domingo, 31 de maio de 2015

MS é 11º no ranking de produção de mel do país, diz entidade

31/05/2015 11h17 - Atualizado em 31/05/2015 11h17 MS é 11º no ranking de produção de mel do país, diz entidade Senar/MS pretende fomentar atividade com curso a produtores. Produção do estado chega a 760 t de mel por ano, segundo a Feams. Do Agrodebate
Mato Grosso do Sul possui cerca de 700 apicultores, que juntos têm aproximadamente 21 mil colmeias e produzem 760 toneladas de mel por ano, segundo estimativa da Federação de Apicultura e Meliponicultura do estado (Feams). Para potencializar a atividade, símbolo do desenvolvimento sustentável, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) oferece regularmente o curso de Apicultura Básica, que acontecerá no município de Porto Murtinho, no sudoeste do estado, entre os dias 1º e 3 de junho. “Com o certificado de identificação geográfica que recebemos este ano pela qualidade do produto, a expectativa é de um crescimento maior”, destaca o presidente da Feams, Gustavo Nadeu Bijos. Para ele, o selo de reconhecimento internacional da qualidade do produto apesar de ajudar o segmento, não é suficiente para alavancar a atividade. “É preciso uma mudança de comportamento dos apicultores, em muitos casos a apicultura é uma segunda opção de trabalho. Com a valorização do produto será possível ter mais investimento e consequentemente maior desenvolvimento nesta prática”, explica Bijos. “A apicultura é uma atividade que preserva o meio ambiente e a biodiversidade. Em função disso, sua prática é permitida nas áreas de reservas, sem exigir dos produtores propriedades particulares”, afirma o técnico em agropecuária e instrutor do Senar/MS, Eloy Bortolini. Mel produzido no Pantanal recebe selo de identificação geográfica Segundo o instrutor, que ministrará a capacitação em Porto Murtinho, o recomendável é iniciar o manejo com cinco caixas de enxames. “É um investimento baixo, geralmente para os iniciantes. É possível obter lucro em até dois anos quando feito o acompanhamento da caixa, na limpeza, retirada adequada do mel, troca da rainha e atenção à quantidade de abelhas”. Para Bortolini também é fundamental o contato com a associação de apicultores do município ou região. “É interessante essa relação, pois facilita a negociação de compra e venda dos equipamentos e produtos”, ressalta. Bortolini afirma que é possível obter as abelhas por meio da compra, pelo preço de R$ 50 o enxame ou pela captura, que é feita por meio de caixas a vistas nas áreas de vegetação, onde o inseto se estabelece de maneira natural ou coleta no meio ambiente, quando os enxames são encontrados em madeiras podres ou cupinzeiros. O curso O curso de Apicultura Básica tem carga horária de 24 horas e irá abordar medidas de segurança no trabalho, cooperativismo, exigências profissionais no mercado de trabalho, histórico da apicultura, custos e manejo de implantação do apiário. tópicos: Mato Grosso do Sul

Antigo costume carrega histórias de quem cavalga pela Serra da Canastra

Edição do dia 31/05/2015 31/05/2015 09h20 - Atualizado em 31/05/2015 09h20 Antigo costume carrega histórias de quem cavalga pela Serra da Canastra Nélson Araújo mostra a receita do "assobio de cobra", um prato tradicional de Minas Gerais que guarda histórias dos tropeiros ao longo das gerações. Nélson Araújo Do Globo Rural
Tem o curioso nome de "assobio de cobra" o prato matuto que o Nélson Araújo traz, na reportagem que ele fez em Minas Gerais. A vida de repórter, de vez em quando, nos leva a passear onde a gente trabalha e trabalhar onde a gente passeia. Pois foi fazendo uma cavalgada com amigos na Serra da Canastra, que o repórter experimentou o assobio de cobra e virou freguês. E agora, ele voltou para registrar o que, na verdade, é um antigo costume tropeiro. O dia vem nascendo por detrás da serra, a corredeira suspende a bruma da manhã, o sol já começa a banhar a matinha na beira do córrego. É bem nessa hora que se come o "assobio de cobra". Ou melhor, que se toma. É comida de acampamento. Basicamente, é um caldo rico, forte, engrossado com farinha de milho. Para quem dorme arranchado, fica difícil, se não impossível, contar com aquela mesa farta de frutas, chocolate, biscoitos, pão de queijo e café quentinho. O "assobio de cobra" tem o propósito de substituir tudo isso. É um prato de sustança, tipo desperta-leão, para enfrentar os desafios do dia. Dia que, na verdade, começou ontem. O endereço do cartão postal: Vale da Babilônia, Serra da Canastra, entre os municípios de Delfinópolis e São João Batista do Glória. A equipe de reportagem acompanhou, por lá, um grupo de cavalgada. Gente que quer ir montada onde o carro não chega, cingir os paredões, recortar as grotas, conhecer o que o pessoal da região chama de “suvanca” da serra. "Vir aqui descarrega, sabe? A energia que tem aqui é muito especial para mim. Eu gosto muito de estar nesse ambiente da natureza", diz a publicitária Camila de Almeida. É um grupo misto: tem estudantes; tem o filho, que já não é cavaleiro de primeira viagem; tem a mãe, profissional liberarl; tem o que faz práticas espirituais; aposentado; empresário. Perfis diferentes, mas unidos na paixão pelo cavalo. "O ar que a gente respira é diferente daqui do que o ar da cidade. E, quando a gente vai cavalgar, é uma sensação de liberdade que não existe. Se tivesse asas e a gente pudesse voar seria a mesma coisa que andar em um cavalo", conta a estudante Carina de Almeida. A volta pela "suvanca" da Serra, como diz o caboclo, cortando grota, vale e chapadão é também uma volta ao passado. Isso que hoje é um lazer e tem a graça de um passeio segue por uma trilha que, na origem, foi aberta para o trabalho. A nossa memória tende a pôr na penumbra a nossa história. Pouco tempo atrás, nos caminhos gerais, passava boi, passava boiada, e a tropa que ia ser montada. Em posição adiantada, avante ia o tropeiro que cuidava da comida dos companheiros. De cor, já sabia o roteiro de comprar criação de terreiro. Era o jeito de proteinar a boia cozida em fogo de cupinzeiro. Daí a pouco, a tropa chegava e a companheirada podia jantar. A revivência que se faz, atualmente, mantém a montada a cavalo, mas também é puxada a trator. Por ali, no lugar do peão cozinheiro avançado, vem uma carreta, conduzida para a convidativa prainha do Ribeirão. O clarão do dia já vai se apagando por detrás da serra, o ribeirão junta seu canto aos ruídos da noite e, depois de um dia tão agitado, o estômago ronca de fome. Na crônicados antigos costumes de trabalho, o tropeiro avançado já teria preparado a comida. Mas, ali, o cozinheiro também participa da cavalgada e só depois começa o preparo da boia. O Éder de Andrade é de Ibiraci, Minas também. Já teve fazenda, agora é empresário e tem uma madeireira. Além de cavalgar, o hobby dele é fazer comida para muita gente. Tanto que, no kit de cozinha ao ar livre dele, o panelão de ferro rouba a cena. É peça centenária, dessas de se encontrar em museu. Não foi o caso do dia em que a equipe de reportagem esteve no local, mas, com ela serve umas 200 pessoas. Movida a gás, fica suspensa em um suporte que ele mesmo fabricou em uma oficina de fundo de quintal. Quem gosta de fuçar, de aproveitar o que sobra na oficina, pode se inspirar nas coisas que o Éder usa para fazer o panelão do "assobio de cobra". No caso dele, para o suporte, foram usadas cantoneiras de aço de instalação elétrica. E, para a tampa, um disco de grade desterroadeira. Tirou tudo da tranqueirada que normalmente vai para o ferro velho. Com a ponta de um vergalhão, fez a alça; elo de corrente virou argola para quando, se pesada, precisar ser levada por duas pessoas. "A inspiração vem da origem da gente. Somos da roça. E o amor pela comida e pelas cavalgadas", conta Éder de Andrade. Não dá para saber exatamente como os antepassados faziam, que gosto a comida tinha. Mas, por lá, o pessoal tenta advinhar, tenta imaginar. Tendo já refogado alho e cebola em um fundo de banha de porco, Éder vem, agora, com o frango caipira. São oito frangos picados temperados só com sal. Dá uma esquentadinha e, então, vem com umas conchadas generosas de mais banha de porco. E mexe. O pessoal, de olho comprido, em volta. Lembrando que, antes, o Éder preparou um disco de arado cheinho de queijo, um canastra na chapa. De modo que não tem ninguém com o estômago nas costas, mas a fome está coçando. Frango refogado, o Éder tampa, deixa cozinhar por uns 15 minutos. Quando destampa, vem com água fervente. A carne respira, desprende sua própria gordura. Com a banha de porco se mistura. Em pouco tempo vira o caldinho amarelo que é só do franguinho caipira. Um punhadinho de cheiro verde, abafa, retira o caldo para um vinagrete com pimenta bode. E o jantar está servido. Acompanha arroz branco. Será que nos pousos dos tropeiros também tinha vinho? Ah, música, com certeza, tinha! Mais para o fundo da noite, tudo se aquieta. A carreta que serviu de restaurante, agora, tem colchões esparramados pelo piso alguém apaga a luz. E o canto da corredeira embala o sono coletivo. É quando nasce o dia que começa o preparo do "assobio de cobra". Todo mundo de pé, já, aguardando o café da manhã. Os ingredientes: sal, pimenta, farinha de milho, água do ribeirão que já está fervendo e o principal: a soca do frango que o Éder preparou no comecinho da noite. "A carne dormida na gordura dá um sabor espetacular, dá um aroma diferenciado", explica Éder de Andrade. A manteiga amarela ele retira, pois não é o caso de um prato gorduroso. E sobre a sobra da noite, vem com a água quente. Sobra proposital. Lembra? Tropeiro não ia cozinhar uma vez à noite, outra de manhã, fazia a mais para ganhar tempo na hora de sair. Sobre o caldo quente, Éder derruba o prato de farinha de milho. A ideia não é a de fazer um pirão, mas um engrossado, nem creme, nem sopa. Nossa, Éder! Que tanto de pimenta! TTudo bem misturado, ele prova, ajusta o sal e está servido o café da manhã à moda tropeira. Uns se servem no pratinho fundo, outros em potinhos, em caneca. Por que "assobio de cobra"? Ah! Isso é do tempo do “zagai”, de antes do tempo do onça, de amarrar cachorro com linguiça. Do tempo em que o homem observava a natureza e descobriu que tem cobra que pia. Lenda? O Globo Rural já até respondeu pergunta sobre o assunto, no Instituto Butantan. O biólogo Marcelo Belini explicou: como defesa, a cascavel agita o guiso; já a sucuri, a jiboia, por exemplo, emitem um sopro que lembra o assobio. Ao tomar esse caldo, para aliviar, como dizem, o quentor e o ardor da pimenta, o caboclo faz que nem a cobra. O "assobio de cobra" nos serve de prova da importância da sobra. O prato reparador do dia anterior vira o estimulante para jornada do dia que segue. Diz um ditado científico que, na natureza, nada se perde, tudo se transforma. A cultura também se recicla. Os restos dos costumes tropeiros inspiram a produção de lazer. O antigo modelo agropecuário se inclina para o turismo rural. tópicos: Economia, Minas Gerais

Agricultores de MT atrasam compra de insumos para o próximo plantio

Edição do dia 31/05/2015 31/05/2015 08h50 - Atualizado em 31/05/2015 08h50 Agricultores de MT atrasam compra de insumos para o próximo plantio Com a alta do preço do adubo e sementes, a próxima safra de soja deve ser a mais cara da história. Por isso, vale antecipar a compra dos insumos. Luiz Patroni Campo Verde, MT
Cautela é a palavra de ordem entre os agricultores de Mato Grosso. A venda de adubo, sementes e agrotóxicos, que serão usados no próximo plantio, está abaixo do esperado. O repórter Luiz Patroni explica os motivos. Por enquanto são as lavouras de milho e algodão que tomam conta de uma fazenda em Campo Verde (MT), mas os preparativos para a próxima safra de soja já começaram. "O planejamento e a compra dos produtos da soja que vem depois deste algodão aqui a gente começou a fazer em fevereiro. A gente comprou o adubo, o químico e as sementes, e estamos aguardando aí a retirada da lavoura de algodão para pode entrar com o plantio da soja", conta o agricultor Adair da Rocha. A compra antecipada dos insumos é uma prática comum entre os agricultores de Mato Grosso. Garantir estes produtos mais cedo geralmente significa economia. Quem comprou os agrotóxicos em janeiro, por exemplo, gastou 23% a menos do que quem deixou para fazer o pedido agora. Em maio, a maior parte dos insumos já deveria estar vendida. Desta vez, a situação é diferente. "Você pega nos últimos anos, nesta mesma época, 80% a 90% dos insumos estavam comercializados. E hoje, se for falar neste número, se for pegar o sul do estado não dá 40%", diz José Arlan, sócio da revenda. A explicação para o pé no freio envolve pelo menos dois fatores, segundo o conselho que representa as revendas no estado. "Este atraso se dá em grande parte pela indefinição da política do governo, das taxas de juros, da liberação de custeios e também do próprio mercado de commodities que está muito parado. Está baixo o preço. Então o agricultor fica aguardando o melhor momento para fixar a soja dele para travar então essa compra com o distribuidor", afirma Pedro Guesser, secretário-executivo da Cearpa. Também pesa na decisão dos agricultores o aumento dos preços dos insumos, impulsionados pela alta do dólar. A próxima safra de soja deve ser a mais cara da história, segundo o Imea (Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária). Em um ano, os fertilizantes ficaram quase 6% mais caros. As sementes, 24%. E os agrotóxicos subiram mais de 40% no período. Com isso, apenas com os insumos, o produtor deve gastar mais de R$ 1,8 mil por hectare, mais de R$ 340 acima do valor gasto no ano passado. "O nosso custo no Mato Grosso é o maior custo do Brasil na questão da soja. Então qualquer taxa de juros para cima, qualquer dólar para baixo, qualquer mudança nas cotações internacionais reflete na hora no estado e pode transformar uma safra que é rentável em negativa", explica Cid Sanches, gerente de planejamento da Aprosoja. Insegurança que atrasou o cronograma de uma fazenda. A pouco mais de três meses do início do plantio, a compra dos insumos ainda não saiu do papel. "É assumir um risco grande, mas em função das incertezas você corre este risco e paga o preço. O que não dá é para se comprometer agora. Sem fazer um planejamento não dá para fazer comprometimento nenhum", diz Alexsandro Machado Gonçalves, gerente da fazenda. A insegurança dos agricultores em relação às políticas para o setor poderá acabar na próxima terça-feira (2), quando será divulgado o novo plano de safra. tópicos: Campo Verde, Economia, Mato Grosso

Avocado, tipo de abacate produzido em SP, faz sucesso no exterior

Edição do dia 31/05/2015 31/05/2015 08h50 - Atualizado em 31/05/2015 08h50 Avocado, tipo de abacate produzido em SP, faz sucesso no exterior 90% da produção segue para fora do Brasil, principalmente para a Europa. Só neste ano, cerca de seis mil toneladas de avocado deverão ser colhidas. Giuliano Tamura Bauru, SP
Um abacate pequeno chamado avocado, que é produzido em São Paulo, faz muito sucesso no exterior. Com o impulso das exportações, o fruto gera renda e empregos. Uma fazenda em Bauru (SP) é pioneira no Centro-Oeste do estado paulista no cultivo do avocado. O nome da fruta significa "abacate" em espanhol, mas no Brasil é usado apenas para uma variedade pequena, desenvolvida nos Estados Unidos. O trabalho na lavoura começa cedo e só termina no final da tarde. A colheita é toda manual e, por isso, são necessários 200 trabalhadores para retirar os frutos dos pés. Seu Hélio colhe avocado pela primeira vez. No treinamento, aprendeu que é preciso muito cuidado para não machucar o fruto. "Na hora que você for despejar dentro da caixa, não é chegar e jogar. Você coloca ela com jeito e puxa devagar", explica o coletor Hélio Donizete Miguel. A fazenda é a maior produtora do estado de São Paulo. Neste ano, 6 mil toneladas de avocado deverão ser colhidas, isso representa 50% a mais no volume em relação à safra passada. A explicação para esse aumento está na expansão da área de cultivo. O pomar ocupa uma área de 500 hectares, 100 a mais do que na safra passada. Assim que é colhido, o ideal é levar o fruto para o processamento e empacotamento. Tudo é feito em um galpão onde trabalham 160 pessoas. As máquinas separam o avocado por tamanho e peso. Depois, o produto é lavado, seco e polido com uma cera especial que dá brilho. "Tem que sair excelente para o consumidor", ressalta Flávio Júnior dos Santos, chefe de embalagem. 90% da produção tem como destino o exterior. Os maiores compradores são os europeus. De Bauru (SP), o avocado brasileiro segue para um ponto de distribuição na Holanda. Os produtores estão negociando o quilo do avocado entre R$ 2 e R$ 3 tanto no mercado interno quanto no externo. tópicos: Bauru, Economia, Estados Unidos, São Paulo

Veterinários se especializam no cuidado dos dentes de cavalo

Edição do dia 31/05/2015 31/05/2015 08h35 - Atualizado em 31/05/2015 08h35 Veterinários se especializam no cuidado dos dentes de cavalo Cavalos são tratados em consultório que parece de dentista humano. Já existem muitos profissionais interessados na odontologia veterinária. Camila Marconato Do Globo Rural
Vamos falar de dentista de cavalo? Isso mesmo. Existem veterinários que são especialistas em tratar os dentes desses animais, que têm todos os problemas que costumam atormentar os seres humanos. Então, você consegue imaginar aí o incômodo e a dor deles. É o que mostra a repórter Camila Marconato. Um cavalo à beira da morte. "Eu já não contava mais com o cavalo não. Muito magrinho demais", conta o criador João Ottoni. Salvo por um tratamento dentário. “Por acaso eu dei uma olhada e falei 'poxa, ele está com a boca toda machucada, os dentes estão bem pontudos'. Foi onde eu inventei um 'abridorzinho' de boca bem simplezinho, eu consegui abrir a boca desse cavalo, e com uma grosinha improvisada eu fui arredondando, tirando onde encontrava as pontas”, conta o veterinário Ciro Franco. “Ele fez o tratamento e o cavalo sarou”, diz o criador. O cavalo do seu Jota foi, digamos, o primeiro "paciente" do veterinário Ciro Franco. O caso aconteceu em 2002 e foi determinante para que o doutor Ciro, na época estudante universitário, decidisse o rumo da sua carreira. “Quando eu vi esse resultado, eu falei: ‘Poxa, isso aí é um negócio que vai dar certo’”, diz o veterinário. Deu tão certo que muita coisa já mudou. Há um ano, doutor Ciro trabalha em um consultório móvel. Ele equipou um trailer para fazer todo tipo de procedimento. Lá existem desde aparelhos mais simples para lixar e arrancar o dente do cavalo, motorzinho para tratamento de cárie, tem lima para fazer canal, até uma câmera com monitor de vídeo para olhar dentro da boca do cavalo e ajudar nos casos mais complicados. “É muito parecido [com um consultório], ele é bem equipado. A gente tem mais de uma tonelada de equipamentos que a gente trabalha hoje para conseguir atender da melhor maneira”, explica o veterinário. Para montar essa estrutura toda, o veterinário gastou cerca de R$ 300 mil e já recuperou o investimento. “Tendo cliente paga bem rapidinho", garante o doutor Ciro. "Eu lembro que 20 anos atrás pouquíssimas pessoas chamavam um veterinário para mexer na boca de um cavalo por exemplo. Hoje em dia, eu vejo, isso é muito comum”, diz Marco Antônio Gioso. Marco Antônio Gioso, professor da USP (Universidade de São Paulo), é considerado o pioneiro da odontologia veterinária no Brasil, especialidade que hoje é dividida em três grandes áreas: cavalos, cães e gatos e animais silvestres. Cães e gatos, até pela demanda das grandes cidades, é a área que mais cresce. Mas não falta trabalho também para os poucos que sabem cuidar de um macaco ou um lobo guará. A equipe do doutor Gioso vem ao Zoológico de Sorocaba, em São Paulo, pelo menos uma vez por mês já há uns 15 anos para tratar os dentes dos animais. Todo tipo de animal. Na reportagem, a equipe acompanhou o tratamento da onça pintada, que tinha uma prótese no dente canino, mas perdeu. Sedado, a onça Vagalume chega para o atendimento. A anestesia é geral e o monitoramento, constante. “O Vagalume perdeu a coroa desse dente, quebrou o dente, e nós fizemos um tratamento de canal, depois do tratamento de canal nós fizemos uma restauração para colocar um prótesei”, explica o doutor Gioso. Após finalizar o procedimento, Vagalume já tem canino novo. "E aí pronto, vida nova, pode acordar e começar a comer em cima da prótese", afirma Gioso. Todos os animais ganham em saúde e longevidade quando passam por um tratamento dentário, especialmente aquele que é o tema dessa nossa reportagem. “O que os cavalos sofrem. Eu já tratei cavalo que perdeu 20% do peso corporal dele, às vezes mais, praticamente definhando, nunca ninguém olhou a boca e arrumou a boca”, conta Marco Antônio Gioso, professor da USP. Doutor Ciro Franco, atualmente um dos dentistas de cavalo mais experientes do país, vive no município de Piracaia, a 90 km da capital paulista. Lá ele também atende, a cada seis meses, os 120 animais do haras. O resultado aparece logo, na pista. “Quando um cavalo está com problema, a gente coloca a embocadura nele, ele vira para brigar com a gente, não para, começa a cabecear. Então, através do tratamento odontológico, ele melhora muito”, afirma o treinador Guilherme Moraes de Oliveira. Mas não é só a vida do competidor que melhora. Todo cavalo doméstico mais cedo ou mais tarde terá problema. “Os equinos na vida selvagem, eles predominavam uma mastigação mais lateral, então nessa mastigação mais lateral, ele tinha um desgaste mais homogêneo dos dentes. Isso já não acontece no cavalo estabulado porque a ração, por exemplo, não causa esse desgaste e o tipo de mastigação acaba sendo diferente, predomina uma mastigação vertical”, explica o doutor Ciro Franco. Essa mastigação mais vertical favorece a formação das chamadas "pontas de esmalte dentário", principal problema entre os cavalos. “Eles não têm atrito na região que fica virada para a bochecha, então começa a causar incômodo e feridas durante a mastigação”, detalha Ciro. Mas vamos deixar de conversa e ver como tudo isso funciona na prática. Uma das potras do haras chega para o seu primeiro atendimento. Antes de tudo, sedação e extração. “Saiu inteirinho o dente de lobo. É indispensável a extração. É um dente pequeno, rudimentar, de raiz curta, que não tem função na mastigação”, afirma o doutor Ciro, após retirar o dente de lobo. Doutor Ciro aproveita pra mostrar que mesmo cavalos muito jovens já têm as tais pontas que machucam a boca: "São os ferimentos causados por pontas excessivas do esmalte dentário no fundo". O desgaste é feito com um tipo de lixa motorizada. Serviço feito, aquela limpada final e a potra vai acordando. “[A recuperação] é super tranquila. Agora daqui seis meses ela volta para um segundo tratamento e exames também”, confirma Ciro. Um tratamento como esse custa entre R$ 300 e R$ 600 e já tem muita gente de olho nessa área de atuação. É cada vez maior o número de profissionais que querem aprender a tratar o dente dos animais. No caso mostrado pela reportagem, o cavalo. Pelo menos uma vez por mês o trailer consultório do doutor Ciro vira sala de aula. São estudantes de veterinária e veterinários já formados em busca de especialização. “Uma consulta bem feita vai com certeza vai agregar valor no meu serviço”, explica Sérgio Portilho, veterinário que trabalha no Jockey. “Todo mundo aqui vai atender um cavalo hoje e vai ter um treinamento um pouquinho melhor para iniciar os trabalhos depois do curso”, diz o doutor Ciro. E com esse negócio de cada aluno ter um animal para atender no dia do curso, Piracaia talvez seja hoje o município com o maior número de cavalos com dente tratado. O dono não paga nada; os alunos podem ter experiências práticas. Digamos que fica bom para todo mundo. E foi um desses cursos que salvou a vida do Zé Pretinho, um pangaré, companheiro do Carlinhos. “[E o Zé Pretinho está com quantos anos?] Eu até brinco com os amigos, que ele tem 32 anos, mas com corpinho de 15”, conta o tratador Carlos Dalarme. Há oito anos, de tão magro, Zé Pretinho mal parava em pé, até o dia em que visitou o dentista. “Impressionante. Foi muito rápido, em um prazo de dez dias o cavalo já estava se alimentando bem, e todo ano eu levo. O cavalo vai mais no dentista na vida dele mais do que eu. Se eu fui no dentista, foi muito”, afirma o tratador. No Brasil, a odontologia equina é uma coisa relativamente nova, mas em muitos países esse trabalho já existe há mais de 100 anos. tópicos: Economia, Piracaia

Bahia Farm Show deve movimentar R$ 1 bi com novidades tecnológicas

Edição do dia 31/05/2015 31/05/2015 08h35 - Atualizado em 31/05/2015 08h35 Bahia Farm Show deve movimentar R$ 1 bi com novidades tecnológicas Esta é a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste. Ao todo, são 210 expositores e mais de 600 máquinas e produtos agrícolas. Camila Simili Luís Eduardo Magalhães, BA
São mais de mil trabalhadores envolvidos na organização e montagem do evento. O complexo da feira está quase pronto. São 210 expositores e mais de 600 marcas de produtos agrícolas. “É uma feira consolidada e que realmente nós temos visitantes do Brasil todo e do mundo”, afirma Odacil Ranzi, vice-presidente Associação Baiana dos Produtores de Algodão. A feira traz aos agricultores todas as novidades dos segmentos tecnológicos de máquinas e implementos agrícolas, segurança, irrigação e logística para o campo. A Bahia Farm Show é a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste do Brasil. São esperados 75 mil visitantes nos cinco dias de feira. As novidades em agricultura e pecuária devem movimentar R$ 1 bilhão. tópicos: Bahia, Economia, Luís Eduardo Magalhães

31/05/2015 - 02:49

Preço da energia fica abaixo do teto em 3 regiões pela 1ª vez no ano G1 O valor da energia elétrica no mercado de curto prazo, dado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), ficou abaixo do teto nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste pela primeira vez no ano, informou nesta sexta-feira (29) a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), mas as chamadas bandeiras tarifárias continuarão vermelhas em junho, indicando ainda custos elevados na geração. Segundo a CCEE, o PLD para a próxima semana foi fixado em uma média de R$ 370,41 por megawatt-hora (MWh) em todos os submercados do país, abaixo do teto de R$ 388,48. Um fator que pesou para a redução no PLD foi o armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas, equivalente a 1,3 mil MW médios acima do previsto em todo o sistema. Apesar disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira a manutenção das bandeiras tarifárias vermelhas para o mês de junho, que indicam custo maiores na geração e levam a um acréscimo, nas contas dos consumidores, de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora utilizados. A demanda por eletricidade no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve subir apenas 0,3% em junho ante mesmo mês de 2014, puxada pela alta de 6,5% no Nordeste, estimou nesta sexta-feira relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS). Enquanto a carga no Nordeste deve subir 6,5%, a do Sudeste/Centro-Oeste, principal consumidora de energia do país, deve ver recuo de 1,6%, segundo o relatório Informe do Programa Mensal de Operação, divulgado semanalmente. Para a região Sul, a expectativa é de estabilidade para junho, enquanto para o Norte espera-se alta de 2,9%. Além disso, o ONS espera que as chuvas que chegarão às represas de hidrelétricas do Sudeste em junho fiquem dentro de 90% da média histórica. Isso deve ajudar, junto com a perspectiva de queda na demanda por energia, a elevar o nível operativo dos reservatórios das usinas da região para 36,7% no fim do mês, ante 35,8% na véspera. Mas para o Nordeste, a expectativa para as afluências é de 57%, com as represas das usinas da região devendo exibir no final do mês que vem nível operativo de 24,6% abaixo dos 27% da véspera.

31/05/2015 - 00:18

Aprenda a fazer uma panqueca proteica ensinada pelo cantor Lucas Lucco receitas.com
ingredientes 6 claras 4 colheres (sopa) de farinha de arroz integral (ou farinha sem glúten ou de feijão favo) ¼ xícara (chá) de aveia canela em pó e adoçante líquido a gosto 1 banana cortada em rodelas 1 banana cortada em rodelas 1 pitada de canela mel a gosto modo de preparo 1 – Coloque numa tigela 6 claras, 4 colheres (sopa) de farinha de arroz integral (ou farinha sem glúten ou de feijão favo), ¼ xícara (chá) de aveia, canela em pó e adoçante líquido a gosto, 1 banana cortada em rodelas e misture com um batedor de arame até ficar homogêneo. 2 – Aqueça uma frigideira de tamanho pequeno e unte com um pouco de manteiga. Coloque metade da massa. Cozinhe em fogo baixo com a frigideira tampada, cada panqueca por +/- 1 minuto e depois vire-a para dourar o outro lado por + 1 minuto. Retire do fogo e sirva em seguida decorando com 1 banana cortada em rodelas, 1 pitada de canela e mel a gosto.

30/05/2015 - 22:34

Grécia está aberta para ceder e selar acordo, diz ministro G1 O governo grego está confiante na obtenção de um acordo com seus credores nesta semana e, para isso dar certo, também aberto para adiar parte de seu programa anti-austeridade, disse neste sábado (30) o ministro do Interior do país, Nikos Voutsis. ​ A Grécia e os credores da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) enfrentam há semanas um impasse nas negociações de um acordo de troca de recursos por reformas, e a pressão está aumentando por um acordo, já que Atenas corre o risco de moratória sem a ajuda de um programa de auxílio que expira no dia 30 de junho. "Acreditamos que podemos e devemos ter uma solução e um acordo dentro de uma semana", disse à emissora de televisão Skai o ministro do Interior, Nikos Voutsis, que não está envolvido nas negociações com os credores. "Partes do nosso programa podem ser adiadas por seis meses ou talvez um ano, para haver equilíbrio", afirmou. Ele não detalhou quais partes do programa anti-austeridade do partido Syriza seriam adiadas. O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, chegou ao poder em janeiro com promessas de cancelar as medidas de austeridade, incluindo restabelecer o nível do salário mínimo e direitos coletivos.

sábado, 30 de maio de 2015

Repórter viaja para o Sul e mostra as atrações de São Miguel das Missões

Edição do dia 29/05/2015 29/05/2015 12h53 - Atualizado em 29/05/2015 14h34 Repórter viaja para o Sul e mostra as atrações de São Miguel das Missões Cidade atrai peregrinos do mundo todo para o roteiro das missões. Caminhadas podem ser feitas em grupo ou de forma individual. Carla Suzanne São Miguel das Missões, RS
O Tô de Folga desta sexta-feira (29) embarca para o Rio Grande do Sul. A repórter Carla Suzanne encarou nove horas de viagem, de Aracaju, em Sergipe, lá no Nordeste, até a cidade de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul. Ela mostra o roteiro das missões, que atrai peregrinos de várias partes do mundo. “Eu embarco agora, às duas horas da manhã, com destino ao Rio Grande do Sul. Não há voo direto de Aracaju até lá e a maioria sai sempre de madrugada. A previsão de chegada em Porto Alegre é às 11 da manhã. Será uma longa viagem, mas estou cheia de expectativa para conhecer o Rio Grande do Sul, tchê! Me disseram que o tempo aqui estava quente, eu não acreditei muito não e até trouxe um casaquinho, mas gente, tá quente demais! Tão quente que parecia o Nordeste onde eu vivo. Nunca pensei que fosse sentir calor no Sul. A gente deu uma parada na viagem para apreciar essa bela paisagem e vou aproveitar para experimentar o chimarrão. Essa bebida que é consumida quente é companheira inseparável do gaúcho, mesmo em dias com o sol escaldante. Eu vou provar... É um pouco amargo, mas eu gostei. Seguimos o caminho de belas paisagens e quase 500 km depois, com o sol se despedindo, chegamos em São Miguel das Missões. O lugar onde nasceu o Rio Grande do Sul guarda ruínas que marcam as missões dos jesuítas por essa região. Há 300 anos, os jesuítas fundaram aqui aldeamentos para evangelizar os índios, construíram casas, igrejas, escolas e o que restou virou patrimônio da humanidade. Um lugar cheio de história e muita energia. O sítio arqueológico também abriga a maior coleção pública do país de imagens sacras. Quando escurece, as ruínas viram cenário para a história dos padres e índios ser contada, num espetáculo de som e luz. As noites em São Miguel das Missões são sempre movimentadas. Nessa época do ano acontece uma mostra de música internacional argentina e uruguaia muito bacana. O que me chamou a atenção é que além dos turistas, os moradores participam e trazem a cadeira de casa, acompanham tudo até o fim. Depois, eu fui provar o famoso arroz de carreteiro. Jane Machado me conta que preparar o prato é prático e rápido. Carne de charque, arroz e temperos, 20 minutos e tá pronto. O arroz dá energia para uma longa caminhada: é a rota das missões. E eu peguei carona com os peregrinos. Quem vem com disposição percorre as estradas que ligam as cidades vizinhas em uma caminhada que pode durar até 14 dias. É uma peregrinação pela história, mas que tem um lado místico. Para muitos, o caminho das missões é feito para contemplar a natureza, testar limites físicos e refletir. As caminhadas acontecem, geralmente, em grupos, mas também podem ser feitas de forma individual, programadas e com datas agendadas. Todo o percurso é conduzido por guias. O caminho das missões também pode ser feito em oito e três dias e, durante o trajeto, há hospedagem em casas que ficam pelo caminho. A caminhada termina em Santo Ângelo, que é chamada de capital das missões. É aqui que o peregrino recarrega as energias. Santo Ângelo, claro, tem muito chimarrão, mas é também conhecida como a cidade das tortas, dos doces delícias. As confeitarias são famosas pelas mais de 300 receitas de tortas e eu tenho certeza de que não vou me arrepender de ganhar um quilinhos.   No final dessa viagem, eu acho que valeu a pena vir do Nordeste pra cá. Esse lugar que me pareceu tão mágico compensou a viagem tão longa”.
Veja no vídeo ao lado como foi o preparo do arroz de carreteiro, prato típico da região.
Muitos turistas que visitam São Miguel dos Milagres procuram conhecer os famosos benzedeiros da cidade. Veja ao lado como foi a visita da repórter a um deles. tópicos: São Miguel dos Milagres

Evento celebra reconhecimento de ponte como patrimônio cultural

30/05/2015 22h05 - Atualizado em 30/05/2015 22h05 Evento celebra reconhecimento de ponte como patrimônio cultural Ponte Internacional Barão de Mauá liga Jaguarão, no RS, ao Uruguai. Obra é 1º bem binacional reconhecido como Patrimônio Cultural do Mercosul. Do G1 RS
A Ponte Internacional Barão de Mauá, que liga as cidades de Jaguarão, no Sul do Rio Grande do Sul, e Rio Branco, no Uruguai, é agora o primeiro bem binacional reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Mercosul. Uma solenidade na fronteira entre o Brasil e o país vizinho marcaram a parceria. Autoridades brasileiras, como o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e representantes do Uruguai participaram do evento, que dá ainda mais importância à ponte construída há quase 90 anos sobre o Rio Jaguarão. Com isso, os dois países passam a compartilhar a administração do local. A ideia é que essa gestão comum ajude na inclusão social e no desenvolvimento da região. Ponte que cedeu devido à chuva deve ser reconstruída em 7 dias no RS tópicos: Jaguarão

Jovens empreendedores recriam fórmulas de doces tradicionais no RS

30/05/2015 22h35 - Atualizado em 30/05/2015 22h35 Jovens empreendedores recriam fórmulas de doces tradicionais no RS Na Fenadoce, a tradição convive com as ideias inovadoras de sucesso. Feira vai até o dia 14 de junho em Pelotas, na Região Sul do estado. Do G1 RS
As delícias da Feira Nacional do Doce (Fenadoce), que começou nesta semana, levam milhares de pessoas ao evento em Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul. Entretanto, a receita para o sucesso vem mudando com os jovens empreendedores que participam da feira, que vai até o dia 14 de junho. No local, a tradição convive com as ideias inovadoras. Uma nova geração está chegando para recriar a forma de vender e de fazer doces. O administrador David Jeske reinventou a comercialização da empresa da família, que tem quase duas décadas. Antes faziam apenas a distribuição dos doces para que outras lojas vendessem. Agora, já têm duas docerias na cidade, e os lucros aumentaram. "Por mais tradicional que seja, é inovadora. Faltava uma loja na cidade que reunisse os doces da cidade com os produtos coloniais", diz Jeske. A tradição passou de mãe para filho. David cresceu vendo Maria Helena com a mão na massa. Agora, ele administra a parte comercial do negócio. "Isso vem de sangue. Ele puxou à mãe, então ele também tem esse espírito empreendedor. Essa história eu vou passar, e quem vai dar o segmento é o David", diz a mãe do administrador, Maria Helena Jeske. Já Suelen é intolerante a lactose e decidiu abrir uma fábrica de doces que não utiliza derivados do leite nem glúten. "Eu pensava nas crianças que descobrem a alergia, descobrem a intolerância. Fiquei pensando: e elas comem o quê? Como que elas conseguem superar isso, principalmente nas festinhas de aniversário?”, indaga a doceira Suelen Matievicz. A empresa criada há oito meses trouxe as delícias para a Feira Nacional do Doce. E quem foi ao local aprova. "Lindo, maravilhoso, eu adoro doce", comenta a funcionária pública Evi Barbosa Souza. Mais 300 mil pessoas são esperadas pela organização da Feira Nacional do Doce.

Nova Zelândia foi o último lugar do mundo a ser descoberto pelo homem

Edição do dia 29/05/2015 29/05/2015 23h24 - Atualizado em 29/05/2015 23h58 Nova Zelândia foi o último lugar do mundo a ser descoberto pelo homem País tem hoje um dos maiores índices de desenvolvimento humano do planeta, além de diversos projetos de recuperação do meio ambiente. GLOBO REPORTER
Uma natureza única! O isolamento favoreceu o arquipélago da Nova Zelândia. Longe de tudo, longe de todos, durante milênios as ilhas estiveram protegidas. A Nova Zelândia é conhecida no mundo inteiro pelo vento que não para nunca e também pela criação de ovelhas - são mais de 30 milhões, quase dez vezes a quantidade de habitantes do país. Em uma fazenda, como em muitas outras, elas vivem em um paraíso à beira-mar. Durante muito tempo, a criação de ovelhas foi a principal atividade econômica do país - herança dos primeiros colonizadores que vieram da Inglaterra, para onde a carne era exportada. A vida selvagem frágil sofreu com a ocupação humana. Antes dos ingleses, os primeiros habitantes daquelas terras foram povos que migraram de ilhas da Polinésia há mais de 800 anos para o arquipélago da Nova Zelândia. Os Maoris, como hoje são conhecidos, foram atrás terras para a agricultura. E as focas eram o principal alvo das caçadas. Hoje a vida está renascendo na Nova Zelândia. Os animais eram caçados ao longo de séculos e séculos, até chegar ao ponto de não ter mais nenhuma foca lá. O berçário estava vazio, até que a caça foi proibida e a natureza reagiu. O lugar conhecido como piscina sagrada não poderia ter nome melhor. Lá os bebês focas aprendem a pescar os primeiros peixinhos. Os povos nativos usavam a carne, a pele e os ossos destes animais para fazer roupas e utensílios. Desde 1946 a caça está proibida. Enquanto os filhotes brincam na piscina, as mamães ficam ao redor tomando conta dos bichinhos. Projeto ambiental protege animais vulneráveis da Nova Zelândia Mas como ajudar animais ainda mais vulneráveis? É o que a Nova Zelândia está tentando fazer. O país tem hoje um dos maiores índices de desenvolvimento humano do mundo. Na maior cidade, Auckland, 1,5 milhão de pessoas. A Nova Zelândia foi o último lugar do mundo a ser descoberto pelos seres humanos. Quando eles chegaram lá, não havia mamíferos: macacos, onças, nem ratos. Praticamente não havia predadores. Por outro lado, eram inúmeras as espécies de pássaros: era o paraíso das aves. As aves reinavam. E muitas delas, na sua longa evolução, deixaram de voar. Nem precisavam: não havia perigos! A poucos quilômetros de Auckland, a equipe do Globo Repórter conheceu um projeto ambiental ambicioso, que está recuperando um pedaço do país. O objetivo é reconstituir o meio ambiente, como ele era antes da chegada dos seres humanos. Tiritiri Matangi. Uma ilha na entrada da baía de Auckland. O anfitrião, John Stewart, nos leva em um dos dois únicos veículos da ilha. Ele coordena os trabalhos em Tiritiri. Ele conta que foram levadas para lá 12 espécies de animais ameaçados. E os nomes são pra lá de engraçados: um deles é Pukeko, que hoje se espalhou pela ilha. Outro é o Takahe. Lá só existem quatro casais. As aves têm transmissores que ajudam os pesquisadores a acompanhar cada passo que elas dão. O pessoal lá consegue monitorar cada um deles, saber onde eles estão, onde estão fazendo os ninhos, quando eles trocam de par para fazer o acasalamento, e também quando eles morrem, o que é uma pena, por que só existem 270 animais destes em toda a natureza. Tão raros, botam ovos uma vez por ano, e apenas dois. Há 300 anos, nos barcos que levaram os europeus para lá, vieram ratos, a principal ameaça aos ovos e filhotes destas aves terrestres. Hoje, depois de três décadas de trabalho, a ilha de Tiritiri Matangi é um lugar seguro para elas. Havia uma época em que a ilha era utilizada para a criação de animais. Chegou um ponto em que praticamente já não havia mais vegetação. A ilha também era usada para sinalizar para os navios que se aproximavam de Auckland. Em uma casa de apoio do faroleiro, um rádio antigo, instrumentos de meteorologia, bandeiras de sinalização. No restante da ilha, no lugar dos campos desmatados, uma imensa floresta. John conta que foi um longo caminho até que a terra fosse novamente coberta pela vegetação. “Gado e ovelhas foram criados aqui pelos europeus durante cem anos. Toda a vida nativa desapareceu. Mas em 1970, o governo decidiu transformar a ilha em uma reserva natural. O arrendamento da terra expirou e o fazendeiro teve que sair, levando tudo”, afirma John Stewart, presidente da associação de voluntários Tiritiri Matangi. Mas a recuperação teria ainda uma nova batalha. A eliminação dos ratos que impediam a reintrodução das aves ameaçadas. “Com um helicóptero foi jogado veneno em toda a ilha, e os ratos foram dizimados. Voluntários conseguiram permissão para criar um viveiro de plantas nativas. Em um período de dez anos, de 84 a 94 foram plantadas 280 mil árvores”, conta John. Uma voluntária daquela época ainda está por lá. Diana de 90 anos, anota no calendário os dias que virá trabalhar nos próximos meses: todas as quintas-feiras. “Eu estou como guia há nove anos. Antes disso eu morava mais longe e a gente costumava vir acampar e plantar árvores. Quando eu me mudei para Auckland decidi vir e me tornar uma voluntária”, diz Diana Dombroski. O tesouro de Diana é Tiritiri Matangi. Passaria ainda mais tempo lá se pudesse. Como não pode morar, vai sempre para trabalhar. “É um sentimento maravilhoso estar numa ilha onde a natureza é como ela deveria ser”, diz ela. Todos os dias, centenas de visitantes chegam a Tiritiri para aprender sobre história, voluntariado, preservação. Victoria e Rachel vêm também, mas para pesquisar um pequeno pássaro chamado Hihi. “É importante que a gente mantenha um olho neles, para saber como está a população, para termos certeza que podemos levá-los e aumentar a quantidade de pássaros em outros lugares”, diz a bióloga Rachel Shepherd. Já Victoria Frank diz que está muito honrada de estar lá. “Eu vim do Reino Unido para fazer o meu trabalho de campo. É um lugar muito especial para trabalhar”, afirma a bióloga. Assim, a Nova Zelândia tenta proteger o seu maior símbolo. O Kiwi, uma das espécies mais ameaçadas pelo desmatamento e pelos animais invasores. O nome foi emprestado de uma fruta: kiwi. Uma fruta que veio da China, mas que é um símbolo na Nova Zelândia. As pessoas que nascem no país são chamadas de kiwis.

Trilha em parque da Nova Zelândia passa por vulcão ainda em atividade

Edição do dia 29/05/2015 29/05/2015 23h36 - Atualizado em 30/05/2015 00h02 Trilha em parque da Nova Zelândia passa por vulcão ainda em atividade Última erupção foi em 1977. Centenas de pessoas visitam reserva ambiental para viver experiência inesquecível entre crateras e lagos cor de esmeralda. GLOBO REPORTER
Uma terra jovem e em constante transformação. Distante de tudo, onde os dias começam antes de todo o mundo, e nenhum dia é igual ao outro. Na ilha norte do arquipélago da Nova Zelândia está o Parque Nacional de Tongariro. Uma reserva ambiental única no planeta, onde centenas de pessoas vem todos os dias viver uma experiência inesquecível. A equipe do Globo Repórter também experimentou subir a trilha. Às 8h da manhã chegam os grupos, animados com o dia de aventura. Jovens de todas as idades e gente do mundo todo. Mike, o guia, está todos os dias lá. “É um lugar fascinante, eu não poderia querer um emprego melhor no mundo. Recebemos pessoas de vidas totalmente diferentes, dos lugares mais distantes do mundo. Cada um tem uma experiência aqui, algo para levar para casa com você”, conta Mike Maynard. Os primeiros quilômetros da trilha de Tongariro serpenteiam nos campos que circundam os vulcões. E a paisagem vai ficando cada vez mais pedregosa. As rochas, dispostas em diferentes camadas. Em alguns pontos, degraus foram escavados na trilha. Mais adiante, a trilha segue sobre pontilhões construídos para atravessar o solo enrugado. Mike mostra que no parque existe muita rocha vulcânica, a lava petrificada. É que o primeiro vulcão do caminho está cada vez mais próximo, o Monte Ngauruhoe. O gigante é o mais jovem respiradouro do complexo vulcânico de Tongariro. A cratera, ainda ativa, fica a quase 2.300 metros de altitude. Só no século XX, foram 45 erupções, a mais recente em 1977. Erupções que formaram um cone perfeito. Em uma espécie de praça de alimentação improvisada no meio da trilha não tem lixo. Tudo o que as pessoas trazem nas mochilas, elas levam com elas. Ou seja, aquela ideia, de que deixem lá somente as suas pegadas, nada mais. Logo adiante, antes de começar a parte mais difícil da subida, um alerta: Stop! Na placa, a pergunta: ‘você está realmente preparado para fazer a travessia? Pense bem’. O parque onde fica o Tongariro foi o primeiro a se tornar Patrimônio da Humanidade. Em alguns momentos se fica em contato direto com as rochas vulcânicas. É preciso muita persistência. E depois da primeira grande subida, a trilha leva a uma imensa área plana. Na realidade, a enorme boca de outro vulcão, a cratera sul. O Parque Nacional de Tongariro tem 800 quilômetros quadrados e foi criado há 130 anos. Além do vulcão Ngauruhoe e da cratera sul ainda há a cratera vermelha, os lagos cor de esmeralda, a cratera central e a lagoa azul. Uma paisagem estonteante, onde a natureza em formação não é muito amiga dos seres vivos. Nem plantas, nem animais. Mesmo as aves sabem que não há nada para elas comerem por lá. Correntes ajudam a escalar a rocha. Às 13h estamos a 1.886 metros acima do nível do mar. E logo depois, estamos à beira da cratera vermelha - o ponto mais alto de toda a travessia. A cratera vermelha é uma formação espetacular, de centenas de milhares de anos. A última erupção foi há quase um século. A trilha passa justamente sobre uma das bordas da cratera. Lá em cima, o chão é quente e tem cheiro de enxofre. Mas para chegar até as lagoas cor de esmeralda, só tem um caminho. As lagoas foram formadas por fontes de água termal que cobriram pequenas crateras ao redor da cratera vermelha. O verde de uma intensidade impressionante vem de minerais liberados pela atividade vulcânica. Durante a tarde, a equipe do Globo Repórter ainda passou pela cratera norte, pela exuberante lagoa azul e seguiu para uma longa descida de mais seis quilômetros. Atingimos 17 quilômetros de trilha. O último trecho é dentro da floresta.

Neozelandês presenteia filha com túnel que dá acesso à praia 'secreta'

Edição do dia 29/05/2015 29/05/2015 23h52 - Atualizado em 29/05/2015 23h52 Neozelandês presenteia filha com túnel que dá acesso à praia 'secreta' No século XIX, jovem ganhou do pai no aniversário de 21 anos o acesso ao paraíso conhecido hoje em dia como praia do túnel. GLOBO REPORTER
Wellington é a capital mais ao sul do mundo. Tem certo ar de cidade pequena. Incluindo os arredores, são 400 mil habitantes. Um bondinho charmoso liga o centro a alguns bairros nas colinas. Os moradores, que usam o bondinho como meio de transporte, se misturam aos turistas. Do alto, todos podem admirar a cidade. Diferentemente do que acontece no Brasil, lá o comércio fecha bem cedo, 17h, 17h30. E muita gente, quando larga o serviço, quando acaba o expediente, vai aproveitar a vida ao ar livre. Os pufes em bares nas praças são uma febre no país. Mulher canta música brasileira em bar na Nova Zelândia Os neozelandeses fazem de tudo para se ligar ao restante do mundo. Dentro de um clube de música latina, a banda tem neozelandês, argentino e a cantora é de Minas Gerais. “Isso aqui é o fim do mundo, né? É tão isolado de tudo, mas é raríssimo encontrar alguém que nunca saiu da Nova Zelândia. Então o mundo vem para cá, porque é um país lindíssimo, e as pessoas daqui vão para o mundo também, conhecer este velho mundo de que eles ouvem falar”, diz a cantora e intérprete Alda Rezende. Alda foi para lá para se casar com o namorado. Foi a chegada do filho Téo que precipitou o casamento. “Obviamente, eu gosto de poder chegar em casa e não ter que olhar para os lados, ter a certeza de que tudo é absolutamente seguro. Eu gosto muito de ser mãe”, diz Alda. Jardineiros-ciclistas se dedicam à preservação da natureza no país Wellington é uma cidade cercada de colinas e montanhas, cheias de florestas e as montanhas têm, cada uma, duas trilhas de mountain bike. Elas começam bem pertinho das casas nos bairros residenciais. As ruas terminam e as trilhas começam. A equipe de reportagem foi dar uma voltinha nas trilhas da cidade. Mas a voltinha se tornou uma aventura! Simon conta que ajudou a construir a trilha mostrada no vídeo junto com um grupo de voluntários. “A gente queria pôr uma trilha que não fosse tão inclinada. Esta é uma das mais fáceis no parque”, diz o trilheiro Simon Kennett. Em outro dia, a equipe encontrou os ciclistas trabalhando na trilha. Algumas vezes por mês, eles deixam as bikes de lado e se tornam jardineiros. É o acordo que eles têm com a prefeitura: podem abrir trilhas na mata desde que façam, em troca, a preservação do parque. Os jardineiros-ciclistas dedicam à mata um bem precioso que está cada vez mais escasso hoje em dia: tempo livre. “Eu me sinto cansada e totalmente arranhada, mas a gente se sente bem, é melhor do que simplesmente sentar num pub e beber cerveja. E no fim de semana eu posso vir aqui andar de bicicleta e ver o trabalho que eu fiz”, diz Jo Boyle, especialista em prevenção de acidentes. Mais de 500 grupos como este se dedicam à preservação da natureza no país. Homem manda cavar túnel de acesso à praia secreta para presentear filha Ilha Sul da Nova Zelândia. Dunedin, atualmente um grande centro universitário, já viveu uma corrida do ouro, no século XIX. Hoje, preciosas são as belezas naturais, que muitas vezes estão a alguns passos de distância. No século XIX, o patriarca de uma família importante da região queria dar de presente à filha o acesso à praia. O que ele fez? Mandou cavar um túnel e este acabou sendo o presente de aniversário de 21 anos da filha dele. É um túnel estreitinho, todo cavado dentro da pedra. Cabe somente uma pessoa por vez. Para felicidade dos visitantes, este pequeno pedaço da natureza deixou de ser secreto. E, com o tempo, o acesso foi liberado para todos. E o nome ficará para sempre: Praia do Túnel. Pinguins mais raros do mundo convivem com ovelhas em praias da Nova Zelândia As praias da Península de Otago, na Ilha Sul, escondem habitantes que estão há muito tempo por lá. São até hoje o porto seguro dos pinguins mais raros do mundo. Embaixo das árvores, eles fazem os ninhos, e voltam todo ano para trocar as penas. Tudo isso, bem ao lado de uma criação de ovelhas. Tudo é feito para que haja uma convivência perfeita entre as ovelhas e os pinguins. A cerca, por exemplo, é construída de forma que uma ovelha não consiga passar por ela, mas o pinguim consegue passar. A família de Brian é proprietária da fazenda há 50 anos. O avô dele foi um pioneiro na proteção de espécies ameaçadas em toda a Nova Zelândia. “Ele quis proteger os pinguins, observar como viviam e aprender com os pinguins. Além disso, as pessoas tinham curiosidade em vir ver os pinguins. Ele tentou então controlar as visitas”, conta o administrador da fazenda Brian McGriffin. Hoje, a praia é protegida. Há 20 anos, ela foi proibida para banhistas e surfistas. E a trilha vem dar numa estrutura que foi criada pelo pai de Brian. É uma história diferente de tudo o que já se viu: “É uma espécie de uma casinha de madeira que foi criada para que as pessoas observem os pinguins, sem que atrapalhem os bichinhos”, disse Brian. Os turistas ficam surpresos. Ingrid veio da Alemanha. “Vimos muitos deles, diz ela. É muito engraçado, a gente sempre pensa que eles vivem na praia ou nas pedras, mas aqui eles vivem embaixo das árvores”, ri a turista Ingrid Maass. Com o tempo, os pinguins reconquistaram o espaço que haviam perdido para as ovelhas. Nos últimos 30 anos, os donos plantaram três mil árvores na costa. “Nós mesmos sustentamos a reserva. Não ganhamos um tostão do governo. É o turismo que sustenta o projeto. É assim que compramos comida para os pinguins que estão doentes”, conta Brian. O dinheiro dos turistas banca também um hospital de pinguins. Julia tem um carinho enorme por esses animais tão frágeis e ameaçados. São menos de mil na Ilha. “Eles são especiais porque são pinguins! São aves incríveis que se adaptaram à vida marinha. E são uma parte importante da evolução das espécies”, diz a bióloga Julia Reid. Se os de olho amarelo são os mais raros, os mini pinguins azuis são certamente os mais fofos - os menores que existem. Pura graça em 30 centímetros de altura, e somente 1,5kg de peso. Joakin conta que morava em um bairro de Wellington. Um dia, acordou e havia uma surpresa no porão. “Eu achei uma experiência incrível, não muitas pessoas na Nova Zelândia têm pinguins embaixo do piso. Muito legal, para um biólogo como eu, mas eles são muito barulhentos”, diz o tratador de animais Joakim Liman. Para evitar acidentes na estrada, Joakim e um grupo de voluntários coloca caixas na orla para os mini pinguins azuis fazerem os ninhos. Pinguins socorridos em acidentes são levados para o zoológico de Wellington. Muitos se machucam em redes de pesca e não tem como voltar para a natureza. Animais com sequelas são mostrados às crianças na aula de educação ambiental, para que as futuras gerações saibam o que a vida selvagem deste país enfrentou na dura convivência com os seres humanos.

Fruta brasileira desconhecida no país faz sucesso na Nova Zelândia

Edição do dia 29/05/2015 29/05/2015 23h03 - Atualizado em 30/05/2015 00h00 Fruta brasileira desconhecida no país faz sucesso na Nova Zelândia A feijoa - também chamada de goiaba do mato na Serra Gaúcha - é uma superfruta que possui propriedades anti-inflamatórias.
No meio de tantas outras frutas deliciosas que estão à venda nas prateleiras dos supermercados e nas feiras existe uma outra que tem feito muito sucesso na Nova Zelândia. Você conhece? É a feijoa! A feijoa, que, na Serra Gaúcha, é conhecida como goiaba do mato, ganhou este nome em homenagem ao botânico brasileiro João da Silva Feijó. Tão desconhecida no Brasil, ela faz sucesso mesmo é na Nova Zelândia. Tem geleia, suco industrializado. Está até em outdoor. “É até difícil achar feijão aqui, é uma coisa que a gente sentia saudade. Conhecer a feijoa não ajudou muito a matar aquela saudade do feijão, mas é uma fruta muito gostosa”, conta o guia Rafael Moradei. Na Universidade de Auckland, a feijoa foi parar no laboratório da faculdade de ciências médicas. A feijoa se tornou tão popular e importante na Nova Zelândia que um grupo da faculdade de Medicina e Ciências resolveu fazer um estudo sobre esta frutinha que a gente mal conhece. Os pesquisadores queriam saber se ela é tão saudável quanto gostosa. Fizeram uma comparação com frutas vermelhas, tradicionalmente conhecidas pelas propriedades antienvelhecimento. “A feijoa não tem apenas propriedades anti-inflamatórias, mas várias características que não esperávamos”, diz a nutricionista Lynnette Fergusson. “Ela é realmente uma das melhores frutas que testamos”. Noha prestou atenção nos compostos biológicos que trazem saúde. Os estudos sugerem que estamos diante de uma fruta muito especial. Uma superfruta! “Uma superfruta brasileira”, diz a orientadora. “Vocês devem voltar ao Brasil e contar a novidade. É o que todos devem comer mais”, diz ela. Rafael Moradei, guia: A gente oferece como um produto que a Nova Zelândia tem a oferecer. Globo Repórter: Está na hora de corrigir isso aí. Rafael Moradei: Tá na hora de corrigir. É verdade. Agora nós vamos oferecer para os nossos amigos como uma fruta brasileira.

30/05/2015 - 11:48

Empresários: estímulo a crédito impedirá setor imobiliário entrar em colapso Agência Brasil O remanejamento de R$ 22,5 bilhões para o crédito imobiliário, anunciado na última quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é essencial para impedir que o setor entre em colapso em um momento de alta de juros e de restrições nos financiamentos habitacionais. A avaliação é de economistas e empresários do setor ouvidos pela Agência Brasil. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, disse que as medidas de estímulo mostram que o governo resolveu interferir para impedir que o setor imobiliário se retraia ainda mais depois de um primeiro trimestre de contração na economia. “O reforço no crédito imobiliário demonstra que o governo resolveu olhar para o setor. Até agora, não tínhamos sinal nenhum de ações do governo”. Para recuperar a construção civil, no entanto, o governo diz que medidas adicionais são necessárias. “Imaginamos que isso seja só o começo de medidas que ponham o setor novamente nos trilhos. Além do setor imobiliário, é necessário estimular a construção pesada, o que deve vir com o anúncio das parcerias público-privadas, das novas concessões de infraestrutura e da terceira fase do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, acrescentou o empresário. O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, aprovou o remanejamento do compulsório – parcela que os bancos são obrigados a manter retida no Banco Central – para o crédito imobiliário. Apesar de a medida beneficiar um segmento da economia, ele considera o estímulo válido para impedir o agravamento da crise no mercado de imóveis. “Na verdade, o governo favoreceu o crédito direcionado [destinado a setores específicos da economia] contra o crédito livre [para qualquer tomador de empréstimo]. Mesmo assim, a medida é importante para evitar que um setor importante da economia como o mercado imobiliário sofra ainda mais com a elevação da taxa Selic [juros básicos da economia] e estimule os investimentos”, disse. O economista, no entanto, faz uma ressalva e entende que a retomada dos financiamentos habitacionais depende muito mais das expectativas em relação à economia do que ações isoladas. “As mudanças nas regras podem levar a resultados melhores no setor imobiliário. Pode porque não adianta oferecer crédito se o empresário não quiser investir na construção de imóveis porque a demanda está baixa”. Diretora comercial do Banco Máxima, especializado em crédito imobiliário, Cláudia Martinez não considera o remanejamento do compulsório a medida mais importante para o setor. Para ela, a ampliação dos prazos mínimos da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) de 60 para 90 dias ajudará a fornecer mais capital para instituições financeiras pequenas e médias em tempos de fuga de recursos da caderneta de poupança. Segundo Cláudia, o alongamento nos prazos ajuda a evitar o uso das LCI como instrumento de especulação e vai canalizar recursos para os bancos concederem empréstimos imobiliários. “As LCI estão sendo cada vez acionadas como um instrumento importante para a manutenção do segmento imobiliário. Elas são uma alternativa à incapacidade do sistema financeiro de suprir a demanda do mercado e manter minimamente a economia em pé”. As LCI são títulos privados que permitem aos bancos captar recursos para serem emprestados no crédito imobiliário sem recorrerem à poupança. A maior fonte de dinheiro para esse tipo de empréstimo vem da exigência de que 65% dos depósitos na poupança sejam aplicados em crédito imobiliário. No entanto, a caderneta enfrenta a fuga de recursos, com retirada líquida de R$ 29,9 bilhões de janeiro a abril. A diminuição dos recursos da poupança fez os bancos aumentar os juros dos financiamentos imobiliários. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que concentra 70% do crédito imobiliário no país, diminuiu o limite para o financiamento de imóveis usados, restringindo ainda mais o mercado.

30/05/2015 - 15:33

Com queda do PIB, Dilma diz que não há como adiar ajuste Agência Brasil Em evento do PCdoB na noite de sexta-feira, em São Paulo, a presidenta Dilma Roussef disse que o governo está em um momento difícil, de grande desafio. Ela lembrou que, desde a eclosão da crise financeira de 2008, o governo federal adotou todas as medidas anticíclicas possíveis, como fortalecer e ampliar políticas sociais e o crédito, a fim de proteger o consumo, o investimento das empresas, o emprego e a renda dos trabalhadores. “Agora nós chegamos no limite de nossa capacidade anticíclica”, destacou. Na sexta-feira, o Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do País encolheu 0,2% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao quarto trimestre do ano passado. “Não estamos fazendo mudança na estratégia, estamos alterando a tática”, disse ao garantir a continuidade dos programas sociais e que não vai sucatear a infraestrutura do País. Segundo a presidenta, não há como adiar um ajuste fiscal. Segundo Dilma, o objetivo é encurtar ao máximo as restrições mais pesadas e dividir os sacrifícios da forma mais justa possível, mas que a retomada do crescimento exige esforços de todos. Ela ressaltou a importância da reforma política e do fim do financiamento empresarial nas campanhas eleitorais. Sobre a Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras, a presidenta afirmou que o Brasil deve continuar a combater a corrupção e a impunidade e que o governo tem atuado junto ao Ministério Público Federal, sem impor a presença de um “engavetador geral da República”.

Rionegro & Solimões fazem show neste sábado em Alta Floresta

30/05/2015 11h33 - Atualizado em 30/05/2015 11h33 Rionegro & Solimões fazem show neste sábado em Alta Floresta Cantores sertanejos encerram os shows da Expoalta; feira termina domingo. Expectativa é de que a exposição receba até 70 mil visitantes. Do G1 MT
A dupla sertaneja Rionegro & Solimões se apresenta na noite deste sábado (30) em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, como parte da programação da 29ª Expoalta, Exposição Agropecuária do município. Os cantores nascidos na pequena Claraval (MG) gravaram seu primeiro álbum em 1989. O primeiro sucesso nacional veio com o CD “De São Paulo a Belém”, lançado em 1998. A feira teve início na quarta-feira (27) e termina neste domingo (31). A expectativa do Sindicato Rural do município, é de que o evento receba 70 mil visitantes e movimente mais de R$ 100 mil em negócios durante os cinco dias de exposição. Na programação deste ano, a Expoalta, tem shows musicais, leilões e torneio leiteiro, palestras e oficinas, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). Para o presidente do Sindicato Rural do município, Celso Crespin Bevilaqua, o evento é de fundamental importância para os produtores da região. “A exposição é muito significativa. É uma das maiores da região e movimenta todos os setores do comércio local”, diz. Exposição agropecuária em Alta Floresta (MT) começa nesta quarta, 27 Expomarcos começa nesta sexta (29) com 10º Encontro de Violeiros O desafio esse ano, segundo o presidente, era desenvolver uma feira com um selo sustentável. “Nossa cidade saiu da lista dos que mais desmatavam, estamos em parceria com um projeto que recupera nascente de rios. O desafio é levar esse selo para a festa”, conta. Durante a feira, o Senar-MT ofertará gratuitamente oficinas para despertar o interesse para a qualificação e capacitação de mão de obra no campo. No parque, serão realizadas cinco oficinas: Cortes e desossa de peixe (27/5), Cortes e desossa de frango (28/5), Produção de queijo e requeijão tradicionais (29/5) Produção de queijo em nó (31/5), além de oficinas diárias sobre Manutenção de tratores. Os ingressos para entrada na exposição custarão R$ 60 reais (inteira) e R$ 30 (meia). Crianças até 10 anos não pagam entrada. tópicos: Alta Floresta

Para Dilma, há conservadorismo perigoso no País

Estadão Elizabeth Lopes e Carla Araújo 7 horas atrás Em evento do PCdoB na noite desta sexta-feira, 29, em São Paulo, na qual foi a estrela principal, a presidente Dilma Rousseff (PT) advertiu que há um conservadorismo muito perigoso na sociedade brasileira. E se posicionou novamente contra a maioridade penal. "Penalize o adulto, mas resolver a questão da violência do menor com internação em prisões, não resolve." No discurso de pouco mais de uma hora, a presidente lamentou a queda da CPMF, derrubada no Congresso Nacional, na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o apoio dos parlamentares do PSDB. E disse que a destinação de 25% do fundo do pré-sal para a saúde não dá para muita coisa. Neste momento, alguém da plateia gritou: "CPMF neles!" e ela riu e disse: "Não sou eu quem está dizendo." Ao criticar o conservadorismo presente no País, voltou a elogiar o PCdoB, dizendo que eles sabem o que é prioridade. E defendeu sua gestão: "Posso garantir que a agenda do meu governo é popular, inclusiva, e tenho discutido o ajuste fiscal de forma equilibrada, com justiça. Tenho certeza que posso continuar contando com o PCdoB, quero a militância ao meu lado."
Cela No final do discurso, disse que não se sente sozinha no Palácio do Planalto. "Sozinha me sino dentro de uma cela", emendou, em resposta a algumas críticas de que vive 'encastelada' na sede do executivo federal. A vinda de Dilma para o evento do PCdoB não estava na agenda prévia do Palácio do Planalto e foi decidida na tarde desta sexta-feira, 29. No início do discurso, ela disse que ficou muito honrada e comovida pelo convite. "Neste convite tem toda confiança recíproca que eu tenho em vocês e queria muito que vocês tenham em mim." Dilma falou que o Brasil tem uma trajetória política na qual, o PCdoB, com 90 anos, passou por muitas lutas. "Muitos partidos ficaram para trás e o PCdoB, sem abrir mão de seus ideais e bandeiras, da cor vermelha, de seus compromissos e socialismo, tornou-se um País democrático. E se transformou sem abandonar suas crenças ou suas convicções." E lembrou de João Amazonas e falou de Renato Rabelo. Dilma chamou Rabelo de irmão de luta. "Podemos ter, em vários momentos, alguns erros. Sempre respondo que devemos ter orgulho de muitos erros e deste orgulho eu compartilho com Rabelo, quando lutei no Brasil, num período muito difícil de lutar." E disse que um dos motivos que motivaram sua vinda à conferência da legenda foi a homenagem a Rabelo, que está deixando a presidência do PCdoB. Crise Durante seu discurso, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, fez críticas ao projeto de terceirização, conseguindo arrancar aplausos da presidente, mas também defendeu "o grande esforço do governo Dilma em proteger a economia nacional em tal situação de crise". "A presidente começou a procurar saída com medidas estruturantes", disse. Rabelo criticou também o papel da oposição de trabalhar "para o quanto pior, melhor" e disse que é preciso evitar medidas antidemocráticas. Segundo ele, é preciso trabalhar pela defesa do mandato legítimo e constitucional da presidente Dilma. "Eles querem derrubar a presidenta, nós queremos sustentá-la", afirmou. Apesar das críticas em relação a terceirização, Rabelo defendeu que o ajuste proposto pelo governo é necessário por conta de um período de crise internacional. "Acredito que a presidente tenha nitidez quanto alternativa a seguir", afirmou. Segundo ele, o apoio ao ajuste está ligado ao compromisso do governo em manter seus compromissos sociais. "É preciso de um ajuste que permita a retomada do crescimento, voltado para o progresso social", afirmou. Filiação O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em breve discurso na 10ª Conferência Nacional do PCdoB, brincou com a presidente Dilma Rousseff, dizendo que assim que ela terminasse o mandato, iria convidá-la para se filiar ao seu partido. O governador disse acreditar que Dilma levará o País a um porto seguro depois dessa crise e garantiu que seu partido está ao lado da petista em todos os momentos, mesmo os mais difíceis. A próxima presidente do PCdoB, Luciana Santos, que assume no lugar de Rabelo, disse em seu discurso que a presidente Dilma se tornou um exemplo para gerações de mulheres, com coragem para enfrentar as adversidades. "Sua trajetória política de coração valente pode nos conduzir a uma saída que garanta o desenvolvimento do País e os investimentos sociais."

Lula diz que nova candidatura depende de reação de Dilma

Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto Notícias Ao Minuto 9 horas atrás
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que só teria condições de ser candidato do PT e concorrer nas eleições de 2018 caso a avaliação da presidente Dilma Rousseff melhore e, então, ele tenha um legado para defender junto ao seus eleitores. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o político está preocupado com a crise política que atinge sua sucessora. A reportagem do jornal entrou em contato com alguns amigos e aliados de Lula. Eles relataram que o ex-presidente citou as eleições presidenciais de 1944, quando Leonel Brizola perdeu para o nanico Enéas Carneiro, terminando em quinto lugar. Esse fato ilustra o medo de Lula do que pode acontecer em 2018. Ainda de acordo com as fontes da Folha de S. Paulo, o político diz que não adianta pensar que ganharia votos apenas por ter decidido se candidatar, pois o eleitor olha para o futuro e não para o passado. Para se candidatar, então, Lula considera que o governo precisa ter uma avaliação, no mínimo, de 'regular'. Caso contrário, o PT deve escolher outro nome como candidato. Lula teria, inclusive, apresentado esses argumentos à Dilma. No entanto, aliados ponderam que Lula tem se colocado como responsável pelo projeto petista e, como tal, a possibilidade de ver seu legado terminar dessa forma mexe com ele. A esperança do ex-presidente é que, após o lançamento do plano de concessões prometido para 9 de junho, Dilma organize uma agenda positiva e consiga melhorar sua imagem.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Economistas alertam para risco de alta excessiva do juro no Brasil

O Banco Central corre o risco de prejudicar desnecessariamente a economia brasileira se continuar a subir os juros nos próximos meses
Economistas de sete dos principais bancos do país demonstraram em conversas recentes com a Reuters desconforto com a possibilidade de que a taxa básica Selic suba além do atual patamar de 13,25 por cento ao ano. Embora as expectativas de inflação continuem acima do centro da meta de 4,5 por cento para o fim de 2016, há dúvidas sobre a confiabilidade dos modelos estatísticos usados para as projeções, que podem estar subestimando o efeito do aumento do desemprego sobre os salários e os preços de serviços. Em vez de continuar a subir os juros, o BC deveria coordenar as expectativas de inflação, sinalizando com mais clareza que não pensa em reduzir a Selic no futuro próximo, disseram os economistas. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana e deve elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual, para 13,75 por cento ao ano. Com base na comunicação atual do BC, vários economistas acreditam que a Selic pode continuar subindo em julho e setembro, chegando talvez a 14,50 por cento. A continuidade da alta dos juros contrasta com a piora da economia. Em abril, a taxa de desemprego subiu a 6,4 por cento e quase 100 mil postos de trabalho foram fechados. "Já tem uma pressão (inflacionária) muito fraca por conta da recessão. Nesse sentido, (subir os juros) é um exagero", disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, em São Paulo. O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, afirmou recentemente no Twitter que o discurso de continuidade da alta dos juros diante do aumento do desemprego é "caricato". "É compreensível e legítimo que o Banco Central tenha a ambição de chegar ao centro da meta, mas dadas as circunstâncias... bastaria manter a taxa de juros inalterada por um determinado período", disse Barros à Reuters. A taxa Selic subiu 3,25 pontos percentuais desde outubro. No mesmo período, as expectativas de crescimento da economia desabaram: hoje, o consenso de mercado é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolherá 1,2 por cento neste ano, na maior recessão em 25 anos. O BC tem aumentado os juros para reduzir a inflação, atualmente acima de 8 por cento ao ano, para o centro da meta do governo até o fim do ano que vem. A alta da Selic também é parte dos esforços do governo para recuperar credibilidade entre investidores, após anos de políticas criticadas por economistas e agências de risco. Na terça-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, reiterou que a política monetária precisa estar "vigilante" para reduzir as expectativas de inflação. Atualmente, a projeção do cenário de referência do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a meta de inflação, ao fim de 2016 é de 4,9 por cento. Comentários do diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira, em reuniões recentes com economistas também foram interpretados como sinais de continuidade da alta dos juros na semana que vem, segundo participantes dos encontros. Procurado, o BC disse que não comentaria sobre avaliações de analistas de mercado. Projeções incertas Integrantes da equipe econômica, em condição de anonimato, também expressaram desconforto recentemente com a continuidade da alta dos juros, mas evitaram críticas ao BC. Os juros altos têm diminuído os investimentos, piorando a situação da economia e a arrecadação de impostos necessária para o ajuste fiscal. Agricultores, por exemplo, reduziram praticamente à metade a compra de colheitadeiras no primeiro trimestre, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os economistas que agora questionam a necessidade de mais aumentos dos juros são os mesmos que criticaram o BC pelo corte da Selic entre 2011 e 2012. Na época, o crescimento econômico não decolou e a inflação continuou a piorar. "Esse é um Banco Central que perdeu a credibilidade, então para resgatar a credibilidade perdida ele tem que dar uma dose adicional (de juros)", disse o ex-diretor do BC Paulo Vieira da Cunha. Muitos economistas ainda veem a continuidade do aumento dos juros como "apropriada". Mas, mesmo entre eles, há a avaliação de que os modelos estatísticos e econométricos não são robustos o bastante para prever o impacto do desemprego sobre a inflação. A questão foi debatida durante as reuniões de Awazu com economistas na semana passada, segundo participantes. Para o economista-chefe do Bradesco, outro problema é a própria meta de inflação, que usa o ano-calendário como referência e mantém o BC preso ao fim de 2016 como horizonte relevante para a política monetária. Nenhum economista consultado pela Reuters defende que o BC passe a cortar a Selic. A sugestão é que o banco comunique com mais clareza que pretende manter a Selic estável por tempo prolongado e não cortá-la no início do ano que vem, como projeta a curva de juros local. A intenção ecoa dentro da equipe econômica. Segundo disse um integrante da equipe à Reuters na semana passada, em condição de anonimato, o BC só pensará em reduzir a Selic quando as expectativas de inflação caírem abaixo de 4,5 por cento. Data de Publicação: 29/05/2015 às 20:00hs Fonte: Reuters

Prefeito entrega certificado de registro no SIM para fábrica de queijos de Sorriso 29/05/2015 17:20

A prefeitura de Sorriso entregou, esta manhã, o certificado de registro no Serviço de Inspeção Municipal - Produtos de Origem Animal (SIM) do estabelecimento Queijaria Nossa Senhora de Fátima. O documento foi entregue pelo prefeito Dilceu Rossato ao empresário Lenoir Landskron. A fábrica produz queijo colonial no assentamento Jonas Pinheiro há três anos. Com o selo de inspeção, a queijaria adquire legitimidade para a comercialização de produtos inspecionados. “Agradecemos muito a Prefeitura e toda a equipe da secretaria de Agricultura que foi muito importante para que conseguíssemos esse selo. Com ele, poderemos comercializar nossos produtos no mercado”, disse Lenoir. Segundo o secretário de Agricultura, Afrânio Migliari, com a certificação a agricultura familiar consegue competir no mercado com produtos de qualidade. “Essa é uma experiência nova, resultado de um trabalho que a Prefeitura vem fazendo desde 2013. Agora, o produtor rural terá condições de produzir com excelência e o consumidor levar para sua mesa produtos de qualidade”. Fonte: Assessoria

Louisiana lidera plantio de soja nos EUA

29/05/15 - 15:46 O estado americano do Louisiana está na frente no plantio de soja nos Estados Unidos. O estado chegou a 90% da superfície prevista no último domingo, segundo o relatório divulgado pelo Departamento da Agricultura (USDA) do país no dia 24 de maio. Tradicionalmente, os estados do Sul começam e, portanto, terminam o plantio da oleaginosa antes que os demais. Entre os estados com volume significativo de produção, Nesbraka, no Meio-Oeste, lidera o progresso do plantio de soja com 85% da área. Em todo o país, os trabalhos chegaram a 55% do previsto, o que está de acordo com a média de anos anteriores. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

Inscrição com desconto para participar do CBSoja termina dia 5

29/05/15 - 15:25 Os interessados em participar do VII CBSOJA e do Mercosoja 2015 têm até o dia 5 de junho para fazer a inscrição antecipada e garantir desconto no valor. As inscrições antecipadas deverão ser feitas via internet, pelo site www.cbsoja.com.br. São esperados cerca de 2 mil participantes para debater as perspectivas para a cultura da soja, tanto os aspectos tecnológicas quanto os de mercado. A programação técnica tratará de questões relacionadas à produção de soja, ao armazenamento e transporte e à comercialização. Também terá espaço de destaque as novas tecnologias que irão mudar os paradigmas de produção, a discussão sobre as mudanças climáticas e as estratégias de mitigação do problema para a agricultura, entre outros temas. O CBSoja irá contar com 75 palestrantes, sendo 25 internacionais, 15 painéis e 12 conferências. Trabalhos científicos - A comissão organizadora do VII CBSOJA e do Mercosoja 2015 selecionou ainda 370 trabalhos técnico-científicos para apresentação em formato pôster. As pesquisas selecionadas representam os resultados atualizados de pesquisa em áreas como: Biotecnologia, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Economia Rural, Comercialização e Transferência de Tecnologia, Entomologia, Fisiologia Vegetal, Agrometeorologia e Práticas Culturais, Fitopatologia, Genética e Melhoramento, Microbiologia, Fertilidade e Nutrição de Plantas, Plantas Daninhas e Tecnologia de Sementes. O grande número de trabalhos aprovados pela comissão organizadora mostra que a discussão científica das inovações em diferentes áreas de conhecimento será amplamente debatida no evento. Informações e inscrição pelo site do evento: www.cbsoja.com.br Agrolink com informações de assessoria

29/05/2015 - 16:23

Produtores de queijo artesanal questionam legislação federal ALMG "É uma grande indústria que clama por um marco regulatório definitivo”. A afirmação, em tom de desabafo, foi feita pelo presidente da Associação dos Produtores de Queijo da Serra da Canastra (Aprocan), sediada em São Roque de Minas (Centro-Oeste de Minas), João Carlos Leite, em audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (27/5/15) pela Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A declaração ilustra o dilema vivido atualmente pelo setor em Minas, que conta com uma legislação estadual avançada, mas que tem sua atuação restrita pela falta de sintonia com a regulamentação em nível federal. Esse descompasso dificulta a legalização de produtores e, sobretudo, a comercialização do queijo artesanal mineiro, de qualidade reconhecida nacionalmente, em outros Estados. Resultado de amplo processo de pesquisa, consulta e negociações com os produtores e órgãos de fiscalização sanitária, a Lei 20.549, de 2012, fruto de um projeto do deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB) aprovado pela ALMG, representou mais do que a simples valorização do queijo artesanal mineiro, estabelecendo um novo marco legal para a expansão do negócio, incluindo, além do queijo curado (termo que designa o tempo de maturação do produto), outros tipos de queijo artesanal, como o meia-cura (o preferido pelo mercado), o cabacinha e o requeijão artesanal, abrindo a possibilidade ainda para que outros, que podem ou não ser produzidos com leite de vaca, sejam reconhecidos no futuro. A grande diferença é que, pelas regras anteriores, para se legalizar, o produtor precisava primeiro adaptar sua queijaria às regras vigentes, para só depois se registrar no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Para estimular o cadastro dos produtores no órgão de controle sanitário do Estado, a Lei 20.549 criou um meio termo, em que o produtor fica autorizado a comercializar seus queijos durante um determinado período, que pode inclusive ser ampliado conforme as metas sejam cumpridas, até que consiga a habilitação sanitária definitiva. Mas, na prática, ainda há entraves que desestimulam o produtor, entre eles a ausência de universalização da habilitação sanitária e, mais especificamente, a complexidade na regularização tributária das chamadas agroindústrias familiares dos queijos artesanais. Os deputados Fabiano Tolentino (PPS), presidente da comissão; Emidinho Madeira (PTdoB), Nozinho (PDT), Inácio Franco (PV) e Rogério Correia (PT) assinaram o requerimento que possibilitou o debate desta quarta-feira (27). “Com muita luta, conseguimos uma legislação mais à altura da agroindústria familiar, mais prática, objetiva, mas logo depois começaram os aborrecimentos com esse modelo burocrático de Estado, que é totalmente anacrônico. Fizemos a lei, mas ela não chega na ponta com a qualidade que é preciso. A burocracia faz do poder público um inimigo, não um parceiro do produtor, e não vejo vontade de ver as boas coisas acontecerem”, avaliou o deputado Antônio Carlos Arantes. O deputado Fabiano Tolentino ressaltou o papel da comissão nessa intermediação, fazendo um histórico dos temas já discutidos nesta legislatura. “Nossa intenção é ajudar toda a cadeia produtiva. Afinal, não podemos ignorar o papel da agricultura e da pecuária no PIB do Estado. O produtor rural é aquele que cresce mesmo com a crise, muitas vezes diante da falta de políticas públicas”, lamentou. Política suprapartidária - O deputado Gustavo Valadares (PSDB) lembrou as dificuldades vividas pelos produtores de queijo artesanal de Medeiros, município vizinho de São Roque de Minas na Serra da Canastra. “A questão tributária é um empecilho. É preciso menos burocracia e mais estímulos à regularização dos produtores informais, uma política suprapartidária, pois são erros cometidos por todos os governos”, afirmou. Posição semelhante foi defendida pelo deputado Rogério Correia. “Não podemos partidarizar o debate, e sim, tentar resolver os problemas”, disse. O deputado Nozinho ressaltou a importância da Comissão de Política Agropecuária no apoio aos pequenos produtores do Estado. Já o deputado Inácio Franco, apesar de reconhecer a importância de um controle sanitário eficiente, lamentou o alto grau de informalidade no setor. Agricultura familiar - O termo agroindústria familiar refere-se à atividade agroindustrial de pequeno porte (até 250 m² de extensão), em área rural, gerida por agricultores familiares. De acordo com a consultoria da ALMG, há mais de dez anos o Legislativo estadual tem trabalhado por uma política de inclusão e formalização da agroindústria familiar, de forma a manter os produtos típicos da cultura mineira e aumentar o valor agregado dos produtos provenientes da atividade, como queijos, goiabada e farinhas, entre outros. A política sanitária das agroindústrias é um tema em evidência nesse debate. A relevância da questão pode ser verificada na medida em que 99% dos cerca de 30 mil produtores de queijo artesanal do Estado trabalham na clandestinidade, sem inspeção e alvará sanitário. Entre os 1% de produtores regularizados, apenas 10% possuem registro para venda do produto em outros Estados. No que se refere à agricultura familiar de outros produtos em geral, a clandestinidade dos produtores cai para 96% - números que apontam para a necessidade de uma política mais forte de inclusão e estímulo à formalização. Produtores miram fama dos queijos artesanais franceses Uma das principais lideranças dos produtores de queijo artesanal, João Carlos Leite reconheceu o papel da ALMG, em especial da Comissão de Política Agropecuária, nos avanços obtidos até aqui, que já garantiram o aumento da renda do pequeno produtor. Ao comparar a situação do queijo artesanal mineiro, que é centenário e com raízes remontando ao Brasil Colônia, com a situação vivida pelos produtores franceses, o presidente da Aprocan alerta que ainda há um longo caminho pela frente. “Não entendo a percepção da sociedade brasileira, que come o queijo artesanal, mas muitas vezes é contra a sua produção. A regulamentação da indústria deve ser diferente da agroindústria familiar. Precisamos inverter essa lógica, pois em qualquer lugar do mundo é assim”, destacou. Segundo João Carlos Leite, as instruções normativas editadas pelo Governo Federal têm facilitado a comercialização, mas dificultado a produção, sob o argumento do risco sanitário. Uma das maiores polêmicas diz respeito ao tempo de maturação, no qual estudos apontam o tempo mínimo de 17 dias, contra uma maturação bem inferior dos queijos artesanais mineiros, sob pena de descaracterização do produto. “Nós, da Canastra, avançamos muito, e para isso tivemos que ver como esse mercado funciona na França. Há muita semelhança, mas a diferença é que, no caso de Minas, temos mais queijo sendo fabricado do que mineiro para comê-lo. Por isso, temos que levá-lo para fora. Por isso, abrimos uma frente de batalha dentro do Ministério da Agricultura. De nada adiana avançar em Minas e regredir em Brasília”, apontou João Carlos Leite. Na França, segundo ele, há 458 tipos de queijo artesanais catalogados, famosos e valorizados no mundo inteiro. Na Serra da Canastra, os produtores legalizados vendem a unidade padrão por valores entre R$ 30 e R$ 50, contra um preço médio de R$ 10 praticado pelos produtores que atuam à margem da lei. “A lei da oferta e da procura é implacável, e isso dá margem para abusos. A segurança alimentar sempre foi nosso objetivo, pois temos que preservar um ativo financeiro capaz de gerar milhões de reais”, defendeu João Carlos Leite. Serro - O presidente da Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro, Eduardo José de Melo, apoiou as declarações dadas pelo colega da Canastra, reforçando a importância de uma divulgação melhor para que o consumidor saiba identificar o queijo artesanal de qualidade e produzido legalmente. “Já vi queijo que supostamente foi produzido na minha região sendo vendido a até R$ 5 na porta de supermercado. O consumidor não sabe o que está comprando”, alertou. Já o diretor de Política Agrícola e Cooperativismo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), Marcos Vinícius Dias Nunes, também chamou a atenção para a necessidade de o Estado dar tratamento diferenciado à agricultura familiar, em comparação com a agroindústria. “Também defendemos a regularização, mas é preciso dar condições para que isso aconteça. Todos somos consumidores e queremos produtos de qualidade. O problema é o grande número de legislações, muitas vezes desconectadas”, analisou. Fiscalização tenta conciliar normas sanitárias com estímulo à produção O diretor-geral do IMA, Márcio da Silva Botelho, disse que o órgão trabalha no fio da navalha. “Temos que lidar com produtores habilitados e outros que não são. Uns pedem mais facilidade para produzir, mas também somos cobrados por quem está habilitado para fiscalizar aqueles que não são. Nossa preocupação maior é com a saúde do consumidores; o que temos para atuar é a legislação”, afirmou. Ele informou que atualmente há 245 queijarias certificadas no Estado e dois entrepostos que garantem o livre trânsito do produto para outros Estados. “O governo tem tentado ajudar o produtor em várias frentes, tanto da porteira para dentro, na produção, quanto da porteira para fora, na comercialização, sobretudo quando o que está em jogo é o sucesso da agricultura familiar”, garantiu o diretor de Infraestrutura Básica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Fernando Rabelo. Nesse sentido, segundo ele, a legislação estadual está em processo permanente de aprimoramento. “Mas, mesmo na agricultura familiar, o processo de regularização é importante para garantirmos a segurança alimentar, até para que seus produtos tenham acesso a todos os mercados”, comparou. Na mesma linha, Kalil Jabour, assessor da Superintendência de Tributação da Secretaria de Estado de Fazenda, garantiu que, no aspecto tributário, não há mais obstáculos à produção e comercialização de queijo artesanal. “Não houve a adequação da legislação, no mesmo patamar, no plano federal, e aí surgiram problemas sobretudo para as associações de produtores. Quanto à questão sanitária, o problema é que não há como se regularizar do ponto de vista tributário se isso não for resolvido primeiro”, informou. Assistência - Por fim, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Nivaldo da Silva, reforçou a importância da preocupação das autoridades com a questão sanitária. “Temos que ter condições sanitárias compatíveis com a segurança alimentar. Para isso é fundamental, por exemplo, garantir leite de qualidade. A lei estadual foi muito bem elaborada, mas temos que garantir as condições para que ela funcione plenamente. Onde o produtor pode se apoiar para ter uma assistência profissional?”, questionou.

29/05/2015 - 15:55

Câmara Árabe apresenta o vasto potencial de exportação gerado pela certificação halal Anba Além de alimentos como carne bovina e frango, o selo halal pode constar em uma variedade de itens alimentícios, além de mercadorias como cosméticos e remédios. Esta foi a principal mensagem da palestra Potencialidades do Mercado Halal, ministrada por Tamer Mansour, gerente de relações governamentais da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, nesta quarta-feira (27), em São Paulo. A plateia era formada por empresários e executivos de diferentes segmentos. A palestra contou ainda com a presença de Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe, e Rubens Hannun, vice-presidente de Comércio Exterior da entidade. “Hoje, o Brasil é o maior produtor de alimentos halal do mundo, mas não utiliza nem 20% das potencialidades deste mercado”, apontou Mansour. De acordo com o executivo, o Brasil já “entende e respeita o significado do halal”, mas precisa aproveitar melhor as oportunidades que este mercado oferece. No mundo, há 1,7 bilhão de muçulmanos. O conceito de halal, explicou, inclui tudo o que é lícito na vida de um muçulmano e exclui a utilização de ingredientes proibidos, como álcool e carne de porco. Isso não se limita, porém, ao consumo puro destes produtos. A proibição se estende a qualquer item que contenha insumos de origem suína ou tenha álcool em sua composição. “Precisamos mostrar que os produtos tiveram uma fiscalização rigorosa do ponto de vista sanitário para assegurar que não tiveram contato com produtos proibidos”, disse Mansour sobre os cuidados necessários na fabricação de um item, alimentício ou não, para que ele seja considerado halal. “A cadeia de produção não pode ter nenhum processo no qual tenha sido usado álcool, ingrediente de origem suína ou animal que não tenha sido abatido de acordo com a lei islâmica”, ressaltou. Entre os itens que o Brasil poderia expandir suas vendas ao mercado externo se tivesse certificação halal está a gelatina. “O Brasil é um grande produtor de gelatina [de origem bovina], mas é o que menos exporta porque isso demanda um sistema de rastreabilidade, para assegurar que a produção da gelatina é halal, e nós não temos esse sistema”, lamentou. Além dos alimentos, itens como cosméticos e produtos farmacêuticos também podem receber a certificação halal. “Os cosméticos halal não utilizam álcool”, destacou o executivo. De acordo com Mansour, há um grande mercado halal em países asiáticos, como Malásia e Indonésia, entre outros, no qual o conceito do halal está presente em diversas áreas. Em Bangkok, por exemplo, há um hotel com a bandeira halal. Nos quartos, não há bebidas alcóolicas, há praias privativas para mulheres e crianças e toda a comida servida é certificada. “No Brasil, há uma comunidade árabe de 12 milhões de pessoas, mas poucos restaurantes com comida halal”, disse o executivo, apontando que há um nicho muito grande a ser aproveitado pelo empresariado nacional. Outro exemplo dado por Mansour de como o halal é um conceito que pode ser aplicado em várias áreas está no Porto de Rotterdam, na Holanda. Lá, há um terminal exclusivo para abrigar cargas com certificado halal, evitando, assim, o contato com produtos não permitidos aos muçulmanos.