento pode estar bem próxima. A Argentina terá recorde de produção nesta safra: apenas nos sete primeiros meses de 2015, já foram colhidas 378,6 mil toneladas – nada menos que 73 mil toneladas a mais em comparação com igual período do ano passado. A expectativa naquele país é de que se supere a marca da temporada passada de 781 mil toneladas, que já havia sido histórica. A região com melhores resultados é a de Misiones: Oberá, 25 de Mayo, Caingüas, Leandro N. Alem e San Javier. Apenas nestas localidades já se colheu 203 mil toneladas este ano, superando em 20 mil toneladas o ciclo anterior. O setor de erva-mate na Argentina vai na contramão do Brasil: a produção vem sendo incrementada desde o ano de 2013 em função de uma forte recomposição de preços que beneficiou a cadeia em 2012. Com isso, a cultura se tornou a mais rentável na região. O temor, agora, é justamente o inverso: o excesso de oferta. Representantes do setor produtivo já alertam para esse problema uma vez que, enquanto a colheita segue crescendo, a demanda se mantém nos mesmos níveis históricos. Enquanto em 2013 os processadores venderam 257,7 mil toneladas de produto elaborado para o mercado interno, em 2014 essa quantidade baixou para 256,1 mil toneladas. Neste ano o ritmo vai na mesma tendência: foram vendidas 50 toneladas menos nos cinco primeiros meses do ano na relação com igual período do ano passado. Lembrando que os argentinos utilizam três quilos de folha verde para produzir cada quilo de erva-mate. Especialistas apontam que este problema de excesso de oferta no mercado argentino poderia se transformar em solução para suprir a demanda brasileira. Apenas no Mato Grosso do Sul, por exemplo, a produção de erva-mate caiu 94% em 11 anos, segundo pesquisa feita na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O Rio Grande do Sul segue sendo o estado brasileiro com “maior representatividade em termos de consumo e oferta da erva-mate, detendo cerca de 62% da produção nacional e plantando 43,6% da área total desta cultura no país”, aponta estudo do Departamento de Administração e Ciências Econômicas, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). No entanto, o Sindicato das Indústrias de Erva-Mate do Estado do RS (Sindimate) aponta que houve redução de 20% no consumo em 2014. O motivo apontado, porém, não é uma alteração nos hábitos, mas uma demanda reprimida em função dos altos preços praticados – a inflação chegou a 200% no ano passado. “O gaúcho não deixou de tomar chimarrão, só reduziu a quantidade de erva na cuia”, explica o presidente da Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas), Antonio Longo. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

Veto a doação eleitoral de empresas cria 'laranjal', diz Gilmar Mendes

30/09/2015 12h28 - Atualizado em 30/09/2015 12h54 Veto a doação eleitoral de empresas cria 'laranjal', diz Gilmar Mendes Para ministro do STF, proibição às doações empresariais facilitará caixa 2. Presidente Dilma vetou projeto de lei que permitia esse tipo de doação. Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta quarta-feira (30) que o país vai ganhar a “copa do mundo de laranjas” diante da proibição do financiamento empresarial de campanhas. Na avaliação dele, isso irá potencializar a prática de caixa 2 pelos partidos políticos. Dilma sanciona reforma política, mas veta doação de empresa a campanha Em um julgamento encerrado há duas semanas, o tribunal decidiu vetar as doações eleitorais feitas por empresas. Os ministros mantiveram a liberação apenas para as doações feitas por pessoas físicas. Com base nesse entendimento, a presidente Dilma Rousseff vetou o trecho do projeto de lei da reforma política que havia sido aprovada no Congresso e permitia o financiamento privado de campanha. Para Gilmar Mendes, a proibição das doações por empresas criará condições para que os partidos recebam dinheiro por fora para conseguir financiar as suas campanhas. "Com essa fórmula, a gente vai montar o maior laranjal... A gente está ganhando várias copas do mundo. Estamos ganhando a copa do mundo de corrupção, perdemos a copa do mundo verdadeira, onde a gente ganhava, e também estamos ganhando uma copa do mundo de laranjas nesse sentido mais negativo. Se estivéssemos exportando laranjas, seria algo positivo. Então, a rigor, nós estamos metidos numa grande confusão", afirmou Mendes após se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo ele, o encontro foi para tratar da tramitação do Código de Processo Penal. O ministro do Supremo reconheceu, porém, que o veto presidencial ao texto do projeto de lei que autorizava as doações empresariais era a saída diante da decisão do STF. "Tenho impressão que é normal [o veto] no contexto da decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal. Se o Supremo sinalizou que a doação privada de empresas é inconstitucional, então, a presidente fez a avaliação que poderia fazer. A sua assessoria só poderia chegar a essa conclusão", analisou. Ele criticou ainda decisões do Supremo que alteraram medidas aprovadas pelo Legislativo e, na opinião dele, acabaram "tumultuando" a situação. Ele citou como exemplo diversas mudanças na legislação eleitoral e o caso dos precatórios (dívidas judiciais dos estados e municípios), em que o Congresso havia dado prazo de 15 anos, mas o Supremo alterou para 5 anos e agora os governos não conseguem pagá-los. Segundo Mendes, problemas também deverão surgir em relação às doações de campanha. "Conseguimos tumultuar um sistema que estava funcionando. No mínimo, isso diz assim: 'Supremo, calça as sandálias da humildade'. Não quero ser futurólogo, mas tudo indica que vamos ter uma grande confusão", afirmou. tópicos: Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, Gilmar Mendes, PMDB

10% aprovam e 69% reprovam governo Dilma, diz Ibope

30/09/2015 10h04 - Atualizado em 30/09/2015 11h09 10% aprovam e 69% reprovam governo Dilma, diz Ibope Segundo pesquisa, reprovação da presidente ficou na margem de erro. Instituto ouviu 2.002 pessoas entre 18 e 21 de setembro, em 140 municípios. Filipe Matoso Do G1, em Brasília Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (30) mostra os seguintes percentuais de avaliação dos eleitores ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT): - Ótimo/bom: 10% - Regular: 21% - Ruim/péssimo: 69% - Não sabe: 1%
Os percentuais divulgados nesta quarta mostram que a avaliação do governo Dilma ficou estável em comparação com o levantamento anterior, divulgado em julho deste ano, oscilando dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na ocasião, o Ibope havia apontado que 9% aprovavam o governo (consideravam "ótimo" ou "bom"); 68% dos entrevistados avaliavam a administração Dilma como "ruim" ou "péssima"; e 21% consideravam a gestão "regular". A rejeição ao governo Dilma apontado nesta edição da pesquisa (69%) é a maior já registrada pela série histórica das pesquisas Ibope desde a redemocratização. Conforme o instituto, entretanto, o percentual de pessoas que consideram a gestão da petista "ruim ou péssimo" ficou dentro da margem de erro, em comparação com a última pesquisa. Desta vez, o Ibope também identificou que 14% dos entrevistados aprovam a maneira de governar da presidente. Porém, demonstra a pesquisa, 82% desaprovam e 3% não souberam ou não responderam. Ainda de acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira, 20% dos entrevistados confiam em Dilma e 77% não confiam. O levantamento divulgado nesta quarta, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 18 e 21 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. Governo Dilma tem aprovação de 9%, aponta pesquisa Ibope 8% aprovam e 71% reprovam governo Dilma, diz Datafolha O nível de confiança da pesquisa, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. De acordo com os coordenadores do levantamento CNI/Ibope, a soma dos percentuais pode não igualar 100% em decorrência do arredondamento dos índices. Segundo mandato Após questionar os eleitores sobre a comparação entre o primeiro e segundo mandato de Dilma, a pesquisa afirma que 3% consideram a segunda gestão melhor; 14%, igual; e 82%, pior. Quanto às perspectivas dos eleitores em relação ao restante do governo Dilma, 11% disseram esperar que seja "ótimo/bom"; 21%, "regular"; e 63%, "ruim/péssimo". Notícias sobre o governo O levantamento do Ibope listou as notícias sobre o governo mais lembradas pelos entrevistados. Leia as cinco mais citadas: - Operação Lava Jato: 13% - Volta da CPMF: 8% - Aumento de impostos: 7% - Impeachment da presidente Dilma Rousseff: 7% - Corrupção do governo (sem especificar): 4% A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles por área de atuação do governo. Veja os resultados: Combate à fome e à pobreza Aprovam: 29% Desaprovam: 68% Não souberam/não responderam: 4% Segurança pública Aprovam: 14% Desaprovam: 82% Não souberam/não responderam: 4% Taxa de juros Aprovam:6% Desaprovam: 89% Não souberam/não responderam: 5% Combate à inflação Aprovam: 12% Desaprovam: 83% não souberam/não responderam: 5% Combate ao desemprego aprovam:14% desaprovam: 83% Não souberam/não responderam: 3% Impostos Aprovam: 7% Desaprovam: 90% Não souberam/não responderam: 3% Meio Ambiente Aprovam:25% Desaprovam: 65% Não souberam/não responderam: 10% Saúde Aprovam:13% Desaprovam: 84% Não souberam/não responderam: 3% Educação Aprovam: 23% Desaprovam: 73% Não souberam/não responderam: 3% tópicos: CNI, Dilma Rousseff, Ibope

Possível proibição do plantio de safrinha de soja no PR causa reação 30/09/2015 11:20

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, participaram nesta terça-feira (29) de audiência pública na Assembleia Legislativa, sobre a necessidade de adotar medidas restritivas para o plantio de soja safrinha no Paraná. As medidas são recomendadas pela pesquisa para conter o avanço da ferrugem asiática, cujo controle está seriamente ameaçado pela resistência dos fungos que provocam a doença e pela ineficiência dos fungicidas disponíveis no mercado. Segundo o secretário Ortigara, o avanço da doença pode provocar, no curto prazo, danos econômicos e comprometer o futuro da soja plantada no Paraná e no Brasil. A decisão será divulgada mediante portaria da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), nos próximos dias. PRORROGAÇÃO - A audiência pública foi aberta pelo presidente da Alep, Ademar Traiano, que julgou importante a sua realização, atendendo ao clamor dos produtores do Sudoeste do Estado, que pediram o adiamento de uma possível proibição do plantio. Participaram da audiência pública os dirigentes da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), que se alinharam às recomendações da pesquisa, que orienta a eliminação do plantio da soja safrinha no Paraná, medida que já foi adotada nos estados do Mato Grosso e Goiás. SEM PLANTA VIVA - A pesquisa, liderada pela Embrapa Soja, recomenda que o plantio de soja seja feito no período definido pelo zoneamento agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que vai de 21 de setembro a 31 de dezembro do mesmo ano. Após o período de colheita, que se estende até o mês de maio, a recomendação é que não haja mais nenhum tipo de planta viva de soja no solo, nem mesmo aquelas que nascem na beira das estradas. A pesquisa argumenta que o fungo desenvolveu mecanismos de resistência e que os fungicidas disponíveis no mercado perderam sua eficiência para o combate. E mais, que não há, no âmbito da pesquisa, novas moléculas de fungicidas previstas para serem liberados nos próximos oito anos. PREOCUPAÇÃO - A audiência pública na Assembleia Legislativa foi realizada a pedido dos dirigentes da Cooperativa Mista São Cristóvão – Camisc, de Mariópolis, região Sudoeste do Estado. O presidente da cooperativa, Nelson De Bortoli manifestou sua preocupação com a possibilidade de proibição da soja safrinha. Ele alegou que os municípios de Mariópolis e de Clevelândia dependem do plantio dessa cultura, que é a alternativa mais viável economicamente para os produtores na região no período da safrinha. Os agricultores, disse De Bortoli, já fizeram a compra dos insumos para a lavoura no início de 2016 e que será um grande prejuízo não contar com essa atividade a partir do próximo ano. Os representantes da Faep e da Ocepar se manifestaram a favor da proibição do plantio, uma vez que a soja representa um patrimônio econômico construído pelo conjunto de agricultores paranaenses e que não podem ir contra a pesquisa, se ela está alertando sobre os prejuízos que esse plantio podem impor no curto prazo. “Toda vez que fomos contra a pesquisa levamos prejuízos”, disse Nelson Costa, superintendente da Ocepar. A mesma posição foi adotada por Pedro Loyola, chefe do departamento técnico e e econômico da Faep. CONSENSO - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, acenou com a possibilidade de se adotar um caminho de consenso entre as partes e proibir o plantio da soja safrinha a partir de janeiro de 2017. “A partir desse prazo, o vazio sanitário no Estado deverá ser estendido”, afirmou. Ao invés de vigorar entre junho e setembro, deverá ser antecipado para o mês de maio. O vazio sanitário, adotado para conter o avanço da ferrugem asiática, foi estabelecido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento em 2007. “Nossos esforços são para que os agricultores adotem as boas práticas de cultivo e elas recomendam a necessidade de reduzir a aplicação de agrotóxicos”. Ortigara ressaltou que vem sendo alertado pelos órgãos de pesquisa sobre a ineficiência dos fungicidas diante do aumento da resistência dos fungos, que se multiplicam de forma rápida e podem colocar em risco as lavouras. O presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, alertou os produtores que a ferrugem asiática já provoca custos acima de US$ 2 bilhões por ano no Brasil, com o uso de fungicidas. A medida restritiva, se adotada, tem a finalidade de interromper o ciclo do fungo e diminuir o custo da aplicação de fungicidas, disse. Kroetz destacou que foi alertado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) que nos próximos 10 anos não terá produto novo para conter o avanço do fungo.“Não há novas moléculas sendo pesquisadas pela indústria”, disse. No Congresso Brasileiro de Soja, realizado este ano, em Florianópolis, a informações que circulou é que nos próximos 8 anos não há expectativa de lançamento de novas moléculas de fungicidas no mercado. Fonte: Assessoria

China repete cotas de importação de trigo e milho em 2016 30/09/2015 10:59

A China estabeleceu cotas de importação com impostos reduzidos em 2016 para trigo, milho, arroz e algodão, informou a Comissão Nacional para Desenvolvimento e Reforma nesta quarta-feira, com volumes iguais aos aprovados para 2015. A cota ficou em 9,636 milhões de toneladas para trigo, 7,2 milhões de toneladas para milho e em 5,32 milhões de toneladas para arroz. A cota do algodão é de 894 mil toneladas, segundo publicação da comissão em sua página na internet. Fonte: Reuters

Bolsa de Nova York estende os ganhos da sessão 30/09/2015 10:40

As cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta acima de 100 pontos nesta quarta-feira (30). O mercado ainda acompanha a questão cambial e reage diante da estimativa da Conab que revisou para baixo a produção do Brasil nesta temporada. Por volta das 09h15, os lotes com vencimento para dezembro/15 estavam cotados a US$ 122,30 cents/lb, o março/16 tinha US$ 125,40 cents/lb, o vencimento maio/16 registrava US$ 127,55 cents/lb, enquanto o julho/16 valia US$ 127,95 cents/lb. Ambos tinham avanço de 145 pontos. Fonte: Notícias Agrícolas

Sinop: problema de resistência a herbicidas passa por desinformação 30/09/2015 09:30

O relato de casos de plantas daninhas resistentes a herbicidas tem aumentado nos últimos anos no Brasil e em outros países produtores de grãos. O uso incorreto de tecnologias transgênicas e a falta de rotação de moléculas são os principais causadores deste problema. De acordo com especialistas, o maior responsável por este cenário é a desinformação de técnicos, produtores e até mesmo de professores nas universidades. Esse tema foi alvo de discussão em uma mesa redonda durante o I Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical, que começou, ontem,em Sinop. Conforme apresentação do professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR) Michelangelo Trezzi, em várias regiões brasileiras já foram encontradas plantas daninhas como o capim amargoso, o capim pé-de-galinha e três espécies de buva com resistência a diferentes tipos de herbicidas. Além de trazer aumento nos custos de produção para o controle, a resistência pode ocasionar a perda de produtividade das lavouras. Preocupação maior ainda é com o surgimento de resistência dupla, quando uma planta adquire resistência a mais de um tipo de molécula. De acordo com Trezzi, em todos os casos, o manejo correto do sistema produtivo, com uso de plantas de cobertura e formação de palhada são uma técnica importante na prevenção do surgimento das plantas daninhas. A rotação de herbicidas com diferentes princípios de ação também é fundamental para evitar a seleção de indivíduos resistentes. Para o professor da Unesp/Botucatu e presidente do Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Edivaldo Velini, é preciso maior conscientização técnica dos usuários das tecnologias, para que possam fazer o manejo correto. De acordo com ele, das 23 solicitações de liberação comercial de eventos transgênicos que tramitam na CTNBio, 14 são referentes a eventos de soja, milho e algodão resistentes a diferentes tipos de herbicidas. Entretanto, ele alerta que o lançamento de novas tecnologias não é uma solução para o problema das plantas daninhas resistentes. Para que os novos materiais e os herbicidas aos quais são resistentes tenham longevidade é preciso investir em conhecimento. "Hoje toda vez que você faz uma inovação, imediatamente você tem que desenvolver as políticas de preservação desta inovação. As políticas de longevidade em geral são educacionais. Não faz muito sentido trazer inovações muito complexas e muito eficazes se não tiver agregado a isso as políticas de ensino aos produtores, de ensino aos técnicos e até aos professores de como proteger a longevidade delas", ressalta Velini. Amaranthus palmeri Outra planta daninha que já apresenta resistência a determinado tipo de herbicida é o Amaranthus palmeri. Apesar de ter relato da presença dela em apenas uma região em Mato Grosso, os exemplares encontrados eram resistentes aoglifosato. O relato deste evento também foi apresentado durante o Simpósio. Entretanto, de acordo com o agrônomo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) Edson Ricardo de Andrade Junior, a ocorrência da planta daninha se deu em apenas três fazendas vizinhas em uma região isolada do estado. De acordo com ele, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) tomou as providencias necessárias de controle e combate e está monitorando a região. O Amaranthus palmeri é a principal planta daninha das lavouras norte-americanas e até este ano nunca havia sido encontrada no Brasil. Lançamento de livros Ontem à noite, urante programação social do Simpósio, a Sociedade Brasileira de Ciência das Plantas Daninhas promoveu o lançamento, com sessão de autógrafos, de dois livros. Organizado por Miniram Inoue, Rubem Oliveira Jr., Kassio Medes e Jamil Constantin, "Manejo de Amaranthus" reúne textos de 24 autores de diferentes instituições que discutem os aspectos biológicos e de controle deste gênero em diversas culturas. Já o livro "Aspectos biológicos e econômicos do uso de herbicidas à base de 2,4-D no Brasil", escrito pelos pesquisadores Robinson Osipe e Jethro Osipe , apresenta uma análise completa sobre a molécula no controle de plantas daninhas. A obra reúne dados que comprovam a segurança, eficácia e importância do 2,4-D no controle de plantas daninhas nas culturas da soja, milho, cana, trigo, arroz e café no Brasil. Simpósio O I Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical ocorre simultaneamente ao IV Simpósio Internacional Amazônico sobre Plantas Daninhas. Os eventos terminam nesta quarta, dia 30. São realizados pela Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD) e organizados pela Embrapa, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Fonte: Assessoria (foto:assessoria/arquivo)

30/09/2015 - 10:39

Programa Leite Saudável investirá R$ 387 mi na melhoria da competitividade do setor Assessoria de Comunicação Social Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) investirão R$ 387 milhões, até 2019, no programa Leite Saudável. A iniciativa visa a promover a ascensão social de 80 mil produtores e a melhorar a competitividade do setor lácteo brasileiro. O programa foi lançado nesta terça-feira (29) pela ministra Kátia Abreu durante cerimônia na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. O conjunto de ações busca aumentar a renda dos produtores e melhorar a produtividade e a qualidade do leite, além de ampliar os mercados interno e externo. Farão parte do programa os cinco principais estados produtores de lácteos do país: Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Juntos, eles representam 72,6% da produção nacional. O programa terá sete eixos de atuação: assistência técnica gerencial, melhoramento genético, política agrícola, sanidade animal, qualidade do leite, marco regulatório e ampliação de mercados. Assistência técnica gerencial Serão oferecidos, por dois anos, cursos técnicos e de gestão com o objetivo de melhorar a produtividade e a qualidade do leite, ampliando a renda do produtor. Com maior competitividade, será possível elevar 80 mil produtores das classes D e E para a classe C. Transportadores e técnicos dos laticínios também estão no foco do programa. Os produtores receberão visitas mensais de técnicos, que farão supervisão das propriedades e elaborarão um cronograma de capacitação voltado ao trabalhador da cadeia de leite. Haverá ainda atualização técnica para os transportadores e um ciclo de capacitação para os operadores dos laticínios. Melhoramento genético Com o objetivo de elevar os índices de produtividade do rebanho leiteiro, o Mapa e o Sebrae selecionarão agricultores com potencial de adotar práticas de melhoramento genético, ampliando em 30% a 40% o uso de inseminação artificial. O programa também fornecerá embriões geneticamente melhorados a 2.400 propriedades. Política agrícola O Plano Agrícola e Pecuário 2015/16 tem linhas de acesso a crédito facilitado e de juros subsidiados que potencializam a produção. Os recursos programados para esta safra são de R$ 5,29 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), R$ 1,4 bilhão para o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) e R$ 28,9 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familia (Pronaf) a taxas de juros anuais que variam de 2,5% a 7,5%. Sanidade animal A fim de ampliar a produtividade dos rebanhos, o Mapa intensificará o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal. Sem as doenças, o país também vai ampliar o acesso aos principais mercados importadores e reduzir os casos de transmissão a humanos. Qualidade do leite O programa prevê a criação, em parceria com a Embrapa, de um sistema de inteligência para gerenciamento de dados da qualidade do leite e a ampliação da unidade do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pedro Leopoldo (MG). O Mapa também vai intensificar a implementação do Plano Nacional de Qualidade do Leite e aprimorar a base de dados dos serviços de inspeção do produto. Marco regulatório O ministério vai atualizar e adequar as legislações do setor lácteo, a fim de garantir a qualidade dos produtos e a saúde pública, diminuir os custos de produção e gerar renda aos produtores. Alterações no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Anima l (Riispoa), por exemplo, vão regulamentar procedimentos, instalações e equipamentos exigidos para as pequenas agroindústrias, que passarão a produzir produtos lácteos, como queijos artesanais, de forma legalizada e com segurança alimentar. Ampliação de mercados O programa Leite Saudável também visa a triplicar as exportações, com foco nos mercados da China – que compra 14% de toda a produção mundial de leite, o equivalente a US$ 6,4 bilhões – e da Rússia, que importa anualmente US$ 3,4 bilhões. Parcerias O Leite Saudável é resultado de uma ampla parceria com as entidades representativas do setor produtivo, que foram permanentemente consultadas durante a elaboração do programa. Além do Sebrae, apoiam o projeto a Embrapa, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Viva Lácteos – Associação Brasileira de Laticínios, a G100 – Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e associações de raças leiteiras.

30/09/2015 - 10:17

Petrobras não descarta novo reajuste este ano se dólar continuar subindo, diz fonte Rodrigo Viga Gaier/Reuters A Petrobras não descarta um novo reajuste dos combustíveis em 2015 se o dólar continuar a subir ante o real, após a estatal ter anunciado elevação dos preços da gasolina e do diesel na noite de terça-feira, disse uma fonte da empresa à Reuters nesta quarta-feira. "Se o dólar subir mais ainda, é claro que vamos ter que fazer novo aumento para manter preço competitivo", afirmou a fonte da Petrobras, que falou sob condição de anonimato. O reajuste, acrescentou a fonte, visa dar sinalização positiva aos acionistas com relação à política de paridade de preços de combustíveis da Petrobras ante o mercado externo. "A gente acompanha sempre os movimentos do petróleo Brent e do dólar, e a gente achou que tinha fazer (um aumento). A discussão se intensificou na semana passada, depois que a alta (da moeda norte-americana) se intensificou e o dólar mostrou que ficaria acima dos 4 reais", disse a fonte da Petrobras. No fim da terça-feira, a Petrobras divulgou aumento de 6 por cento nos preços da gasolina e de 4 por cento no diesel nas refinarias a partir desta quarta, no primeiro reajuste desses combustíveis da atual diretoria e num momento em que a forte alta do dólar eleva os custos de importação e a dívida em moeda estrangeira da companhia. Segundo a fonte ouvida pela Reuters, a alta dos combustíveis no mercado interno é resultado principalmente do movimento cambial, e não da variação dos preços do petróleo no exterior, embora haja nesse segundo semestre uma tendência de aumento nos valores do diesel fora do Brasil, devido à maior demanda pelo produto no inverno no Hemisfério Norte. Com o reajuste de preços, a diretoria comandada por Aldemir Bendine, que assumiu o posto de presidente-executivo em fevereiro, busca ganhar a confiança do mercado, ainda que haja falta de clareza sobre a fórmula para a alta dos preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. "Nós buscamos preços competitivos e alinhados ao mercado internacional. Essa é a política do presidente Bendine para garantir a competitividade da companhia. A meta é ter custos competitivos, mas temos de ter preços competitivos", afirmou a fonte. Ainda de acordo com a fonte, a companhia tem "que dar retorno ao acionista", e isso pesou na decisão sobre o reajuste. "Essa é a sinalização. Nosso acionista tem que confiar que ao colocar dinheiro na companhia vai ter retorno, que é uma boa coisa e, para isso, temos que ter operações eficientes, com custos adequados. Essa é a indicação que temos que dar." As ações da Petrobras abriram em forte alta na bolsa paulista, reagindo ao anúncio do reajuste dos combustíveis, com as preferenciais e as ordinárias avançando cerca de 9 por cento perto das 10h30, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 2,45 por cento.

30/09/2015 - 09:57

Termina hoje prazo de entrega da declaração do Imposto Territorial Rural Da Agência Brasil Termina hoje (30) o prazo para entrega da declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). De acordo com o último balanço, 5.052.993 declarações foram entregues até ontem – o que representa 400 mil declarações a menos do que no fim do prazo do ano passado. O contribuinte deve baixar o Programa Gerador da Declaração (PGD) e, após o preenchimento, encaminhar o documento por meio do aplicativo Receitanet, até as 23h59min59s desta quarta-feira. De acordo com a Receita Federal, a declaração deve ser apresentada por todos os proprietários de imóveis rurais, exceto imunes e isentos, caso não tenha havido alteração cadastral. A multa por atraso será de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, não podendo seu valor ser inferior a R$ 50. No caso de imóvel imune ou isento do ITR, para o qual houve alteração nas informações cadastrais correspondentes ao imóvel rural, a multa é de R$ 50.

30/09/2015 - 09:35

Produção de café em Mato Grosso deverá cair 23% devido o clima Da Redação - Viviane Petroli
A seca prolongada em Mato Grosso deverá reduzir a produção de café em 22,9%. O estado deverá beneficiar 127,9 mil sacas entre café arábica e conilon. Segundo produtores, a cafeicultura em Mato Grosso só não é mais forte visto a falta de incentivos e financiamento para a atividade. Em 2014 foram beneficiadas 165,8 mil sacas de café em Mato Grosso, enquanto as projeções para 2015, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), deverão ser 127,9 mil sacas. Hoje, Mato Grosso possui 20,189 mil hectares com café. Levantamento feito pelo Agro Olhar mostra que há plantações Colniza, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Alta Floresta, Rondolândia e Tangará da Serra. A atual safra de café tinha tudo para ser cheia, conforme o produtor em Tangará da Serra, José Turati. “A chuva atrasou. Tinha a perspectiva de colher 300 sacas beneficiadas, porém agora não sei como será”, comenta ao Agro Olhar o produtor que possui 32 mil pés de café em uma área entre 9 e 10 hectares. Produção de café em Mato Grosso terá incentivo de aproximadamente R$ 5 mi do Governo do Estado Em Mato Grosso a produção de café conilon prevalece com 126,2 mil sacas beneficiadas, enquanto o arábica 1,7 mil sacas. Incentivos na região Noroeste Recentemente a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf-MT) anunciou investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões na região Noroeste de Mato Grosso mais conhecida como 'Rota do Café', onde estão localizados os municípios de Colniza, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Alta Floresta e Rondolândia com alta produção de grãos e potencial de crescimento da atividade. Com o auxílio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Apoio e Extensão Rural (Empaer), o Governo do Estado pretende elaborar um projeto que visa o incentivo da cafeicultura em Mato Grosso em propriedades de pequenos produtores. Projeto em elaboração prevê investimentos de R$ 1 milhão em cada um destes cinco municípios. Para o produtor de Tangará da Serra, José Turati, incentivos como este deveriam ser estendidos para todo o estado. A intenção do governo de Mato Grosso, através da Seaf, como o Agro Olhar já comentou, é implantar na região Noroeste a produção de café clonal, uma técnica desenvolvida pela Embrapa de Rondônia. A técnica consiste na reprodução da planta de café conservando toadas as suas caraterísticas produtivas, bem como de resistência ou tolerância ao ataque de pragas e doenças, o que facilita a formação de lavouras homogêneas de alta produtividade. Nesta semana a Seaf realiza o curso técnico “Pró-Café Mato Grosso – Produção, Pós Colheita e Licenciamento Ambiental Municipal”. A capacitação acontecerá no Centro de Eventos Dardanelos em Aripuanã. O curso é realizado em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os consórcios intermunicipais Vale do Juruena e Teles Pires. Serão abordados temas como Irrigação e drenagem, fitopatologia, colheita e pós-colheita, produção de mudas, manejo, licenciamento ambiental municipal e ao fim do curso haverá uma aula prática de campo.

30/09/2015 - 09:15

Brasil cai 18 posições em ranking de países mais competitivos Do G1, em São Paulo O Brasil perdeu mais 18 posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, caindo para a 75ª colocação, segundo o Relatório Global de Competitividade, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) em parceria com a Fundação Dom Cabral. Trata-se da maior queda já registrada pelo país e pior posição da série histórica da pesquisa, que mantém a mesma metodologia há 10 anos. Em 2014, o Brasil tinha caído da 56ª posição para a 57ª posição. A pior colocação até então tinha sido o 72º lugar, registrado em 2007. O melhor resultado foi alcançado em 2012, quando o Brasil ficou no 48º lugar. Após 3 anos consecutivos de perda de posições, o país está, agora, abaixo de alguns de seus principais concorrentes, como México, Índia, África do Sul e Rússia, e de economias menores como Uruguai, Peru, Vietnã e Hungria. O relatório destaca que a economia brasileira sofre com a deterioração de fatores básicos para a competitividade, como a confiança nas instituições e déficit das contas públicas, e fatores de sofisticação dos negócios, como a capacidade de inovar e educação. “A crise econômica e política que se deteriora desde 2014, associada a fatores estruturais e sistêmicos como sistema regulatório e tributário inadequados, infraestrutura deficiente, educação de baixa qualidade e baixa produtividade, resultam em uma economia frágil e incapaz de promover avanços na competitividade interna e internacional”, afirma Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, responsável pela coleta e análise dos dados do Brasil. Suíça e Cingapura lideram ranking O levantamento avalia 140 países. O estudo define competitividade como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país. O ranking é calculado a partir de dados estatísticos e de pesquisa de opinião realizada com executivos dos 140 países participantes. Ao todo, 118 variáveis são analisadas e agrupadas em 12 categorias. A edição 2015 do ranking não trouxe alterações nas 3 primeiras posições. A Suíça está em 1º lugar no ranking de competitividade pelo sétimo ano consecutivo. Líderes em inovação, os suíços têm taxa de desemprego estável, o que está relacionado ao excelente sistema de educação e à eficiência no mercado de trabalho. Cingapura e Estados Unidos seguem na 2ª e 3ª posições, respectivamente. A Alemanha subiu da 5ª para a 4ª posição, e a Holanda saltou da 8 para a 5ª colocação. Veja tabela ao lado. O Chile é o país da América Latina mais bem posicionado, em 35º lugar no ranking geral, seguido do Panamá (50º lugar). As notas e os rankings são calculados a partir de dados estatísticos e de pesquisa de opinião realizada com executivos dos 140 países participantes. Cento e dezoito variáveis são analisadas e agrupadas em 12 categorias. Para coletar os dados de maneira eficiente, o Fórum Econômico Mundial conta com o apoio de uma rede de mais de 160 instituições parceiras. No Brasil, a Fundação Dom Cabral (FDC) é responsável pela pesquisa de opinião realizada junto à comunidade empresarial. Em 2015, ouviu 197 executivos entre março e maio. Os menos competitivos Guiné, Chade, Mauritânia, Serra Leoa, Burundi e Malaui ocupam os últimos lugares do ranking. Segundo o estudo, países com menores índices de competitividade se caracterizam por instituições fracas, infraestrutura deficiente e educação não inclusiva e de baixa qualidade, além de péssimo sistema de saúde. Problemas do Brasil No relatório de 2015, o Brasil teve piora em 9 das 12 categorias analisadas. As quedas mais acentuadas foram nos quesitos instituições, ambiente econômico, saúde e educação primária) e nos indicadores de sofisticação e inovação do ambiente empresarial. Já os pilares infraestrutura, prontidão tecnológica e tamanho do mercado tiveram leves avanços, subindo duas posições cada. O estudo destaca a deterioração de indicadores como confiança pública em políticos, pagamentos irregulares e subornos, comportamento ético das empresas, pouca eficácia dos conselhos corporativos, citando os recentes escândalos de corrupção envolvendo poder público, partidos políticos e iniciativa privada. Como os fatores mais problemáticos para se fazer negócios no país, os executivos apontaram, pela ordem, nível de tributação, leis trabalhistas restritivas, corrupção, inadequação da infraestrutura e burocracia. Oportunidades Segundo Carlos Arruda, embora o cenário geral seja marcado por grande pessimismo, a pesquisa aponta oportunidades para o país diante do potencial do mercado doméstico. “Estratégias focadas na base da pirâmide, por exemplo, que desenvolvem ofertas para a camada mais pobre da população, são promissoras, e a forte desvalorização cambial abre espaço para um movimento de substituição de importações, em que empreendedores locais podem explorar opções mais baratas de produção local de bens e serviços”, avalia. “Para sair desta situação de piora contínua, não há como fugir das soluções de curto prazo que urgem no país, como reformas fiscais e controle de orçamento do governo. O risco inflacionário, combinado à elevação do déficit público e à desvalorização cambial, é uma receita para um círculo vicioso. Com baixa abertura comercial, o desafio para o Brasil é investir mais em setores exportadores de produtos com maior valor agregado, em troca das commodities, e em acordos bilaterais no lugar dos multilaterais, ou seja, soluções mais eficazes em momentos difíceis como os de agora”, conclui.