quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Clima afeta 30% da safra e valor da manga sofre queda em Aguaí, SP

Clima afeta 30% da safra e valor da manga sofre queda em Aguaí, SP Chuva e falta de produtividade da planta são os motivos, diz agrônomo. Custo de R$ 0,30 a R$ 0,50 o quilo deve chegar a R$ 1 apenas em março
Produtores de manga de Aguaí (SP) estão decepcionados com a safra, que deve ser 30% menor este ano. O clima atrapalhou o desenvolvimento da fruta, o que acabou afetando o preço no mercado. Na lavoura do produtor rural Demitre Dimov os pés da variedade Palmer não estão carregados como na temporada passada. Algumas mangueiras simplesmente não deram frutas. “Tem plantas que produziram bem e outras que não produziram quase nada. A quebra de safra no meu pomar é em torno de 30%”, avaliou. saiba maisCom crise, 40 mil hectares de laranja perdem espaço para cana-de-açúcar Com a safra do milho verde, comerciantes vendem produto nas rodovias da região Produtores investem em uvas para fabricar espumantes em Divinolândia O engenheiro agrônomo Valdo Prado Nunes explicou que a situação ocorre por dois motivos. O primeiro dele foi a alta produtividade das plantas na safra anterior. O outro teria sido a falta de chuva durante a florada. “Provavelmente os produtores da região tentaram interferir no ciclo de produção da manga, quebrando a primeira florada e induzindo a uma nova. Por causa dessa chuva também, pode ter ocasionado uma quebra na produção”, disse. Em uma propriedade da cidade vizinha Casa Branca (SP), o produtor está perdendo manga. A variedade é diferente, a tommy atkins, que dá mais cedo. Normalmente a safra termina na primeira semana de janeiro, mas neste ano a colheita se estenderá até meados de fevereiro, por causa do clima. Esse atraso prejudicou as vendas. “Estamos colhendo só as maduras para não perder muito”, relatou o produtor rural Wilson Martucci.

31/01/2013 19:18

31/01/2013 19:18 COTAÇÃO DO CAFÉ - NY encerrou as operações em queda de Infocafé de 31/01/13 MERCADO INTERNO BOLSAS N.Y. E B.M.F. Sul de Minas R$ 345,00 R$ 335,00 Contrato N.Y. Fechamento Variação Mogiano R$ 345,00 R$ 335,00 Março/2013 146,95 -0,75 Alta Paulista/Paranaense R$ 330,00 R$ 320,00 Maio/2013 150,00 -0,70 Cerrado R$ 350,00 R$ 340,00 Setembro/2013 155,70 -0,60 Bahiano R$ 330,00 R$ 320,00 * Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%. Contrato BMF Fechamento Variação Cons Inter.600def. Duro R$ 290,00 R$ 280,00 Março/2013 181,30 -0,50 Cons Inter. 8cob. Duro R$ 310,00 R$ 300,00 Setembro/2013 191,85 -0,10 Dólar Comercial: R$ 1,9870 Dezembro/2013 194,95 +0,05 A oferta ampla no Brasil continua ditando as regras no mercado cafeeiro. Nesta quinta-feira, N.Y. encerrou as operações em queda de -0,75 pontos na posição março, após oscilar entre a máxima de +0,90 e mínima de -1,15 pontos. Na manhã desta quinta-feira registrou volatilidade nos negócios com dólares, diante da definição da taxa Ptax, que servirá nesta sexta-feira, como referência para liquidação de derivativos cambiais. A tarde, após a Ptax fechar, a negociação da moeda deixou de lado os fatores técnicos e se firmou no território negativo e fechar cotada a R$ 1,9870 com baixa de 0,15%. Pela manhã, o governo trouxe uma novidade para o cenário, ao publicar decreto que zera a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em fundos de investimentos imobiliários. A medida, que busca incentivar este mercado, não traz efeitos de curto prazo relevantes para o câmbio. Mas, conforme alguns analistas, está é mais uma porta de entrada de recursos que é destravada pelo governo, após as ações do fim do ano passado para reduzir as barreiras à entrada de dólares e em um momento em que o fluxo cambial no Brasil segue negativo. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os bancos a conceder prazo adicional de 60 dias para pagamento da primeira parcela de reembolso de financiamentos para o setor de café. O benefício compreende financiamentos para estocagem e custeio convertido em estocagem contratados no ano passado com recursos do Funcafé para vencimento entre 1º de dezembro de 2012 e 31 de março de 2013. A exportação mundial de café apresentou elevação de 3,05% em dezembro passado, em comparação com o mesmo mês de 2011. Foram embarcadas 9,420 milhões de sacas ante 9,141 milhões de sacas em dezembro de 2011. A informação foi divulgada hoje pela Organização Internacional do Café (OIC). A exportação mundial nos três primeiros meses do ano cafeeiro 2012/13 (outubro 2012 a dezembro de 2012) apresentou elevação de cerca de 15%, para 28,3 milhões de sacas, em comparação com perto de 24,6 milhões de sacas no período anterior. De janeiro a dezembro de 2012, a exportação de café arábica totalizou 66,53 milhões de sacas, em comparação com volume de 67,04 milhões de sacas no ano anteri or. O embarque de robusta no período foi de 46,62 milhões de sacas, em comparação com 37,53 milhões de sacas. A colheita de café robusta em Uganda, maior produtor da variedade na África, deve sofrer atrasos devido às fortes chuvas nas regiões oriental e central do país, segundo um representante do setor. O volume de chuvas, acima da média, está prejudicando a secagem dos grãos e atrasando a colheita, que já está em andamento, disse David Muwonge, diretor de marketing e produção da União Nacional dos Negócios de Café e Empreendimentos Agrícolas, ou Nucafe. As fortes chuvas também devem provocar a redução dos embarques nas próximas semanas. "Normalmente, as regiões produtoras têm clima seco nesse período, mas em vez disso estão enfrentando fortes chuvas", disse Muwonge, acrescentando que as condições estão prejudicando entregas e impedindo caminhões de acessar algumas áreas. A colheita principal nas regiões oriental e central começou em outubro e deveria se encerrar em meados de fevereiro. Segundo Muwonge, a previsão agora é de que termine no final de março. De acordo com dados da Autoridade de Desenvolvimento do Café do país, as exportações de Uganda nos três primeiros meses da safra 2012/13, que vai de outubro a setembro, caíram 6%, para 641,828 sacas. Muwonge disse, no entanto, que as chuvas não devem comprometer o volume de produção, apenas a qualidade dos grãos. As informações são da Dow Jones. ----------------------------------------------------------------------------

Café : Genérico do Nespresso entra no mercado brasileiro

30/01/2013 Café da terra Com o lançamento do Nespresso, em 1986, a Nestlé levou para o mercado de café o modelo de negócios disseminado pela lâmina de barbear Gillette, da americana P&G, no qual um item é comercializado a preço baixo ou dado de graça para aumentar o desempenho de outro produto complementar. A multinacional suíça vendia máquinas de café expresso baratas, que funcionavam com cápsulas de alumínio fechadas a vácuo, exclusivas para seus equipamentos. Por quase 25 anos, a Nestlé reinou sozinha nesse mercado, patenteando a ideia. Somente em 2011, a marca Nespresso, conhecida como a Louis Vuitton dos cafés, faturou US$ 3,7 bilhões. Melhor ainda, nos últimos quatro anos, a receita dessa divisão tem crescido na casa dos dois dígitos. E, segundo analistas, tem uma margem de lucro de 30%, três vezes superior ao de outros tipos de café. Com margem tão boa, os rivais resolveram questionar a patente da Nespresso. E, desde 2010, já vendem cápsulas genéricas na Europa. Essa disputa chega agora ao mercado brasileiro. A partir de fevereiro, a subsidiária da holandesa D.E Master Blenders 1753, que herdou as marcas de café e chá da americana Sara Lee, começará a vender cápsulas do Café do Ponto compatíveis com as máquinas da Nespresso. “Estimamos que existam cerca de 500 mil unidades em funcionamento no Brasil”, afirma Ricardo Souza, diretor de marketing da Master Blenders. “Por enquanto, as cápsulas só estarão à venda em nossas franquias, mas no médio prazo pretendemos colocá-las no varejo.” A Master Blenders, que além do Café do Ponto é dona de marcas como Caboclo e Pilão, entre outras, será a primeira concorrente a desafiar a Nespresso no Brasil. Sua missão, no entanto, não será fácil. “Os clientes da Nespresso aprenderam a apreciar o café e viraram fãs da marca”, afirma Eduardo Ayrosa, professor de marketing da universidade Unigranrio, do Rio de Janeiro. “A única forma de conquistar seu espaço é cobrando menos.” A guerra de preços já começou. A cápsula do Café do Ponto será vendida a R$ 1,50 a unidade. É o mesmo preço cobrado hoje pela Nespresso em seu “pretinho básico” ristretto, o mais popular. Até novembro passado, a suíça cobrava R$ 1,90. Sem entrar no mérito da qualidade dos produtos, o consumidor já saiu ganhando. No Velho Continente, a concorrência existe há três anos. Com o vencimento da patente de uma das tecnologias da cápsula, outros fabricantes entraram nesse segmento. A empresa suíça até recorreu à Justiça alegando quebra de patente, mas a ação não conseguiu conter a ofensiva das rivais. Uma delas foi a compatriota Ethical Coffee, fundada por Jean-Paul Gaillard, que foi diretor da Nespresso entre 1988 e 1997. “Criei as cápsulas da Nespresso e agora encontrei uma forma de melhorá-las, sem quebrar a patente”, afirmou Gaillard à DINHEIRO, em agosto de 2010. Outra companhia que se aproveitou dessa brecha foi justamente a Master Blenders, que lançou a linha de cápsulas LOR. O produto, aliás, é exatamente o mesmo que chegará ao Brasil em fevereiro, mas terá apenas seis dos 15 sabores disponíveis no mercado europeu e na Austrália. “Escolhemos os tipos que tinham mais a ver com o paladar dos brasileiros”, afirma Souza. O lançamento é parte da estratégia de consolidar a empresa na liderança do mercado de café e reforçar a imagem premium do Café do Ponto. Para isso, a companhia ampliará sua rede de cafeterias dos atuais 86 pontos para 300, até 2018. A tarefa está a cargo do argentino Juan Carlos Dalto, que assumiu o comando da empresa em outubo, substituindo o brasileiro Dantes Hurtado, demitido por conta de uma fraude que custou R$ 200 milhões à filial brasileira. O tempo dirá se o genérico conseguirá desbancar o Nespresso, ou se vai virar um café para se oferecer ao cunhado sem noção. As informações são de IstoÉ Dinheiro, segundo noticiou o CaféPoint. Fonte : Safras & Mercado

Bolsas

Bolsas Vale ajuda Ibovespa a driblar pessimismo externo Marcelo Ribeiro (mribeiro@brasileconomico.com.br) 31/01/13 18:40
Enquanto balanços corporativos penalizaram as bolsas europeias, indicadores econômicos deixaram Wall Street sem tendência definida. As ações da Vale puxaram a alta do Ibovespa na sessão desta quinta-feira (31/1). No último pregão de janeiro, o principal índice da BM&FBovespa subiu 0,72%, aos 59.761 pontos, com giro financeiro de R$ 8,88 bilhões. Segundo Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos, a recomendação de compra dos papéis da mineradora por corretoras foi o estopim para a valorização dos ativos da empresa. "O preço do minério em alta também favoreceu o movimento comprador", explica. Ao final da sessão, os papéis VALE3 e VALE5 tiveram incremento de 3,90% e de 3,78%, cotados a R$ 40,26 e R$ 38,70, respectivamente. Por sua vez, Luis Gustavo Pereira, economista-chefe da Futura Corretora, atribuiu o bom humor dos agentes domésticos à informação de que o governo decidiu zerar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para estrangeiros nas operações de aquisição de cotas de Fundos de Investimento Imobiliários. "Podemos esperar mais investimento externo nos próximos meses". Por outro lado, o destaque negativo ficou para as ações das empresas de Eike Batista, especialmente a OGX Petróleo (OGXP3), que recuou 6,18%, a R$ 4,10. "Não há nenhum motivo específico que acarrete essa derrocada do papel. O setor petrolífero está sofrendo muito com o reajuste abaixo do esperado anunciado pela Petrobras. Isso pode ter contribuído para esse desempenho", avalia Oltramari. Nos Estados Unidos, os índices operam perto da estabilidade, com viés negativo prevalecendo. Há pouco, o Dow Jones recuava 0,22%, o S&P 500 caía 0,15% e o Nasdaq depreciava 0,01%. O aumento da renda dos consumidores em 2,6% no mês de dezembro foi apontado como um ponto de referência positivo para os investidores de Wall Street. Além disso, a atividade industrial de Chicago melhorou expressivamente em dezembro, voltando a ficar acima da barreira dos 50 pontos, o que indica expansão do setor. Em contrapartida, o número de solicitações de seguro-desemprego aumentou para 368 mil na última semana, ficando pior do que as estimativas do mercado. "O índice referente ao mercado de trabalho desanimou os investidores, mas os indicadores referentes à indústria e à renda dos consumidores conseguiram manter as bolsas próximas da estabilidade", aponta o analista-chefe da XP Investimentos. No continente europeu, os índices encerraram em queda, refletindo o desempenho de balanços corporativos. O CAC 40, de Paris, depreciou 0,87%; o DAX, da Alemanha, perdeu 0,45%; e o FTSE 100, de Londres, cedeu 0,73%. O principal destaque negativo foi o resultado apresentado pelo Santander, que reportou queda de 59% no lucro líquido, ao registrar ganhos de € 2,205 bilhões em 2012. Destaques De volta ao Ibovespa, as ações da Hypermarcas (HYPE3) e do Pão de Açúcar (PCAR4) tiveram as maiores altas, avançando 5,01% e 4,22%, respectivamente. Por outro lado, o papel da MMX (MMXM3) registrou a segunda maior queda do índice, retraindo 2,87%, cotado a R$ 3,39. Câmbio No mercado de câmbio, dólar subiu 0,05% frente o real, cotado a R$ 1,990 para a venda.

Estoques mundiais baixos trazem boas perspectivas à Fibria

Estoques mundiais baixos trazem boas perspectivas à Fibria Lucas Bombana (lbombana@brasileconomico.com.br) 31/01/13 16:07
O estoque de celulose da Fibria encerrou dezembro em 690 mil toneladas, ou 46 dias. Boa parte do sentimento positivo da Fibria para o mercado em 2013 está relacionado com os níveis nos quais se encontram os estoques de celulose. "Realmente fechamos o ano com nível de estoque bem baixo. Não pretendemos trabalhar de forma regular ao longo do ano com esse nível", falou Henri Philippe Van Keer, diretor comercial da Fibria. O estoque de celulose da Fibria encerrou dezembro em 690 mil toneladas, ou 46 dias. O crescimento nas vendas da companhia - tiveram elevação de 7% de outubro a dezembro -, e a consequente redução dos estoques da empresa, segundo Keer, não decorrem de um processo de recomposição global de estoques, mas da demanda aquecida, principalmente na China, que irá adicionar uma demanda por celulose de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas no biênio 2012-2013. "As estatísticas estão provando que o estoque que está nas mãos dos produtores e dos consumidores está baixo na Europa, nos Estados Unidos, e no mundo inteiro", disse o diretor comercial. Keer ponderou que o mercado está sentindo a saída de Jari, sendo que ainda não está sendo beneficiado pela nova capacidade da Eldorado. "Isso combinado com a parada das nossas fábricas (Aracruz C em janeiro, e Veracel em março) ajuda a trabalharmos com um cenário de estoques apertados ao longo do primeiro trimestre". Embora a previsão mais segura em relação aos estoques tenha março como horizonte, o diretor ressaltou que a visão da Fibria para o mercado de celulose é positiva para o ano inteiro. "Só vemos o impacto de Eldorado neste ano. A demanda deve absorver sem problemas essa capacidade". Em razão do atual momento, Keer admitiu que sua companhia não está enfrentando grandes dificuldades para promover reajustes nos preços da matéria-prima. O preço da celulose de fibra curta iniciou o ano passado em US$ 652 por tonelada, e encerrou a US$ 776, evolução de 19%. Capacidade instalada Marcelo Castelli, presidente da Fibria, afirmou que dificilmente teremos em 2013 grandes avanços da Fibria no campo de sua capacidade, hoje em 5,3 milhões de toneladas. "Em relação a ganhos expressivos, não vejo alta probabilidade. Não temos projetos de grande expansão da capacidade atual", disse o executivo. "Trabalhos de eficiência na área industrial, florestal, podem levar a ganhos considerados normais de perpetuidade, de 0,5%". Custos Em relação aos custos da Fibria, que cresceram 10% no quarto trimestre, Guilherme Cavalcanti, diretor de finanças e de relações com investidores da empresa, falou que a desoneração na folha de pagamentos trará uma melhora competitiva entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões. "Temos boas chances de ter mais um ano de performance outlier (ponto fora da curva) relativa às demais empresas do setor e de commodities".

Papel & Celulose

Papel & Celulose Fibria espera ganhar processo movido pela Receita Lucas Bombana (lbombana@brasileconomico.com.br) 31/01/13 16:21
A empresa foi multada no ano passado por uma operação de troca de ativos feita em 2007 com a International Paper (IP). A Receita Federal autuou a Fibria em R$ 1,6 bilhão em dezembro do ano passado, devido a uma troca de ativos feita em 2007 com a International Paper (IP). Guilherme Cavalcanti, diretor de finanças e de relações com investidores da Fibria, explicou que a companhia não fez provisionamentos dessa autuação porque os advogados da companhia classificaram a perda do montante como "possível". São três as categorias de classificação em um processo como esse - remota, possível e provável -, sendo que o provisionamento é necessário somente no último dos casos. "Segundo os advogados, temos boas chances de ganhar a causa ainda na esfera administrativa", disse Cavalcanti. O diretor afirmou que esse processo deve durar entre três e quatro anos, e que novidades sobre o caso não são esperadas para o curto prazo

Agronegócio

Agronegócio JBS aluga fábricas de processamento de aves em SC Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br) 31/01/13 18:48
Contrato tem prazo de cinco anos, prorrogável por igual período de tempo. A JBS informou nesta quinta-feira (31/1) que assinou contrato para alugar por cinco anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco, as instalações da Tramonto Alimentos, localizadas no município de Morro Grande, no estado de Santa Catarina. As instalações são compostas por uma fábrica de processamento de até 120 mil aves por dia, em pleno funcionamento, e aprovada para os principais mercados de exportação, e uma fábrica de ração, compatível com a capacidade de processamento da unidade. A JBS pretende incorporar as atividades dessas fábricas às outras unidades de frango localizadas na região sob a bandeira JBS Aves. "O objetivo é atender, principalmente, os mercados de exportação, ofertando a seus clientes produtos de qualidade e custos competitivos, trazendo, dessa forma, maior valor para seus acionistas", diz a empresa, em nota

Energia

Energia CPFL Paulista irá emitir R$ 505 milhões em debêntures Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br) 31/01/13 20:20
CPFL Piratininga também fará emissão de debêntures, de R$ 235 milhões. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista), em reunião do conselho de administração realizada nesta quinta-feira (31/1), aprovou a sétima emissão de debêntures. Serão emitidos até 50,5 mil ativos, no valor unitário de R$ 10 mil, totalizando R$ 505 milhões. A operação será em série única, datada de 5 de fevereiro de 2013. O capital levantado com a operação será utilizado para alongar o endividamento da CPFL Paulista, e para reforçar seu capital de giro. O prazo de vigências das debêntures será de oito anos. A amortização do valor nominal unitário das debêntures será feita anualmente, no dia 5 de fevereiro de cada ano, a partir do quinto ano a contar da data de emissão. A companhia irá realizar a amortização de 25% da dívida a cada ano, do quinto até o oitavo ano a partir da data de emissão. A partir do 37° mês contado da data de emissão, a CPFL Paulista poderá, a seu exclusivo critério, resgatar os ativos antecipadamente, total ou parcial, pelo seu valor nominal unitário, acrescido de remuneração e prêmio máximo de 0,50%. A remuneração das debêntures contemplará juros remuneratórios, a partir da data de emissão, correspondentes à variação acumulada de 100% das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros (DI) de um dia, acrescida de uma sobretaxa de 0,83% ao ano. A remuneração será paga semestralmente, sendo o primeiro em 5 de agosto de 2013, e os demais no dia 5 dos meses de fevereiro e agosto subsequentes. CPFL Piratininga O conselho da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL Piratininga) também aprovou a sétima emissão de debêntures. Serão emitidos até 23,5 mil ativos, no valor unitário de R$ 10 mil, totalizando R$ 235 milhões. O restante das características são idênticas à de sua coligada.

Mineração

Mineração Vale compra participação em projeto de carvão australiano Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br) 31/01/13 19:50
Mineradora irá pagar US$ 156 milhões por 24,5% do projeto de carvão Belvedere da Aquila Resources Limited. A Vale informou nesta quinta-feira (31/1) que assinou acordo para completar uma opção de compra exercida em julho de 2010, pela qual comprará uma participação adicional de 24,5% no projeto de carvão Belvedere da Aquila Resources Limited. O preço da compra de A$ 150 milhões (equivalente a US$ 156 milhões usando a taxa AUD/USD de 1,04) corresponde ao valor de mercado recentemente determinado por um avaliador independente contratado pela Vale e pela Aquila. Com a operação, a Vale irá deter 100% da Belvedere. A aquisição está sujeita a aprovações do governo de Queensland, Austrália. O acordo prevê que a Vale irá pagar A$ 20 milhões (US$ 21 milhões) para encerrar os litígios e disputas relativas à Belvedere com a Aquila. Pelos 100% do projeto carvoeiro, a mineradora brasileira terá pago um total de US$ 338 milhões. "Belvedere é uma opção futura de crescimento e consiste em um projeto de mina subterrânea de carvão localizada na região sul do Bowen Basin, próximo à cidade de Moura, no estado de Queensland, Austrália", explica a Vale, em nota. A companhia explica ainda que o projeto está em fase inicial de desenvolvimento, e esta sujeito à aprovação de seu conselho de administração. Segundo estimativas preliminares, a Belvedere tem potencial para alcançar uma capacidade de produção de sete milhões de toneladas métricas por ano, principalmente de carvão metalúrgico

Governo libera pulverização após cobrança do setor produtivo

Governo libera pulverização após cobrança do setor produtivo Mapa e o Ibama publicaram Instrução Normativa (IN) autorizando a pulverização dos inseticidas a base dos ingredientes ativos imidacloprido, fipronil, clotianidina e tiametoxam MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicaram Instrução Normativa (IN) autorizando a pulverização dos inseticidas a base dos ingredientes ativos imidacloprido, fipronil, clotianidina e tiametoxam. A medida foi tomada após negociações da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e demais entidades do setor produtivo com o Governo Federal. No ano passado, o Ibama proibiu a aplicação dos inseticidas por via aérea ou terrestre, depois liberou, porém restringindo o número de aplicações, o que também não satisfazia a necessidade para o controle das pragas nas lavouras brasileiras. Segundo a analista de Agricultura do Núcleo Técnico da Famato, Karine Gomes Machado, com a publicação desta nova IN está liberada a pulverização das lavouras de soja com estes ingredientes até que princípios ativos substitutos a altura sejam desenvolvidos e ou liberados. "É importante destacar que a Instrução Normativa mantém a proibição dos ingredientes durante a floração das culturas e ou períodos de visitação de abelhas independentemente se aplicado em terra ou por aeronave. Para a soja, foi autorizada a aplicação somente quando aparecerem as vagens. E não há restrição para número de aplicações", explica Karine. A analista destaca ainda que a Famato e demais entidades continuarão acompanhando de perto a questão para tentar evitar que novos dispositivos possam prejudicar a produção das lavouras. É importante ressaltar que "os processos de reavaliação nos últimos três anos têm culminado no cancelamento dos ingredientes ativos, através de um processo que não ouve a opinião do setor e nem pesa as necessidades do mesmo, por isso, continuaremos a acompanhar este trabalho também

EXPORTAÇÕES: Governo nega criação de imposto para soja e milho

EXPORTAÇÕES: Governo nega criação de imposto para soja e milho "Não haverá cobrança de tributos sobre exportação para o milho Esta afirmação é do Secretário Nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Neri Geller, durante encontro com o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, nesta terça-feira (29/01), em Brasília, na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Geller foi questionado pelo dirigente cooperativista sobre as recentes notícias que estão sendo veiculadas na imprensa, de que se estuda taxar a exportação de soja e milho. Geller mostrou ao presidente da Ocepar um depoimento do próprio ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Medic), Fernando Pimentel negando tal tributação. Na nota divulgada pela assessoria do Medic: “Não existe nada nesta direção. O Brasil não cobra imposto de exportação sobre quase nenhum produto, só de arma e fumo, se não me engano. Não há indicação de se cobrar imposto sobre exportação”, garante o ministro. Neri Geller disse também a Koslovski que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao Ministério da Indústria e Comércio, baixou um comunicado informando sobre o assunto. e a soja

Estado do TO terá centro de referência em irrigação e nova raça bovina

Estado do TO terá centro de referência em irrigação e nova raça bovina Com um potencial irrigável de mais e quatro milhões e hectares, o Tocantins se prepara para receber as tecnologias inovadoras da Espanha para melhor aproveitar estas áreas A oportunidade se dará nesta sexta-feira, 1° de fevereiro, quando serão assinados protocolos de intenção para a criação do Centro de Referência Internacional de Irrigação e será entregue pelo ministro da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da Espanha, Miguel Arias Cañete, material genético para a produção da raça de gado retinto no Estado. Os eventos acontecerão durante o Seminário de Desenvolvimento Sustentável para Cooperação Amazônia Legal – Espanha, que acontecerá no Palácio Araguaia. Segundo o secretário da Agricultura do Tocantins, Jaime Café, a vinda do ministro demonstra a importância que tem o Estado em um contexto global. “O Estado tem alcançado índices muito bons com aumento e melhoramento de produção. Com a presença dele assinaremos alguns protocolos de intenção que vão nos tornar referência na irrigação, criando o Centro de Referência Internacional de Irrigação, uma vez que nosso potencial de crescimento nesta atividade nos permite produzir alimentos bons e baratos para o Brasil e para o mundo. Temos quatro milhões de hectares aptos a este tipo de produção que, aliados a técnicas de irrigação que este contato com a Espanha nos permitirá, renderão um aproveitamento melhor”, afirmou. O termo terá como parceiro, além da Espanha, a CNA - Confederação Nacional da Agricultura. “Pretendemos demonstrar o que há de melhor em gestão em perímetro irrigado e a Espanha detém uma tradição que é exemplo para o mundo. O centro deve ficar junto à Unitins Agro, com experimentos dos mais diversos tipos de irrigação, seja com pivô aspersão, micro-aspersão, gotejamento e sub irrigação (que é o único praticado no Brasil), fertirrigação (que tem melhor economia de água), e assim o produtor poderá escolher a qual tecnologia vai se adequar”, destacou Café. Sobre a nova raça, o secretário afirmou que em maio de 2012, em missão oficial à Espanha, o Estado teve a oportunidade de conhecer. “Esta é uma raça de gado que tem a mesma capacidade do Zebu, que faz troca de calor e se adapta bem ao nosso clima e o ministro nos trará uma amostra do material genético para começarmos esta produção aqui e fazer estudos para num futuro bem próximo estarmos oferecendo mais qualidade para o produto que já colocamos no mercado, inclusive no mercado comum europeu, para o qual estamos em vista de ser liberados”, enfatizou. O secretário afirmou ainda que a nova criação atenderá a busca do produtor brasileiro por um produto de melhor qualidade. “Hoje o pecuarista não pensa só em criar o boi, pensa também em produzir a carne, e hoje temos no Tocantins um dos melhores rebanhos do Brasil, mas podemos melhorar com o cruzamento industrial, trazendo raças que têm um ganho de peso e uma precocidade melhor, e esta raça tem um desenvolvimento diferente que reúne tudo isso”, disse, acrescentando que os estados do Tocantins, Alagoas e Mato Grosso do Sul são os únicos a receberem o material no Brasil.

Bradesco tem lucro líquido de R$ 2,918 bilhões no 4º trimestre de 2012

Bradesco tem lucro líquido de R$ 2,918 bilhões no 4º trimestre de 2012 Despesas com provisões de crédito somaram R$ 3,21 bi, alta de 20,6%. No ano, lucro contábil registrado ficou em R$ 11,381 bilhões. Do G1, em São Paulo As provisões para devedores duvidosos impediram um aumento maior do lucro do Bradesco no quarto trimestre. A instituição, que abriu a temporada de balanços do setor no Brasil nesta segunda-feira (28), teve lucro líquido ajustado de R$ 2,918 bilhões de outubro a dezembro do ano passado, com alta de 5,3% na comparação com igual período de 2011. saiba maisBradesco tem lucro de R$ 2,9 bilhões no 3º trimestre de 2012 No ano, o lucro líquido contábil registrado ficou em R$ 11,381 bilhões, o que representa um aumento de 3,2% com relação ao de 2011. O aumento do lucro foi impulsionado principalmente pela expansão do volume de crédito da entidade, que no final do ano era de R$ 385,529 bilhões, com um crescimento de 11,5% frente ao de dezembro de 2011. O Bradesco prevê que sua carteira de crédito continuará crescendo em 2013, para quando espera uma expansão de 13% a 17%. O aumento dos empréstimos, no entanto, também elevou as taxas de falta de pagamento do banco. O total de créditos sem pagamento com vencimento superior a três meses subiu em dezembro para 4,1%, contra os 3,9% do mesmo mês de 2011. Essa elevação do risco obrigou o Bradesco a aumentar suas previsões para despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) para R$ 3,21 bilhões de reais, valor 20,6% superior ao de dezembro de 2011. Os ativos totais do banco em dezembro eram de R$ 879 bilhões, com um crescimento de 15,4% em um ano. Esse resultado confirma o Bradesco como segundo maior banco privado do Brasil e terceiro por ativos. O Bradesco terminou 2012 com um patrimônio líquido de R$ 70 bilhões, número 26% superior ao de dezembro de 2011. Trimestre No trimestre, as despesas com provisões somaram R$ 3,21 bilhões, com alta de 20,6% na mesma comparação. O banco fechou o trimestre com retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 19,2%, queda em relação aos 21,3% de igual período do ano anterior e também sobre os 19,9% do terceiro trimestre. O lucro líquido contábil do banco foi de R$ 2,893 bilhões no último trimestre, com alta 6,1% na comparação com igual período de 2011. Entre os fatores que colaboraram para a alta está a venda da participação no birô de crédito Serasa, que rendeu um ganho antes de impostos de R$ 793 milhões. Já as despesas com provisão atingiram R$ 3,43 bilhões nesse critério, com alta de 16%. Em 12 meses, a carteira de crédito se expandiu 8,3%, um pouco acima da média do sistema financeiro privado de controle nacional, que foi de 7% segundo dados do Banco Central (BC). Ficou abaixo, porém, da média do sistema todo, que foi de 16,3%, puxado pelas instituições públicas. O índice de inadimplência no Bradesco ficou em 4,1%, estável na comparação com o 3º trimestre, mas ainda mais alto (0,2 ponto percentual) em relação a um ano atrás. Com informações do Valor Online e da EFE

Santander Brasil tem lucro de R$ 1,59 bilhão no 4º trimestre de 2012

Santander Brasil tem lucro de R$ 1,59 bilhão no 4º trimestre O Santander Brasil registrou lucro menor no último trimestre do ano passado, mas ligeiramente acima da expectativa de analistas. O lucro líquido gerencial, que considera o resultado contábil com reversão das despesas com amortização de ágio, caiu 2,7% em relação ao mesmo período de 2011 e ficou em R$ 1,598 bilhão, segundo o padrão contábil brasileiro (BR Gaap). saiba maisBradesco tem lucro líquido de R$ 2,918 bilhões no 4º trimestre de 2012 O lucro líquido contábil no quarto trimestre foi de R$ 689 milhões. No ano como um todo, o banco espanhol teve lucro gerencial de R$ 6,329 bilhões (baixa de 5%) e contábil de R$ 2,692 bilhões (queda de 24%). A carteira de crédito do banco cresceu 7,6% no ano passado e alcançou R$ 211,959 bilhões. A taxa de inadimplência, considerando os atrasos superiores a 90 dias, subiu de 5,1% no terceiro trimestre para 5,5%. Ao fim de 2011, essa taxa era ainda mais baixa, de 4,5%. Analistas consultados pelo Valor já previam uma piora no nível de calotes registrados pelo banco e estimavam lucro trimestral (gerencial) de R$ 1,43 bilhão, segundo a média das projeções de oito casas. No início da semana, ao inaugurar a safra de balanço dos bancos brasileiros, o Bradesco mostrou lucro líquido contábil de R$ 2,893 bilhões no quarto trimestre, com aumento de 6,1% sobre o mesmo período do ano anterior. A taxa de inadimplência manteve-se em 4,1% entre o terceiro e o quarto trimestres, o que decepcionou parte do mercado. Grupo na Espanha O grupo espanhol Santander informou que seu lucro líquido aumentou no quarto trimestre após um custoso saneamento de seus ativos imobiliários. Ajudado pelos resultados na América Latina, o banco registrou lucro líquido de 401 milhões de euros, bem acima dos 47 milhões de euros um ano antes

MPF denuncia dono da Friboi por sonegação de mais de R$ 10 milhões

MPF denuncia dono da Friboi por sonegação de mais de R$ 10 milhões Joesley Batista não pagou IRPJ, PIS, Cofins e contribuição social, diz MP. Sonegação foi de R$ 4,8 milhões que, atualizada, Do G1, em São Paulo O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) ofereceu denúncia por crime tributário contra Joesley Mendonça Batista, presidente da holding que controla o JBS, maior frigorífico do mundo, segundo nota divulgada no site do MP. Segundo a nota, Batista não recolheu o Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ, as contribuições devidas para o Programa de Integração Social - PIS, as contribuições para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins e a Contribuição Social. Ao todo, foram sonegados R$ 4,8 milhões, um valor que passa de R$ 10 milhões, se atualizado. O MP diz que Batista deixou de pagar essas obrigações omitindo informações às autoridades fazendárias quando era sócio majoritário e administrador do então frigorífico Eldorado Indústria e Comércio de Carnes, conhecido como “Friboi”. O MP considera que foi praticado crime contra a ordem tributária, que tem pena prevista de dois a cinco anos de reclusão e multa. Acusação Segundo o MP, Joesley e Geraldo Batista eram sócios da Friboi, em Anápolis, Goiás, sendo que Joesley possuía a maior parte das ações e comandava a empresa. Em 31 de janeiro de 1998 a sociedade empresária foi extinta e teve baixa cadastral na Receita Federal. Mesmo com o fim das atividades, diz ainda o MP, vários depósitos de dinheiro foram realizados nas contas bancárias titularizadas pela empresa, de janeiro de 1998 a 30 de setembro de 1999. "Por exemplo, no dia 31 de janeiro de 1998, foi depositado R$ 12.510.071,54. Outros 15 depósitos foram realizados após o encerramento das atividades da empresa. O penúltimo depósito, já em 1999, quase um ano e meio após ter dado baixa cadastral, foi depositado o valor de R$ 2.864.393,08 na conta da empresa", diz nota do MP. Segundo o órgão, a movimentação não era comunicada às autoridades fazendárias nem era feito o pagamento dos tributos incidentes nas quantias recebidas, o que gerou a prática de crime contra a ordem tributária, por suprimir ou reduzir tributo ou contribuição social omitindo informação, ou prestando declaração falsa às autoridades fazendárias. A pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A holding J&F disse, em nota, que Joesley Batista não recebeu intimação do MPF e que obteve decisão favorável sobre o processo em grande parte da discussão na esfera administrativa. A nota diz ainda que o empresário "considera que o débito é nulo e, portanto, indevido". No entanto, para poder discutir judicialmente o débito, Batista "ofereceu, e foi aceita pela Receita Federal, uma carta de fiança no valor de R$ 10 milhões. Dessa forma, não haverá prejuízo para os cofres públicos, independentemente da decisão a ser tomada". Para ler mais notícias do G1 Economia ultrapassa R$ 10 milhões

Desemprego no Brasil fecha 2012 em 4,6%, menor nível histórico--IBGE

Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO, 31 Jan (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil fechou 2012 no seu menor nível histórico, ao mesmo tempo em que a renda do trabalhador acumulou ganhos no ano, mas o mercado de trabalho mostrou uma importante desaceleração na criação de novas vagas. Em dezembro, o desemprego brasileiro caiu para 4,6 por cento, ante 4,9 por cento em novembro, desbancando o recorde anterior de 4,7 por cento atingido em dezembro de 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O número de agora, no entanto, veio um pouco acima do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters mostrou que a taxa recuaria para 4,4 por cento, segundo a mediana das previsões de 27 analistas consultados. As estimativas variaram de 4,0 a 4,9 por cento. "Tem o efeito de uma menor procura (de emprego) entre Natal e Reveillón, e pessoas que já se inseriram no mercado em novembro para trabalhar... Quem não conseguiu (se inserir no mercado) pára e retoma (a procura) em janeiro", explicou a economista do IBGE Andriana Berenguy. Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego em 2012 ficou em 5,5 por cento, também recorde de baixa na série histórica iniciada em março de 2002. O resultado veio mesmo após o pior ano de geração de emprego formal em uma década, com 1,3 milhão de novos postos de trabalho em 2012. Esse quadro foi consequência do mau desempenho da economia no ano passado e também captado pelo IBGE. Segundo o instituto, a geração de emprego formal teve expansão anual de 3,7 por cento em 2012, contra 6,8 por cento no ano anterior. Já a geração geral de postos de trabalho cresceu 2,2 por cento no ano passado, mantendo o ritmo do ano anterior. "Você sente a crise pela menor geração de emprego e menos trabalho registrado", afirmou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo

Quinta, 31 de Janeiro de 2013 - 15h57

Quinta, 31 de Janeiro de 2013 - 15h57 Aumento do diesel elevará frete agrícola em 2%, diz associPor Gustavo Bonato SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) - O aumento no preço do diesel deverá elevar em 2,16 por cento o custo do frete de produtos agrícolas no Brasil, em um momento em que o setor já se prepara para enfrentar gastos elevados com transporte rodoviário para escoar uma safra recorde de grãos, disse nesta quinta-feira a associação que reúne as transportadoras do país. O aumento nos combustíveis, anunciado na terça-feira pela Petrobras, foi de 5,4 por cento para o diesel e 6,6 por cento para a gasolina, nas refinarias. A NTC&Logística, associação que reúne as mais importantes empresas de transporte do Brasil, calcula que o diesel tenha peso de 40 por cento nos custos do frete agropecuário, que em grande parte é feito em caminhões de porte pesado, os chamados "bitrens", percorrendo longas distâncias. "O agronegócio usa muito mais o bitrem de sete eixos, com as carrocerias graneleiras", lembra Neuto Gonçalves dos Reis, diretor-técnico da NTC. Para o transporte rodoviário em geral no país, a entidade prevê aumento de 1,52 por cento no frete, uma vez que na média da frota brasileira de caminhões o diesel representa 30 por cento dos custos operacionais. A NTC lembra que o estudo representa uma previsão, já que só será possível estimar o real aumento de custos quando o preço do diesel for todo reajustado nas bombas dos postos e incorporado ao cotidiano das transportadoras. TRANSPORTE DA SAFRA O setor agrícola pode se preparar para uma safra com transporte rodoviário que pode ser até 50 por cento mais caro, em determinados momentos, acrescentando-se outros fatores ao aumento do diesel, incluindo a lei que restringe a jornada dos caminhoneiros, afirma Reis. "Acredito que vai haver pico de frete", diz ele. A estimativa está em linha com a projeção da Esalq-Log, braço de pesquisa em logística do agronegócio da Universidade de São Paulo, que também projeta aumento de até 50 por cento no auge da safra das principais regiões produtoras. O diesel mais caro soma-se a uma demanda maior por caminhões, já que o Brasil vai colher uma safra recorde de 82,7 milhões de toneladas de soja em uma grande safra de milho verão, de 34,7 milhões de toneladas, segundo estimativas do governo. Outro grande problema apontado por produtores, indústrias e transportadoras tem relação com as novas restrições à jornada de trabalho dos caminhoneiros, que entraram em vigor em meados do ano passado, já após o pico do escoamento de grãos. "No setor todo, não só no agronegócio, estimamos a falta de 80 mil motoristas", apontou o diretor da NTC. A lei federal 12.619 proíbe os motoristas de caminhões de dirigir por um período superior a quatro horas sem um descanso mínimo de 30 minutos, além de impor jornada de oito horas diárias, com repouso de 11 horas a cada dia, com o veículo estacionado. "O que a gente vai precisar é de mais motoristas para o mesmo caminhão", avaliou Reis. "Ou você faz um esquema de duplas, em que os dois vão juntos, ou você faz sistema de troca (de motorista) no meio do caminho. Vai trocando até chegar ao destino." Estudos da área técnica da NTC mostram que para o transporte de cargas pesadas, como as do agronegócio, a chamada "lei dos caminhoneiros" sozinha irá elevar em 28,92 por cento os custos de operação das transportadoras. A perda de produtividade da frota, ou o número de viagens realizadas por mês, vai cair em mais de um terço. "Tem caminhão parado porque a empresa comprou caminhão, mas não achou motorista", disse Reis. ação

Café: Preço do robusta segue firme no Brasil

Café: Preço do robusta segue firme no Brasil quinta, 31 de janeiro de 2013 às 16:58 Os preços do café robusta seguem firmes no mercado brasileiro, segundo pesquisas do Cepea. De modo geral, as cotações da variedade vêm registrando ligeiros avanços quase que sucessivos desde o início de 2013. Agentes consultados pelo Cepea comentam que as altas estão atreladas ao recuo de vendedores, que têm segurado os lotes, à espera de elevações ainda mais expressivas. Nessa quarta-feira, 30, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 272,20/saca de 60 kg, elevação de 6,22% na parcial de janeiro. O tipo 7/8 finalizou a R$ 266,20/sc, avanço de 6,57% na mesma comparação – ambos a retirar no Espírito Santo. Fonte: Cepea

Armazém pega fogo em MT e cerca de 100 toneladas de soja são destruídas Corpo de Bombeiros informou que secador aqueceu e ocasionou incêndio. Foram necessários cinco bombeiros e 10 brigadistas para apagar fogo.

Armazém pega fogo em MT e cerca de 100 toneladas de soja são destruídas Corpo de Bombeiros informou que secador aqueceu e ocasionou incêndio. Foram necessários cinco bombeiros e 10 brigadistas para apagar fogo.
Um incêndio destruiu parte de um armazém usado para estocagem de grãos em Lucas do Rio Verde, a 360 quilômetros de Cuiabá, nesta quarta-feira (30). De acordo com o Corpo de Bombeiros do município, o fogo começou durante o processo de secagem de grãos. "O secador aqueceu e ocasionou o fogo", disse o cabo do Corpo de Bombeiros, Benedito Samuel dos Santos. De acordo com o bombeiro, ninguém ficou ferido. As chamas só foram controladas depois de mais de 4 horas de trabalho. O cabo Benedito Samuel contou que foram necessários aproximadamente 20 mil litros d"água para conter o fogo. A tarefa teve a participação de cinco bombeiros e 10 brigadistas. "A empresa possui brigadistas contratados para atuar nesse tipo de ocorrência", afirmou o cabo. No armazém havia cerca de 100 toneladas de grãos no local e praticamente tudo foi destruído pelo fogo. "A empresa ficou de verificar a dimensão do prejuízo. Porém, foram apenas danos materiais", pontuou o cabo

Em MG, excesso de umidade está atrapalhando a colheita do feijão

Em MG, excesso de umidade está atrapalhando a colheita do feijão Estado é um dos que têm registrado as maiores quantidades de chuva. Os grãos, prontos no campo, começaram a perder qualidadeMuita lama e vagens encharcadas. Esta é a situação da lavoura que o agricultor José Martins de Paula plantou em Lagoa Formosa, na região do Alto Paranaíba. Por causa disso, ele ainda não conseguiu colher nada. Nas últimas semanas, a chuva na região tem sido constante. Os produtores ainda não conseguiram iniciar a colheita e as máquinas estão paradas. Segundo o técnico agrícola da Emater Adalberto Gonçalves, do início do ano até agora choveu quase 400 milímetros na região. Normalmente, em janeiro, costuma chover 300 milímetros. “O feijão com esta umidade, ele começa a brotar e a mofar. Nesta lavoura já temos 10% de perda e esse número pode aumentar”. O agricultor Oliveiros Martins aproveitou uma rápida estiagem psra fazer a colheita de uma pequena área, mas o trabalho foi em vão. “A máquina não separa a palha do feijão, se continuar, a gente pega só barro e além de produzir pouco, não teremos qualidade

Pesquisa aponta áreas próprias para expansão da cana-de-açúcar em SP

Pesquisa aponta áreas próprias para expansão da cana-de-açúcar em SP Mapa da Cana é resultado de estudo da USP de São Carlos, em SP. Pesquisadores consideraram investimento e localização das terO Mapa da Cana no Brasil, que é o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo em São Carlos, no estado de São Paulo, identificou as áreas com maior viabilidade para a expansão da cana-de-açúcar. No estudo, os pesquisadores consideraram fatores como investimento e localização das terras. O mapa indica as melhores regiões para investimento levando em conta o tipo de solo propício para o desenvolvimento da cana, o preço da terra arrendada e a infraestrutura de transporte para escoar a produção. Os resultados da pesquisa são compatíveis com as previsões da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), mas a entidade aponta que o caminho é o investimento em produtividade, ou seja, produzir mais na mesma área. A expansão deve ser sobre as áreas degradadas de pecuária. O agrônomo José Eduardo Branco chegou aos resultados após fazer a analise também da demanda do consumo de açúcar e álcool. São Paulo é o maior produtor da cultura do país, com 390 milhões de toneladas, e o estado com maior potencial de expansão. A previsão é haver um aumento de produção de 220 milhões de toneladas em oito anos. “Mesmo levando em consideração que o estado de São Paulo tem custos de arrendamento de terra mais elevados, em função da produtividade maior das suas áreas e também em função da localização das regiões paulistas, elas apresentaram uma competitividade logística bastante acentuada”, diz o agrônomo José Eduardo Branco. O estudo, que apresenta as áreas de expansão, inclui também os estados do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Tocantins e Maranhão. A fazenda em Araraquara, no estado de São Paulo, era usada para a cria e engorda de gado, mas a maior parte do pasto virou canavial. A mudança no cenário aconteceu há cinco anos. Prevaleceu a rentabilidade para o produtor. “Teve uma proposta boa da usina. A área que dava para plantar cana a gente arrendou para a usina. A área que não pode plantar cana a gente deixou para o gado”, diz Almir Rogério Armando, administrador da fazenda. O contrato de fornecimento com a usina foi renovado por mais cinco anos. A cana ocupa 80% da propriedade de 184 hectares. O cultivo só não aumentou mais por falta de espaço, mas a região de Araraquara tem terras disponíveis para a expansão da cana. ras

Agricultores de MS aceleram colheita da soja das variedades precoces

Agricultores de MS aceleram colheita da soja das variedades precoces Produtividade das lavouras está superando as expectativas. Na comercialização, o preço também agrada. Em uma área de 1200 hectares em São Gabriel do Oeste, Sebastião Cruciol Filho espera colher 65 mil sacas de soja, a mesma média dos últimos anos. Ele plantou 300 hectares apenas da variedade precoce. A soja precoce já está praticamente pronta para colheita, que deve acontecer em poucos dias. Já na lavoura de soja de ciclo médio, as máquinas só devem começar a trabalhar no final de fevereiro. Sebastião também está confiante em relação aos preços. “A gente já comercializou boa parte porque tivemos uma alta significativa na metade do ano passado de contratos futuros. A expectativa este ano é de preço bom também devido a oferta”, diz. No início da colheita no ano passado, a saca da soja custava R$ 40 em São Gabriel do Oeste. Agora em 2013, começou com R$ 56, mas nos contratos com entrega em fevereiro, o valor cai para R$ 50. “O preço continua em um patamar interessante, mas é evidente e importante lembrar que esses preços vêm de uma quebra de estoques mundiais de grãos que foram comprometidos. A demanda continuou crescente principalmente pela China, que é o maior comprador mundial”, explica Alexandre Bueno, corretor de grãos. Segundo a Conab, a produção de soja em Mato Grosso do Sul deve chegar a seis milhões de toneladas.

Agricultores comemoram o aumento da safra de cacau em lavouras da BA

Agricultores comemoram o aumento da safra de cacau em lavouras da BA Produção da cultura no estado deve chegar a 170 mil toneladas. Houve aumento de 30% em comparação a safra anteriorSegundo a Associação Comercial da Bahia, a safra de cacau no estado deve chegar a 170 mil toneladas, com aumento de 30% em comparação à safra anterior. A produção da cultura deve ser a maior dos últimos anos. Os produtores do sul do estado, que comemoram a alta, estão insatisfeitos com o preço pago pela arroba do produto. As condições climáticas e a entrada em produção de áreas com melhores índices de rendimento do fruto contribuíram para o crescimento da safra. Esse o resultado da aplicação de tecnologias e insumos modernos em variedades mais resistentes à vassoura de bruxa. Houve aumento na produção de cacau nos 38 hectares da propriedade do agricultor Adilson Reis, em Cuaraci, no sul da Bahia. “Nós tivemos um incremento acima de 60% a 70% devido às condições climáticas foram bastante favoráveis no período de 2012. A gente atribui também a um programa intenso de nutrição que estamos fazendo na propriedade

Incra é acusado de beneficiar empresa

Incra é acusado de beneficiar empresa O Ministério Público Federal (MPF) vai vistoriar 16 fazendas do Grupo Camargo Corrêia
Fonte: Agência da Notícia com MT Via Radio O Ministério Público Federal (MPF) vai vistoriar 16 fazendas do Grupo Camargo Corrêa, situadas no município mato-grossense de Nortelândia. A iniciativa se deve a possível fraude na inspeção feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que teria beneficiado a empresa ao afirmar que a área que seria destinada para fins de reforma agrária é produtiva. O MPF acatou a denúncia protocolada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Nortelândia (Sintraf). Segundo o coordenador-geral do Sintraf Josafá Santos da Rocha, as fazendas do Grupo Camargo Correa somam 67 mil hectares. A extensão de terras corresponde a 51% de todo o território de Nortelândia. A superintendência do Incra no Estado nega que tenha havido qualquer tipo de fraude na inspeção feita em fazendas do Grupo Camargo Corrêa. Por meio de nota, a assessoria do instituto afirmou que a metodologia aplicada na vistoria e a confecção do laudo seguiram a legislação em vigor, assim como para as questões ambientais foram levadas em consideração as informações da secretaria estadual de Meio Ambiente; e no quesito bovino, do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado.

Produtor entra com ação na justiça para tentar colher soja na área da Suiá Missú

Produtor entra com ação na justiça para tentar colher soja na área da Suiá Missú O advogado e produtor rural, Emerson Spigosso entrou com uma ação na justiça federal para tentar colher o soja que ele plantou em uma propriedade que fica dentro da área desintrusa da Suiá Missú
Fonte: Agência da Notícia com Leandro Lima O advogado e produtor rural, Emerson Spigosso entrou com uma ação na justiça federal para tentar colher o soja que ele plantou em uma propriedade que fica dentro da área desintrusa da Suiá Missú, atual reserva Maraiwtsede na região do município de Alto Boa Vista “Entramos com uma ação em Cuiabá, na própria ação de execução provisória de sentença pedindo um prazo para poder fazer a colheita da área que já estava plantada uma propriedade que era nossa na Suiá Missú, mas em Cuiabá o juiz indeferiu o pedido e não aceitou”, disse ele por telefone. Segundo Spigosso agora tentam em Brasília com um reforço no pedido, “fizemos um reforço e entramos em Brasília, o desembargador do tribunal Regional Federal do Mato Grosso também não aceitou, e agora estamos tentando fazer um novo reforço para entramos com o pedido novamente em Brasília”, disse o produtor rural que está desesperado, pois com a quantidade de chuva que cai na região existe a possibilidade de perder a safra. Para ele a justiça alega que teve um prazo para tirar a benfeitoria, mas no caso da soja ela está plantada e não tem como tirar do dia pra noite, como se faz com cavalos, gado, casas e outros bens. “Quem tinha o cavalo, porco e gado podem tirar, agora nós queremos tirar a nossa produção, pois dependemos de vários fatores para isso, maturação da planta, da chuva, estiagem entre outros, quando plantamos estavam respaldados por uma liminar”, disse Spigosso. “Lá tem pessoas que não tem condições de entrar na justiça como nós, que plantaram de matraca e precisam colher sua produção pelo menos para se manter neste período em que precisam refazer suas vidas, ou até mesmo pagar o único funcionário que tinham, é uma questão de justiça neste momento em todos estão perdendo tudo”, finaliza Emerson Spigosso

Três estados lideram em focos da ferrugem asiática nas lavouras de soja

Dias nublados e excesso de chuvas prejudicam a produção de tomate no país Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso são os estados com maior número de ferrugem asiática nas lavouras de soja. Em plena colheita da safra, os produtores devem intensificar o controle no campo para evitar que os números desta temporada superem os focos registrados no ano passado. Até o momento, o Consórcio Antiferrugem apontou 201 ocorrências no país, sendo 64 focos no Rio Grande do Sul, 58 em Mato Grosso e 54 casos da ferrugem encontrados nas lavouras do Paraná. Já na safra 11/12, foram registrados 265 focos da doença. Desses, 108 estavam em Goiás, 88 em Mato Grosso e 20 no Paraná. O município mato-grossense Campo Verde lidera nacionalmente no número de focos da ferrugem, com 32 ocorrências. Em Ponta Grossa e em Tibagi, cidades do Paraná, foram encontradas 16 e 11 casos da doença, respectivamente. De acordo com o coordenador de defesa vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra, destaca que os cuidados devem ser intensificados principalmente porque a soja tardia ainda está no campo. "Com a colheita da soja precoce é mais fácil a proliferação dos esporos da doença que, juntamente com o clima úmido, se alastra com mais rapidez". (Agrolink)

Produtores de etanol garantem que não haverá dificuldade de abastecimento do produto

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) disse na quarta-feira (30) que a decisão do governo de antecipar o aumento de 20% para 25% do percentual de álcool misturado à gasolina vai exigir uma adição de 170 milhões de litros para garantir a nova mistura. Segundo a entidade, o volume estará disponível "sem produzir qualquer dificuldade de abastecimento para os produtores". Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que o percentual de álcool misturado à gasolina passará de 20% para 25% a partir do dia 1º de maio. A ideia inicial era que a elevação da mistura fosse concretizada a partir de junho, mas o governo decidiu antecipar a vigência. Em nota, a Unica disse que o consumo adicional de etanol para garantir o aumento do percentual que é misturado à gasolina a partir de junho tinha sido considerado no planejamento das empresas do setor sucroenergético e que o assunto vinha sendo discutido pelo setor e o governo desde outubro do ano passado. “A decisão de hoje, antecipando a introdução da mistura de 25% para 1º de maio, apenas confirma o que vinha sendo cogitado há alguns meses”, informou a entidade. Segundo Lobão, a expectativa do governo é que a medida ajude a reduzir o impacto do aumento do preço da gasolina, que teve

Milho safrinha é opção para suplementar alimentação do rebanho na seca

O inverno ainda parece distante, mas o pecuarista já deve se preocupar com a suplementação da alimentação do rebanho na estação seca. Uma das opções que pode ser iniciada agora é o plantio do milho safrinha. De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste José Ricardo Pezzopane, isso pode ser feito até meados de março. Como o milho safrinha é colhido mais cedo, e a temperatura nessa época do ano começa a baixar em relação à primavera e ao verão, o produtor deve plantar cultivares diferentes das culturas normais de milho. Para Pezzopane, o milho safrinha é uma boa oportunidade para o primeiro semestre porque é mais uma safra disponível para o pecuarista. O produto pode ser utilizado em grão ou como silagem na alimentação dos animais. Silagem de qualidade superior O milho produz a melhor silagem para o gado, segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste André Pedroso. Isso porque o grão tem qualidade superior, melhor digestibilidade e maior valor nutritivo. Porém, Pedroso alerta para alguns cuidados. Antes de tudo, o produtor deve saber que a qualidade da silagem dependerá da qualidade da lavoura de milho. Se a plantação é mal cuidada, o custo da silagem aumenta, já que no processo de fermentação ocorrem mais perdas, e a produtividade é menor. O ponto de corte é outro aspecto a ser observado. Para o milho safrinha, esse ponto é atingido geralmente em 90 dias. "O grão deve estar metade leitoso e metade duro, isso é o ideal para a silagem", afirma Pedroso. Após o corte, o produtor deve encher o silo o mais rápido possível, compactar bem e cobrir com lona adequada. A silagem de milho também exige maquinário adequado, no mínimo dois tratores. Se o produtor precisar diminuir os custos e riscos, pode ser mais vantajoso optar pela cana-de-açúcar in natura ou pela silagem de cana. Apesar de ter qualidade inferior, o custo é menor, e a produtividade por área é maior. De acordo com Pedroso, a cana in natura é o volumoso mais barato, representando cerca de 50% do custo da silagem de milho. Já a silagem de cana é 20% mais barata que a de milho. Enquanto a silagem de cana tem produtividade média de 30 a 40 toneladas por hectare, a de milho é de 12 a 15 toneladas. (Agrolink)

Dias nublados e excesso de chuvas prejudicam a produção de tomate

Umidade aumenta a proliferação de doenças na planta e atrapalha a colheita O Estado de Goiás é o principal produtor de tomate do Brasil, responsável por 30% da produção nacional. Mas o excesso de chuvas de janeiro tem prejudicado as plantações da fruta, não apenas no território goiano. A economia da cidade de Goianápolis-GO gira em torno das lavouras de tomate, mas esse ano deve haver uma queda na produção, pois o normal seria chover cerca de 240mm na região, mas nos últimos 30 dias o volume de chuva chegou a 347mm, um acréscimo de 47% na média do município para esse período. Agricultores de Minas Gerais e do Espírito Santo também vêm sofrendo com os altos volumes de chuvas e principalmente, com os vários dias consecutivos de céu fechado e chuvas a qualquer hora. Muitos produtores dessas regiões estão com dificuldades para retirar do campo os frutos, além de que, o excesso de umidade sobre as plantas tem elevado os índices de proliferação de doenças. Com isso, os custos da produção também aumentam, já que é necessário aplicar mais de um vez dos agrotóxicos. Em Venda Nova – ES, choveu em janeiro exatamente a média, 280 mm, mas o grande problema, não são os volumes, e sim a quantidade de dias com chuva. Na média dos 30 dias até agora registrados, 21 foram chuvosos na cidade. “E com o tempo nublado, as temperaturas ficaram mais baixas do que o normal para essa época do ano, o que prejudica todas as atividades de campo, desde a colheita e o plantio até a realização dos tratos culturais, como aplicação de defensivos agrícolas”, explica o agrometeorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos. Segundo os meteorologistas da Somar, para os próximos 15 dais são esperadas mais chuvas sobre toda a faixa central do Brasil, desde Goiás ao Espírito Santo. Essas chuvas são provocadas pela ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), que além de trazer chuvas, deixa os dias bem nublados. Em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, que são outros produtores da fruta, o restante dessa semana ainda será de chuvas na forma de pancadas, porém com a chegada de uma nova frente fria no final de semana o tempo volta a fechar e há previsões até para uma pequena invernada. (Agrolink)

Setor de máquinas prevê crescimento em 2013, mas câmbio preocupa

A indústria de máquinas e equipamentos espera que as medidas anunciadas pelo governo ao longo de 2012 surtam efeito sobre a economia neste ano, em meio a sinais positivos de aumento do faturamento no último trimestre e ligeiro crescimento do emprego no setor no fim do ano passado. Apesar disso, a indústria, que produz bens utilizados na produção de setores que vão desde móveis a petróleo e gás, manifestou preocupação sobre o recente cenário cambial e sobre atrasos de grandes projetos de investimentos no país como os da Petrobras. Segundo a Abimaq, associação que representa a indústria de bens metal-mecânicos do país, a expectativa para 2013 é de crescimento no faturamento do setor de 5 a 7 por cento, após uma queda de 3 por cento no ano passado para 80 bilhões de reais, que contrariou previsão de crescimento da entidade. A indústria de máquinas encerrou 2012 com um nível de utilização de capacidade instalada de 75,6 por cento, o pior nível dos últimos 40 anos, e queda de 5,2 pontos percentuais sobre 2011, segundo a Abimaq. "Há uma sensação de que vai melhorar e achamos que as medidas do governo vão surtir efeito (...) Não esperamos milagres, mas esperamos crescimento do investimento", disse o assessor econômico da presidência da Abimaq, Mario Bernardini. "O aumento do faturamento do setor em dezembro (sobre novembro) é resultado da redução de juros do Finame", acrescentou citando programa do BNDES para financiamento de compra de máquinas e equipamentos novos produzidos no país. Entre as medidas citadas pela entidade estão a queda dos juros, redução nas tarifas de energia e desoneração da folha de pagamentos de vários setores, incluindo o de máquinas e equipamentos. Segundo Bernardini, a avaliação é que a formação bruta de capital fixo do país deve ter atingido o fundo do poço entre o final de 2012 e início deste ano, quando deve iniciar uma retomada em meio às medidas de incentivo à economia. A expectativa da Abimaq é que a taxa de investimento no país cresça acima de 5 por cento em 2013 ante uma previsão de queda de 4 por cento em 2012. O dado final sobre o desempenho da economia no ano passado deve ser divulgado em março pelo IBGE. Representantes da entidade vão se reunir com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, na quinta-feira, e levar demandas sobre defesa comercial do país, disse o primeiro vice-presidente da Abimaq, José Velloso Dias Cardoso. Uma semana depois, haverá encontro com a presidente Dilma Rousseff. CÂMBIO Em 2012, o déficit da balança comercial do setor de máquinas e equipamentos somou 16,82 bilhões de dólares, o que elevou o déficit acumulado desde 2004 a 70 bilhões de dólares, afirmou o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto. Porém, o resultado negativo foi o primeiro a mostrar recuo frente ao ano anterior desde 2004. Em 2011, o déficit foi de 17,88 bilhões de dólares. A queda no déficit foi apoiada no crescimento de 11 por cento das exportações e queda de 0,9 por cento das importações, refletindo a queda do real ante o dólar. Com isso, a participação das exportações no faturamento do setor subiu para 33 por cento em 2012, contra 25 por cento em 2011. Por isso, a entidade mostrou preocupação com a recente desvalorização do dólar, que nesta semana caiu abaixo do patamar de 2 reais pela primeira vez em sete meses, levando o mercado a acreditar que o câmbio está sendo usada como instrumento para conter a inflação.. "Para ter efeito concreto na inflação, o dólar tinha que voltar ao patamar de 1,60, 1,70 real, o que imagino que não esteja nos planos do governo. A primeira coisa pior no câmbio para o setor produtivo é a valorização da moeda e a segunda pior é a volatilidade", afirmou Bernardini. "A dispersão (entre os preços de moeda usados por importadores e exportadores) não reduz preços e aborta o crescimento. Deveríamos estudar formas de levar o câmbio para o patamar de 2,30 real e minimizar o impacto da inflação", comentou. (Agrolink)

Com redução de rebanho, produtores se especializam em confinamento

As regiões sudoeste e médio-norte se destacam em números de animais confinados Como alternativa para elevar a produtividade no campo, pecuaristas do sudeste e médio-norte de Mato Grosso estão se destacando como maiores confinadores do estado. As duas regiões, juntas, representam metade da quantidade de animais confinados em 2012 em todo o Mato Grosso. Dados de um levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que o sudeste mato-grossense é a região que mais se confina gado. Estima-se que os produtores desta região são donos de um rebanho de 205,9 mil animais. Já no médio-norte, segunda região com maior número de animais confinados, somam 194,5 mil gados criados pelo sistema de confinamento. Nas duas regiões foi registrado crescimento médio de 4,5% no confinamento de gado em 2012 comparado com o ano anterior. Mesmo com os números expressivos, não foram suficientes para elevar a produção de gado confinado no total do estado. O Imea aponta que houve uma queda de 2,5%, passando de 813,9 mil animais para 792,7 mil animais no ano passado. O analista de pecuária do Imea, Fábio da Silva, explica que a crise nas pastagens e o manejo inadequado das forrageiras forçaram os produtores a procurar alternativas para equilibrar o tamanho do rebanho. Ele ressalta que, mesmo assim, o rebanho total (confinado ou não) de Mato Grosso ficou 2% menor, atingindo 28,6 mil animais em 2012. (Agrolink)

Município de Mato Grosso testa sorgo para alimentação de gado

O plantio de sorgo para produção de silagem destinada a alimentação do gado leiteiro e de corte começou a ser avaliado em Paranaíta (cerca de 54 km de Alta Floresta). As sementes, adquiridas pela prefeitura no Paraná e já melhoradas, foram repassadas a um produtor e os resultados estão sendo acompanhados pela Secretaria de Agricultura local. A cultura foi plantada em quatro hectares da propriedade de Ademar Alberton, com estimativa de atingir 35 toneladas em cada. “Sabemos que é possível melhorar e até mesmo dobrar esta produção, com o manejo certo e a fertilização correta”, explicou, por assessoria. A produção deverá ser destinada para a alimentação do gado que estará em regime de confinamento. “Estou produzindo gado de corte, com intenção de posteriormente chegar a um total de 200 bois sendo alimentados em regime de confinamento", explicou. Para o secretário Ivan Moreno, a experiência poderá ser estendida para todo o município. “Isto é algo que já vem ocorrendo e tem dado certo em outras regiões. Resta aos produtores se adaptarem a esta técnica e alimentar esta ideia, através de colaboração entre comunidade e administração, participando para o crescimento deste projeto", concluiu. (Agrolink

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Boi: chuvas regulares melhoram condições de engorda

As chuvas mais regulares estão oferecendo melhores condições para engorda de animais e, aos pecuaristas, uma ferramenta para negociar melhores preços pela arroba, por meio da retenção. De acordo com a Scot Consultoria, isto trava o mercado e dificulta ajustes de preços. O escoamento da produção está difícil, porém, nos valores abaixo da referência dificilmente as escalas de abate evoluem. Em São Paulo, há tentativas de compra entre R$ 94/@ e R$ 98/@ à vista, com relatos de negócios a R$ 99/@ nas mesmas condições. A especulação é intensa. As escalas heterogêneas geram as grandes variações de preços. Mato Grosso e Minas Gerais são os Estados onde as indústrias conseguiram comprar com um pouco mais de facilidade nos últimos dias, o que pressiona as cotações da arroba. Preços em queda no mercado atacadista, o que mostra a dificuldade para a venda de carne. Fonte: Só Notícias com assessoria

Exportações de carne bovina in natura aumentam em janeiro de 2013

Exportações de carne bovina in natura aumentam em janeiro de 2013 Se o volume diário embarcado for mantido até o fechamento do mês, as exportações brasileiras podem ser 44,6% maiores do que em janeiro do ano passado
As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 53,7 mil toneladas métricas até a terceira semana de janeiro de 2013, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com pesquisa da Scot Consultoria, a média diária ficou em 4,1 mil toneladas, 46,4% mais que a média diária de janeiro do ano passado, que foi de 2,8 mil toneladas. O faturamento médio ficou em US$ 18,7 milhões, um incremento de 36,5% em relação à média do mesmo mês no ano passado, que ficou em US$ 13,7 milhões. Se o volume médio diário for mantido até o fechamento do mês, as exportações brasileiras podem chegar a 90,2 mil toneladas, 44,6% mais que em janeiro de 2012. SCOT CONSULTORIA

CME reduzirá horário de negócios de futuros de grãos após críticas

CME reduzirá horário de negócios de futuros de grãos após críticas Medida ainda depende de aprovação de comissãoA CME anunciou nessa terça, dia 29, que reduzirá o horário de negociação dos contratos futuros de grãos, que foi alvo de críticas de alguns participantes do mercado. A redução do horário ainda depende de aprovação da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês). A CME ainda está consultando seus clientes sobre o pregão de 21 horas implementado no verão passado (no Hemisfério Norte), mas disse que já obteve retorno suficiente para reduzir o horário de negociação de futuros de grãos e soja. Porém, devido às diversas opiniões sobre o horário, a CME disse que continua a avaliar alternativas com sua base de clientes. Segundo a Bolsa, mais detalhes serão fornecidos nas próximas semanas. A decisão de ampliar o horário de negociação foi uma reação da CME ao lançamento, pela IntercontinentalExchange (ICE), de um mercado futuro de grãos concorrente. A CME disse ainda que está aberta à possibilidade de suspender as negociações durante a divulgação de importantes dados mensais e trimestrais de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Esta semana, o CEO da Bolsa, Phupinder Gill, disse que a ideia não faz sentido e é reivindicação de uma pequena minoria. Em comunicado divulgado na terça, a CME disse que os comentários de Gill não refletem o comprometimento da Bolsa com seus clientes e com a integridade dos mercados. "Apoiamos a interrupção, contanto que seja unificada", disse a CME. As informações são da Dow Jones

Atacado de produtos lácteos tem queda de 0,8% na segunda quinzena de janeiro

Atacado de produtos lácteos tem queda de 0,8% na segunda quinzena de janeiro Desvalorização do leite em pó desnatado chegouO atacado de produtos lácteos trabalha na segunda quinzena de janeiro com queda de 0,8%, na comparação com a quinzena anterior, segundo levantamento da Scot Consultoria. Entre as baixas, o destaque é para o leite em pó desnatado, com queda de 2,2% em relação à primeira quinzena de janeiro, menor preço registrado desde setembro de 2012. Em relação ao mesmo período de 2012, o leite em pó inicia 2013 em um patamar de preços 1,2% menor. Os estoques de produtos lácteos estão relativamente confortáveis nas indústrias. Geralmente, na segunda quinzena, as vendas tendem a cair devido à descapitalização da população. Deve-se considerar também o aumento da oferta de leite para as indústrias e aumento do processamento. SCOT CONSULTORIA a 2,2% em relação aos primeiros quinze dias do mês

Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo

Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo Demanda de início de mês deve ajudar a manter o mercado firme, segundo a Scot Consultoria
Com preço referência em R$ 97,00/arroba, à vista, o mercado do boi gordo apresenta estabilidade em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria. Foram verificadas tentativas de compra a preços menores por parte de empresas com escalas menos apertadas. Em média, as programações atendem de três a quatro dias. Embora as escalas estejam heterogêneas, elas têm permitido a manutenção de preços pelos frigoríficos. Em algumas regiões, como em Mato Grosso do Sul, a retenção de gado pelos pecuaristas tem sido relatada com frequência, o que tem gerado negociações em valores maiores. No mercado atacadista de carne com osso foram registrados recuos em função da demanda mais fraca e da boa oferta de animais. Do lado da demanda, os pesquisadores projetam que pode haver alguma reação com o período de início de mês, ajudando a manter o mercado firme. Boa oferta faz preço da vaca cair em Belo Horizonte (MG) Ainda segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, a arroba da vaca está cotada em R$ 85,00, à vista, em Belo Horizonte (MG). Na comparação com o início do ano, quando estava cotada em R$ 88,00, houve queda de 3,4%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 4,5%. A oferta de fêmeas está maior, o que contribui para quedas nas cotações. O diferencial entre os preços do boi e da vaca no Estado está em -6,4%. >> RuralBR: confira a cotação atualizada do boi gordo SCOT CONSULTORIA

Soja e bovinos têm maiores quedas de preço em janeiro, aponta FGV

Os itens soja e bovinos estão entre as principais influências negativas do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) de janeiro, que passou de 0,73% em dezembro para 0,11% este mês. Os dados foram divulgados na quarta, dia 30, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), dentro do fechamento do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de janeiro. A soja em grão teve queda de 9,01% em janeiro ante baixa de 1,65% em dezembro. Já o item bovinos registrou declínio de 1,26% este mês, na comparação com queda de 0,83% no mês passado. Os itens que tiveram maiores influências positivas no IPA de janeiro ante dezembro foram tomate (de 30,51% para 44,26%), mandioca (de 5,39% para 6,25%), laranja (de 12,15% para 15,96%), minério de ferro (de 0,93% para 1,46%) e batata-inglesa (de -8,92% para 17,10%). Alimentação acelerou IPC em janeiro A principal contribuição para a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,73% em dezembro para 0,98% em janeiro, veio do grupo Alimentação (de 1,29% para 1,97%). Nessa classe de despesas, o destaque ficou com hortaliças e legumes (de 1,85% para 15,58%) e frutas (de 0,55% para 4,6%).

Produtores rurais que receberam boleto do Garantia-Safra devem fazer o pagamento até esta quinta

Produtores rurais que receberam boleto do Garantia-Safra devem fazer o pagamento até esta quinta Prazo vale para os agricultores do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, da Bahia, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e da Paraíba
Agricultores familiares de áreas abrangidas pelo seguro Garantia-Safra devem ficar atentos aos prazos de inscrição e adesão ao Programa. Quem já se inscreveu no Garantia-Safra para o ciclo 2012/2013 e já recebeu o seu boleto tem até esta quinta, dia 31, para realizar o pagamento e aderir efetivamente ao Programa, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O prazo vale para os agricultores do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, da Bahia, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Nos Estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte há agricultores que receberão o boleto posteriormente. Esses devem ficar atentos aos prazos informados pelas prefeituras. A coordenadora do Garantia-Safra, Dione Freitas, explica que a adesão do agricultor ao programa acontece no momento em que ele paga o boleto, que é sua parcela de contribuição ao Fundo Garantia-Safra. O Garantia-Safra é um seguro com recursos provenientes do Fundo Garantia-Safra, formado por aportes da União, dos Estados, dos municípios e dos próprios agricultores familiares. Para a safra 2012/2013, o Garantia-Safra disponibilizou 1,072 milhão de cotas, ou seja, tem capacidade para atender mais de um milhão de agricultores. Como proceder Se o agricultor se inscreveu na safra 2012/1013 dirigir-se à prefeitura ou secretaria de agricultura do seu município e efetivar o pagamento nas agências da Caixa Econômica Federal ou Casas Lotéricas. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO

Brasil veta acordo para apoiar candidatos latino-americanos na OMC

O Brasil não vai se comprometer a apoiar um latino-americano para a direção da Organização Mundial do Comércio (OMC) se o candidato brasileiro, Roberto Azevêdo, for eliminado do processo nas primeiras rodadas de votação. No último fim de semana, o Brasil vetou um acordo na Cúpula de Santiago que estabelecia um compromisso da América Latina em apoiar um dos três candidatos do continente para o cargo de diretor-gerente da OMC. Com o veto, a negociação chegou a um impasse e nenhuma declaração foi aprovada. Na prática, o Itamaraty não queria se comprometer com candidatos que, na visão do governo, não defendem as posições do Brasil no comércio internacional e têm visões contrárias ao projeto de trazer a variação cambial para dentro da OMC. A entidade deu a largada oficial para o processo de seleção do próximo diretor, sabatinando cada um dos candidatos na terça, dia 29. Dos nove ministros e embaixadores que estão na corrida, três são latino-americanos. Além de Azevêdo, que apresenta seu projeto na quinta, dia 31, concorrem Anabel Gonzalez, da Costa Rica, e o mexicano Hermínio Blanco

Piauí é o Estado mais beneficiado pelas chuvas que atingiram o Nordeste em janeiro

Em 2012, o Nordeste enfrentou a pior seca dos últimos 30 anos. O Piauí, um dos Estados mais afetados, decretou situação de emergência em 190 cidades ao longo do ano passado. No último dia 15, porém, a chegada de uma frente fria no litoral da Bahia favoreceu o retorno das chuvas para a região do semiárido e os municípios piauienses foram os mais beneficiados até agora, segundo a Somar Meteorologia. Em Água Branca, no Piauí, o acumulado já chega a 218 mm, sendo que a média de chuva no mês para a cidade é de 140 mm. Isso mostra que choveu 55% a mais do que o normal para o período. Nessa semana, a frente fria recuou para o Sudeste e outro sistema meteorológico passou a atuar sobre os Estados nordestinos. É o Vórtice do Nordeste, que deixa o tempo seco no centro e provoca pancadas de chuva nas cidades que ficam próximas à sua borda. Segundo os meteorologistas da Somar, até o fim da semana, a condição para chuvas fracas continua no Piauí. – À tarde, volta a fazer calor em toda a região, sendo mais intenso na metade norte – explica o meteorologista da Somar, Diogo Arsego. Apesar disso, esta chuva será, na maior parte dos casos, fraca, e deve atingir apenas pontos isolados. Mesmo assim, deve melhorar os índices de umidade do ar no Estado. SOMAR METEOROLOGIA

Cotação do algodão acumula alta de 16% em janeiro

A necessidade de compra de indústrias tem elevado os preços do algodão no mercado interno, conforme indicam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os compradores, porém, têm interesse apenas por pequenos volumes, enquanto analisam se as cotações continuarão firmes nas próximas semanas. Entre os dias 22 e 29 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em oito dias teve aumento de 1,09%, fechando a terça, dia 29, a R$ 1,8456/libra-peso. No mês, o Indicador registra elevação de mais de 16%. As exportações estão bem lentas neste mês, o que sinalizaria disponibilidade para o mercado interno. Por outro lado, a recuperação das cotações externas nos últimos dias pode levar vendedores brasileiros a se manter firmes em suas posições. >> RuralBR: confira a cotação atualizada do algodão

Inflação ao produtor encerra 2012 em 7,16%, aponta IBGE

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta, dia 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,30% em dezembro. Em 2012, o indicador acumulou alta de 7,16%. Em 2011, a taxa acumulada do IPP tinha ficado em 2,60%. O instituto revisou ainda a taxa do IPP de novembro de 2012, que passou de 0,25% para 0,27%. Segundo os dados do IBGE em dezembro de 2012, 16 das 23 atividades da indústria da transformação apresentaram aumento de preços na "porta de fábrica", conforme o IPP. Os maiores impactos para a formação da taxa do IPP de dezembro, de 0,30%, vieram dos alimentos (com contribuição de 0,07 ponto porcentual), outros produtos químicos (0,04 ponto porcentual), metalurgia (0,04 ponto porcentual) e papel e celulose (0,04 ponto porcentual). As três maiores altas foram registradas nas atividades de perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,85%), fumo (1,49%) e papel e celulose (1,22%). O destaque negativo foi calçados e artigos de couro (-0,81%). Em 2012, quando a taxa acumulada do IPP atingiu 7,16%, houve aumento de preços em 22 das 23 atividades pesquisadas. A única exceção foi impressão e reprodução de gravações, com queda de 0,23%. Ao longo do ano passado, as atividades que registraram os maiores aumentos foram fumo (18,52%), alimentos (14,57%), papel e celulose (12,57%) e bebidas (12,00%). Os maiores impactos para a taxa total foram de alimentos (2,75 ponto porcentual), outros produtos químicos (1,08 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,71 ponto porcentual) e papel e celulose (0,40 ponto porcentual).

Com baixa oferta de trigo, moinhos querem isenção de Tarifa Externa Comum

A oferta nacional de trigo é baixa neste momento e a nova safra brasileira está prevista para iniciar entre agosto e setembro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com isso, a comercialização envolvendo o trigo de 2012 segue em bom ritmo. No entanto, indústrias moageiras já estão preocupadas com a pouca disponibilidade interna e, com isso, têm solicitado ao governo brasileiro a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) até a entrada da próxima safra de trigo nacional. A anulação dessa tarifa, contudo, pode prejudicar produtores de trigo, já que moinhos teriam a oportunidade de fazer estoques, reduzindo o interesse de compra do cereal no mercado interno. Vale lembrar que, neste momento, muitos produtores brasileiros começam a decidir quais dos cereais irão semear neste ano. Assim, caso a TEC seja realmente liberada, produtores do Paraná, por exemplo, têm opção de cultivar o milho de segunda safra em detrimento do trigo. Neste caso, o trigo acabaria não recuperando a área perdida nos últimos anos

Desenvolvimento de lavouras indica boa safra de arroz no Rio Grande do Sul

O desenvolvimento das lavouras de arroz no Rio Grande do Sul é considerado bom nesta temporada, de acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O clima tem sido favorável, apesar de alguns poucos períodos não adequados, com temperaturas mais baixas. No geral, a expectativa é de que a produtividade supere à da temporada anterior. Com isso, apesar da ligeira redução de área no Brasil, é de se esperar maior produção, puxada pelo Rio Grande do Sul, Maranhão e Piauí. Diante da proximidade da nova colheita, as negociações no físico ficam praticamente paradas nos últimos dias, segundo informações do Cepea. Compradores apostam em quedas nos preços com a maior disponibilidade de produto. Já vendedores ofertam o produto apenas quando há necessidade de “fazer caixa”. Em termos gerais, parece que a restrição vendedora é que favorece a baixa liquidez

Fiscalização agropecuária e armazenagem de grãos serão prioridade em 2013, diz ministro

Os principais temas a serem focados este ano pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foram apresentados pelo ministro Mendes Ribeiro Filho na quarta, dia 30, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que acontece em Brasília (DF). Uma das prioridades é ampliar o número de Estados e municípios que fazem parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), que torna os processos de fiscalização realizados em âmbito municipal e estadual equivalentes ao serviço federal para produtos que circulam dentro do país. – A participação de Estados e municípios é voluntária, por isso a importância dos prefeitos terem maior conhecimento sobre o tema. O governo federal como um todo está empenhado na capacitação técnica de agentes e na destinação de recursos para ampliar o sistema – afirmou o ministro. De acordo com Mendes, serão destinados cerca de R$ 96 milhões em 2013 para a ampliação do sistema, até agora aderido por Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Bahia, além de sete municípios e dois consórcios (que representam juntos mais de 20 cidades). Além destes, Santa Catarina assinou um protocolo para implantação de um projeto piloto e outros 15 Estados e 50 municípios estão em processo de adesão. Outro foco para 2013 refere-se à armazenagem de grãos, a partir da criação do Plano Nacional de Armazenagem. Segundo Mendes, estão previstas duas grandes ações. A primeira é a construção de cem unidades armazenadoras em seis anos, aumentando em 4,27 milhões de toneladas a capacidade brasileira de estocagem. – A outra iniciativa será a criação de um programa de financiamento que atenderá a iniciativa privada, envolvendo obras, equipamentos e a melhoria do parque armazenador já existente – destacou. A regionalização das políticas voltadas ao setor agrícola, empreendidas pelo Mapa, além do fomento à produção sustentável também estão entre as prioridades da pasta para este ano. Durante o evento com prefeitos de todo o país, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Mapa orientaram autoridades municipais sobre os processos para avaliação e aprovação de convênios e contratos de repasse. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Rússia confirma plano de proibir importação de carne dos Estados Unidos

O chefe do órgão russo de vigilância em agricultura Rosselkhoznadzor, Sergei Dankvert, confirmou o plano de proibir a importação de carne e produtos de carne dos Estados Unidos em fevereiro, em meio a uma disputa sobre o aditivo ractopamina, informou a agência de notícias russa Interfax nesta quarta, dia 30. Conforme Dankvert, a proibição da entrada de carne refrigerada dos EUA na Rússia deverá valer a partir de 4 de fevereiro. Para carne congelada, o prazo é 11 de fevereiro. O governo russo pressionou os EUA a garantir que as exportações de carnes suína e bovina estavam livres de traços de ractopamina, mas o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) se opôs à exigência comercial e afirmou que ela rompe os compromissos assumidos pela Rússia como membro da Organização Mundial do Comércio (OMC). A Rússia é um dos 10 maiores importadores de carne norte-americana. Os embarques de carne bovina dos EUA para a Rússia totalizaram US$ 254,5 milhões nos primeiros 11 meses de 2012, 21% acima de igual período do ano anterior, de acordo com a Federação de Exportadores de Carne dos EUA. Já as vendas externas de carne suína norte-americana para os russos entre janeiro e novembro do ano passado geraram receita de US$ 267,8 milhões

Alta da gasolina é medida pontual para o setor sucroenergético, diz Unica

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) classificou o reajuste do preço da gasolina como uma "medida pontual" para o setor sucroenergético. Em nota, a Unica disse que uma análise mais aprofundada só poderá ser feita quando outras medidas cogitadas pelo governo, como o aumento na mistura de etanol à gasolina e a desoneração do etanol por meio do PIS/COFINS na distribuição, forem anunciadas. Segundo a Unica, o reajuste anunciado na terça, dia 29, é positivo no curto prazo, mas não substitui ou elimina a importância de medidas mais amplas, voltadas para o longo prazo, que permitam uma retomada de investimentos na expansão do setor sucroenergético. Tal retomada, ainda de acordo com a Unica, depende de regras estáveis e previsíveis para a formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico e do reconhecimento dos amplos benefícios de ordem econômica, social e ambiental, gerados pela produção e o uso em larga escala do etanol no Brasil. O reajuste de 6,6% no preço da gasolina e de 5,4% no do óleo diesel foi autorizado pelo governo. Desde quarta, dia 30, o valor do combustível nas refinarias da Petrobrás já conta com incremento, mas não inclui os tributos federais CIDE e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS

Produtor estima menor produtividade da soja em Mato Grosso do Sul

O clima seco que preocupa alguns produtores de soja em Mato Grosso do Sul já começa a se refletir na perspectiva de produtividade. No trecho entre as cidades de Sidrolândia e Maracaju, algumas lavouras em fase de colheita apresentam rendimento abaixo do esperado anteriormente devido à falta de chuvas. – O veranico pegou a fase crítica de enchimento dos grãos e algumas propriedades tiveram perdas significativas – observa Felipe Oliva, analista da Agroconsult. Embora contribua para o controle de doenças provocadas por fungos, como a ferrugem asiática, a baixa umidade favorece a proliferação de pragas. – Esse ano as lagartas e os percevejos incomodaram bastante. Chegamos a fazer cinco aplicações de agrotóxicos para cada praga – comenta Maicon Straube, filho de um produtor que tem cerca de 900 hectares em Sidrolândia (MS). De acordo com ele, a produtividade média da área total cultivada pela família – 1,48 mil hectares, considerando também as terras arrendadas – ficará abaixo de 50 sacas por hectare. O mesmo espera o produtor Clovis Vincensi, que na temporada 2012/2013 semeou 2,25 mil hectares com a oleaginosa na região de Maracaju (MS). O agricultor, que inicialmente previa 65 sacas por hectare, agora calcula que a lavoura renderá apenas 48 sacas. Ele também reforçou os defensivos contra a lagarta falsa-medideira neste ano e fez quatro aplicações. Apesar da expectativa de uma queda de pouco mais de 10 sacas por hectare na produtividade, a avaliação de Oliva é positiva em relação às condições das plantações. – Em geral, as lavouras apresentam um aspecto sanitário muito bom e os produtores não devem se preocupar com descontos em relação à qualidade do grão – afirma. Tanto Straube quanto Vincensi apostam que a commodity continuará rentável e pretendem ampliar as plantações no ciclo 2013/2014. O primeiro arrendará mais 370 hectares para soja no próximo ano-safra e o outro considera converter 250 hectares de pastos em lavouras. Integração lavoura-pecuária O potencial de expansão de área agrícola em Mato Grosso do Sul está na conversão de pastos em lavoura, observa Oliva. – O boi não rende tanto quanto a soja, então é por isso que a agricultura tem avançado cada vez mais sobre a pecuária – explica. Segundo ele, os avanços tecnológicos permitem ao produtor integrar agora lavoura e pecuária, explorando ao máximo a produtividade da terra. – Ele consegue ter uma safra de soja, colher o milho safrinha e depois ainda entrar com o gado – relata o analista. Entre os benefícios decorrentes dessa prática, Oliva observa que a cobertura de capim protege o solo, preservando os níveis de umidade. Agência Estado

Abate de frangos deve sofrer nova redução em 2013 devido aos altos custos de produção

O número de frangos alojados no país pode sofrer uma redução de 10% neste início de ano. A tendência é que 2013 tenha uma quantidade menor de abate devido à permanência dos altos custos de produção para a avicultura, que ficaram muito elevados desde que os preços da soja e do milho atingiram patamares recordes na última safra. Houve diminuição de plantel em quase todos os Estados produtores. A única exceção foi o Paraná, que teve crescimento de 8%. De acordo com o presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), a quantidade de frango brasileiro deve ficar ainda menor do que nos últimos meses, não passando de 490 milhões de quilos ao mês em todo o país. No Estado de São Paulo, a redução do alojamento, se comparada ao início do ano passado, pode ser de 25%. – O grupo das pequenas e médias integrações sofreu muito com a situação financeira em 2012. Elas estão bastante defasadas em relação ao capital de giro para aumentar os planteis no campo. E os grandes grupos, que não tiveram problemas financeiros, não tiveram lucros. Como as exportações, as expectativas também não são de um aumento muito grande, de 3% no máximo. Os grandes grupos deverão manter as suas produções em função de que, se aumentar a produção, vai aumentar a oferta novamente e todo mundo vai perder dinheiro, como foi em 2012 – aponta o presidente da APA, Érico Pozzer. A falta de capital de giro não é a única dificuldade. Os produtores também seguem com custos elevados. Segundo o analista de mercado Flávio Ruiz, a ração deve ficar ainda mais cara nos próximos meses. – A tendência é que o preço da ração fique tão caro quanto no ano passado. Se não houver nenhuma notícia que desfavoreça a safra em algum lugar do mundo, a expectativa é de que o preço suba mais ainda. A soja deve ficar nos patamares de R$ 1,5 mil a tonelada do farelo de soja, que leva o preço da ração a R$ 1,8 mil a tonelada – estima o analista. Com alimentação mais cara e sem poder subir os preços do frango devido à concorrência com o mercado internacional, visto que quase todo frango brasileiro é exportado, o setor vai precisar buscar alternativas para tentar minimizar os custos nas propriedades e aguardar por um momento mais favorável para os criatórios brasileiros. CANAL Rural

Produtores de Mato Grosso precisam colher safra de soja para evitar perdas e garantir plantio de algodão

Em Mato Grosso, agricultores aproveitam as horas de sol para acelerar a colheita nas lavouras de soja precoce. No campo, há uma dupla preocupação: evitar o comprometimento da qualidade dos grãos e garantir o plantio da safrinha de algodão na janela correta. Foram dias seguidos de chuva e apreensão. Sem condições de colheita, algumas lavouras já dessecadas começavam a apresentar sinais visíveis de comprometimento. Grãos ardidos, avariados e até casos de germinação dentro das vagens. – Isso é um grande problema, porque a soja começa a brotar dentro da vagem e tudo isso é prejuízo para o produtor – diz Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja-MT. Mas como diz o ditado, depois da tempestade vem a bonança. Basta o sol mostrar a cara para que um desfile de colheitadeiras ganhe vida em Sapezal, oeste de Mato Grosso. Os agricultores correm para recuperar o tempo perdido e é claro, evitar maiores prejuízos. – Tivemos cinco dias de chuva, e agora queremos correr para garantir a qualidade dos grãos e a janela ideal da safrinha de algodão – fala Valdeir Alves Pereira, coordenador de fazenda em Sapezal. Na fazenda em que Pereira trabalha, 500 hectares de soja vão ceder espaço para o algodão safrinha, que precisa ser plantado até o fim de janeiro. Com a trégua da chuva, os trabalhos ganham ritmo. E quando surgem alguns contratempos, como um pneu furado, o jeito é estender ao máximo a jornada. O negócio é colher a maior área no menor tempo possível. – Se o tempo dá brecha vamos até as 9, 10 horas da noite colhendo, ou até a hora em que tiver caminhão disponível – diz Pereira. Nesta safra foram plantados mais de 366 mil hectares de soja em Sapezal. O município é dono da quarta maior área cultivada com o grão em Mato Grosso e está no topo do ranking da colheita no Estado. Esta liderança é consequência do plantio antecipado das lavouras mais precoces, o que aconteceu entre os meses de setembro e outubro. Mas também é reflexo direto da grande estrutura das fazendas da região. Em uma delas, por exemplo, são 32 colheitadeiras trabalhando ao mesmo tempo, o que garante muita agilidade na hora de retirar a produção do campo. É máquina para todo o lado. Enquanto uma vai para o serviço, a outra despeja os grãos que logo vão deixar a fazenda sobre rodas. O cenário impressiona. É tanta colheitadeira que chega a ter congestionamento. – Enquanto falta caminhão ficamos na fila até que o caminhão chegue e possamos despejar – fala o operador de máquinas Galvan Avrela. A sincronia quase perfeita das atividades é acompanhada de perto pelo produtor Carlos Webler. Ele plantou 12,6 mil hectares de soja, dos quais 8 mil são precoces. Para cumprir o cronograma, é preciso eficiência. – Tem que correr, não pode perder tempo. A gente estima colher 500 hectares de média por dia. Tem vez que colhe mais. Outras, por causa da chuva, colhemos menos – falas Webler. A colheita na fazenda teve início no final de dezembro e ficou interrompida durante as seguidas chuvas que caíram na região em janeiro. Por enquanto, a produtividade média é de 54 sacas por hectare. Um bom rendimento segundo o agricultor, que espera concluir a colheita das lavouras precoces e o plantio do algodão safrinha até o fim deste mês.